21
abr

“Sangue de Jesus cobrirá o Brasil!”: Mais um ato patético na Lagoinha

por: Antognoni Misael


A Lagoinha não se cansa de tentar ganhar o Brasil para Cristo. Há anos eles pagam micos e mais micos, lavam a bandeira com azeite, rugem como leões, vestem-se de soldados, ungem os mares com óleo, aplicam golpes de Muay thai nos tripés dos exus, e por aí vai… É como se Deus não estivesse no controle de nada, e que dependesse de seu povo para anular as ações de satanás.

Ao convidar os fiéis para o 15º Congresso de Adoração Ana Paula Valadão disse: “Temos promessas de Deus para o país e precisamos adorar, orar, clamar e trabalhar para que vejamos a transformação do Brasil em nossos dias”.

O que me assusta é ver tanto anacronismo nisso tudo. Ao lermos sobre o verdadeiros avivamentos notamos que todos eles ocorreram de dentro para fora. Portanto, antes de qualquer ato patético é mister que se pense em Reforma e Avivamento. A Reforma nos propõe um retorno ao ensino da Bíblia e o avivamento nos indica uma relação apropriada com o Espírito Santo. Isto significa dizer que, os grandes momentos da História da igreja vieram quando estas duas qualidades entraram simultaneamente em ação fazendo com que os irmãos experimentassem a doutrina pura e a igreja conhecesse o poder do Espírito Santo.

Falar de avivamento e reforma é falar do padrão ideal que Deus quer de nós: Jesus Cristo. Portanto, não temos dúvida de que a igreja brasileira precisa urgentemente despertar neste sentido, a saber que estamos numa nação tida como a 6ª economia do mundo, mas com a maior população carcerária do planeta; o 8º na maior desigualdade social onde o negro é a imensa maioria do pobre, sem falar do altíssimo grau de corrupção enraizado em nossa estrutura política o que faz de nossa saúde, segurança e educação um vexame sem fim.

O lamentável nisso tudo é que o nosso inchaço religioso parece não mudar em nada esta realidade. Daí o que mais me espanta na Lagoinha é achar que estas representações tem algum valor diante da absurda realidade da nossa nação. Lembremos do batismo e da ceia. São sacramentos que por si só não tem valor algum no sentido de que, sem o arrependimento e sem a confissão, se tornarão mera simbologia vã. É mais ou menos isso que ocorre nos ritos da Lagoinha. Muito teatro e pouca validade!!

Assista:

Aí vem a ‘profetiza’ da “Lagoa” e com um longo tecido vermelho tenta cobrir o Brasil com o sangue de Jesus.

Aí a ‘profetiza’ rasga os conselhos de Paulo e solta as mais variadas línguas esquisitas sem o menor sentido.

Então a ‘profetiza’ diz que o Senhor estará fazendo algo em virtude de seus rituais afirmando que no “momento certo” os fiéis devem levantar a bandeira, pois no exato momento o Brasil será levantado.

Ela não se contenta e afirma que todos os locais que foram abertos para a Copa do Mundo, e que seriam alvo de prostituição e pecado, serão paralisados ‘agora’! (Ela não conseguiu evitar a roubalheira dos gastos, mas demonstra ter poder pra congelar as potestades (???)

Por fim, a profetiza declara: “Nós recebemos o novo Brasil”.

Cadê o novo Brasil? Ele cabe dentro da Lagoa?

***

Antognoni Misael. Cansado desse teatro chato.

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20
abr

Sr. Cristão, você também é um missionário?

por: Antognoni Misael


Com o passar dos anos o senso comum evangélico nos legou alguns estereótipos. Dentre tantas funções a serem realizadas pelo crente uma das que ganharam destaque foi a de ser “missionário”. Portanto, aprendeu-se que há o cristão e o missionário. De modo que, todo missionário é cristão, e nem todo cristão é missionário. Algo obsoleto não é?, uma vez que a palavra ‘cristão’ nos remete a ser imitador de Cristo, e ninguém melhor do que ele como modelo de se fazer missões.

