29
jan

SOLDADOS DE ALMA FERIDA

por: Giuliano Miotto


soldadoHoje quando estava almoçando, eu pensava na situação de alguns irmãos que foram caindo pelo caminho e desistindo da caminhada cristã, então comecei a chorar ali mesmo e a orar para Deus perguntando o porquê que temos tido tantas baixas no exército da salvação, o qual é formado por todos aqueles que um dia receberam a mensagem da salvação e a aceitaram, assumindo o desafio de entrar nas fileiras de um grande exército, cuja guerra ocorre nas regiões celestiais e cujas armas são poderosas em Cristo para derrubar até mesmo sofismas ou, como está escrito: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;” 2 Coríntios 10:4-5

Mas o fato é que fiquei pensando nos tantos soldados de alma ferida que tenho visto na minha caminhada com Cristo e, tomado de grande indignação e compaixão, passei a clamar a Deus por uma Palavra, por algo que pudesse me convencer de algo melhor do que a simples e absurda ideia que alguns irmãos têm de que estes soldados caídos nunca foram salvos, mas apenas fingiam acreditar que o sangue de Jesus os havia salvado e purificado do mal. Pensei ainda nas inúmeras vezes que eu mesmo, pobre e fraco que sou, tive vontade também de desistir da caminhada.

Mas nessa busca por respostas, meu espírito foi levado a um texto de Mateus, onde Jesus falava sobre o fim dos tempos: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mateus 24:4-13

Difícil não ler este texto sem ter a impressão que se trata de algo escrito por esses dias e não há mais de 2.000 anos atrás. Difícil não ler este texto sem pensar nos megatemplos da prosperidade (tem muitos aqui na minha cidade), nos mega-ricos-e-semi-deuses-pastores-apóstolos-bispos que se multiplicam como uma doença infectocontagiosa e que se julgam melhores do que os pequenos otários que como eu preferem trabalhar para meu próprio sustento e andam com um pequeno rebanho de pessoas que se reúnem apenas em o nome de Jesus e não em torno daquelas placas denominacionais que têm provocado inúmeras feridas nas almas dos pequenos soldados do exército de Cristo.

Quase impossível fazer vistas grossas à grande quantidade de falsos cristos e falsos profetas que têm se levantado a cada esquina, abrindo suas fábricas de mentiras e heresias, as quais têm feito muito mais filhos do diabo do que filhos de Deus.

Exprimidas no meio disso tudo, temos as pessoas, brancas, negras, altas, baixas, homens, mulheres, crianças, velhos, asiáticos, americanos, europeus, africanos, ou seja, povos de todas as raças tribos e nações que estão ali sendo apenas entretidas ao invés de estarem sendo conduzidas para o Caminho da verdade e da santidade.

E muitas dessas pessoas têm ficado pelo meio do caminho, são como soldados de alma ferida, perdidos em meio a tantos sofismas, aturdidos pelas mentiras que lhes fizeram acreditar, sem esperança quanto ao futuro, desacreditados e desprezados por aqueles que deveriam amá-los e respeitá-los. Sem fé na instituição que jurou protegê-los e abençoa-los especialmente com as bênçãos de Abraão e de Salomão.

Faço um pequeno apelo a você que já desistiu da caminhada em Cristo, ou que tem pensado em desistir. Jesus, em um momento muito precioso e de grande luta disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33). Volte para Cristo! Pare de olhar para as circunstâncias que te rodeiam, faça como está escrito em Hebreus: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. (12:1-4)

Difícil não pensar nessa maldita iniquidade que se multiplica a cada dia, onde os homens vão se desanimando por não encontrarem nada de bom ao seu redor. Mas o texto de Mateus acima nos diz que aquele que perseverar até o fim será salvo. Ou seja, precisamos ir até o fim da caminhada. Não podemos desistir e ficarmos caídos como soldados de alma ferida, “lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. (Apocalipse 2:5). Volte-se para Jesus, enquanto há tempo. Pois haverá um tempo em que o Espírito Santo será retirado e os homens clamarão, mas não mais serão ouvidos.

