14
abr

O GOLEIRO DO FLAMENGO, SUA FRASE INFELIZ E A LEI DE GERSON

por: Renato Vargens


Roubado é mais gostoso.

Foi exatamente isso que o goleiro do Flamengo disse ao final da partida contra o Vasco da Gama. (Leia aqui)

Pois é, um número incontável de pessoas em todo país viram que o gol de Márcio Araújo foi irregular. Entretanto, inumeras pessoas celebraram a irregularidade do gol, brincando jocosamente com a desgraça do time vascaíno. Ora, é claro, que se o inverso tivesse acontecido, e o Flamengo em vez de privilegiado tivesse sido vítima do erro do árbitro, haveria um chororô só, onde reclamações, injúrias e blasfêmias teriam sido proferidas.

Lamentavelmente o povo brasileiro gosta mesmo é de levar vantagem, e isto se percebe nitidamente no comportamento do cidadão brasileiro que canta hits celebrando a malandragem. Como dizia Bezerra da Silva Malandro é malandro, mané é mané.

A canção em questão me fez lembrar uma propaganda vieculada em rede de televisão na década de 70, na qual o ex-jogador da seleção brasileira, Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que certa marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras, e no final Gérson dizia:”Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?”

O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou falta dela.

Infelizmente nossa sociedade encontra-se tão adoecida, que para atingir os seus objetivos se faz “qualquer negócio” Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que pra isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.

Caro leitor, como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas.

Na perspectiva bíblica jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre venceremos.

É o que penso, é o que digo!

***

Renato Vargens é pastor, escritor e conferencista. Amigo blogueiro e tricolor carioca. Hoje, faço um eco retumbante com ele da mesma revolta!

Fonte: Renato Vargens.

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14
abr

ROLEZINHO DO SEXO ENTRE ADOLESCENTES E JOVENS, O FUNDO DO POÇO

por: Renato Vargens


Para nossa tristeza e vergonha uma nova modalidade de rolezinho surgiu entre os adolescentes e jovens: O rolezinho do sexo! (veja o vídeo abaixo) Isso mesmo: a garotada “mata” aula e vai para o parque fumar maconha, cheirar cola, e transar. Tudo devidamente combinado pelas redes sociais, e com o conhecimento das autoridades. Para piorar a sitiuação, agentes de saúde, vão ao locar distribuir preservativos, como se a pouca vergonha fosse a coisa mais normal do mundo.

Caro leitor, bem sei que existem pessoas que não verão mal algum nesse tipo de comportamento e que considerarão um absurdo alguém “tolir” a liberdade dos adolescentes que querem fumar maconha e promover bacanais em parques públicos.

Ora, podem me chamar de retrógrado, fundamentalista, eu todavia, ao contrário de alguns, repudio veeementemente atitudes desde nipe, que sem sombra de dúvidas aponta para a definitiva falência da sociedade brasileira.

Lamentavelmente nossos adolescentes e jovens vivenciam o mais baixo nível de degradação moral, levando a cada um de sós a um estado de vergonha e ruborização.

Pois é, diante de tempos tão difíceis como os que vivemos torna-se indispensável que a igreja evangélica se posicione audaciosamente contra a promiscuidade que nos cerca. Como cristãos é indispensável que entendamos que temos por missão anunciar aos doentes da alma e da mente a maravilhosa noticia de que se é possível mudar de vida. Para tanto, é absolutamente necessário que proclamemos o evangelho da salvação eterna, o qual é tremendamente eficaz para libertar o ser humano de seus dramas, dilemas e sofrimentos.

Tenho plena convicção de que como seguidores de Cristo, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos do Senhor, temos por missão anunciar a esta geração, Jesus, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, libertinagem e m liberdade.

Com lágrimas nos olhos!

***

Fonte: Blog do Renato Vargens.

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13
abr

A Teologia da Missão Integral e o Marxismo

por: Compartilhamento


Desde que ouvi falar de missão integral em 2007, enquanto fazia uma escola da JOCUM, fiquei interessado e comecei a pesquisar sobre o tema. Adquiri alguns livros, baixei artigos da internet, assinei Ultimato, enfim, quis saber quem falava sobre missão integral e o que falavam sobre missão integral. Em meio a muitas leituras e questionamentos, não sei se estou sendo tolo, mas a minha pergunta é: a teologia da missão integral dialoga com o marxismo ou mesmo se apropria de alguns pressupostos marxistas? Se sim, como articular cosmovisões contrárias uma da outra?
Filipe Reis, Parintins, AM

Bem, Filipe, nós vivemos num mundo profundamente influenciado pelo marxismo. Então, é impossível dialogar com o mundo sem dialogar com o marxismo num nível ou noutro. O marxismo mudou a face do Ocidente por, pelo menos, setenta anos. Estabeleceu-se como fato histórico, vimos surgirem blocos socialistas no mundo todo. E a grita do marxismo era a de que o capitalismo estava na contramão do que produziria felicidade humana, e que era preciso chegar a uma nova fase na história da humanidade a que eles chamaram de comunismo, que era, segundo Marx, o sucedâneo natural do capitalismo.