Sabemos que ser missionário é critério intrínseco ao discipulado de Cristo, e que portanto, aquele que cumpre o seu IDE está fincado na obediência missionária do mestre. Mas, se quiséssemos não contrariar esta perspectiva estereotipada, e se realmente levássemos em conta níveis de comprometimento e renúncia, quem seriam os verdadeiros missionários?

Recentemente visitei o estado de Piura, norte do Peru. Fui conhecer o projeto de plantação de igrejas naquele local assim como o PEPE (Programa de Educação Pré-Escolar), ambos liderados pelo pastor Leonardo Gonçalves (fundador do site Púlpito Cristão) e sua esposa Jonara Gonçalves. Longe de qualquer romantismo missionário, o que fui fazer ali em Piura não passou de uma visita que durou cinco dias onde pude oferecer um simples apoio a obra de nossos irmãos. Entretanto quando se vai a um local como Piura, que fica em meio a um enorme deserto, onde menos de 3% da população é evangélica e o sincretismo religioso impera, onde a disparidade social é alarmante, onde se anda quilômetros e não se vê uma igreja evangélica, onde assentamentos humanos em meio ao nada são erguidos… aí você pára e pensa: “que ceara é esta meu Deus?! Onde estão os missionários?” Neste momento você reprocessa tudo que aprendeu e viveu sobre missões no teu país, e quando se pensa em ensinar algo, seja lá o que for, inevitavelmente tudo se inverte e você começa a aprender com tudo que ouve e vê naquele local.

Então, algumas observações passam a ser pertinentes, uma delas é que, no Brasil há muitos “missionários”, mas infelizmente são missionários que nunca deixaram suas zonas de conforto e seus projetos pessoais. Não desmerecendo outros tipos de missões (até porque eu mesmo trabalho na área de dependência química) como missões urbanas nas grandes cidades, ou algo do tipo, vejo que há uma preferência comum entre os jovens pastores e missionários em permanecerem em suas zonas de formação.

Aprendemos então que fazer a típica missões conforme as escrituras ensinam tem muito a ver com o ‘perder a vida’, de modo que se o nosso cristianismo anda cooperando com nossos egocêntricos projetos e sucesso de vida, esta ‘missão’ é uma barca furada – na verdade é uma barganha adaptada ao NOSSO projeto de felicidade, e não na vontade de Deus.

Aprendemos que a nossa leitura geográfica de carência no reino anda equivocada, uma vez que no Brasil os seminários andam lotados de teólogos e missionários que estão mais preocupados em serem reconhecidos entre seus pares do que ir aonde há maior demanda de compaixão e serem abraçados pelos ‘insignificantes’ – estes são preciosos aos olhos de Deus, são os grandes alvos do “disfarce” de Jesus (Mt 25.35).

Na verdade, o que estou tentando dizer não é que para fazer “missões” seria preciso alguém deixar sua casa e fugir para o Peru, África, ou para o sertão do nordeste. O que quero dizer é precisamos aprender muito em relação ao nível de renúncia, contentamento e comprometimento daqueles que deixaram o conforto de suas casas, país e língua para arriscarem suas vidas por amor aos esquecidos, desamparados e carentes do Evangelho de Jesus. Por isso, se a minha e a sua missão de ser discípulo de Jesus na cidade ou na fazenda, dentre os ricos ou dentre os pobres, não corresponderem às mesmas motivações do missionário que não priorizou seu conforto, certamente seremos confrontados com a Cruz e padeceremos com a nossa hipocrisia diante de Deus.

Lamentavelmente, termino supondo que: se ser missionário conforme a tradição de grande parte da igreja brasileira tem a ver com uma escala de renúncia inversamente proporcional entre os projetos pessoais do cristão e a demanda de compaixão dentre os povos e nações, não restará dúvidas: no Brasil há um amontoado de cristãos, e uma “meia dúzia” de missionários.