Quanto aos vendilhões dos templos modernos, tenham-se por avisados de que em breve Deus julgará não só as palavras mas as intensões de cada coração. Se você está ferindo as pessoas em nome de sua religião ridícula e denominacional, arrependa-se enquanto é tempo: “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” Efésios 5:14.

Lembra-te destas coisas, ó Jacó, e Israel, porquanto és meu servo; eu te formei, meu servo és, ó Israel, não me esquecerei de ti.
Isaías 44:21

Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.
Romanos 11:29

De um pequeno servo em Cristo de Goiânia, Goiás.

***

Giuliano Miotto é colunista do Arte de Chocar, e edita o Voz do que Clama na Net.

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31
jul

A quase impossível “arte de chocar”.

por: Giuliano Miotto


“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” (1 Timóteo 4:1-2)

Muitas vezes eu penso em parar de escrever e de denunciar todas as coisas que têm acontecido no meio cristão, pois a cada dia que passa parece que as pessoas estão ficando mais e mais insensíveis àquilo que está escrito de forma explícita na Palavra de Deus. Me sinto como Jeremias na seguinte passagem:

“Persuadiste-me, ó SENHOR, e persuadido fiquei; mais forte foste do que eu, e prevaleceste; sirvo de escárnio todo o dia; cada um deles zomba de mim.

Porque desde que falo, grito, clamo: Violência e destruição; porque se tornou a palavra do SENHOR um opróbrio e ludíbrio todo o dia.

Então disse eu: Não me lembrarei dele, e não falarei mais no seu nome; mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer, e não posso mais.

Porque ouvi a murmuração de muitos, terror de todos os lados: Denunciai, e o denunciaremos; todos os que têm paz comigo aguardam o meu manquejar, dizendo: Bem pode ser que se deixe persuadir; então prevaleceremos contra ele e nos vingaremos dele.” (Jeremias 20:7-10)

A Arte de chocar preconizada no blog nosso irmão Toni (aqui me faço uma concessão de chamá-lo assim) não tem sido uma tarefa tão fácil. Pois quando denunciamos as práticas horríveis que se tem feito supostamente em nome da fé, infelizmente encontramos pouca ressonância entre aqueles que se dizem salvos e redimidos por Cristo. Verdadeiramente estamos vivendo dias derradeiros, onde os homens estão apostatando da fé e dando ouvido a espíritos enganadores e para piorar ainda mais a situação: suas mentes estão totalmente cauterizadas. Fui pesquisar o que significa isso e descobri na Wikipédia que “Cauterização é um termo médico usado para descrever o ato de queimar parte do corpo humano para remover ou fechar alguma região” e em outro dicionário online que cauterizar “se define como cicatrizar o tecido ou o local desejado afim de manter por muito mais tempo o elemento, produto, proteína ou mesmo qualquer outra coisa no local desejado. Que fique claro que cauterização não hidrata ou repõem proteínas ou mesmo outro elemento no local cauterizado apenas retém afim de proporcionar um estancamento.”

Deste modo uma mente cauterizada é uma mente queimada, fechada, estancada, cicatrizada a qual não é hidratada pelas águas do Espírito, muito menos é alimentada pelas proteínas da Palavra de Deus. Ou seja, é a mente de alguém sem a vida de Deus, fechado para a verdade e que não pode ser renovado pelo Espírito Santo.

