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05
ago

Bono Vox é mais relevante do que muitos artistas evangélicos! Saiba o porquê.

por: Antognoni Misael


bono_vox_gettyA música dita gospel e seus cantores já deram várias demonstrações de irrelevância diante das oportunidades de professarem a Cristo com nitidez e firmeza na mídia televisiva, e ao invés disso se auto promoveram. Daí você vê o Bono Vox, um ícone do Rock, dando um simples exemplo de como ser convicto, direto e relevante.

Veja como ele não se intimida diante das perguntas provocativas do entrevistador do ‘The Meaning of Life – são coisas que tem faltado nos representantes do segmento gospel.

Para conhecer melhor a confissão de fé do Bono e sua relação com o cristianismo, sugiro a leitura do livro “Walk On – A jornada espiritual do U2″ – Steve Stockman – W4 Editora . Veja algo sobre a obra clicando aqui.

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Antognoni Misael. Agradeço a Rô Moreira por ter compartilhado no Facebook.

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22
jul

Eu também mudei

por: Augustus Nidocemus


pastotrSeria uma grande tolice da minha parte negar que as pessoas mudam no decorrer dos anos. Eu mesmo já mudei de opinião em questões teológicas algumas vezes.

Quando me converti, pela graça de Deus, aos 22 anos, era um zeloso arminiano dispensacionalista. A leitura de Spurgeon dois anos mais tarde me curou do arminianismo e o seminário em Recife, no ano seguinte, se encarregou do dispensacionalismo. Durante o mestrado na África do Sul, quando eu já tinha 31 anos, mudei de opinião quanto ao papel do Espírito Santo no Antigo Testamento – passei a crer que Ele também habitava nos crentes da antiga dispensação da mesma forma que hoje habita nos crentes da nova. E foi nesta época que passei a acreditar na possibilidade de reavivamentos espirituais hoje. Nos próximos anos, algumas outras mudanças no entendimento de algumas passagens difíceis aconteceram.

Todavia, nenhuma destas mudanças me levou para fora do círculo do Cristianismo histórico. Nunca mudei naquelas coisas que consideramos como o núcleo essencial do Cristianismo bíblico, como a doutrina da Trindade, a plena divindade e humanidade de Cristo, a personalidade do Espírito, os atributos clássicos de Deus – imutabilidade, onipotência, onipresença e onisciência, etc. – a queda e o estado de perdição e pecado no qual se encontra toda a raça humana, a morte sacrificial e expiatória de Cristo e a salvação pela graça mediante a fé no Salvador, a sua ressurreição literal e física de entre os mortos, sua segunda vinda, o céu e o inferno como realidades pós-morte e a autoridade e infalibilidade das escrituras – para mencionar algumas. Sempre cri nestas coisas. Nunca mudei quanto a isto. Considero as mudanças que passei como progressos e um melhor entendimento de determinados pontos teológicos.

Portanto, como disse no início, eu seria um tolo em pensar que as pessoas não mudam. Só que, na minha opinião, nem sempre estas mudanças teológicas são salutares. Em muitos casos, as pessoas mudaram tanto a ponto de não poderem mais ser identificadas, a não ser remotamente, com o Cristianismo bíblico. É isto que a Bíblia chama de apostasia.

Jesus falou daqueles que crêem por um tempo, mas depois se desviam (Lc 8.13). Conheci vários assim. Eles mudaram. Um caso em particular, que me lembro, foi de um jovem cristão ardoroso que depois da leitura de livros de autores ateus e agnósticos mudou de opinião quanto ao Cristianismo, alegando ter recebido novas luzes da ciência e da razão. Largou definitivamente a fé cristã e virou agnóstico.

Paulo adverte Timóteo contra aqueles que se desviam do “amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia,” e que se perdem “em loquacidade frívola” – isto é, em discussões inúteis (1Tm 1.5-6). A referência é provavelmente a falsos mestres que estavam ensinando doutrinas erradas nas igrejas, de onde haviam saído, após mudarem de opinião sobre o Evangelho. É a estes mesmos que o apóstolo se refere, quando menciona os que “apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1Tm 4.1-2). Eram pessoas que haviam começado como cristãs, mas mudaram com o tempo, a ponto de não poderem ser mais considerados como tais. Paulo ainda menciona mulheres que haviam se desviado da fé e seguido a Satanás – certamente não uma mudança para melhor (1Tm 5.15), obreiros que se desviaram da fé por amor ao dinheiro (1Tm 6.10) e outros que se desviaram por professar a gnose, o saber mundano (1Tm 6.21). Talvez Paulo se refira ao mesmo grupo de pregadores itinerantes que havia antes pertencido às igrejas cristãs.

Ele cita especificamente dois líderes cristãos, Himeneu e Fileto, e os considera como apóstatas, por professarem e ensinarem contrariamente ao ensino apostólico da ressurreição (2Tm 2.18). O perigo da apostasia e do desvio doutrinário – acarretados pelas mudanças – é motivo de alerta de outros escritores neotestamentários, como Tiago (Tg 5.19) e o autor de Hebreus (Hb 2.1 e 12.25).

Todas estas pessoas acima mudaram. Do ponto de vista delas, provavelmente, esta mudança representou uma liberação, uma melhora, um crescimento, um progresso. Libertaram-se das antigas peias da fé e da ética. Sem restrições impostas pela teologia, sentiam-se agora livres para pensar da maneira que achavam melhor e agir de acordo.

Conhecemos vários casos de pessoas que mudaram em nossos dias. Recentemente a imprensa noticiou, se baseada em fatos reais ou não, não sabemos – a mudança ocorrida com o pastor João de Deus, da Assembléia de Deus, na Paraíba, que virou muçulmano. Faz três anos fomos surpreendidos com a mudança ocorrida com Francis Beckwith, pastor evangélico americano, presidente da Evangelical Theological Society, que mudou e virou católico. Outra mudança que surpreendeu o mundo evangélico foi do famoso estudioso evangélico conservador Bill Barclay, autor de renomado comentário do Novo Testamento, um clássico usado por gerações de seminaristas e pastores – mudou e virou universalista ao final de sua vida, afirmando que todos os homens, no fim, seriam salvos. Como eu disse, algumas das mudanças acontecidas com líderes cristãos acabam empurrando-os para fora do Cristianismo bíblico, ou deixando-os bem em cima da risca.