As experiências revolucionárias marxistas não comprovaram a tese, porque as grandes nações, que se tornaram socialistas, do ponto de vista marxista-leninista, deram ou tentaram dar um salto do feudalismo para o comunismo, já que nem uma delas havia passado pelo capitalismo propriamente dito. Mas estão aí, fizeram história, milhares de escritos, de reflexão por todo o mundo, em todas as línguas. Então, é impossível falar ao mundo sem dialogar com os que também tentam interpretar e até mesmo transformar o mundo. Neste sentido, a Teologia da Missão Integral dialoga com o marxismo assim como dialoga com A riqueza das nações de Adam Smith, com o capitalismo, porque nós estamos tentando responder a grande pergunta humana que é “qual é o sentido da vida, para o que é que nós existimos, de onde viemos, para onde vamos e como devemos viver?”. Então, nós dialogamos com todo mundo, inclusive com outras confissões de fé. Nós estamos lutando pela humanidade como todo mundo.

Agora, se o que você está perguntando é se a Teologia da Missão Integral lança mão do referencial teórico marxista, a resposta é NÃO. A TMI considera as análises marxistas, entende a validade de muitas de suas análises, mas não lança mão do referencial teórico do marxismo, porque a Missão Integral se estriba na recuperação de dois conceitos:

1- O conceito de justiça no profetismo hebraico. No profetismo hebreu você tem a noção de justiça, ela vai aparecer nos grandes profetas que vão dizer, como Amós (5.24), que a justiça deve correr como um rio que nunca seca. Todos os profetas hebreus levantaram a questão da justiça e são eles que introduzem esta noção da justiça como um critério transcendente: justiça não é mais uma relação de poder entre fracos e fortes, entre vencedores e vencidos; justiça é uma demanda divina, uma demanda de Deus; ele exige justiça, Deus exige que os pobres sejam tratados com decência, exige, de fato, que não haja pobreza, que haja libertação econômica, social e política (essa noção aparece no Jubileu e no Ano da Remissão – Lv 25; Dt 15.1-10). A justiça nasce no coração de Deus e é introduzida na história humana pelos profetas hebreus, são eles que trazem a noção de justiça para a história e trazem-na como um dado transcendente, e não como uma conclusão imanente, ou seja, não foram os seres humanos pensando sobre si, sobre a história, sobre a sociedade que chegaram à noção de igualdade, de justiça, de que não pode haver pobre; pura e simplesmente.

Foram os profetas hebreus que trouxeram este elemento para a história humana, esta visão de que há uma demanda da parte de Deus por igualdade entre os homens, por dignidade para todos os homens, pelo fim da pobreza, pelo respeito ao diferente, pelo abrigo ao estrangeiro, pela noção de direito humano. E isso vem diretamente de Deus, está espalhado por todo o Antigo Testamento, desde a lei de Moisés que é reforçada pelo profetismo hebraico que, na verdade, é um trabalho de recuperação do espírito da lei de Moisés, que clama por justiça. Este é o primeiro referencial da Missão Integral. Você verá isso nos escritos de René Padilla, nos escritos de Samuel Escobar, de Orlando Costas, de Pedro Araña e muitos outros.

2- O outro referencial da Teologia da Missão Integral é a recuperação da noção do Reino de Deus e sua justiça, a ideia de que o Reino de Deus é um outro sistema que se opõe ao sistema vigente, que se opõe ao sistema capitalista e ao sistema soviético. É um outro sistema que vem não para estar ao lado dos sistemas em pauta, mas para substituí-los, para erradicá-los. Isso aparece no profeta Daniel que, quando responde ao sonho de Nabucodonosor, fala sobre a pedra que é lançada por mãos não humanas contra a estátua.

A estátua, no sonho de Nabucodonosor, sintetiza todas as tentativas humanas de resolver o problema humano sem considerar a hipótese de Deus ou sem considerar a revelação de Deus, tudo o que os homens tentaram em todos os níveis: o feudalismo, o capitalismo, o comunismo; está tudo lá na estátua. E a pedra é o Reino de Deus, que vem e derruba a estátua, triturando-a, desfazendo todos os componentes da estátua até transformá-la em pó, pó que é varrido pelo vento de modo que da estátua não fica nem lembrança, e a pedra cresce, alarga-se e toma toda a terra, ou seja, uma nova realidade assume o controle da história e essa nova realidade é o Reino de Deus.

