quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Maria Rita canta "Deus está de saco cheio" e Paulo confirma em Romanos 1

Por Antognoni Misael

Deus lhe pague, Deus lhe crie, Deus lhe abençoe
Deus, é vosso pai é vosso guia
Tudo que se faz na terra se coloca Deus no meio
Deus já deve estar de saco cheio
Os habitantes da terra estão abusando
Ao nosso supremo divino sobrecarregando
Fazendo mil besteiras e o mal sem ter motivo
E só se lembram de Deus quando estão no perigo
Deus lhe pague, Deus lhe crie, Deus lhe abençoe
Deus, é vosso pai é vosso guia
Tudo que se faz na terra se coloca Deus no meio
Deus já deve estar de saco cheio

[SACO CHEIO, Almir Guineto]

A primeira vez que ouvi a canção de Almir Guineto foi na voz de Maria Rita. E mais uma vez o cancioneiro popular do Brasil me surpreende com um dedinho de teologia - pois é, isso mesmo! A MPB vez por outra provoca os atentos ao indagar, inferir, afirmar questões sobre o divino, e esporadicamente acaba por acertar naquilo que as Escrituras nos ensina.

É nítido que a frase “Deus já deve estar de saco cheio” se apropria da expressão do vocabulário popular. Você já se pegou dizendo algo do tipo? Eu, sempre!! Ou seja, "estou irado", "estou esgotado", "estou saturado", algo do tipo.

Em suma, podemos chegar a essa conclusão de que “Deus deve estar irado”. Do mesmo modo, o compositor também não errou quando mencionou que o homem só costuma lembrar do divino quando está em apuros, pois sua tendência natural é ignorar ao seu Criador.


A Bíblia nos mostra no cap 1 de Romanos e especificamente nos versos 18 e 21 que, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça. Paulo continua dizendo que eles, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

Há uma supervalorização por muitos de que Deus é apenas amor, de modo que poucos param para relembrar que Deus também se ira contra os homens e contra esta terra. Você observou o texto acima? Vá lá novamente e releia.

Obviamente que a graciosa faceta de Deus é o seu Amor. Contudo diante do que a canção diz e Paulo escreve em Romanos 1, por que será que Deus está irado (ou de saco cheio)? A resposta é simples -> a humanidade está e continua em inimizade contra Deus, embora não se canse de citá-lo da boca para fora ou buscá-Lo em situações onde se veja impotente; e Deus permanece em oposição ao homem e ao mundo. Esta ira divina é ocasionada pela iniquidade do homem, pela sua impiedade contra a criação e contra o próximo.

Impiedade, com o diria Russel Shedd, significa não fazer o que Deus manda. A Sua lei foi escrita no coração do homem, e tristemente ele não a segue, apenas o cita por conveniência e o busca por desespero e medo. Por isso, não há dúvidas: a ira de Deus se revela contra toda iniquidade e injustiça dos homens!

Prestem atenção nas revistas e jornais, programas de televisão e veja como eles são indiferentes a Deus; eles não mostram que Ele é a fonte de toda realidade, mas quando no mais profundo apuro pode ocorrer que apelem para alguma menção a religiosidade na tentativa de alcançar a interferência de Deus. Ou seja, os homens abafam a verdade de Deus que está em seus corações e rejeitam ao Criador sempre, sempre e sempre.

Por outro lado, há os que tentam fazer de Deus um “gênio da lâmpada” que está sempre disponível a saciar seus desejos, e a corrigir seus mais grotescos erros - nestes casos a própria religião se encarrega de legitimar uma relação deste tipo. É aí que se chega mais perto do que a canção diz: "Tudo que eles fazem [SIC] (de besteira) se coloca Deus no meio".

Deus está irado! Como disse a canção, de certa maneira, realmente Ele está de “saco cheio”. Ele está irritado com o homem porque ele não reconhece de onde veio à inteligência que criou o universo. Ele está de "saco cheio" porque se eliminou a verdade dos corações. Ele está irritado porque a humanidade  almeja apenas as coisas oriundas dEle, mas de fato não o quer.

O homem usa e abusa da Criação de Deus. Mas não dá Glórias a Ele. O ser humano está constantemente afrontando a natureza e ao seu semelhante, e não se dá conta de que prestará contas diante dEle.