Acho que devemos estar sempre abertos para mudar. Todavia, precisamos fazer a diferença entre mudança e apostasia. Nem toda mudança representa apostasia e desvio da fé. A Reforma protestante, sem dúvida, começou com uma grande mudança no coração de Lutero e representou uma enorme mudança dentro do Cristianismo – para melhor, assim entendemos. Longe de ser uma apostasia, representou um tremendo retorno às Escrituras. Mas toda apostasia, sem dúvida, começa com uma mudança na mente e no coração, que durante anos vai corroendo as convicções, minando as resistências mentais e espirituais, até que uma mudança completa – e para fora da fé – venha a ocorrer. Nesta fase, o apóstata se justifica de todas as maneiras, desde apelando para as mudanças como algo natural e desejável, como rompendo abertamente com alguns pontos centrais do Cristianismo histórico nos quais antes acreditava. O próximo passo, por coerência, é assumir um estado perpétuo de mudança, sem poder afirmar absolutamente nada com convicção, e impondo-se uma existência de metamorfose eterna.

Eu prefiro ficar com o lema da Reforma, que a Igreja sempre está se reformando e com ela, seus membros –, mas sempre à luz da Palavra de Deus. Aqui Lutero nos é útil mais uma vez. Como ele, estamos prontos a mudar, desde que convencidos pela luz que emana da Palavra de Deus, sem nos desviarmos dela nem para um lado nem para o outro.

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Via Fan Page de Augustus Nicodemus.

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19
jul

“Lembra-te” – discordando teologicamente dos Arrais

por: Antognoni Misael


Os-arrais-nos-EStados-UnidosHoje quero falar sobre uma canção do Thiago e André Arrais. Antes de qualquer coisa, destaco a minha admiração musical pela dupla, em virtude de muitas de suas canções serem belas, e acredite, falarem tão bem sobre Graça (apesar de cantarem, ainda, sobre a Lei).

Espero que não me rotulem como “anti-arrais”, mas compreendam que o que hei de fazer é apenas uma análise sobre a letra de uma de suas canções.

A canção abaixo é uma apologética sabática. Nela, a dupla tenta conciliar o amor a Deus com a sustentação da guarda do sábado, e conclama que o ouvinte “Lembre-se” e obedeça a este mandamento.

Bem, não quero ser denso, nem realizar um estudo longo sobre o tema (caso alguém deseje, sugiro a boa leitura do artigo do Rev. Solano Portela, clicando aqui), entretanto desejo comentar as estrofes abaixo. Vamos lá:

Título: Lembra-te

Será que a lei quebrada foi na cruz ou anulada foi, perdeu o valor?
Mas como devo explicar que Deus não muda, que sua palavra é uma?
E como compreender que o Autor de toda a vida, separa o santo dia?

Primeiramente a resposta para a pergunta que inicia a canção é a palavra SIM – digo isto crendo no Cristo e na autoridade de Jesus. A lei foi quebrada e anulada por ter sido cumprida em Jesus e dela fomos libertos, como disse Paulo aos Gálatas 5.1.

A segunda pergunta é facilmente respondida. Deus não muda, óbvio, mas a relação que ele mantém com o seu povo (o Israel de Deus) mudou. Isto se deu por causa do seu eterno plano de redenção quando decidiu descer de sua Glória firmar um novo relacionamento com o homem (Fp 2.7).

Sobre a terceira pergunta da canção, relembremos esta passagem de Paulo aos Colossenses: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16-17).

A guarda do sábado semanal era sombra do que viria e apontava para Cristo. Veja:

“Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita. Porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo da lei. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3.19-26)

Sendo assim a lei de Moisés serviu para nos conduzir a Cristo. Paulo é muito claro em sua carta aos Gálatas, por isso entendemos que ao morrermos com Cristo, morremos para a lei, haja vista que a lei não alcança os mortos.

“Agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos, a fim de servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da lei” (Rm 7.1,4,6).

Neste viés, sabemos que Jesus cravou na cruz as ordenanças nem nossos pais conseguiram suportar (Atos 15.10). Não obstante, o Apóstolo afirma categoricamente que as antigas ordenanças eram transitórias, e foram abolidas por Cristo (2 Co 3.7-14). Por isso, nós não somos mais guiados pela lei, mas pelo Espírito.

A canção continua:

“Eu sou criatura. Deus é criador
Quem cria e restaura é o Senhor.
Sábado perfeito creio e obedeço
Cravado na pedra para que eu lesse:
Lembra-te” do dia santo e da criação”

Na Nova Aliança os princípios éticos e morais foram ratificados nos Dez Mandamentos, mas, notemos, exceto a guarda do sábado. Se lermos minuciosamente o Novo Testamento não encontraremos em lugar algum a reserva do sábado. O Decálogo que corresponde a instrução na Nova Aliança apresenta-se desta forma:

“Não terás outros deuses diante de mim” (At 14.15); “não farás para ti imagem de escultura” (1 Ts 1.9; 1 Jo 5.21); “não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Tg 5.12); “Lembra-te do dia do sábado para o santificar” (não mencionado no NT); “honra teu pai e a tua mãe” (Ef 6.1); “não matarás” , “não adulterarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás” (Rm 13.9); “não dirás falso testemunho” (Cl 3.9).

Portanto, as frases da canção acima, quando confrontadas com os versos bíblica citados, não condizem com a nossa interpretação do “sábado perfeito” cantado.

“Monumento da graça do meu coração
Será que o que eu creio é mera teoria?
Idéias distorcidas?
Mas impossível é negar o que a palavra viva da força que me inspira”

O que a canção diz que Crê não é mera teoria, mas foi real na velha aliança! Ideias distorcidas? Sim, para os dias de hoje, mais ainda.

