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19
mai

ALGUNS PRINCÍPIOS CRISTÃOS SOBRE O LAZER E ENTRETENIMENTO

por: Augustus Nidocemus


entretenimento

Esta imagem não está contida no texto original. Adicionada pelo Arte de Chocar.

Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:

“Queridos,

Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente — pois é aqui que se encaixa o assunto.

1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.

2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.

3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.

4. Compete ao cristão também “examinar todas as coisas e reter o que é bom”. Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.

5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor.

Apesar da “cultura de proibição de programas para a juventude” que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.

Um abraço,
Pr. Augustus”.

[Augustus Nicodemus, via Facebook]

***

Este vídeo com música de João Alexandre (Canção “Feliz da Vida”) é um ótimo complemento para o texto.

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14
mai

A REVELAÇÃO DA CRUZ GERA HUMILDADE, O CONHECIMENTO SEM ELA, GERA SOBERBA!

por: Joao Bosco


eu cruz (2)Evangelho puro, sem fermento religioso humanista, o da graça pura é uma verdadeira loucura sem lógica aluma para humanidade, pois os homens não conseguem conceber um DEUS encarnado que se submete a morte e ainda nos atrai para lá morrermos e sermos esvaziados de nós mesmo, isso é loucura! Mas é essa a condição de ternos a nova vida, a vida de CRISTO vivendo dentro de nós.

A essência deste Evangelho é o que CRISTO faz em nós, de acordo com o Seu querer e efetuar conforme a Sua vontade, pois ELE mesmo vem viver em nós, para assim trilharmos esse caminho que antemão foi preparado pelo PAI, como registra Paulo na carta aos Efésios 2.10:

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”

Não tem como negar a Glória e toda a Glória apenas para ELE, nisso se contorcem os religiosos ávidos por exaltação, que sempre querem levar algum mérito pelos seus “suados” feitos em seus shows de fé.

Muitos ainda têm a tal de religião como a prática do evangelho, onde esse mesmo religioso encardido e suado, cheio de regras e julgamentos, se colocando em uma posição de “sindicalista farisaico”, meritocrata, pensando que têm direitos e que DEUS lhe deve algum “milagre”, alguma “restituição”.

É a mentalidade de CAIM, afetada pela teomania que a serpente injetou na raça adâmica; mas que encontra remédio na Cruz de Cristo, pois Deus não poderia nos deixar sem saída.

Vemos, uma horda de doentes, batendo no peito determinando os seus interesses humanistas e exigindo pedestais, holofotes, querem destaque diante dos homens e até mesmo de DEUS, querendo se assentarem-se a direita ou a esquerda de Cristo, assim como foi o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu (Mateus 20.17 a 28) mal sabendo ela que para esse destaque (na glória) é preciso antes ter o desprendimento da própria vida, passar pela Cruz.

Paulo em Colossenses 2. 20 a 23 diz:

“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:

Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.”

Graça e Paz,

João Bosco

***

Fonte: A hora da Palavra,  via Blog Único Filho.

Nota do Blogueiro: Pessoal, o Arte de Chocar está  firmando uma parceria com o Blog Único Filho, portanto ciente do propósito de edificar vidas e propagar o Evangelho da Graça de Deus deixamos essa dica pra vocês do nosso novo Parceiro!

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11
mai

Canção do Cristão Medieval

por: Antognoni Misael


marco-telles-1Esta semana foi muito incomum para mim. Aquele post sobre a canção do Thalles me rendeu um tempão moderando comentários e lendo aquelas dezenas de críticas, julgamentos e até xingamentos à minha pessoa. Mas no meio de tanta opinião, a gente acaba tendo a Graça de conhecer vários irmãos. Um deles foi o mano João Bosco, que além de compartilhar de sua visão, me indicou um ótimo blog de apologética e ontem me apresentou uma pérola musical feita a partir de uma oração com adaptações, composta pelo mano Marco Telles, daqui de João Pessoa-PB – um remador do reino que navega em águas contrárias desse evangeliquês moderno.

João Bosco postou assim via Facebook:

“Irmão Antognoni Misael nem só bobagens (comentários estúpidos) rendenram o seu ótimo post sobre a musiquinha do “Chattes”, olha isso: Fiz um comentário no post e um outro irmão tbm, acabamos nos comunicando e trocando algumas Sãs Palavras e disso, nasceu isso”.