Quando ratificamos que Deus está irado, nos deparamos com a ideia do "já e ainda não", isto é, observe bem: Deus já está irado, mas ainda não derramou totalmente a sua ira sobre os homens que subverteram a verdade dEle em mentira. 

Maria Rita cantou “Deus está de saco cheio”, mas não esqueçamos, o Apóstolo São Paulo já dizia em Romanos 1 que Ele já estava irado.

Infelizmente o gospel anda dizendo a mesma coisa, cantando os mesmos temas, usando dos mesmos jargões...Suas rimas são pobres e seu vocabulário é reduzidíssimo, e o que eles nos geram de reflexão social e teológica? - Tá difícil...

Bravo,  Maria Rita!!

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Antognoni Misael. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cerca de 2 mil foram mortos em cinco dias de ataques na Nigéria, diz ONG

Segundo Anistia Internacional, é o mais mortal ataque de radicais islâmicos.
Moradores dizem que número de corpos é 'muito grande para contar'.

G1, São Paulo

Moradores que conseguiram escapar do ataque a 16 povoados na Nigéria ocorridos nos últimos dias desta semana disseram que há corpos demais para poder contar o número de mortos. A organização humanitária Anistia Internacional disse nesta sexta-feira (9) que foi o mais mortal ataque na história do grupo radical islâmico Boko Haram, dizendo que cerca de 2 mil pessoas foram mortas desde o dia 3 de janeiro. saiba mais

Os moradores disseram que a maioria das vítimas é de crianças, mulheres e idosos que não conseguiram escapar dos insurgentes. A agência de notícias Associated Press informou que sete crianças foram reunidas com seus pais nesta sexta, mas que centenas de outras permanecem sozinhas. "Existe a possibilidade de que alguns desses menores desacompanhados tenham perdido seus pais durante os ataques a vilarejos", disse Sa'ad Bello, coordenador de cinco campos de refugiados que estão abrigando crianças sozinhas em Yola, capital do estado de Adamawa.

Os radicais do Boko Haram mataram mais de 10 mil pessoas no último ano no país, segundo a organização Council on Foreign Relations. O grupo é visto como a maior ameaça para a Nigéria, maior economia da África, e um problema para o presidente Goodluck Jonathan. O país terá eleições em 14 de fevereiro.

Ataques

Os militantes do Boko Haram mataram dezenas de pessoas e incendiaram casas na cidade de Baga, nordeste da Nigéria, nos dois últimos dias, na segunda onda de violência desde que tomaram o controle da região no fim de semana, disseram testemunhas nesta quinta-feira. Duas pessoas do local afirmaram que os insurgentes começaram a atirar de forma indiscriminada e a queimar construções no fim da terça-feira, ataques contra a população civil que continuaram na quarta-feira.

"Eu escapei de carro com a minha família depois de ver como o Boko Haram estava matando as pessoas. Eu vi corpos nas ruas. Crianças, mulheres, alguns gritando por socorro”, disse Mohamed Bukar à Reuters, após fugir para Maiduguri, capital do estado.

Soldados fugiram de Baga durante o fim de semana quando o grupo de extremistas sunitas tomou uma base militar na região.

O chefe do distrito de Baga, Abba Hassan, disse nesta quinta-feira que pelo menos cem pessoas haviam sido mortas quando o grupo assumiu o controle da cidade próxima ao Lago Chade. Abubakar Gulama, que fugiu com a família para Monguno, a 40 quilômetros, declarou ter passado por corpos no chão e que “toda a cidade pegava fogo”.

Camarões pede ajuda

O presidente dos Camarões, Paul Biya, fez um apelo internacional por ajuda militar para lutar contra o Boko Haram, que nessa semana ameaçou cruzar a fronteira da Nigéria.

"É uma ameaça global que pede uma resposta global. Essa deveria ser a resposta da comunidade internacional, incluindo a União Africana e nossas organizações regionais", disse ele em um discurso de ano novo na quinta-feira a diplomatas no palácio presidencial.

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Que nosso coração pranteie diante de Deus perante esta perplexidade. O que nos consola no fundo da alma é relembrar das palavras do nosso mestre: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; ... (João 11:25).