***

Antognoni Misael, colunista e co-editor do Púlpito Cristão e diretor do Arte de Chocar.

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20
abr

Voando na gaiola

por: Compartilhamento


1985, a palavra liberdade flui dos lábios selados por 21 longos anos. A expressão de pensamentos e ideologias vão ser novamente bradadas aos quatro ventos, tudo isso somado com alívio político e esperança social. Toda essa exasperação é embalada ao som de Cazuza, no primeiro Rock in Rio, Pro dia nascer feliz.

Bom, mas o que isso tem a ver com o tema a ser abordado? foi o que minha esposa perguntou em tom irônico e desconfiado.

O tema principal talvez seja o sentimento de liberdade em um ”país-igreja” escravo. Grande avanço já tivemos? Isso é bem verdade. Muito ainda vamos ter? Isso depende do ponto de vista.

Afinal, de qual liberdade estamos falando? Será que liberdade é mesmo tudo?

Presos comemoram banho de sol, escravos celebram o fim do dia e trabalhadores o horário de almoço. São como nós, nos vislumbramos com a liberdade de falar e pensar, estando presos na libertinagem do pensar e falar.

A grande verdade é que nascemos presos em nossos delitos e pecados, fomos gerados assim, escravos do pecado adâmico, o livre arbítrio não nos livrou na verdade de nada, mas nos imergiu em um complexo e profundo mundo de pecado distante de Deus. O que falo não é coisa nova, Lutero publicou seu primeiro texto, discutindo esse assunto, em 1525 (A Escravidão da Vontade).

A liberdade é umas das melhores coisas que um ser vivo pode ter ou almejar, pergunte isso ao carcerário, ou abra a gaiola de um pássaro. Porém, o que quero alertar é o perigo inerente a ela. Ou melhor, as consequências dessa pseudo-liberdade na igreja moderna.

Em tempos hodiernos, a grande palavra nas canções dos movimentos evangélicos é Liberdade, Sou livre pra pular, livre pra dançar, a liberdade será a canção do meu coração e por ai vai. As vezes isso tudo bagunça a nossa concepção de liberdade e qual liberdade foi conquistada na cruz.

Não fomos livres pra fazer o que nos vem à mente, muito menos pra ir onde queremos, mas ao ganhar a liberdade da morte, causada pelo pecado, rasgamos nossa carta de alforria e nos entregamos a um novo senhor de escravos. Ele, porém, não poderia ser melhor Senhor. Somos escravos de Cristo!

A falsa liberdade tem sido embalada em nosso meio pela tão antiga e desapercebida vaidade. Liberdade no vestir, liberdade no comportamento, afinal , cada um tem seu jeito, seu estilo. O que poucos querem é se moldarem ao jeito e ao estilo de cristo, que é a simplicidade e humildade. A moda tem lugar certo nos cultos, chegando até ao púlpito. Mas o que é a moda se não a ditadura do mundo sobre nossas vontades, pensamentos e gostos. Qual a nossa ideia de belo hoje se não o que a moda prega?! Muitos estão completamente cegos, desapercebido e escravos desse cruel senhor “Mundo”!

Uma grande mentira tem se instalado contrapondo romanos 12 : A conformidade geral legaliza más atitudes.

Erroneamente também tem se crido: Tudo é lícito e “tudo me convém”. A conveniência virou parâmetro de vida. De repente, as coisas se tornam lícitas por nos convir, quando os pensamentos supremos de Deus sobre nós não tem licitude.

A pior prisão é a falsa liberdade, pois nela não há força para quebrar grilhões. Achamos que estamos em um país democrata e não lutamos para que de fato o seja; Estamos em uma igreja liberta e não buscamos para que de fato seja. É bem verdade que temos grande tendência ao desacerto, mulheres conquistando alvedrio cada vez mais se parecem com os homens presos à imoralidade, jovens querendo ser livres, se aprisionam nas drogas, pais querendo ter liberdade prendem seus filhos nos vícios midiáticos e por ai vamos nós, enclausurando a liberdade nos dada de Graça.