A Teologia da Missão Integral vai recuperar essa noção de Reino de Deus que aparece com força total no Novo Testamento, a partir da pregação de João Batista, e que é referendada e ratificada pela pregação de Jesus de Nazaré: arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus. Nos quatro Evangelhos você verá que os fariseus, os saduceus, os mestres da lei, que viviam inquirindo Jesus, fizeram perguntas, de toda ordem, de todo tipo, mas nenhum deles perguntou o que era o Reino dos céus. Todos eles sabiam do que João e Jesus estavam falando, eles sabiam o que era o Reino dos Céus: a chegada da realidade definitiva, a realidade que iria se impor á história, que iria conquistar a história, que iria se estabelecer na história e iria dar o tom à história.

É isso que a Teologia da Missão Integral recupera: a noção do Reino de Deus como um sistema que engloba tudo o que afeta o homem e tudo o que o homem afeta. Engloba, portanto as questões social, política, econômica, ética, a moral, educacional, do trabalho, do direito, porque tudo isso afeta o homem e é afetado pelo homem, por isso é um sistema só, e esse sistema precisa ter um novo princípio vetor que segundo as Escrituras é o Reino de Deus. Assim, o Reino de Deus é um novo sistema onde só a vontade de Deus é feita, e é um sistema econômico, político, social, moral, ético, educacional, está tudo contido no Reino de Deus.

A Teologia da Missão Integral é uma proposta Ortodoxa, que amplia a missiologia da Igreja, portanto uma proposta de Evangelização, de proclamação da necessidade da conversão ao Cristo, na sua forma mais radical, mas não tem a pretensão de que seja a Igreja que venha a implantar o Reino de Deus, ela tem a intenção de encorajar a Igreja a sinalizar que o Reino de Deus já está presente, e trabalha para que a Igreja seja uma mostra do mundo vindouro “as primícias” do Reino de Deus, como Tiago (Tg1.18) nos advertiu.

Sendo assim, a partir da Igreja os paradigmas do Reino dos Céus devem ser vividos, e aí a Igreja, como uma das protagonistas da história, precisa ser proativa e sinalizar a presença do Reino a partir de todas as suas possibilidades, e influenciar o mundo com os padrões do Reino de tal maneira que, guardadas as devidas proporções, o mundo se torne o mais parecido possível com o Reino vindouro. E isso vai significar a chegada da paz, da igualdade, do direito, da responsabilidade moral, de uma sociedade sem classes, de uma sociedade justa, de uma sociedade igualitária, solidária, isso é a pregação da Teologia da Missão Integral.

Você pode dizer que aqui ou ali nós esbarraremos em conceitos marxistas, mas eu preciso lembrar a você de que Marx veio depois da Igreja Primitiva, veio depois de Jesus, o Cristo. Não somos nós que estamos buscando conceitos em Marx, foi Marx que buscou os conceitos dele na tradição judaico-cristã, e tentou criar um projeto de uma vida semelhante ao que a Igreja primitiva viveu. Porém o filósofo quis atingir essa realidade sem a necessidade da hipótese de Deus, e por métodos que a Ortodoxia Cristã não apoia.

Nós não trabalhamos com o referencial marxista porque o nosso referencial é anterior. Embora aqui e ali, nós possamos ter intersecções com os marxistas, se isso acontecer, será porque, como disse o Karl Jaspers, nenhuma filosofia do Ocidente foi desenvolvida sem que a Bíblia fosse o pano de fundo. E nem Karl Marx escapou disso.

***

O texto é de Ariovaldo Ramos. Fonte: Ultimato. Via Pavablog.

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08
abr

Marco Feliciano na Playboy: Só Era o que Faltava!

por: Compartilhamento


Estava eu a navegar pelo Facebook (esse local onde tudo pode acontecer) e me deparo com a seguinte manchete: “Marco Feliciano confessa ter usado drogas e diz que quem faz sexo anal não volta mais”. Essa esdrúxula notícia estava na página oficial da Folha de S. Paulo. Logicamente que acessei a página para ler na íntegra e entender o que estava se passando. Pois bem, a manchete faz referência a uma entrevista dada pelo Deputado Federal e “pastor” Marco Feliciano para a revista Playboy do mês de abril, que chega hoje às bancas (08/04).