“E tendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra descansou
E abençoou Deus o sétimo dia…
Lembra-te do dia de sábado para o santificar
Seis dias trabalharás… mas o sétimo dia é o sábado do Senhor…
Aqui está está a perseverança dos santos”

As palavras acima são verdade. Porém, o sábado era um sinal, como o foi a circuncisão, entre Deus e os filhos de Israel, assim como o arco era um sinal do pacto com Noé: “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: “Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado…aquele que o profanar, certamente morrerá” (Êx 31.13-14).

No entanto, não acho difícil notarmos que estamos na Nova Aliança, e nela a nossa aceitação diante do Pai é pela graça, mediante a fé em Jesus (Jo 3.15-18; Rm 10.9; Ef 2.8-9).

“Os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus..”
” e disse-lhes Jesus: Se me amares guardareis os meus mandamentos..”

O próprio Jesus sabendo de sua missão em cumprir toda a Lei disse: Tenho-vos dito essas palavras para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa felicidade seja completa. E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei. (Jo.15:11)

“Me recuso a crer no que os outros dizem, no que o mundo exige
Como no passado, hoje a minoria sustenta essa doutrina
Perfeito dia em meio a lei que é eterna
Descanso na promessa”

Bem, sem mais delongas, para não ser redundante, digo, se porventura você que gosta dos Arrais e quer seguir o conselho dado por eles, não se esqueça que se porventura for guardar o sábado, o faça fielmente aos preceitos do Antigo Testamento, tipo: não saia de casa nesse dia (Êx 16.29); não compre ou venda nada neste dia (Am 8.5) não acenda o fogão (Êx 35.3); não viaje (Ne 10.31); não carregue peso (Jr 17.21), e mais, “Lembra-te” que a violação disso tudo te torna descumpridor da lei, debaixo da maldição dela e apto a pena de morte (Êx 31.15; Dt 27.11-28; Gl 5.1-5; Tg 1.23; 2.10).

***

Antognoni Misael, ao som dos Arrais.

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14
mar

Refutando Nietzsche: Bendito Deus que dança!

por: Compartilhamento


danca nietzche“Se eles querem que eu acredite no seu deus,
eles vão ter que cantar comigo melhores músicas.
Eu só poderia acreditar em um deus que dança.”

- Friedrich W. Nietzsche (1844-1900)
Filósofo alemão

Por Wilma Rejane

Com a frase acima o filosofo Nietzsche, desafia o Deus dos cristãos em sua obra “Assim Falou Zaratustra” . Segundo ele, e revestido de um personagem do zoroastrismo, o cristianismo era a maior desgraça da humanidade e uma “muleta” para os fracos. O homem deveria decretar a morte de Deus para se tornar enfim um “super-homem”, confiando em seu potencial interior para ser vitorioso (?). Ironicamente, Nietzsche, havia nascido em lar protestante , seus avós eram pastores luteranos. Ele ingressou na teologia, mas abandonou a fé ao se aprofundar na Filosofia.

O pensamento de Nietzsche, influenciou significativamente o mundo moderno – infelizmente – e continua fazendo adeptos até nossos dias. Pobre Nietzsche, viveu de forma miserável , convalescendo de tantos males que peregrinou por diversos lugares na tentativa de que em alguns deles, o clima lhe fosse favorável: Veneza, Gênova, Turim , Nice… até terminar seus dias em um sanatório em Basileia. Ele não sabia, mas desconfio – tenho fortes motivos para isso – que padecia de infelicidade crônica. A falta de fé no Deus que dança esvaziou seu ser e para onde se movesse não encontrava paz. Ele a procurou em muitos lugares, mas ao matar dentro de si, o Deus que poderia salvá-lo , morre ele.

O Deus que dança é tão latente que é impossível torna-Lo ausente. Ele dança nas nuvens, na natureza, nos homens. Através do movimento dos dias dos poentes e nascentes quando o céu muda em cores e luminosidade. Deus dança nas folhas das árvores que balançam pela força do vento, que se umedecem pelas ‘lágrimas” do orvalho. Deus dança na brisa que nos acaricia, na lua que ora é cheia, nova, minguante, crescente. A lua dança com as estrelas, com a noite que chega, que se vai. Deus dança no mar quando rugem as ondas, bravas e mansas, “varrendo” a areia, emprestando movimento aos navegantes de um país a outro. Deus dança e canta por todos os dias pois sem Sua “batuta”, Sua harmonia, Sua voz, nem vida existiria.

Sofonias 3:17 diz: “O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar, Ele se deleitará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”. Alegria = Rinnah (Stong 07440) significa “dar brados de júbilo, aclamar, aplaudir fortemente com triunfo; cantar”. Literalmente: Deus dançara sobre o seu povo, jubilara, dará brados de vitória com alegria”.

Esse é o Deus dos cristãos, que dançou com seu povo ao abrir o mar vermelho, recolhendo as ondas como em espelhos para libertá-los do Egito. Rinnah foi a música que embalou as vitórias de Abraão, Isac e Jacó. O Isac, batizado riso, porque Deus dançou com o tempo grávido de promessas para uma mãe estéril e um pai de quase 100 anos. Deus dançou com os antigos profetas e suas visões precisas do futuro que anunciavam o Messias Salvador nascido em Belém da Judéia, porque O Espírito Santo dançou no ventre de uma virgem, chamada Maria, obedecendo a melodia de Deus Criador.

Deus dança através do tempo e faz natureza cantar, diz o Salmo 65:8-13: “Tu visitas a terra, e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe preparas o trigo, quando assim a tens preparada. Enches de água os seus sulcos; tu lhe aplanas as levas; tu a amoleces com a muita chuva; abençoas as suas novidades. Coroas o ano com a tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura. Destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros os cingem de alegria. Os campos se vestem de rebanhos, e os vales se cobrem de trigo; eles se regozijam e cantam. “

Quem, a não ser um Deus que dança, desceria do céu para festejar com os homens a morte da morte? Quem, a não ser um Deus que dança se ofereceria em sacrifício de morte pela humanidade para ressurgir vivo ao terceiro dia? Oh, poderosa melodia do Deus que dança!!! Aleluia é o Teu cântico preferido, a Ti entoamos louvores de gratidão por ter vindo dançar com teu povo! Por todos os lugares se ouve a Tua voz, ainda no silêncio Te ouvimos. O que seria de nós, não fora um Deus que dança e que nos convida para dançar com Ele, no banquete celestial onde já não haverá lágrima, nem pranto, nem qualquer dor?