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O texto é de Natan Viana Mota, colaborador do Arte de Chocar.

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19
abr

TRANSFERINDO HERESIAS DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO

por: Compartilhamento


Mais um ato patético dessa turma. As vezes dá a impressão de que eles desejam ser reconhecidos como o grupo que mais dissemina heresias na história nacional, e quem sabe um dia, na mundial. Esforço não falta.

Dessa vez afirmam estar transferindo o “cedro”, a “autoridade espiritual” da geração Valnice Milhomens e Cia., para a geração Valadão e em seguida, para uma nova, ainda anônima para o grande público mas que, pelo andar da carruagem logo logo ganharão espaço aqui mesmo no Púlpito Cristão, quando denunciarmos possíveis novas heresias.

Como alento fica o mico da quase queda da Ana Paula Valadão, ao derrubar “no poder” um de seus asseclas rsrs.

Assista e tire suas próprias conclusões.

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Ruy Cavalcanti, do Púlpito Cristão para o Arte de Chocar.

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14
abr

O GOLEIRO DO FLAMENGO, SUA FRASE INFELIZ E A LEI DE GERSON

por: Renato Vargens


Roubado é mais gostoso.

Foi exatamente isso que o goleiro do Flamengo disse ao final da partida contra o Vasco da Gama. (Leia aqui)

Pois é, um número incontável de pessoas em todo país viram que o gol de Márcio Araújo foi irregular. Entretanto, inumeras pessoas celebraram a irregularidade do gol, brincando jocosamente com a desgraça do time vascaíno. Ora, é claro, que se o inverso tivesse acontecido, e o Flamengo em vez de privilegiado tivesse sido vítima do erro do árbitro, haveria um chororô só, onde reclamações, injúrias e blasfêmias teriam sido proferidas.

Lamentavelmente o povo brasileiro gosta mesmo é de levar vantagem, e isto se percebe nitidamente no comportamento do cidadão brasileiro que canta hits celebrando a malandragem. Como dizia Bezerra da Silva Malandro é malandro, mané é mané.

A canção em questão me fez lembrar uma propaganda vieculada em rede de televisão na década de 70, na qual o ex-jogador da seleção brasileira, Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que certa marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras, e no final Gérson dizia:”Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?”

O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou falta dela.

Infelizmente nossa sociedade encontra-se tão adoecida, que para atingir os seus objetivos se faz “qualquer negócio” Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que pra isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.

Caro leitor, como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas.

Na perspectiva bíblica jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre venceremos.

É o que penso, é o que digo!

***

Renato Vargens é pastor, escritor e conferencista. Amigo blogueiro e tricolor carioca. Hoje, faço um eco retumbante com ele da mesma revolta!

Fonte: Renato Vargens.

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14
abr

ROLEZINHO DO SEXO ENTRE ADOLESCENTES E JOVENS, O FUNDO DO POÇO

por: Renato Vargens


Para nossa tristeza e vergonha uma nova modalidade de rolezinho surgiu entre os adolescentes e jovens: O rolezinho do sexo! (veja o vídeo abaixo) Isso mesmo: a garotada “mata” aula e vai para o parque fumar maconha, cheirar cola, e transar. Tudo devidamente combinado pelas redes sociais, e com o conhecimento das autoridades. Para piorar a sitiuação, agentes de saúde, vão ao locar distribuir preservativos, como se a pouca vergonha fosse a coisa mais normal do mundo.

Caro leitor, bem sei que existem pessoas que não verão mal algum nesse tipo de comportamento e que considerarão um absurdo alguém “tolir” a liberdade dos adolescentes que querem fumar maconha e promover bacanais em parques públicos.

Ora, podem me chamar de retrógrado, fundamentalista, eu todavia, ao contrário de alguns, repudio veeementemente atitudes desde nipe, que sem sombra de dúvidas aponta para a definitiva falência da sociedade brasileira.

Lamentavelmente nossos adolescentes e jovens vivenciam o mais baixo nível de degradação moral, levando a cada um de sós a um estado de vergonha e ruborização.