Talvez essas pessoas se enquadrem no que está também escrito no livro de Jeremias: “É pois esta casa, que se chama pelo meu nome, uma caverna de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o SENHOR. Mas ide agora ao meu lugar, que estava em Siló, onde, ao princípio, fiz habitar o meu nome, e vede o que lhe fiz, por causa da maldade do meu povo Israel. Agora, pois, porquanto fazeis todas estas obras, diz o SENHOR, e eu vos falei, madrugando, e falando, e não ouvistes, e chamei-vos, e não respondestes, Farei também a esta casa, que se chama pelo meu nome, na qual confiais, e a este lugar, que vos dei a vós e a vossos pais, como fiz a Siló. E lançar-vos-ei de diante de minha face, como lancei a todos os vossos irmãos, a toda a geração de Efraim. Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te ouvirei.” Jeremias 7:11-16

Não sei se devo orar por estas pessoas, mas uma coisa eu tenho certeza, enquanto tiver fôlego de vida, farei como Pedro e João, os quais, diante dos fariseus que os instavam a não mais falassem ou ensinassem no nome de Jesus, apenas responderam: “Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.” (Atos 4:19-20).

Por isso, continuarei a clamar, a instar, a tempo e fora de tempo, redarguir, exortar até que nosso Senhor volte. Pelo menos um dia esses homens saberão que houve um pequeno profeta conspirador no meio deles e não poderão dizer que não foram avisados de que alguma coisa estava fora do lugar. Da mesma forma suplico aos demais irmãos cuja tarefa de denunciar e dizer aos homens que se arrependam, que não desfaleçam e nem se assustem com a cara feia daqueles que não querem antes de tudo, dar ouvidos ao próprio Deus e à sua inerrante Palavra. Fiquemos firmes, sabendo que não seremos aplaudidos ou amados pelos homens, mas que nos céus há uma recompensa para aqueles que guardam a Palavra, pois como está escrito: “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo. Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Apocalipse 3:9-10)

Sola gratia!

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Giuliano Miotto é colunista do Arte de Chocar, edita o Voz do que Clama na Net, e assim como eu, de alguma forma, reverbera uma voz, clama, faz arte, e de certa forma busca chocar positivamente algum ser que vaga por aí.

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28
jul

COMO MÚSICOS E MINISTROS DE LOUVOR ROUBAM A GLÓRIA DO DEUS VIVO

por: Giuliano Miotto


O livro de Isaías sempre me deixa assombrado por causa de algumas das mais incisivas passagens da Bíblia acerca da natureza de Deus e sobre a situação do povo. Já no começo, Isaías que era um profeta e um homem justo, estremece quando tem a visão do trono de Deus e dos Serafins com seis asas. Ele apenas exclama: “Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.” (Is 6:5)

Isso tudo é bastante significativo e é totalmente contrário ao clima de irreverência, ganância financeira e falsa intimidade que alguns músicos, “profetas”, líderes e, especialmente, os autodenominados ‘ministros’ de louvor têm demonstrado a respeito das supostas visões celestiais que alegam ter visto e em face das revelações tremendas de músicas, melodias, ministrações e palavras que têm aparentemente recebido de Deus.

Não posso julgar cada músico e dizer quem é de Deus e quem não é, muito menos posso dizer, sem conhecer todo o contexto da vida desses homens, quem tem recebido inspiração divina para compor, pregar, ministrar e cantar e quem está apenas utilizando o poder latente da alma para criar canções, palavras e ministrações para massagear a alma dos ouvintes, entretê-los e tirar uns bons trocados deles.

Mas posso, OUSADAMENTE, afirmar, com base Bíblica, que qualquer músico, profeta, ministro, pastor, líder, apóstolo, arcanjo ou seja lá qual o seu título ou ministério, QUE COBRE AO MENOS R$ 0,01 (HUM CENTAVO) POR SEU TRABALHO COMO “MINISTRO” ESTÁ TOTALMENTE EQUIVOCADO E, PIOR DO QUE ISSO, ESTÁ EM PECADO E ROUBANDO A GLÓRIA DE DEUS.

Parecem fortes as minhas palavras? Pois vamos então para a própria Palavra de Deus revelada aos homens e que vocês dizem seguir. Vejamos o seguinte texto do livro de Isaías:

“Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.

Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios. Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas.

EU SOU O SENHOR; ESTE É O MEU NOME; A MINHA GLÓRIA, POIS, A OUTREM NÃO DAREI, nem o meu louvor às imagens de escultura.”(Cap. 42:5-8)

Veja que o texto é bastante claro a respeito do assunto, pois declara que tudo o que existe, até mesmo a nossa respiração vem como uma graça de Deus e que este JAMAIS DIVIDE A SUA GLÓRIA COM NINGUÉM!!!

Ora, com certeza muita gente que ler este artigo vai pensar naquela passagem onde se diz que o trabalhador é digno de seu salário para tentar justificar essas práticas abomináveis de cantores ‘góspeis’ que cobram cachês, valores para ir nas ‘igrejas’ ou vendem o CD para quem quer ouvir suas músicas. Sendo que a pior situação é daqueles que estão contratados por gravadoras sejam elas de cunho religioso ou secular, pois estas empresas existem apenas para explorar o “mercado gospel” e fazer comércio com a fé das pessoas.

Quero dizer, como advogado e conhecedor das leis, que direitos autorais são garantidos por lei e visam dar proteção aos criadores de obras artísticas, dentre outros. Mas direitos autorais são feitos para um mundo caído, que não glorifica a Deus como deve e para proteger (glorificar) aqueles que se julgam autores de suas obras.

Não sou contra os direitos autorais e nem acho que um cristão deva escutar músicas piratas, nem ler livros sem pagar por isso, já até escrevi sobre isso. Mas o que estou dizendo é que os artistas e autores do mundo “gospel” deveriam repensar suas práticas e pararem de roubar a glória de Deus para si. Deixem os direitos autorais para quem acha que fez alguma coisa de si mesmo.

Saiam dos palcos, púlpitos, das televisões, das rádios, das gravadores e comecem a praticar aquilo que Jesus ensinou: “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento.” (Mateus 10:7-10)

Vejam que o trabalhador é digno apenas do salário (alimento) não de carros de luxo, ouro, prata, hotéis caros, jantares suntuosos e todas estas coisas, sobre as quais vem a devida condenação. Isso que você está fazendo muito provavelmente é o que está descrito em 2 Pedro 2, verso 3: “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” Talvez você esteja já com raiva de mim e pensando: quem é este doido para me julgar? Saiba que eu não posso te julgar, mas a Palavra pode e sua alma pode estar irremediavelmente condenada e você achando que está fazendo a “obra”.
Esse assunto continua… E, por favor, não se ofenda se o texto disser respeito às suas práticas, apenas se arrependa e dobre-se diante da Palavra de Deus. Quanto a mim, pode dizer o que quiser. Tudo o que disse de músicos e ministros de louvor se aplica a pastores, apóstolos, líderes e toda corja de comerciantes da fé.

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Giuliano Miotto é “apenas um conspirador. O menor de todos os santos”. Amigo, parceiro e blog e editor do Voz que clama na Net.

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26
jul

BAD TRIP OU, AS MÁS EXPERIÊNCIAS NA VIDA DE UM HOMEM

por: Giuliano Miotto


João pergunta para o Valdivino:
Valdivino, você gosta de Whiskie?

E Valdivino responde:
De jeito nenhum João, um dia eu tomei aquele ‘Visk’ Old Parr e não gostei muito desse negócio não.


E João pergunta de novo:
Valdivino, e de vinho? Gosta de vinho?

Resposta: De jeito nenhum João! Um dia tomei um porre com aquele vinho Sangue de Boi e no outro dia minha cabeça parecia que ia explodir.

João, mudando o assunto etílico, pergunta:
Mas Valdivino, me conta, você gosta de Jesus?