Então, o islamismo é uma religião Pacífica?

Por Solano Portela

O mundo está chocado com mais essa demonstração de violência de militantes muçulmanos ocorrida na França. Chefes de estado se preparavam para participar da marcha de repúdio aos assassinatos, neste domingo 11 de janeiro de 2015, que reuniu milhões de pessoas, quando o presidente da França François Hollande emitia essa declaração: “Esses terroristas nada têm a ver com a religião muçulmana”. Nesse meio tempo, a imprensa divulgava as palavras de um dos terroristas, Amedy Coulibaly, o homem que tomou de assalto o supermercado judaico em Vincennes, responsável por cinco das 17 mortes contabilizadas nesses atos de violência. Uma emissora de rádio gravou toda a sua argumentação e defesa dos seus tresloucados atos e de seus companheiros. Ele fundamenta a violência e os assassinatos exatamente na fé muçulmana que professa.

Mas a desencontrada afirmação, que contradiz as evidências, não tem sido emitida apenas por Hollande. O longo histórico de violência cometido por muçulmanos tem sido acompanhado pela tentativa renitente da mídia de esquerda em dissociar violência de islamismo. Jornalistas referem-se repetidamente a que atos de violência refletem apenas o “islamismo radical” e ressoam o bordão do Presidente Obama, de que “o islamismo é uma religião pacífica”, procurando dissociar as ações violentas dessa fé professada. Será?

A imprensa e governantes talvez assim se expressem temendo os movimentos que vêm surgindo na Europa contra o avanço islâmico no ocidente. Em janeiro de 2015, na Alemanha, a passeata do movimento PEGIDA (sigla, em alemão, para Europeus Patrióticos Contra a Islamização do Ocidente) despertou vários pronunciamentos da mídia fazendo ilações dessas reações com o que chamam de “Islamofobia”. Outros movimentos surgem na própria França, na Holanda e em outros países onde a presença dos maometanos é não somente muito visível, como crescente. Assim, tanto políticos como jornalistas querem nos convencer, que o islamismo não é uma ameaça real, mas apenas uns poucos extremistas. É lógico que não desejamos apoiar movimentos que apresentem ódio e discriminação civil a muçulmanos. Mas podemos fechar os olhos à associação de violência com o islamismo?

Os atentados na França despertam muita comoção porque foram perpetrados contra um órgão de imprensa, mas nem de longe são representativos do horror da continuada violência de origem muçulmana que tem martelado o mundo. Homens e carros-bombas são ocorrências quase diárias no oriente médio. As execuções em massa e a decapitações do chamado Estado Islâmico (“EI” ou “ISIS”) são atos impar de barbárie, justificados por profunda convicção de que Alá aprova esse envolvimento em uma “guerra santa”. As ações repugnantes do Boko Haram (o nome significa proibição de educação ocidental), na Nigéria, são apresentadas como “conversão” ao islamismo das adolescentes raptadas, e a indiscriminada matança que eles promovem, são praticadas com perturbadora tranquilidade e seus porta-vozes as fundamentam no Corão – quase na mesma semana em que 17 foram mortos na França, eles dizimaram centenas na cidade de Baga (as estimativas de mortos, espalhados pela cidade, variam de 200 a 2.000 pessoas – ninguém sabe ao certo). Não precisamos nem lembrar os ataques às torres gêmeas, em Nova York, com as quase 3.000 mortes. Nos últimos anos, violência e ameaças que cruzam as linhas internas do islamismo têm sido praticadas contra escritos, charges e pronunciamentos de personalidades. Os “militantes” e os vários Imãs que os apoiam nos informam que tudo ocorre sob a tutela e aprovação de Maomé. O próprio incidente na França é uma expressão mais cruel do que já vinha sendo anunciado desde que, nos idos de 2005, o jornal Dinamarquês “Jyllands-Posten” publicou 12 cartuns sobre Maomé, caracterizando-o como terrorista. Aquele periódico foi alvo de violentos protestos e ameaças dos muçulmanos.