É meus irmãos, vocês entenderam bem. A revista é a Playboy mesmo, aquela que tem fotos de mulheres nuas. Acreditem, não é pegadinha. São duas opções de capa e em ambas tem a chamada para tal entrevista com 3 tópicos elencados:

• “Sonho em ser presidente”.
• “Cherei cocaína, tentei maconha, não conseguir tragar”.
• “Marina, com aquele jeitinho de crente é um engodo”.

A declaração sobre o sexo anal, segundo a Folha de S. Paulo se deu nos seguintes termos:

“Com certeza tem homens que tem tara por ânus, sim. Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus. E espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais (riu). Deve ser uma coisa tão estranha…”

Hã? “Espero nunca fazer”? Estranho mesmo foi esse comentário. Sinceramente meus amados: que tempos são esses os nossos? Pastor sendo entrevistado em revista de mulher pelada já é demais. O pior é que ainda tem quem defenda. Logo que postei nas redes sociais criticando o Feliciano seguido de #AcordaIgreja, um amigo postou um texto com a mesma hashtag só que criticando quem critica esses hereges. Caros leitores, vocês tem todo o direito de não se pronunciarem, mas daí a condenar quem tem coragem e peito para denunciar os falsos profetas tupiniquins não é uma postura sensata.

Incrível será ver como os cegos e ludibriados por homens como o Feliciano vão se portar para tentar defende-lo. Será que vão comprar a Playboy só para ler a entrevista do deputado evangélico? Será que vou ouvir alguém falar que foi mais uma porta que Deus abriu para que o Evangelho fosse pregado? Será que vão dizer: “Ah, o ímpio vai comprar uma revista para ver mulheres nuas e irá se deparar com uma palavra abençoada e mudará de vida”? Nenhum apóstolo na Bíblia foi pregar em “bacanais”, ignorância tem limite. Procurem entender de uma vez por todas: Esses homens não pregam o Evangelho! O que eles fazem é distorcer o ensino das Sagradas Escrituras. Entendam que defender o falso pastor é não ser contado como ovelha do rebanho de Cristo, pois o mesmo diz:

“Eu asseguro a vocês que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando”.João 11: 1-6 (grifo meu).

Quem pertence ao Senhor não escuta, e muito menos defende, o falso pastor. Perguntem a vós mesmos: “De quem é a voz que escutamos”? Por favor, tenham mais discernimento e filtrem as pregações. Reconheçam um homem de Deus pelo apreço e fidelidade que ele tem pelas Escrituras. Marco Feliciano não se importa com as ovelhas, ele quer apenas poder. E o sonho de um cara desses virar presidente pode acabar sendo uma realidade de um país cada vez mais evangélico, mas que não tem critério algum para diferenciar o que é alimento e o que é veneno. Certa vez ouvi um Pastor sincero falar que doutrina é igual a comida, se boa alimenta, se ruim pode até matar.

Não é a primeira vez que critico o Feliciano. A última dele foi ter dito esta pérola: “Jesus falou comigo: Meu filho, quando a igreja não se levanta e não pode, eu levanto até demônios para ser guarda costa de pastor”. Segundo o mesmo, um babalorixá do Rio de Janeiro chegou em seu gabinete e disse que o deputado o representava e que toda a sexta-feira, 600 terreiros tocariam para abençoar o Marco Feliciano. Dúvida? Então veja o vídeo se tiver estômago clicando no link http://www.youtube.com/watch?v=9jWQEi9yd6g

Engraçado é que a primeira frase que aparece no vídeo, proferida pelo Deputado Feliciano é: “Nunca houve tanta oração nesse país. Nunca houve tantos crentes anônimos mandando mensagens dizendo: Jesus, protege o Pr. Marcos porque ele me representa.” Ué, a Igreja nunca orou tanto para que Jesus o protegesse e a mesma não se levantou ao ponto de demônios fazerem a segurança do Deputado? Faz tempo que eu repudio homens como Feliciano, que são falsos mestres, oportunistas e gananciosos. Todavia tem quem o defenda. Com certeza alguém vai ler esse meu texto e vai dizer que eu estou julgando. Não é julgamento e sim constatação. As Escrituras dizem que qualquer outro evangelho deve ser por nós amaldiçoado (Gl 1:9). Como simpatizar com um homem que descontextualiza a Palavra para tirar vantagem? Pra mim não dá pra aturar mesmo…

Marcos 9:40: Cristo fala que “quem não é contra nós, é por nós.” Só que o contexto é muito diferente. Ali, João diz que repreendeu um homem que expulsava demônios porque este não era seguidor do Mestre. Veja bem: expulsava demônios e não era beneficiado pelo mesmo. Como se isso não bastasse, agora essa da Playboy. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos conceda graça. Que a Igreja de Cristo se mantenha fiel às Escrituras e ouça o Bom Pastor.