Valdivino fica sério, franze a testa e com cara de bravo responde:

De jeito nenhum João!!! Deixa eu te contar, um dia me chamaram para visitar um negócio que tinha uma placa dizendo “igreja” alguma coisa. No começo foi bonito, parecia que todo mundo queria o meu bem. Eu chorava muito, todo mundo vinha me abraçar. Mas logo começou aquela ‘pedição’ de dinheiro. Achei que era normal, afinal a tal “igreja” também tinha que pagar suas contas, o ‘pastô’ precisava sobreviver e tudo era tão lindo. Depois começou um tal curso de ‘lídios’, pois diziam que eu tinha que me tornar um ‘lídio’. Comecei a fazer o tal curso e começou aquela ‘forçação’ de barra em cima de mim, pois diziam que eu devia me submeter às autoridades, que tinha que ter um ‘lídio’ para ser minha cobertura. Quando dei por mim, João, já estava todo envolvido naquele ‘troço’, quase morria de trabalhar para ganhar mais ‘almas’ pois me diziam que esse tal de Jesus queria ver a “igreja” cheia e com muito dinheiro. Comecei a ver as pessoas que não davam conta de andar conforme as regras serem esmagadas, expulsas e acusadas de serem fracas.

O ‘pastô’ foi ficando cada dia mais rico, independente e inacessível. Só o via no domingo de noite, na hora da pregação, onde ele saía do camarote, entrava no palco e, com o microfone nas mãos, nos ameaçava com o inferno caso as ‘céulas’ não se multiplicassem. Era uma opressão dos infernos, entende João?

No fim daquele período estava cansado, oprimido e cheio de medo de romper com aquela coisa. Havia perdido muitos amigos, sacrificado minha família e meu rendimento no trabalho havia caído muito. Quando dei por mim, haviam dominado minha alma e estava totalmente preso àquele sistema, carregado de culpas por estar me sentindo daquele jeito. Mal tinha tempo de orar ou ler a Bíblia e minha vida espiritual se resumia a ir na “igreja” aos domingos, fazer a reunião da ‘céula’ na minha casa, participar de intermináveis reuniões de ‘lídios’, ouvir broncas e acusações, dentre outras coisas.

Quando comecei a me libertar disso, me acusaram de rebelde, disseram que ia cair do cavalo, que estava quebrando uma aliança e que não ficaria impune. Enfim, disseram até que era o diabo que estava me carregando e me afastando dos ‘irmão’.

Então João, esse é apenas o resumo da história, não quero tomar seu tempo com minhas lamentações. Mas pode ter certeza que desse “jesus” eu não quero saber nunca mais, muito menos desse negócio chamado “igreja”. Deus me livre disso!!!

Meus amados, a história é real, os personagens tiveram seus nomes modificados, mas fica o alerta: quando experimentamos coisas de qualidade inferior temos a tendência de não querer nunca mais ouvir falar naquilo ou apenas nos conformamos com aquilo, sem saber que existe algo superior.

Por isso, não aceite esse Jesus genérico que é vendido como um produto ou serviço com técnicas de administração e marketing.

Sai dela Povo meu! (Apocalipse 18:4)

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Giulian Miotto é colunista do Arte de Chocar e escreve para Voz que Clama na Net.

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16
mai

Fidelidade, a mais escassa das virtudes

por: Giuliano Miotto


Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3:1-5)Com estas palavras, Paulo descreve na sua segunda carta a Timóteo um dos sinais do final dos tempos. Ele previu que os dias seriam trabalhosos. Basta prestar a mínima atenção ao que tem acontecido ao nosso redor para podermos ver que estas palavras estão se cumprindo cem por cento. Vivemos a cultura do egocentrismo, onde o homem é o centro de tudo, a era do seiscentos e sessenta e seis. Levando-se em consideração que o número sete representa a perfeição de Jesus e de seu caráter e o número seis representa o homem, temos que o número da besta significa a obra do Diabo de fazer com que o homem ache que ele é o centro do universo.