Também em 2005, o Papa Bento XVI fez um pronunciamento caracterizando a religião islâmica como violenta (na realidade ele estava tão somente citando registros de pronunciamentos de Manoel II Paleologus, emitidos em 1391). O que aconteceu? Os islâmicos promoveram violentos protestos para provar que não eram violentos! Em Basra, no Iraque, a efígie do Papa foi queimada e, no Oriente Médio, muçulmanos jogaram bombas incendiárias em sete igrejas católicas, como se pudessem provar, pela violência, que o islamismo não é violento.

E as ocorrências no antigo império soviético? Rebeldes muçulmanos chechenos ameaçaram mandar pelos ares centenas de pessoas, no Teatro Drubovka, em Moscou. Isso gerou uma desastrada intervenção, característica da competência russa com inúmeros mortos (morreram 54 terroristas e quase 100 reféns). Na mesma Rússia, em setembro de 2004, outra brigada de muçulmanos chechenos fez 1200 mulheres e crianças reféns, em uma escola de Beslan, provocando um morticínio em massa – e haja mais intervenção russa desastrada (morreram mais de 330 mulheres e crianças).

Quando a grande mídia, em quase sua totalidade, fica apontando que a agenda de desprezo pela vida humana é característica apenas de algumas das correntes islâmicas, repetindo essas afirmações ad nauseam, fecham-se os olhos do mundo para o fato de que a própria religião realmente abraça e encoraja a violência e a sua propagação pela espada. Estudemos os xiitas e sunitas; arábios e indonésios; correntes supostamente moderadas e outras classificadas como extremistas; afro-americanos convertidos ao islamismo e os tradicionais muçulmanos: encontraremos a violência recorrente em todas essas vertentes, em grande parte dessas vezes, contra si mesmos.

O que o incidente da França tem em comum com todos esses outros ao longo da história contemporânea? O Corão e a religião islâmica. Mesmo que tenha virado moda confundir, em vez de esclarecer, e dizer que o cristianismo também é uma religião de sangue, que propaga a sua fé pelas guerras, etc. Mesmo que ouçamos essa inverdade repetida constantemente, o cristianismo verdadeiro não tem esse argueiro ou trava no olho. Como instituição ou religião não exaltou os suicidas, nem encorajou massacre de inocentes, nem reagiu com violência às infames blasfêmias do Charlie Hebdo. Raros fatos pontuais da história, em que um segmento ou outro de cristãos confundiu a Espada do Espírito com a de metal, não provam a regra. A verdade é que O CRISTIANISMO É PACÍFICO. Cristo ensina que a nossa luta não é contra carne e sangue. Ela é espiritual e não é vencida pela violência.

No entanto, se dermos uma olhadinha no Corão (Sura 9.5). Não há dúvida sobre o que ensina o Islamismo: “Assim, quando os meses sagrados passarem, então matem os idólatras aonde quer que possa encontrá-los e leve-os cativos e encurrale-os e espere por eles, em cada emboscada...” Ou (Sura 4.56) : “… com relação àqueles que não creem em nossas comunicações, faremos com que adentrem o fogo; com tanta frequência que suas peles serão totalmente queimadas. Mudaremos elas por outras peles, para que possam experimentar o castigo; certamente Alá é poderoso e sábio”. Realmente, não é um exagero equacionar islamismo com violência – ela está na raiz dessa religião falsa.

Então não existem muçulmanos pacíficos? Claro que sim. Mas, com toda probabilidade, eles ou são incoerentes com os documentos da fé que professam, ou fazem parte de um segmento oprimido pelo próprio islamismo. Não estamos dizendo que muçulmanos pacíficos sejam hipócritas, mas afirmamos que o germe da violência (que é expressão do anticristo, contrapondo-se à paz, que vem de Deus) está no islamismo. Se forem seguidas as consequências lógicas dessa religião, esse germe cria raiz, se aprofunda e desabrocha em violência. O grande lado cruel, e ao qual devemos demonstrar extrema sensibilidade, é que grande parte dos pacíficos são os muçulmanos oprimidos por muçulmanos opressores: mulheres, crianças, homens que amam suas famílias acima da pressão circunstante (“peer pressure”) dos semelhantes – uma característica do islã. Nesse caldeirão, as crianças vão crescendo olhando para a violência como uma forma de redenção e de rito de passagem de uma lado (o oprimido) para o outro (o opressor). Quantas mulheres, por vezes, não são pressionadas, ou cooptadas, a aderir à violência? Chega-se ao absurdo de se utilizarem, agora, de “meninas bombas”, como o Boko Haram fez no dia 10 de janeiro de 2015, na Nigéria (dizimaram 20 pessoas inocentes). O incidente na França fará com que esses pacíficos aflorem e resistam à violência? Não sei. Prouvera Deus que assim fosse, mas não tenho muita esperança disso.