Bendito esse Deus que não se cansa de dançar nos corações que se transformam pela obediência a canção da Cruz, entoada aos quatro cantos da terra: Jesus, Jesus, Jesus! Amo esse Deus que nos faz dançar de alegria por ouvir Sua voz de Pai amoroso.

Nietzsche só poderia estar aturdido, embriagado por canções infernais vindas de um mundo onde não se pode dançar. É isso, prisioneiros não dançam. Escravos não podem dançar. Só mesmo a misericórdia de um Deus que dança para o libertar. Jamais ele ou algum outro incrédulo poderia encontrar paz e felicidade não fora nos braços do Cristo ressuscitado que se move em dança para perdoar e amar.

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Wilma Rejane é Jornalista, Bacharel em Teologia, Filosofa, educadora, e colunista do blog Confeitaria Cristã.

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24
jan

EXISTE UM ARGUMENTO PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS?

por: Compartilhamento


universo2Pergunta: “Existe um argumento para a existência de Deus?”

Resposta:A questão de se existe um argumento conclusivo a favor da existência de Deus tem sido debatida ao longo da história, com pessoas extremamente inteligentes defendendo ambos os lados da disputa. Nos últimos tempos, os argumentos contra a possibilidade da existência de Deus têm assumido um espírito militante que acusa qualquer pessoa que se atreva a acreditar em Deus como sendo delirante e irracional. Karl Marx afirmou que alguém que acredita em Deus deve ter um distúrbio mental que invalidou sua capacidade de pensar. O psiquiatra Sigmund Freud escreveu que uma pessoa que acredita em um Deus Criador é delirante e agarra-se a essas crenças devido a um fator chamado “desejo de realização” que produz o que Freud considerava uma posição injustificável. O filósofo Friedrich Nietzsche disse sem rodeios que a fé equivale a não querer conhecer a verdade. As vozes destas três figuras históricas (juntamente com outros) são agora simplesmente repetidas por uma nova geração de ateus que afirma que a crença em Deus é intelectualmente injustificável.

É este realmente o caso? É a crença em Deus uma posição racionalmente inaceitável de se manter? Existe um argumento lógico e sensato a favor da existência de Deus? Além de citar a Bíblia, pode-se fazer um caso a favor da Sua existência que refute as posições de ambos os ateus antigos e novos e que realmente justifique acreditar em um Criador? A resposta é sim, pode. Além disso, demonstrar a validade de um argumento para a existência de Deus mostra como o ateísmo é de fato intelectualmente fraco.

Argumentar a existência de Deus torna necessário fazer as perguntas certas logo no início. Começamos com a pergunta metafísica mais básica: “Por que temos algo ao invés do nada?” Esta é a questão básica da existência — por que estamos aqui; por que a terra está aqui; por que o universo existe ao invés do nada? Ao comentar sobre este ponto, um teólogo disse: “Em certo sentido, o homem não faz as perguntas sobre Deus, sua própria existência é que as provoca”.

Ao considerar esta questão, há quatro possíveis respostas a por que temos algo ao invés do nada:

1. A realidade é uma ilusão.
2. A realidade é/foi auto-criada.
3. A realidade é auto-existente (eterna).
4. A realidade foi criada por algo que é auto-existente.

Então, qual é a solução mais plausível? Vamos começar com a realidade simplesmente sendo uma ilusão, pois várias religiões orientais acreditam assim. Esta opção foi descartada há séculos pelo filósofo René Descartes, famoso pela frase “penso, logo existo”. Descartes, um matemático, argumentou que se ele pensa, então ele deve “existir”. Em outras palavras “Penso, portanto não sou uma ilusão.” As ilusões exigem que algo as experimente e, além disso, você não pode duvidar da sua própria existência sem ao mesmo tempo prová-la; acreditar que a realidade seja uma ilusão é um argumento auto-destrutivo e deve ser eliminado.

Em seguida temos a opção da realidade sendo auto-criada. Quando estudamos filosofia, aprendemos de afirmações “analiticamente falsas”, o que significa que são falsas por definição. A possibilidade da realidade ser auto-criada é um desses tipos de declarações pela simples razão de que algo não pode existir antes de si mesmo. Se você criou a si mesmo, então você deve ter existido antes de se criar, mas esse não pode ser o caso. Na evolução, às vezes esse conceito é mencionado como “geração espontânea” – algo vindo do nada – uma posição que poucas pessoas sensatas (talvez nenhuma) continuam a defender simplesmente porque não se pode obter algo do nada. Até mesmo o ateu David Hume disse: “Nunca confirmei uma proposição tão absurda como afirmar que algo possa surgir sem uma causa.” Já que algo não pode vir do nada, a alternativa da realidade sendo auto-criada tem que ser descartada também.

Agora ficamos com apenas duas escolhas: uma realidade eterna ou a realidade sendo criada por algo eterno: um universo eterno ou um Criador eterno. Jonathan Edwards, teólogo do século 18, resumiu esta encruzilhada:

• Algo existe.
• O nada não pode criar alguma coisa.
• Portanto, “algo” necessário e eterno tem que existir.

Observe que devemos voltar a um eterno “algo”. O ateu que ridiculariza aquele que crê em Deus por acreditar em um Criador eterno tem, ao invés, que aceitar um universo eterno; essa é a única outra porta que pode escolher. Entretanto, a pergunta agora é: até onde as provas nos levam? Será que a evidência aponta à matéria antes da mente ou à mente antes da matéria?

Até agora, todas as principais evidências científicas e filosóficas apontam menos a um universo eterno e mais a um Criador eterno. Do ponto de vista científico, os cientistas honestos admitem que o universo teve um começo e que nada que teve um começo pode ser eterno. Em outras palavras, tudo que teve um início tem uma causa, e se o universo teve um começo, então teve uma causa também. O fato de que o universo teve um início é ressaltado por evidências como a segunda lei da termodinâmica, o eco de radiação do Big Bang descoberto no início de 1900, o fato de que o universo está em expansão e pode ser rastreado a um início singular e a teoria da relatividade de Einstein. Todas elas provam que o universo não é eterno.