Soli Deo Gloria.

***

O texto é de Thiago Oliveira, colaborador do Arte de Chocar, pernambucano corajoso que vive lutando para que a Igreja de Cristo esteja fincada nas escrituras e não em homens.

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05
abr

Fragmentados e “burrificados” – eis a nova geração dos ateus do facebook

por: Antognoni Misael


Se o ateísmo voltasse às suas origens… Sabe aquela de apenas NÃO ACREDITAR, muito embora isso não eximisse ateus de pensar e conjecturar, como outrora fora,… minha admiração, em parte, estaria garantida. Isto por que antigamente os ateus eram conhecidos pelo ativismo intelectualizado, hoje, talvez, pela “burrificação” e modismo.

Escrevo isso pois, digamos, que também sou um tipo de “ateu” – a diferença é que os verdadeiros “descrentes” são ateus de um deus a mais do que eu.

Considerando que estamos na era da pós-modernidade é nítido que o ateísmo tem se fragmentado e revelado uma série de subgrupos: os dos discretos, do “armário”, dos nominais, militantes, ‘paz e amor’, moralistas, não-moralistas, abortistas, anti abortistas, gays, héteros, feministas, e por aí tem um uma gama de variedades), dentre tantos, alguns têm se tornado uma espécie de “contra-reformadores” em resposta a religião – aqueles de militância “sangue nos olhos” com sabor esnobe e um tempero de intolerância. Com as sua “fogueiras santas” abastecidas por deboche, prepotência, ódio, assim como, ancorados na “santíssima trindade” ateia (matéria, tempo e acaso) e em uma busca frenética por informações que legitimem as suas verdades, estes, por assim dizer, domesticam a ciência em seu favor na busca de amenizar um significado existencial – inexistente – em cada um (nem que para isso seja necessário passar toda a vida zombando do Deus, que eles dizem não existir, mas que insistem em se relacionar, nem que seja pra xingá-lo todas as manhãs). A fórmula é a seguinte: Cult quando se fala de ciência, e histeria quando se toca no assunto ‘religião’.

A grande maioria destes “mudernus” ateus atacam o granel da religião, generalizam sua críticas e não tem meticulosidade em separar o joio do trigo. Ao denotarem que crer em um Criador é um sinal que agride o intelecto, esquecem dos pais da ciência moderna e vão de encontro à lógica da existência, afinal, o mundo inteiro sabe que: nunca se provou que o universo é auto-existente.

O interessante é que estes ateus não conseguem observar a própria ignorância, uma vez que: não conhecem seus principais teóricos – pois pouco ou quase ninguém os citam (em caso de dúvidas, é de praxe perguntar aos próprios membros do clã, geralmente líderes de grupos em redes sociais (facebook) que promovem debates e veiculam material anti-religioso nos tablóides virtuais, estes, quase sempre com envolvimentos passionais nesta briga – basta investigar a história de cada um, pois sempre há um ressentimento pessoal por trás de tanta ira. Aos ateus incautos recheados por dúvidas, não custaria nada ler um livro e alcançar a informação desejada, mas, “geração facebook” nós sabemos como é né?, nem ateu escapa.

Em outros casos, encontramos algum notado retardado que fez faculdade de Física ou Biologia, muitos destes tipo são carentes, querendo atenção para si ou se portando como se tivessem encontrado a “Caixa de Pandora”. Estes fazem de sua vida uma obsessiva e eterna pesquisa em busca a resposta final para o sentido de suas existências, muito embora afirmem não haver sentido estar aqui (estes precipitadamente dão afirmações sobre a vida e a evolução sem titubeios – nesse caso, o que me surpreende é notar que gente como Darwin, Stephen Dawkins, Richard Dawkins e tantos “Dawkins” não eliminaram as dúvidas de suas indagações, do contrário, agiram com tolerância diante dos contrapontos e teses, e admitiram não terem determinadas respostas para perguntas mais prolixas). Sinceramente, estes grandes teóricos precisam conhecer a nova turma dos ateus “mudernus”.

Também há aqueles que frustrados com a antiga religião, só mudam de “deus” (o nada), mas que infelizmente mantêm o modus operandis de fazer religião: eles ‘pregam’, sofrem por amor ao “deus-nada”, espalham materiais buscando mais atacar os religiosos do que propriamente libertá-los da suposta “ignorância”; eles marcam reuniões, vão para congressos, confeccionam camisas, se reinventam como “ateus com algum tipo de causa” – bem parecida com a causa da religião -, isto é, apenas NÃO CRER, não basta, tem que fazer movimento, congregar (nem que seja virtualmente) se organizar, e combater o bom combate em favor do ‘deus-nada’. Alguns destes envolvem-se como ativistas, buscam o bem e a solidariedade na idéia subversiva de que se Deus existisse, Ele teria resolvido o problema do sofrimento, pobreza, etc. e tal (como se fosse Deus que tivesse roubado o pão do pobre, oprimido o indefeso, explorado o semelhante e destruído a natureza).