Condeno o ataque ocorrido na França. Condeno as demonstrações de violência do islamismo, agora e em todas as épocas. Não me sinto obrigado, entretanto, a me identificar com a irreverência (termo que era pejorativo e hoje serve de elogio) e desrespeitos praticados pelos cartunistas e editores, ou a apoiar – sob pretexto de preservação da liberdade – as blasfêmias indiscriminadas presentes naquele Pasquim de segunda categoria (definitivamente, não sou Charlie), para protestar contra os assassinatos praticados em nome de Alá. Desprezo as ilações que têm sido feitas pela imprensa contra o cristianismo, como se andássemos de mãos dadas com os violentos da Terra. Não sou islamofóbico – o que quer que isso signifique – mas procuro ir além das versões superficiais apresentadas.

Por fim, a vigilância e repressão por meio das autoridades constituídas é o meio imediato, por certo, para garantir a vida e o direito de ir e vir. No entanto, concordo com as palavras do Rev. Ageu Magalhães, que escreveu a propósito dos incidentes na França: As ações militares são necessárias para frear o terror e a injustiça, todavia, são paliativas. Morrem 100 terroristas, nascem 1.000, dispostos a vingar os que morreram. A solução passa pelo Evangelho, transformando terroristas em servos de Jesus Cristo. Esse é o único remédio eficaz. Não sabemos o quanto de muçulmanos ainda se converterão ao Evangelho, mas sabemos que nosso dever é ir, enviar, orar e sustentar.

Essa é a mensagem de paz que caracteriza os verdadeiros cristãos. A paz de Cristo é o que precisamos agora e sempre.

Solano Portela

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Via O Tempora, O mores.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A ostentação Gospel e o estilo de vida proposto por Cristo

Por Antognoni Misael

Amiguinho, você que acha tudo normal no mundo dos evangelicos, inclusive os cachês dos pregadores e cantores gospel; que acha que nasceu pra ser cabeça e não cauda; que simpatiza com o “deus” que quer lhe promover a classe dos ricos; que põe adesivo no carro novo “foi Deus quem me deu” e ostenta... Você que foi ensinado que ser evangélico é sinônimo de receber “bênçãos”, tenho algo a lhe dizer: você está tremendamente enganado!
"Embaixo da ponte as pessoas roubando e matando... em cima da ponte...crentes tranquilamente se achando no direito de ficar descontentes com Deus, não comprou carro novo não?” [Janires, Rebanhão]
A primeira coisa que precisamos pontuar é a seguinte: quando recebemos a dádiva do favor imerecido do Pai, sendo então nós promovidos de, filhos da ira de Deus (Ef 2.3) - em virtude dos nossos pecados - para filhos da redenção (Gl 4.6), por Graça e misericórdia, não há absolutamente mais nenhum direito de esperarmos algo vindo da parte de Deus em nosso favor. Como disse o apóstolo Paulo, agora o morrer é lucro!

“Salvos pela Graça”! Se esta é a melhor notícia que alguém poderia ouvir, o que mais se pode aguardar de Deus que nos cause maior felicidade do que tal boa nova?

Mas, mesmo assim, sendo Deus rico em bondade e em amor, Ele ainda nos garantiu provimento de nossas necessidades básicas (Fp 4.6); que estaríamos sempre sob a sua proteção, e como ovelhas cuidadas pelo bom pastor, ninguém as arrebataria de Sua mão. (Jo 10.14)

Desta feita, mais uma vez ficamos constrangidos. Ou não? Além de sermos alvos do seu infindo amor, ainda somos cuidados e guiados por Ele. Que mais podemos querer ou exigir de Deus? Sendo assim, qualquer acréscimo e provisão que temos em vida, entendemos como graça e bondade de Deus para conosco. Por isso também nos consideramos mordomos de Deus. Afinal, tudo é dEle!!