Além disso, as leis que rodeiam a causalidade falam contra o universo sendo a causa fundamental de tudo o que conhecemos por esse fato simples: um efeito deve se assemelhar a sua causa. Sendo isto verdade, nenhum ateu pode explicar como um universo impessoal, sem propósito, sem sentido e amoral acidentalmente criou seres (nós) cheios de personalidade e obcecados por propósito, significado e moral. Tal coisa, do ponto de vista causal, completamente refuta a ideia de um universo natural dando origem a tudo o que existe. Assim, no final, o conceito de um universo eterno é eliminado.

O filósofo John Stuart Mill (não um cristão) resumiu o que dissemos até agora: “É auto-evidente que só a Mente pode criar a mente.” A única conclusão racional e sensata é que um Criador eterno seja de fato o responsável pela realidade tal como a conhecemos. Ou para explicar através de um conjunto lógico de afirmações:

• Algo existe.
• Você não consegue algo do nada.
• Portanto, um “algo” necessário e eterno existe.
• As duas únicas opções são um universo eterno e um eterno Criador.
• A ciência e a filosofia têm refutado o conceito de um universo eterno.
• Assim, existe um Criador eterno.

Lee Strobel, um ex-ateu que chegou a esse resultado há muitos anos, comentou: “Essencialmente, percebi que para permanecer um ateu eu teria que acreditar que nada produz tudo; não-vida produz vida; aleatoriedade produz sincronização; caos produz informação; inconsciência produz a consciência e a não-razão produz razão. Aqueles saltos de fé eram simplesmente grandes demais para eu tomar, especialmente à luz do caso afirmativo da existência de Deus… Em outras palavras, na minha avaliação, a cosmovisão cristã pôde justificar a totalidade da evidência de uma forma muito melhor do que a cosmovisão ateísta.”

No entanto, a próxima pergunta que devemos enfrentar é esta: se existe um Criador eterno (e já mostramos que Ele existe), que tipo de Criador é Ele? Podemos inferir certas coisas sobre Ele com base no que criou? Em outras palavras, podemos entender a causa através dos seus efeitos? A resposta a esta pergunta é sim, podemos, e as seguintes conclusões podem ser tiradas:

• Ele deve ser de natureza sobrenatural (pois criou o tempo e espaço).
• Ele deve ser onipotente (excessivamente poderoso).
• Ele deve ser eterno (auto-existente).
• Ele deve ser onipresente (pois criou o espaço e não é por ele limitado).
• Ele deve ser eterno e imutável (pois criou o tempo).
• Ele deve ser imaterial porque transcende o espaço físico.
• Ele deve ser pessoal (o impessoal não pode criar a personalidade).
• Ele deve ser infinito e singular porque não se pode ter dois infinitos.
• Ele deve ser diversificado e unificado ao mesmo tempo, uma vez que unidade e diversidade existem na natureza.
• Ele deve ser onisciente (supremamente inteligente). Apenas um ser cognitivo pode criar um outro ser cognitivo.
• Ele deve ter propósito pois deliberadamente criou tudo.
• Ele deve ser moral (não se pode ter uma lei moral sem o seu legislador).
• Ele deve ser cuidadoso (ou as leis morais não teriam sido dadas).

Essas coisas sendo verdadeiras, perguntamos agora se alguma religião no mundo descreve tal Criador. A resposta a esta pergunta é sim: o Deus da Bíblia se encaixa perfeitamente nesse perfil. Ele é sobrenatural (Gênesis 1:1), poderoso (Jeremias 32:17), eterno (Salmo 90:2), onipresente (Salmo 139:7), eterno/imutável (Malaquias 3:6), imaterial (João 5:24 ), pessoal (Gênesis 3:9), necessário (Colossenses 1:17), infinito/singular (Jeremias 23:24, Deuteronômio 6:4), diverso e unificado (Mateus 28:19), inteligente (Salmo 147:4 -5), com propósito (Jeremias 29:11), moral (Daniel 9:14) e cuidadoso (1 Pedro 5:6-7).

Um outro ponto a abordar sobre a questão da existência de Deus é a questão de quão justificável a posição do ateu realmente é. Já que o ateu afirma que a posição do crente não é convincente, então é apenas razoável fazer-lhe a mesma pergunta. A primeira coisa a entender é que a afirmação que o ateu faz – “Deus não existe”, que é o que a palavra “ateu” significa – é uma posição insustentável de um ponto de vista filosófico. Assim como disse o jurista e filósofo Mortimer Adler: “Uma proposição existencial afirmativa pode ser provada, mas uma proposição existencial negativa – uma que negue a existência de algo – não pode ser provada.” Por exemplo, alguém pode afirmar que uma águia vermelha existe enquanto outra pessoa afirme que águias vermelhas não existem. A primeira apenas precisa encontrar uma única águia vermelha para provar a sua afirmação. No entanto, a segunda precisa pesquisar o universo inteiro e literalmente estar em todo lugar ao mesmo tempo para garantir que não deixou de ver uma águia vermelha em algum lugar e em algum momento, o que é impossível de fazer. É por isso que os ateus intelectualmente honestos admitem que não podem provar que Deus não existe.

Em seguida, é importante compreender o problema que rodeia a gravidade das reivindicações sobre o que é verdade e a quantidade de provas necessárias para justificar determinadas conclusões. Por exemplo, se alguém colocasse dois recipientes de limonada na sua frente e dissesse que um talvez fosse mais azedo do que o outro, já que as consequências de beber o mais azedo não seriam graves, não seria necessário considerar uma grande quantidade de provas para fazer a sua escolha. No entanto, se a um copo o anfitrião tivesse adicionado adoçante e ao outro, veneno de rato, então seria bom ter bem mais provas antes de fazer a sua escolha.