Pois é, diante de tempos tão difíceis como os que vivemos torna-se indispensável que a igreja evangélica se posicione audaciosamente contra a promiscuidade que nos cerca. Como cristãos é indispensável que entendamos que temos por missão anunciar aos doentes da alma e da mente a maravilhosa noticia de que se é possível mudar de vida. Para tanto, é absolutamente necessário que proclamemos o evangelho da salvação eterna, o qual é tremendamente eficaz para libertar o ser humano de seus dramas, dilemas e sofrimentos.

Tenho plena convicção de que como seguidores de Cristo, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos do Senhor, temos por missão anunciar a esta geração, Jesus, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, libertinagem e m liberdade.

Com lágrimas nos olhos!

***

Fonte: Blog do Renato Vargens.

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13
abr

A Teologia da Missão Integral e o Marxismo

por: Compartilhamento


Desde que ouvi falar de missão integral em 2007, enquanto fazia uma escola da JOCUM, fiquei interessado e comecei a pesquisar sobre o tema. Adquiri alguns livros, baixei artigos da internet, assinei Ultimato, enfim, quis saber quem falava sobre missão integral e o que falavam sobre missão integral. Em meio a muitas leituras e questionamentos, não sei se estou sendo tolo, mas a minha pergunta é: a teologia da missão integral dialoga com o marxismo ou mesmo se apropria de alguns pressupostos marxistas? Se sim, como articular cosmovisões contrárias uma da outra?
Filipe Reis, Parintins, AM

Bem, Filipe, nós vivemos num mundo profundamente influenciado pelo marxismo. Então, é impossível dialogar com o mundo sem dialogar com o marxismo num nível ou noutro. O marxismo mudou a face do Ocidente por, pelo menos, setenta anos. Estabeleceu-se como fato histórico, vimos surgirem blocos socialistas no mundo todo. E a grita do marxismo era a de que o capitalismo estava na contramão do que produziria felicidade humana, e que era preciso chegar a uma nova fase na história da humanidade a que eles chamaram de comunismo, que era, segundo Marx, o sucedâneo natural do capitalismo.

As experiências revolucionárias marxistas não comprovaram a tese, porque as grandes nações, que se tornaram socialistas, do ponto de vista marxista-leninista, deram ou tentaram dar um salto do feudalismo para o comunismo, já que nem uma delas havia passado pelo capitalismo propriamente dito. Mas estão aí, fizeram história, milhares de escritos, de reflexão por todo o mundo, em todas as línguas. Então, é impossível falar ao mundo sem dialogar com os que também tentam interpretar e até mesmo transformar o mundo. Neste sentido, a Teologia da Missão Integral dialoga com o marxismo assim como dialoga com A riqueza das nações de Adam Smith, com o capitalismo, porque nós estamos tentando responder a grande pergunta humana que é “qual é o sentido da vida, para o que é que nós existimos, de onde viemos, para onde vamos e como devemos viver?”. Então, nós dialogamos com todo mundo, inclusive com outras confissões de fé. Nós estamos lutando pela humanidade como todo mundo.

Agora, se o que você está perguntando é se a Teologia da Missão Integral lança mão do referencial teórico marxista, a resposta é NÃO. A TMI considera as análises marxistas, entende a validade de muitas de suas análises, mas não lança mão do referencial teórico do marxismo, porque a Missão Integral se estriba na recuperação de dois conceitos:

1- O conceito de justiça no profetismo hebraico. No profetismo hebreu você tem a noção de justiça, ela vai aparecer nos grandes profetas que vão dizer, como Amós (5.24), que a justiça deve correr como um rio que nunca seca. Todos os profetas hebreus levantaram a questão da justiça e são eles que introduzem esta noção da justiça como um critério transcendente: justiça não é mais uma relação de poder entre fracos e fortes, entre vencedores e vencidos; justiça é uma demanda divina, uma demanda de Deus; ele exige justiça, Deus exige que os pobres sejam tratados com decência, exige, de fato, que não haja pobreza, que haja libertação econômica, social e política (essa noção aparece no Jubileu e no Ano da Remissão – Lv 25; Dt 15.1-10). A justiça nasce no coração de Deus e é introduzida na história humana pelos profetas hebreus, são eles que trazem a noção de justiça para a história e trazem-na como um dado transcendente, e não como uma conclusão imanente, ou seja, não foram os seres humanos pensando sobre si, sobre a história, sobre a sociedade que chegaram à noção de igualdade, de justiça, de que não pode haver pobre; pura e simplesmente.

Foram os profetas hebreus que trouxeram este elemento para a história humana, esta visão de que há uma demanda da parte de Deus por igualdade entre os homens, por dignidade para todos os homens, pelo fim da pobreza, pelo respeito ao diferente, pelo abrigo ao estrangeiro, pela noção de direito humano. E isso vem diretamente de Deus, está espalhado por todo o Antigo Testamento, desde a lei de Moisés que é reforçada pelo profetismo hebraico que, na verdade, é um trabalho de recuperação do espírito da lei de Moisés, que clama por justiça. Este é o primeiro referencial da Missão Integral. Você verá isso nos escritos de René Padilla, nos escritos de Samuel Escobar, de Orlando Costas, de Pedro Araña e muitos outros.

2- O outro referencial da Teologia da Missão Integral é a recuperação da noção do Reino de Deus e sua justiça, a ideia de que o Reino de Deus é um outro sistema que se opõe ao sistema vigente, que se opõe ao sistema capitalista e ao sistema soviético. É um outro sistema que vem não para estar ao lado dos sistemas em pauta, mas para substituí-los, para erradicá-los. Isso aparece no profeta Daniel que, quando responde ao sonho de Nabucodonosor, fala sobre a pedra que é lançada por mãos não humanas contra a estátua.

A estátua, no sonho de Nabucodonosor, sintetiza todas as tentativas humanas de resolver o problema humano sem considerar a hipótese de Deus ou sem considerar a revelação de Deus, tudo o que os homens tentaram em todos os níveis: o feudalismo, o capitalismo, o comunismo; está tudo lá na estátua. E a pedra é o Reino de Deus, que vem e derruba a estátua, triturando-a, desfazendo todos os componentes da estátua até transformá-la em pó, pó que é varrido pelo vento de modo que da estátua não fica nem lembrança, e a pedra cresce, alarga-se e toma toda a terra, ou seja, uma nova realidade assume o controle da história e essa nova realidade é o Reino de Deus.

A Teologia da Missão Integral vai recuperar essa noção de Reino de Deus que aparece com força total no Novo Testamento, a partir da pregação de João Batista, e que é referendada e ratificada pela pregação de Jesus de Nazaré: arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus. Nos quatro Evangelhos você verá que os fariseus, os saduceus, os mestres da lei, que viviam inquirindo Jesus, fizeram perguntas, de toda ordem, de todo tipo, mas nenhum deles perguntou o que era o Reino dos céus. Todos eles sabiam do que João e Jesus estavam falando, eles sabiam o que era o Reino dos Céus: a chegada da realidade definitiva, a realidade que iria se impor á história, que iria conquistar a história, que iria se estabelecer na história e iria dar o tom à história.

É isso que a Teologia da Missão Integral recupera: a noção do Reino de Deus como um sistema que engloba tudo o que afeta o homem e tudo o que o homem afeta. Engloba, portanto as questões social, política, econômica, ética, a moral, educacional, do trabalho, do direito, porque tudo isso afeta o homem e é afetado pelo homem, por isso é um sistema só, e esse sistema precisa ter um novo princípio vetor que segundo as Escrituras é o Reino de Deus. Assim, o Reino de Deus é um novo sistema onde só a vontade de Deus é feita, e é um sistema econômico, político, social, moral, ético, educacional, está tudo contido no Reino de Deus.