E haverá homens amantes de si mesmos traduz em uma breve frase todo este estado de coisas que estamos vendo hoje. As pessoas não conseguem amar nada além do que suas próprias entranhas. Vivemos em um mundo onde os homens estão ensimesmados em seus desejos, projetos pessoais e tem se tornado cada vez mais difícil se encontrar homens dispostos a abrir mão da própria vida para servir ao próximo.

O texto também fala de homens avarentos, presunçosos, soberbos, características de um caráter deformado que geralmente andam juntas e são o resultado de todo esse amor próprio egocêntrico que vemos de forma tão abundante por aí. A soberba e a presunção impedem que uma pessoa seja fiel com seus companheiros, tendo em vista que esse tipo de pessoa nunca acha que precisa dos outros. E mesmo que admita interiormente que precisa, mesmo assim geralmente nunca dá o braço a torcer.

Temos, ainda, os homens ingratos, profanos, sem afeto natural. Creio que neste ponto a maioria das pessoas que têm cuidado de gente sabe muito bem o quanto as igrejas estão lotadas de pessoas ingratas e sem afeto natural. Não importa o quanto se faça pelas pessoas, o quanto você as ajude e gaste seu tempo aconselhando, o fato é que a grande maioria das pessoas não dá a mínima para o que se faz por elas. A ingratidão, na minha opinião, é o único pecado para o qual não se tem qualquer desculpa possível. Se um marido trai a esposa, ainda que isso não seja correto, ele pode dar várias desculpas para o ocorrido. Se um sujeito mata o outro, pode dizer que o fez em legítima defesa ou porque estava fora de si.

Enfim, a maioria dos pecados podem ter uma explicação fora da pessoa. Mas como tentar explicar ou justificar o pecado da ingratidão? O sujeito ajuda o outro vários anos, daí a pessoa diz: “Ah… vou ser ingrato porque o fulano me ajudou demais.” Imagina isso?

Talvez por isso Paulo complemente o texto dizendo que estes homens seriam também cruéis, sem amor para com os bons, traidores e obstinados. Na minha opinião a maior demonstração de crueldade e falta de amor que uma pessoa pode demonstrar em seus relacionamentos e a falta de fidelidade e compromisso com a mão que o alimenta, ainda que em determinados momentos. Temos andado com pessoas há alguns anos e uma coisa já aprendemos de forma bastante dura: não importa o quanto você sirva uma pessoa infiel e ingrata, ela sempre vai te deixar na mão ou te virar as costas, na maioria das vezes nos momentos em que você mais precisa dela.

Fomos membros de certa denominação, onde tenho certeza que servi com todas as minhas forças às pessoas que ali estavam. No entanto, quando recebi uma direção de Deus para sair de lá, aconteceu algo inusitado, a maioria daqueles a quem servi com tanta dedicação por vários anos, passaram a me desprezar e em algumas situações a me tratar como se fosse inimigo deles. Hoje eu moro perto dessa antiga denominação e da casa de seu pastor-líder a quem servi por tantos anos. Sabe quantas vezes fui visitado por algum deles? A ingratidão está intimamente ligada à infidelidade, que é a falta de compromisso com as pessoas.

Também poderia dar inúmeros exemplos de vezes em que não fui fiel a quem me serviu e vice-versa, mas apenas quero que meu leitor possa refletir se não está sendo uma dessas pessoas citadas no texto inserido na carta de Paulo acima transcrito. Já que este mês vamos meditar sobre a coluna da fidelidade, vamos buscar aonde temos falhado neste ponto e, naquilo que for possível, que possamos deixar de sermos mais amigos dos deleites do que de Deus e largar essa fingida aparência de piedade de lado, jogando as máscaras no chão e aprendendo a sermos fiéis em primeiro lugar Àquele que nos chamou e depois àqueles que têm contribuído para nosso crescimento e sustento. Creio que vai ser outro mês muito difícil.