Este é o lugar onde uma pessoa tem que parar e decidir entre o ateísmo e a crença em Deus. Já que a crença no ateísmo poderia resultar em consequências eternas irreparáveis, parece ser razoável que o ateu fosse obrigado a apresentar evidências de peso e derrogatórias que apoiassem a sua posição, mas ele não pode. O ateísmo simplesmente não pode apresentar evidências suficientes que corroborem a gravidade de suas acusações. Em vez disso, o ateu e aqueles a quem convence de sua posição entram na eternidade com os dedos cruzados, esperando que não encontrarão a verdade desagradável de que a eternidade realmente existe. Como Mortimer Adler diz: “Mais consequências para a vida e conduta resultam da afirmação ou negação de Deus do que de qualquer outra questão básica.”

Então, será que a crença em Deus tem justificativa intelectual? Existe um argumento racional, lógico e sensato a favor da Sua existência? Absolutamente. Embora ateus como Freud aleguem que os que crêem em Deus simplesmente querem o cumprimento de um desejo, talvez Freud e seus seguidores sejam os que realmente sofrem desse mal: a esperança e o desejo de que Deus e qualquer prestação de contas não existam e, portanto, nenhum juízo. No entanto, o Deus da Bíblia é quem refuta Freud ao afirmar a Sua existência e um julgamento vindouro a todo aquele que, no fundo, sabe que Deus existe mas escolhe suprimir essa verdade (Romanos 1:20). Por outro lado, para aqueles que respondem corretamente à evidência de que um Criador realmente existe, Ele oferece o caminho da salvação proporcionado através de Seu Filho, Jesus Cristo: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus” (João 1:12-13).

***

O texto foi compartilhado pelo amigo e irmão Rhadamés Moura, – Membro e editor do blog UMP Guarabira; Fonte original: GotQuestions.

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02
nov

Predestinação ou livre-arbítrio?

por: Walter McAlister


Livre-ArbítrioA palavra “predestinação” é tida como um opróbrio em muitos rincões. Para muitos é uma noção de que o nosso destino está “escrito nas estrelas”, o que “faz de nós apenas joguetes na mão de Deus”. Protestam muitos dizendo que não somos fantoches. Afinal, Deus nos criou com uma capacidade de decidir, o “livre-arbítrio”. Vão além, dizendo que, ao nos criar com vontade própria, Deus literalmente renunciou o seu direito de decidir o rumo das nossas vidas e da humanidade. “Por amor” alguns dizem que Deus se anula perante a raça humana. Ele “queria” que as coisas fossem diferentes, mas “não pode” ir contra uma liberdade concedida.

O problema dessa visão de Deus se acha no fato de que em nenhum lugar da Bíblia existe uma afirmação da submissão da vontade de Deus à vontade humana. É certo que o homem toma as suas decisões. É igualmente certo que somos chamados para nos arrepender dos nossos pecados. Volição (vontade) humana é clara e evidente nas Escrituras. Mas em nenhum lugar vemos Deus se submetendo, ou se anulando, perante o exercício dessa volição humana.

Aliás, temos mais do que suficiente evidência sobre o soberano exercício da volição divina, que não pode ser frustrada. Mais: essa vontade divina subjuga a vontade humana. Vejamos alguns exemplos:

Jó 42.2 diz: “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado”.

Já nos Salmos, Davi disse: “O Senhor desfaz os planos das nações e frustra os propósitos dos povos. Mas os planos do Senhor permanecem para sempre, os propósitos do seu coração por todas as gerações” (Sl 33.10,11).

Salomão, em toda a sua sabedoria, afirmou: “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor” (Pv 19.21).

No que se refere à salvação, Paulo destacou: “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou” (Rm 8.29,30).

Como também em Efésios ele disse: “Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado” (Ef 1.5,6).

Até Judas fez o que fez seguindo um propósito eterno de Deus. Jesus disse isso em João 17.12, na oração sacerdotal: “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura.” De fato em João 13.2 vemos que Judas agiu por sua própria vontade. E a sua vontade foi resultado da vontade de Satanás que o induziu a trair Jesus.

Para toda questão difícil, há uma explicação simples, rápida e errada. Quase todos se limitam a perguntar: “Então é Deus quem decide ou nós?” A explicação tem que ser um ou outro. Essa é a solução mais simples. Mas é a errada. A solução de qualquer problema requer uma compreensão de tudo o que está em jogo. Qualquer equação de matemática só terá uma solução – um número final, se todos os elementos forem mensuráveis. Mas este não é o caso. Nas equações entre Deus e o homem, só o último é mensurável, é compreensível. Deus não é. Ele é infinito, eterno, insondável e, consequentemente, temos que nos limitar ao que a Bíblia diz a seu respeito. Afinal, sou eu que exercito o meu livre-arbítrio ou é Deus quem determina tudo? A resposta é “sim” para ambos. Literalmente tanto eu quanto Deus agimos no pleno exercício das nossas faculdades. Mas o que prevalece é a vontade de Deus.

No caso de Judas, os propósitos de Deus requeriam um traidor. Deus determinou. As Escrituras (inspiradas por Deus) previram a vinda desse “filho da perdição”. Mas, na hora “H”, Judas também quis trair, sendo que a vontade de Satanás o induziu a tanto. Literalmente a volição dos três personagens fluiu como um rio só. Essa volição confluente não anulou Judas nem tampouco Satanás. Mas a vontade de Deus foi a mais perfeita. Os dois agiram com um propósito momentâneo. Mas realizaram a vontade eterna de Deus. Foi por meio da ação, nascida da vontade de Satanás e Judas, que os Seus propósitos eternos foram cumpridos. Como dois rios pequenos que se juntaram a um rio grande e forte, confluíram na mesma direção.

Há outro exemplo em José, achado em Gênesis 45. Quando José finalmente se revelou a seus irmãos, disse: “Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês venderam ao Egito! Agora não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês (…) Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus” (Gn 45.4b-5, 8a). Mas os irmãos de José agiram com “livre-arbítrio” ou não? Claro que sim. Mas o seu “livre-arbítrio” confluiu com a vontade de Deus, que não pode ser resistida.

E por que Deus faz isso? Paulo diz em Romanos 9: “Pois a Escritura diz ao faraó: ‘Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra’” (Rm 9.17). Ele segue no versículo 19: “Mas algum de vocês me dirá: ‘Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade?’ Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?’ O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso?” (até v.21).

