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ago

Os tripulantes, o barco e o manual

por: Antognoni Misael


Imagine que estamos realizando uma viagem marítima missionária com destino a eternidade. Os principais objetivos dessa missão são: agradar ao seu comandante obedecendo-o em tudo e convidar as populações do mundo para a viajem, porém sempre deixando claro as dificuldades e implicações perante o final bem sucedido.

Com o passar dos anos alguns antigos tripulantes enfrentaram  tempestades impetuosas e precisaram doar as suas vidas inteiramente para o bom funcionamento do barco. Eles se foram e outros assumiram a responsabilidade de continuar a navegação mantendo a viagem de vento em popa.

Em determinado período de trajeto algumas reformas foram necessárias. Houve conflitos, separações, mas o barco não naufragou e se manteve firme na sua rota. O segredo do sucesso foi que seus tripulantes nunca deixaram de acreditar nas promessas do comandante e seguir as verdades contidas no Manual como garantia de chegada.

Podemos interpretar os antigos tripulantes como nossos antigos “pais” na fé, as gerações passadas; o barco como a igreja; e o Manual de rota como a Bíblia. O que quero dizer com isso? Percebo que neste presente século alguns tripulantes estão nesta viagem, talvez enganados, ou por outras pretensões, uma vez que muitos não têm ciência de quem foram os antigos tripulantes e o que estes enfrentaram por amor ao comandante e ao barco; vejo também que o barco sofreu tantas alterações estranhas tornando-se semelhante a um navio da “Royal Caribbean International” projetado com piscinas, teatros, quadras, e áreas de lazer, deixando de ser um barco missionário para um navio de Cruzeiro de férias; e vejo também que muitos de seus tripulantes abandonaram o manual da rota, e certamente esqueceram do principal objetivo de estarem navegando.

Precisamos de um S.O.S.  urgente, caso contrário naufragaremos.

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Uma resposta para “Os tripulantes, o barco e o manual”

  1. Junior disse:

    Muito boa a analogia, me deu até ideias, para encrementar, mas o final fechou com chave de ouro. Realmente a expressão do “barco” igreja.

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