A Teologia da Missão Integral é uma proposta Ortodoxa, que amplia a missiologia da Igreja, portanto uma proposta de Evangelização, de proclamação da necessidade da conversão ao Cristo, na sua forma mais radical, mas não tem a pretensão de que seja a Igreja que venha a implantar o Reino de Deus, ela tem a intenção de encorajar a Igreja a sinalizar que o Reino de Deus já está presente, e trabalha para que a Igreja seja uma mostra do mundo vindouro “as primícias” do Reino de Deus, como Tiago (Tg1.18) nos advertiu.

Sendo assim, a partir da Igreja os paradigmas do Reino dos Céus devem ser vividos, e aí a Igreja, como uma das protagonistas da história, precisa ser proativa e sinalizar a presença do Reino a partir de todas as suas possibilidades, e influenciar o mundo com os padrões do Reino de tal maneira que, guardadas as devidas proporções, o mundo se torne o mais parecido possível com o Reino vindouro. E isso vai significar a chegada da paz, da igualdade, do direito, da responsabilidade moral, de uma sociedade sem classes, de uma sociedade justa, de uma sociedade igualitária, solidária, isso é a pregação da Teologia da Missão Integral.

Você pode dizer que aqui ou ali nós esbarraremos em conceitos marxistas, mas eu preciso lembrar a você de que Marx veio depois da Igreja Primitiva, veio depois de Jesus, o Cristo. Não somos nós que estamos buscando conceitos em Marx, foi Marx que buscou os conceitos dele na tradição judaico-cristã, e tentou criar um projeto de uma vida semelhante ao que a Igreja primitiva viveu. Porém o filósofo quis atingir essa realidade sem a necessidade da hipótese de Deus, e por métodos que a Ortodoxia Cristã não apoia.

Nós não trabalhamos com o referencial marxista porque o nosso referencial é anterior. Embora aqui e ali, nós possamos ter intersecções com os marxistas, se isso acontecer, será porque, como disse o Karl Jaspers, nenhuma filosofia do Ocidente foi desenvolvida sem que a Bíblia fosse o pano de fundo. E nem Karl Marx escapou disso.

***

O texto é de Ariovaldo Ramos. Fonte: Ultimato. Via Pavablog.

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08
abr

Marco Feliciano na Playboy: Só Era o que Faltava!

por: Compartilhamento


Estava eu a navegar pelo Facebook (esse local onde tudo pode acontecer) e me deparo com a seguinte manchete: “Marco Feliciano confessa ter usado drogas e diz que quem faz sexo anal não volta mais”. Essa esdrúxula notícia estava na página oficial da Folha de S. Paulo. Logicamente que acessei a página para ler na íntegra e entender o que estava se passando. Pois bem, a manchete faz referência a uma entrevista dada pelo Deputado Federal e “pastor” Marco Feliciano para a revista Playboy do mês de abril, que chega hoje às bancas (08/04).

É meus irmãos, vocês entenderam bem. A revista é a Playboy mesmo, aquela que tem fotos de mulheres nuas. Acreditem, não é pegadinha. São duas opções de capa e em ambas tem a chamada para tal entrevista com 3 tópicos elencados:

• “Sonho em ser presidente”.
• “Cherei cocaína, tentei maconha, não conseguir tragar”.
• “Marina, com aquele jeitinho de crente é um engodo”.

A declaração sobre o sexo anal, segundo a Folha de S. Paulo se deu nos seguintes termos:

“Com certeza tem homens que tem tara por ânus, sim. Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus. E espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais (riu). Deve ser uma coisa tão estranha…”

Hã? “Espero nunca fazer”? Estranho mesmo foi esse comentário. Sinceramente meus amados: que tempos são esses os nossos? Pastor sendo entrevistado em revista de mulher pelada já é demais. O pior é que ainda tem quem defenda. Logo que postei nas redes sociais criticando o Feliciano seguido de #AcordaIgreja, um amigo postou um texto com a mesma hashtag só que criticando quem critica esses hereges. Caros leitores, vocês tem todo o direito de não se pronunciarem, mas daí a condenar quem tem coragem e peito para denunciar os falsos profetas tupiniquins não é uma postura sensata.