Há ainda os que defendem os postulados evolucionistas. Neste caso, caia o mundo, mas não caia o evolucionismo, afinal, a “bíblia” destes são os escritos de Darwin e suas variantes (releituras escritas por cientistas evolucionistas). Crer no darwinismo seria uma questão racional (não de algum tipo de fé), mesmo sabendo das inúmeras lacunas em aberto que esta teoria não concluíra, como por exemplo, a inexistência da seqüência paleontológica que apresenta a sequencia evolutiva dos seres – por isso eu às vezes brinco e muitos dos ateus odeiam quando falo: “se fosse comprovado não seria mais TEORIA, quiçá, uma LEI”. Faria mais jus a tanta certeza, não é? Ou voltando mais a questionamentos sobre a gênesis de tudo, se perguntássemos a um ateu: – como a informação genética inicial teria tido sua origem em processos puramente naturais sem o auxilio de uma fonte inteligente?, certamente ele viria com mais outras teorias, das mais absurdas possíveis. Eles não se enxergam! Têm mais fé do que qualquer religioso. Além do mais, pra minha surpresa, encontrei alguns que fazem “confissão positiva” (prática herética dos neopentecostais que consiste em achar que declarando com veemência e repetidas vezes alguma coisa em nome de Deus, produz resultados reais) ao dizerem repetidas vezes nos diálogos e postagens algo como: “deus não existe”, “deus não existe”, ou aos que contrariam suas idéias, uma resposta curta como “Você é um idiota”, “você é religioso, por isso é burro”. Isso não tem nada a ver com conjectura, e sim com ignorância.

Há quem diga que a moral e a culpa são invenções judaico-cristã. Será mesmo? Falei acima sobre os grupos dos ateus gays, lésbicas e simpatizantes. Para estes, moral é algo relativo ou não existe. Neste viés, afirmar a inexistência de Deus e viver sob total liberdade moral é tão arriscado quanto estar fincado nos postulados do darwinismo que contraria a relação entre duas espécies do mesmo sexo, uma vez que para Darwin, a perpetuação da espécie é prioridade no processo de evolução. Mas ainda há, acredite, aquele ateu que é gay, e não acredita nem no divino, nem em Darwin.

Todavia, se para os ateus gays a sexualidade é construída socialmente e não adquirida previamente pelo processo biológico natural, e sendo assim, a moral também pode inexistir ou ser construída culturalmente, para os ateus héteros, sobretudo constituintes de famílias, digamos que, no padrão histórico (o casal e sua prole), a moral serial algo intrínseco do ser humano e não algo vinculado a religião, necessariamente. Daí, não seria difícil encontrar e identificá-los em separados por questões de interesse moral, por assim dizer. Sim, de interesse mesmo! Isto porque a grande maioria dos ateus gays são militantes e querem mais espaço para legitimar suas concepções e galgarem mais espaços na sociedade.

Uma das frases bem conhecidas do Filósofo Foucault foi a seguinte: “Não me pergunte quem sou, e não me diga pra que eu continue o mesmo”. Sinceramente, diante de muita arrogância, prepotência, pseudo-intelectualismo de muitos ‘ateus modernos’(não todos, porque ainda existem os que sabem agregar valor ao conhecimento) o que me resta a fazer é deixar que continuem os mesmos: fragmentados, prepotentes e “burrificados”.

Por fim, concluo pensando o seguinte: ser “ateu moderninho” é estar liquidificado em subgrupos. Assim como as religiões vêm sofrendo com a banalização de suas vertentes e a fragmentação de suas denominações, o ateísmo parece não se enxergar, ele está em caminho muito semelhante.

***

Antognoni Misael

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05
abr

Menina de 8 anos é usada por Deus para fazer milagres #QUEM CRÊ?

por: Gospel Prime


Destaque na imprensa internacional esta semana, a menina Alani Santos, de apenas 8 anos, ainda não é muito conhecida no Brasil. Ela foi entrevistada pelo jornal inglês Daily Mail que veio ao país para filmar e mostrar em primeira mão os cultos onde milagres acontecem por meio dela.