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Giuliano Miotto faz coluna aqui no Arte de Chocar e edita o Voz do que Clama na Net.

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07
mar

O que fazer quando a jumenta está falando?

por: Giuliano Miotto


“E, vendo a jumenta o anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão. Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria. E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.” (Números 22:27-30)
Alguns pastores têm caminhado pela estrada do ministério com tanta sede de dinheiro, de serem reconhecidos, de terem cada vez mais pessoas debaixo de sua “cobertura”, de estarem debaixo das luzes da ribalta que se esquecem de observar se não tem algum anjo do Senhor no meio do caminho já com a espada desembainhada para feri-los de morte e pior, começam a espancar as mulas que dão sustentação ao seu ministério, à sua caminhada. Só porque as pobres “jumentas-profetas” estão tentando mostrar que alguma coisa está muito errada neste caminho que está sendo seguido. 
Não é fácil sair do caminho das facilidades, pois quando olhamos para os grandes ministérios de longe tudo parece tão glamoroso, aqueles homens e mulheres com tanta unção, tanto brilho, carros e jóias caras, que a maioria dos pastores mal podem esperar para verem seus ministérios explodirem e se transformarem nos pregadores ou cantores da moda.
Existe todo esse esforço nas igrejas no sentido de produzir crescimento, mesmo que seja artificial, essa pressa de se formar “líderes” prontos para conquistarem sua geração, que não dá tempo para ouvir essas estúpidas jumentas que não param de dar trabalho e de reclamar do chicote pesado.
Mas quem foi Balaão? Foi um profeta que havia sido instruído por Balaque para pôr tropeços e amaldiçoar o povo de Israel. No entanto, Deus lhe revelou que ele deveria, na verdade, abençoar o povo. No entanto, ludibriado por ofertas financeiras feitas pelo rei, se pôs a caminho para amaldiçoar o povo, momento em que ocorreu a situação descrita acima com a jumenta.
Interessante que o livro do Apocalipse, na carta de Jesus à Igreja de Pérgamo, está escrito que: “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (Apocalipse 2:14-16). Olha a espada desembainhada de novo.
Assim amado pastor e líder, se as jumentas que sustentam sua vida ministerial começarem a dar com os burros n’água, tentando te alertar de alguma coisa, se os seus propósitos têm sido metas numéricas e financeiras, apenas meta o chicote na jumenta, mas bata com gosto, com muita força mesmo, quem sabe no desespero da mula Deus não abre sua boca para que falem alguma coisa e você possa ver o anjo com a espada desembainhada? Quem sabe Deus não abre seus olhos para que você irmão possa ver o quanto seu caminho está errado? Batendo na jumenta, tudo pode acontecer.
O bom da Bíblia é isso, que até mesmo uma jumenta pode nos ensinar alguma coisa e ser usada por Deus para nos alertar de algo que esteja errado. E se Deus pode usar jumentas, imagina o que Ele não pode fazer com um profeta?
Mas temo que esses Balaãos modernos não queiram mais dar ouvidos, nem a jumentas, nem aos profetas, e por isso se cumpre a palavra que diz:“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” (Romanos 1:21)
Na história da Bíblia pelo menos Balaão viu o anjo e escutou o murmúrio da pobre jumenta. Mas os pastores de hoje estão tão obstinados em sua caminhada tresloucada rumo ao sucesso, que nem se a jumenta gritar vai fazer com que eles mudem o curso. Pior, eles vão continuar castigando impiedosamente quem não se conforma com suas visões de mundo. Isso é uma pena, pois eles acreditam que a nossa inveja (de nós jumentas ou profetas) é o combustível de seu sucesso (frase tosca de pára-choque de caminhão). Oremos…
Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se arremetam a ti. (Salmo 32:9)
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Giuliano Miotto é do colunista do ArtedeChocar e editor do Voz do que clama na Net.

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