Infelizmente não é esta compreensão que temos visto e ouvido na grande fatia dos evangélicos do Brasil. Eles querem ostentar!! Perceba, não que estejamos fazendo algum discurso “franciscano” ou de "auto-pobreza”. Mas o que fica-nos como base de semelhança com Cristo são três coisas importantes para vivermos santidade proposta por Ele: a humildade, a simplicidade e o contentamento.

Vejamos que dados alarmantes: mais de 800 milhões de pessoas encontram-se na mais absoluta pobreza, e 10 milhões morrem de fome todos os dias. E eu e você? Do que temos reclamado? Que tijolo a mais tanto almejamos no nosso castelo de luxuria?

Enquanto alguns missionários dentre nós foram chamados a viver entre os pobres, e outros a abrir seus lares aos necessitados, pergunto: - nós estamos pelo menos dispostos a viver um estilo de vida simples? Ou você tem cantado “Restitui” ou “Ressuscita os meus sonhos” na mais audaciosa intensão de acumular a riqueza que você não precisa, ou galgar o status social que perante Deus não significa absolutamente nada?

Será se temos reexaminado nossa renda e nossos gastos a fim de que possamos doar mais aos que precisam? Estamos dispostos a renunciar o desperdício e nos opormos a extravagancia de nosso estilo de vida em matéria de roupas, moradia, viagens e aquele smartphone (fora de moda)?

O Dr. John Stott na obra Discípulo Radical menciona (p. 64), de forma bem prática, sobre o cuidado de fazermos a distinção entre: 

1) necessidade X luxo; 
2) “hobbies” criativos X símbolos de status vazio;
3)  modéstia X vaidade; 
3) celebrações ocasionais X o nosso dia-dia; 
4) serviço a Deus X a escravidão à moda.

Talvez você pense que viver em santidade só esteja relacionado aos mesmos temas da estante legalista, como apenas ter cuidado com pornografia, com os lugares que vai, com a roupa do “crente”, a frequência dos cultos que não pode diminuir, enfim, os velhos “pecados sociais e morais”...

Contudo, fica-nos claro que santidade também tem tudo a ver com o “ser” e a “andar” como Cristo andou. Daí você começa entender que não precisa só receber e ostentar, ser santo como Cristo foi, tem tudo a ver com doar, com a simplicidade do viver e com o contentamento.

Em outras palavras... não amar ao seu próximo a ponto de querer viver ostentando para si próprio e não doar-se para ele é imensamente mais grave do que cometer os tantos pecados sócio morais que pode-se mencionar.

O estilo de vida proposto por Cristo é andar em santidade. Andar como ele andou. Simples, humilde e cheio de contentamento.

Quando os Cristãos importam-se uns com os outros, Jesus Cristo torna-se mais visivelmente atraente”. Pensemos nisso.

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Antognoni Misael. "Herege", doente e que vive ostentando. Mas, vou me consertar ok?

Conferência Off Line: Os Evangelho de Hoje!

Pessoal, nos próximos dia 15, 16 e 17 de janeiro ocorrerá a segunda edição da Conferência Off Line. O tema do evento é recorrente: Os Evangelhos de Hoje.

Os palestrantes pregarão nos seguintes contrapontos: Evangelho de Cristo X Evangelho Triunfalista (Via Rev. Rennan Dias); Evangelho de Cristo X Evangelho Pragmático (Via Pr. Marco Telles); Evangelho de Cristo X Evangelho Místico (Via Pr. André Luis).

Na participação musical estarão presentes as bandas locais com trabalhos autorais recém lançados pelo selo Candiêro Canções: Ahava, Prumo, Marco Telles e Banda, Jotta Carlos Jr., Atitude e Adoração, além da presença de Stênio Március e Diêgo Venâncio.

A conferência ainda promoverá duas mesas redondas.
O local da Conferência ocorrerá em João Pessoa-PB, no Bairro dos Bancários, na Igreja New Life. Dúvidas sobre o evento e mais informações? Você pode entrar em contato conosco pelo facebook de Misael AC ou ligar para (83) 8745 7031.

Você é convidado! Monte sua caravana e venha!!
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Arte de Chocar