As verdades bíblicas não nos exaltam. A Bíblia não é um manual para você se sentir poderoso e independente. Pelo contrário. A Bíblia nos põe em nosso devido lugar. Somos barro. Somos os vasos que Deus criou para realizar os seus propósitos e, no fim, trazer glória para o seu nome. Aceitando isso ou não, não deixa de ser a mais pura verdade bíblica. Agora, protestar a soberana vontade de Deus com base num argumento de “Ele ou nós”, é um protesto sem fundamento. Pois, Ele usa os nossos planos para realizar os seus propósitos. Nossas vontades confluem para um fim divino.

Na paz,

***

Fonte: Abertos para Reforma, via PCamaral.

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16
out

Tô perdendo a vida. Tô gastando o corpo. Tô doando o sangue…

por: Compartilhamento


marco tellesSempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor por todos os santos, por causa da esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês. Colossenses 1:3-5

Não sei como você é, mas eis um pouco de mim pra vocês que não me conhecem (as vezes nem mesmo eu sei quem sou) mas eis algo que já entendi sobre mim (com a ajuda de minha preciosa esposa): Eu só faço aquilo que quero fazer. Não adianta me pressionar, tentar me convencer, ou me empurrar. Meu coração se apaixona e eu simplesmente salto das maiores alturas por causa de um desejo. Não faço aquilo que não estou apaixonado por fazer. Se faço algo é por que estou queimando de vontade de fazer isso. Isso pode ser perigoso. Meu coração é enganoso e por vezes me empurrou à coisas que feriram a Santidade de meu precioso Deus. Por outro lado, sou grato a Deus por me fazer desta forma. Isso me torna ousado, persistente e obstinado. O que isso tem haver com o texto? Meus irmãos, a graça de Deus me alcançou ainda muito novo. Aos 14 anos de idade eu já chorava de amor pelas escrituras. Eu tenho mais lembranças de estar abraçado com minha bíblia clamando para ser curado por ela, ensinado por ela e movido por ela do que lembranças de ter jogado algum vídeo game ou de jogar bola. Eu frequentei mais cultos e momentos de profunda adoração do que cinemas ou festas de 15 anos. Por sua Graça tenho crescido dentro dos limites preciosos do cristianismo. De modo que se eu pudesse tirar do meu passado toda relação com Cristo e seu evangelho, não sobrariam mais que poucas lembranças, fracos episódios e cenas minguadas de um passado sem sentido.

Neste texto de Paulo aos irmãos de Colossos ele afirma dar graças a Deus aos irmãos daquela região por sua FÉ e por causa do AMOR que eles alimentavam por todos os santos. O motivo supremo da alegria estava focado no fato de que os irmãos possuíam fé em Cristo Jesus, e por que demonstravam profundo amor aos santos da igreja. Hoje estamos vivendo dias de tanto entretenimento que não se encontra mais cristãos que possuam alguma FÉ. Se questionados acerca de sua fé, a maioria dos cristãos proporcionaria para Paulo profundo desgosto e jamais alegria ou razão para erguer louvores. Me dói tanto ver tanta gente e tão pouca fé. Tanta tecnologia nos locais de reunião dos santos, mas um assustador esvaziamento de FÉ no precioso Cristo Jesus e em seu poderoso evangelho. Tenho deixado que minha juventude se gaste para despertar em alguns Fé no Filho de Deus. Tenho me permitido perder a voz vez após vez com a expectativa de perceber algumas lágrimas arrependidas rolarem diante da cena do calvário, ou mesmo alguns fracos e trêmulos braços apertando suas bíblias contra seu peito com carinho. Desculpem meu desabafo, mas as vezes todo esforço e todos os gritos que ecoam do meu frágil e limitado corpo parecem alcançar tão pouco. Sei que o alcance e obra é de restrita submissão à vontade de Deus e de seu Espirito. É com eles, não comigo. Mas não posso deixar de comentar a tristeza que sinto por ser contado em uma geração de luzes e brilho. Vaidades e superficialidades. Por vezes desejei nascer em uma geração cinza porém verdadeira. Uma geração não tecnológica, porém corajosa e ousada o suficiente para olhar para si mesma. Paulo deixa claro que a FÉ e o amor dos irmãos florescera no meio dos Colossos por causa da “esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês”. Não há FÉ em Cristo. Nem amor pelos preciosos santos. Preferimos as celebridades e as figuras carnais do que admirar um homem anônimo porém piedoso. Preferimos manter nossos olhos seguindo passo a passo os pés de algum almofadinha irritantemente superficial do que observar o comportamento de santos responsáveis, humildes e amorosos com atenção. Meu Deus! Eu só posso ter nascido no tempo errado. A gente quer imitar o falso e despreza o verdadeiro. A gente quer ser igual aos ímpios e desprezamos a semelhança do santo piedoso. A gente quer mudar a cor do cabelo, a gente quer roupas que diminuam a realidade de nossa “feiura”. A gente se maquia pra tapar nossas “imperfeições” faciais (que na verdade são orgulho pois contam de onde viemos e o que já padecemos). Não há Fé, nem amor aos Santos porque não há ESPERANÇA NO TESOURO ETERNO RESERVADO NOS CÉUS. Uma vida focada no que é efêmero, passageiro e absolutamente sem valor eterno. Uma vida de absoluto desprezo do invisível e do eterno.

Não há esperança no porvir, porque o evangelho não chegou ate os nossos corações. Devemos ser bastante sinceros agora e confessar que o GOSPEL chegou ate nós. O glamour chegou ate nós. A religião com toda a sua podridão chegou ate nós. Mas Cristo e o seu evangelho não. Pelo menos não na “massa”. De fato Ele não esta parado. Seu evangelho não esta preso. Ele floresce sim ainda hoje. Mas não no meio do povão. Antes, ele é visto como uma pérola de muito valor enterrada quase que por completo no meio de um lamaçal terrível. Dói. Ver o evangelho de Cristo ser “confundido” com esta porcaria que a TV, as rádios e os artistas gospel insistem em nos apresentar, dói pra caramba.