Incrível será ver como os cegos e ludibriados por homens como o Feliciano vão se portar para tentar defende-lo. Será que vão comprar a Playboy só para ler a entrevista do deputado evangélico? Será que vou ouvir alguém falar que foi mais uma porta que Deus abriu para que o Evangelho fosse pregado? Será que vão dizer: “Ah, o ímpio vai comprar uma revista para ver mulheres nuas e irá se deparar com uma palavra abençoada e mudará de vida”? Nenhum apóstolo na Bíblia foi pregar em “bacanais”, ignorância tem limite. Procurem entender de uma vez por todas: Esses homens não pregam o Evangelho! O que eles fazem é distorcer o ensino das Sagradas Escrituras. Entendam que defender o falso pastor é não ser contado como ovelha do rebanho de Cristo, pois o mesmo diz:

“Eu asseguro a vocês que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando”.João 11: 1-6 (grifo meu).

Quem pertence ao Senhor não escuta, e muito menos defende, o falso pastor. Perguntem a vós mesmos: “De quem é a voz que escutamos”? Por favor, tenham mais discernimento e filtrem as pregações. Reconheçam um homem de Deus pelo apreço e fidelidade que ele tem pelas Escrituras. Marco Feliciano não se importa com as ovelhas, ele quer apenas poder. E o sonho de um cara desses virar presidente pode acabar sendo uma realidade de um país cada vez mais evangélico, mas que não tem critério algum para diferenciar o que é alimento e o que é veneno. Certa vez ouvi um Pastor sincero falar que doutrina é igual a comida, se boa alimenta, se ruim pode até matar.

Não é a primeira vez que critico o Feliciano. A última dele foi ter dito esta pérola: “Jesus falou comigo: Meu filho, quando a igreja não se levanta e não pode, eu levanto até demônios para ser guarda costa de pastor”. Segundo o mesmo, um babalorixá do Rio de Janeiro chegou em seu gabinete e disse que o deputado o representava e que toda a sexta-feira, 600 terreiros tocariam para abençoar o Marco Feliciano. Dúvida? Então veja o vídeo se tiver estômago clicando no link http://www.youtube.com/watch?v=9jWQEi9yd6g

Engraçado é que a primeira frase que aparece no vídeo, proferida pelo Deputado Feliciano é: “Nunca houve tanta oração nesse país. Nunca houve tantos crentes anônimos mandando mensagens dizendo: Jesus, protege o Pr. Marcos porque ele me representa.” Ué, a Igreja nunca orou tanto para que Jesus o protegesse e a mesma não se levantou ao ponto de demônios fazerem a segurança do Deputado? Faz tempo que eu repudio homens como Feliciano, que são falsos mestres, oportunistas e gananciosos. Todavia tem quem o defenda. Com certeza alguém vai ler esse meu texto e vai dizer que eu estou julgando. Não é julgamento e sim constatação. As Escrituras dizem que qualquer outro evangelho deve ser por nós amaldiçoado (Gl 1:9). Como simpatizar com um homem que descontextualiza a Palavra para tirar vantagem? Pra mim não dá pra aturar mesmo…

Marcos 9:40: Cristo fala que “quem não é contra nós, é por nós.” Só que o contexto é muito diferente. Ali, João diz que repreendeu um homem que expulsava demônios porque este não era seguidor do Mestre. Veja bem: expulsava demônios e não era beneficiado pelo mesmo. Como se isso não bastasse, agora essa da Playboy. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos conceda graça. Que a Igreja de Cristo se mantenha fiel às Escrituras e ouça o Bom Pastor.

Soli Deo Gloria.

***

O texto é de Thiago Oliveira, colaborador do Arte de Chocar, pernambucano corajoso que vive lutando para que a Igreja de Cristo esteja fincada nas escrituras e não em homens.

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