Seu pai é Adauto Santos, um ex-ladrão de carros que hoje pastoreia na periferia de São Gonçalo, Rio de Janeiro. A placa na entrada da igreja Missão Internacional dos Milagres a chama de “missionarinha Alani”. Os vídeos postados no YouTube mostram a menina e o pastor Adauto orando por pessoas que posteriormente dão testemunhos de cura.

Isso inclui uma idosa que tinha muita dificuldades para andar e um homem que há sete anos era HIV positivo. Duas vezes por semana ela participa dos “cultos de milagres”, onde também ocorrem com frequência conversões e libertações. Conta que tem feito isso nos últimos dois anos. A menina afirma que seu objetivo é apenas ajudar as pessoas. “Muitas vezes eu toco nas pessoas, mas as vezes só oro ou só louvo e a pessoa já é curada”, contou à reportagem. Afirma que gosta de ver “Deus operando maravilhas na vida das pessoas” durante os cultos.

No futuro, pretende estudar para tornar-se médica e continuar ajudando os doentes.

Toda semana centenas de pessoas doentes vêm à igreja em busca de cura, muitas de outras partes do Brasil. Ela afirma que apenas ora, quem faz o milagre é Deus. Falando ao jornal The Guardian, o pastor Adauto afirma: “Ela é uma criança normal, que tem esse dom. É Jesus quem cura. Ela é só um instrumento”. O ministério deles já possui um site onde as pessoas podem comprar DVDs, enviar pedidos de oração e até falar com ela no Skype.

Assista:

[Fonte: Gospel Prime]

***

Nota do blogueiro: O que acabamos de ver foi mais uma daquelas matérias pessoas com “super poderes” de curar doentes e operar milagres. Desta vez uma menina de 8 anos, apenas. No vídeo, é só isso q se vê: pessoas caindo e chorando para serem curadas.

Sinceramente, estou cansado disso tudo. Não é a toa que a igreja evangélica brasileira está sendo envergonhada diante da nação!

Enquanto Cristo e as Escrituras não voltarem a ser o centro dos nossos cultos, milagres e prodígios serão apenas indícios da iniquidade praticada pelos falsos mestres.

“Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.23)

***

Antognoni Misael, editor do Arte de Chocar.

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03
abr

Ong Rio de Paz protesta contra os gastos absurdos da Copa

por: Compartilhamento


O Rio de Paz, filiado ao DPI da ONU, realizará no próximo sábado (5) manifestação pública no Campo do Abóbora, na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O protesto começará às 10h30, com crianças pintando cruzes vermelhas em 400 bolas de futebol, simbolizando o dinheiro público investido na Copa, que poderia ter sido usado para a construção e reforma de escolas, hospitais e melhoria da segurança pública.

A partir das 11h, os moradores, portando bolas e cartazes, se reunirão para uma grande foto, que será enviada no mesmo dia à Fifa. O evento será encerrado às 11h15, com as bolas de futebol sendo chutadas para o alto, dramatizando o “chute na miséria e na falta de critério no uso de verba pública”.

Os objetivos do ato público são os seguintes:

1. Pedir a visita do presidente da Fifa Joseph Blatter à favela, situada a três quilômetros do Maracanã.

2. Chamar a atenção da Fifa para as condições sociais do local, ajudando-a a entender as razões pelas quais milhões de brasileiros mostram-se indignados com o investimento de fortuna de dinheiro público na Copa, enquanto milhões no país vivem em estado de exclusão social, além de depender de serviços públicos de qualidade inaceitavelmente inferior a dos estádios “Padrão Fifa”, que foram construídos para a realização da competição esportiva.

3. Solicitar que a Fifa invista parte do lucro da Copa do Mundo na comunidade.

“A manifestação será inédita. Realizada dentro da favela, pacífica, criativa e tendo como protagonista o excluído. No mesmo dia em que o exército ocupará favelas da cidade do Rio de Janeiro, os moradores da comunidade pobre pedirão ao poder público municipal, estadual e federal que enviem para o Jacarezinho pelotões de médicos, professores, arquitetos, engenheiros, assistentes sociais, garis.

Esperamos que a Fifa nos ajude, dividindo os lucros com o pobre e mostrando responsabilidade social à altura do padrão de qualidade que exige para os estádios de futebol onde serão disputadas as partidas da Copa do Mundo.

Não estamos envolvidos em nenhuma tentativa de boicote à Copa. Esperamos que todos os torcedores estrangeiros sintam-se em casa no nosso país. Não podemos, contudo, ficar calados. O que foi feito com o dinheiro do contribuinte à revelia do povo brasileiro não é justo.

Por decisões como essa, tão reveladoras da falta de interesse da classe governante pelo bem estar da população, que nós brasileiros não nos sentimos em casa no nosso próprio país”.