Separei esse texto de Paulo pra lhe fazer refletir uma coisa: Será que olhando para o quadro geral do mundo cristão no Brasil hoje, Paulo poderia escrever: “Dou graças a Deus por saber de vossa fé… de vosso amor pelos santos (e desprezo pela impiedade)… de vê-los cheios de expectativas pelo porvir… por causa que o VERDADEIRO Evangelho chegou ate vocês.” ??? Será que essa gratidão poderia se relacionar com nosso Brasil? Avivamento um caramba! O evangelho esta ganhando o Brasil e a mídia esta se rendendo a ele, besteira!! Seja sincero. Seja verdadeiro. Esse texto nasceu quando percebi que meu coração se apaixonou pelo evangelho de Cristo. Faz muitos anos que queimo por causa de Cristo. Choro por causa de sua história cativante. Nada mudou. Eu tô nessa. Tô perdendo a vida. Tô gastando o corpo. Tô doando o sangue. As vezes quis correr da batalha. Me pergunto se vale a pena em certos momentos. Mas pra mim é “game-over”. Ele me quis e pronto.

Se você leu esse texto todo, peço a Deus que lhe conceda a graça de compreender o que estou clamando (mesmo estando absolutamente confuso acerca de qual é exatamente o proposito em me abrir dessa forma). Tenha Fé. Ame os santos. Concentre-se no porvir. Anuncie o Evangelho. Deus te abençoe.

***

O texto é de Marco Telles, ministro do Senhor que lidera a Comunidade CRER- Comunidade Reformada do Evangelho do Reino, assim como seu ministério de louvor e adoração através da música. Conhecer o Marco Telles foi uma dádiva de Deus para mim. E ler este texto foi como ouvi-lo pregar no púlpito, se dilacerando na presença do Pai e gritado para os seus ouvintes sobre as coisas invisíveis, de valor eterno e suficientes para todos nós!

Então Marco, pra mim também é “Game-over”!

Cristo em nós, a esperança da Glória!

Leia ainda [O BARULHO DO ROCK E O GRITO DE MARCO TELLES]

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04
ago

O manual

por: Compartilhamento


o manualPorque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida” Dt 32:47

Sou uma pessoa ligada à tecnologia, até porque minha geração cresceu e sentiu o impacto que esse novo mundo causou e vem causando na humanidade. Por isso computadores, celulares, games sempre me encheram os olhos. (Ainda lembro-me do meu Super Nintendo… Ah bons anos!).

Com o passar do tempo essas novas máquinas ganharam funções específicas e se tornaram mais e mais complexas, exigindo um mínimo de habilidade para operá-las. É ai onde entram os manuais de instruções. Páginas e mais páginas em que o fabricante do produto lhe explica como manuseá-lo; se for elétrico, qual a corrente certa; o que ele é, ou não, capaz de fazer. Além de especificações técnicas de tamanho, potência e outras coisas. A menos que você queira um mini incêndio, jamais ligaria um aparelho 110v em 220v!

E onde quero chegar com isso tudo… dicas de segurança? Não, não é isso. Você já pensou que quase nunca lemos manuais de instruções? Achamos algo fútil e, em certos momentos, inútil. “Ah, o cara quer me ensinar como instalar a minha Tv?!”. E fica ele lá, abandonado dentro de caixas. Mas, e se nos tivéssemos um manual? E se nosso fabricante o tivesse escrito, especificando quem somos e o que podemos ou não fazer? E se além de um manual de instruções ele fosse um guia de sobrevivência? Tenho duas notícias pra lhe dar – uma boa e uma ruim. A boa é que SIM, temos um manual. E a má é que SIM, também o esquecemos em estantes empoeiradas, mesas de cabeceira e dentro de nossos carros. Fazemos questão de mantê-lo longe de onde ele precisa estar, no coração e na mente.

A Bíblia é o manual deixado pelo fabricante (Deus) para seu projeto (nós), escrita por vários autores guiados pelo Espirito Santo. Ela é a palavra de Deus, nela descobrimos quem somos e o que Ele espera de nós. Nas escrituras está o plano da nossa redenção em Cristo, o Salvador que, com seu sangue, iria justificar o seu povo (Isaías 53). Como também a condição em que nós encontrávamos, filhos da ira (Fp 2:3). E como por sua graça, “…nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Cl 1:13). Agora servos, temos um chamado de ser como Jesus, guiados por seu exemplo e seguindo seus passos (I Pe 2:21). Sendo assim, a Bíblia precisa nortear e permear todas as áreas da nossa vida.

Então, querido leitor, o que fazer em resposta a isso tudo? Afinal esse livro não é amuleto para fica aberto na sala da sua casa, impedindo coisas ruins, nem uma caixinha de promessas com bênçãos e mais bênçãos, muito menos um biscoito da sorte que lhe dá o horóscopo do dia. Ele é vivo e eficaz (Hb4:12). Jamais passará, pois é eterno (Mt 24:35). Precisa ser o nosso deleite e meditação (Sl 119:97). É um tesouro inestimável que não mensuramos o seu valor. Quantos morreram pra que o tivéssemos em mãos? Em países onde há perseguição a cristãos, há um mercado negro onde pessoas “traficam” bíblias, correndo risco de serem apanhadas e mortas. Enquanto a temos e a desprezamos, pessoas dariam tudo por alguns dias de leitura. Qual o valor que tem palavra do Senhor na sua vida? O quanto ela é importante? Ela que lhe guia ou é seu coração? Será que muitos erros cometidos poderiam ser evitados se atentássemos para o que nela está escrito?

O que Deus disse a Josué também serve pra nós: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.” (Josué 1:8). Que o Senhor produza em nós o desejo de ler e estudar Sua palavra, que nossos passos sejam firmados nesse livro e que arda em nós um amor por Ele. Pois por meio das escrituras conhecemos ao Criador e a nós mesmos.

O vídeo abaixo mostra o primeiro contato de alguns cristãos com a Bíblia. Olhe a reação deles! A emoção ao segurar o livro sagrado! Se você puder “perder” 1 minuto do seu dia com esse vídeo, não se arrependerá.

Que o Pai das Luzes, em sua graça e misericórdia, encha nossos corações e mentes com seus juízos.

***

O texto é de Isaque Jr., escreve no blog da ‘UMP Guarabira‘ e me fez chorar com o texto e com o vídeo.

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