Antônio Carlos Costa

Fundador do Rio de Paz

***

Se achar que é relevante o protesto da Rio de Paz, leia e republique!!

Ainda pelo facebook, o Rev. Antônio Carlos Costa compartilhou:

CONFIRA O CUSTO DE CADA COPA

Alemanha/2006
Custo total dos 12 estádios: R$ 4,2 bilhões
Número total de assentos: 655 mil
Custo de cada assento: R$ 6.412 mil

África do Sul/2010
Custo total dos 9 estádios: R$ 4,15 bilhões
Número total de assentos: 591 mil
Custo de cada assento: R$ 7.021 mil

Brasil/2014
Custo total dos 12 estádios: R$ 8,05 bilhões
Número total de assentos: 664 mil
Custo de cada assento: R$ 12.123 mil

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03
abr

Um paralelo entre o crente inglês do século XIX e a igreja brasileira atual

por: Antognoni Misael


Em um dos livros da coleção ‘A formação da classe Operária Inglesa’, especificamente no de Volume três, o autor E.P.Thompson, famoso por uma cosmovisão neomarxista, discorre sobre a formação da consciência da classe de trabalhadores ante o analfabetismo existente entre os ingleses do século XIX.

O que me chamou muita atenção em sua obra foi encontrar registros de que os protestantes daquela época exerceram um papel fundamental na construção do conhecimento, desenvolvimento do senso crítico social, e mais que isso, no processo de alfabetização de parte da população.

Havia uma grande busca pelo crescimento intelectual dentre os cristãos daquela época. Thompson ainda registra que era comum um trabalhador analfabeto andar quilômetros para ouvir um sermão de um pregador cristão. A ideia da obra de Thompson tem a premissa de que o analfabetismo de grande parte daquela massa, cujos cristãos eram maioria, não determinou que o nível de consciência política e social fosse comprometido. Eu vou mais além, digo que não comprometeu a sede em conhecer mais a Deus e que tipo de cosmovisão condizia com os valores dEle.

Thompson ainda relata que os cristãos que abandonavam o analfabetismo o faziam por insistentes leituras na Bíblia Sagrada aliadas as aulas informais solidarizadas por outros operários, enquanto que as suas crianças tinham o privilégio de serem logo cedo, veja:

“Se as Sociedades Bíblicas e as sociedades da Escola Dominical não foram frequentadas para nenhum outro bem, pelo menos produziram um efeito benéfico – foram o meio de ensinar muitos milhares de crianças a ler” (Thompson, E.P., p. 308)

Apesar de relatos como estes não serem novidades, a saber que a Inglaterra pós-avivamento ainda aspirava busca pelo conhecimento sobre Deus, o mais interessante aqui é observar os registros de um historiador secular neomarxista a respeito dos hábitos protestantes.

Estamos no Brasil, século XXI. Em nossas igrejas é raro que nas Escolas Bíblicas Dominicais se alfabetize alguém, assim como dificilmente algum irmão andaria quilômetros para ouvir um sermão reformado! Estamos na era moderna, do evangelho moderno!

Mas o que me não me deixar parar de refletir é avaliar que se lemos a Bíblia, não primordialmente para aprender gramática… se nossas Escolas Bíblicas não, necessariamente, alfabetiza nossas crianças, mas as ensinam sobre o caminho; e se não precisamos andar quilômetros para ouvir um bom sermão na igreja, haja vista termos acessibilidade geográfica, de transporte e/ou mídia, me surpreende a situação a qual nos encontramos.

É como se atualmente grande parte de nossas igrejas fosse analfabeta em relação ao Evangelho; nossas Escolas Bíblicas fossem irrelevantes (a saber, que em muitas igrejas elas nem existem mais), e que as pessoas hoje em dia podem até andar quilômetros e mais quilômetros, só que, não para ouvir um bom sermão, mas para receber alguma cura, milagre ou benção material.

Reler estas passagens da oba de Thompson me deu vergonha de parte da igreja contemporânea, aliás, é esta dita parte que ao receber o fermento religioso e mercadológico inchou a ponto de tornar-se uma ofensa ao próprio Evangelho.

Portanto, sugiro que aprendamos um pouco com os operários da Inglaterra do século XIX – conscientes, questionadores, andarilhos em busca de sermões, profissionais que faziam de seus ofícios um culto a Deus. É a prova de que a igreja brasileira pode até ter um bom currículo, mas isto não a exime de ser analfabeta biblicamente, “desconsciente”, dicotomizada, burrificada, porém alegando ter a mente do Cristo. #SQN!

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Antognoni Misael, editor do Arte de Chocar.

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