Confira esta bela canção que muito diz o que precisamos ouvir, e não aquilo que “gostamos” ou queremos curtir. Soli Deo Gloria!

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Essa canção falou muito ao meu coração. Brevemente estarei postando o trabalho do mano Marco Telles por aqui.

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10
mai

A Guerra pelas Palavras

por: Rodrigo Ribeiro


guerraAs palavras são essenciais na comunicação. Nem todos tem aflorado o dom da mímica, de modo que se fossemos depender da linguagem não-verbal, muitos seriam encerrados no cativeiro da ignorância e grandes ideias iriam se perder em meio a gestos não compreendidos. Mas o perigo da dissonância entre a mensagem falada e a recebida também afeta o mundo das palavras, e o problema muitas vezes começa no conceito delas próprias.

Na teologia isto também acontece e não é de hoje. Na época em que eclodiu a reforma protestante, houve uma questão inevitável: qual era a igreja verdadeira? A igreja católica ou as novas igrejas protestantes? Para responder esta pergunta ambos os grupos se valeram das mesmas palavras, fazendo referência aos antigos credos, indicando que teriam as marcas da verdadeira igreja: unidade, universalidade, apostolicidade e disciplina.

Ocorre que enquanto a Igreja Romana afirmava que era universal porque estava, como instituição, em expansão por todo o mundo, e era apostólica porque o papa era o sucessor direto de Pedro, a igreja reformada, afirmava que sua universalidade consistia no fato de que a igreja não se vincula a nenhuma nação ou povo, mas era composta pelos eleitos, de todos os povos, lugares e épocas, e que era apostólica porque tinha como fundamento a doutrina dos apóstolos.

Apesar da confusão semântica os reformadores entenderam a importância destas palavras e não abdicaram de usá-las, lutando para que ficasse revelado o seu correto significado. No entanto esta não é a postura de muitos em nossos dias, pois assim como em vários outros períodos na história da igreja, ensinamentos errados e heréticos tem invadido nossos templos e tem levado ao cativeiro palavras preciosas, mas a nossa postura tem sido diferente dos homens do passado. Temos perdido a partida por W.O. Consentimos com o rapto e assim nos tornamos cúmplices deste delito!

A doutrina da prosperidade se difunde no evangelicalismo brasileiro, e nós simplesmente, a fim de evitar qualquer associação com estes pensamentos, largamos mão desta palavra bíblica, fugindo dela ao máximo, entregando-a de mãos beijadas aos salteadores, esquecendo que ela faz parte da revelação de Deus nas suas escrituras, e por isso não podemos abandoná-la. A verdadeira prosperidade, que é a satisfação em Deus (Salmo 16:11), a alegria com contentamento (1 Tm .6-8), não pode desaparecer de nossos púlpitos. Devemos resgatá-la e proclamá-la sem medo, purificando o conceito e afastando de todo o materialismo mundano. Imagina o desastre que seria se em decorrência da extorsão provocada por homens impiedosos, excluíssemos do nosso meio o dízimo e as ofertas? O pecado de terceiros não nos dá permissão para omitir as verdades da palavra de Deus.

A mesma situação ocorre com palavras como vitória e promessas, que já tão desgastadas e violadas pelo discurso triunfalista barato, de um evangelho antropocêntrico, que visualiza Deus como um grande e poderoso amuleto para obter as benesses materiais e emocionais desejadas. Mas estes desvios não nos autorizam a expulsar de nossos arraiais estas palavras! O cristão é vitorioso em Cristo (1 Co 5:17), aliás é mais do que vencedor (Romanos 8:37), e a sua vitória é maior e melhor que qualquer situação existencial: nossa vitória é escatológica, no final de tudo, venceremos com Cristo ! Esta verdade não pode ser guardada ou evitada, assim como não podemos negligenciar as maravilhosas promessas de Deus que nada tem a ver com profetadas humanas, mas que são verdadeiros mananciais bíblicos de esperança e paz, como por exemplo a maravilhosa promessa que ele estaria conosco até a consumação dos séculos (Mateus 28:20), que todas as coisas cooperam para o nosso bem (Rm 8:28) e que se confessarmos o nosso pecado ele irá nos perdoar (1 João 1:9). Aqueles que desejam promessas menores que esta, feitas apenas por homens, que fiquem com elas, mas não privemos o povo de Deus de ouvir as promessas genuínas e inigualáveis da parte de Deus!

Existem outros casos que podem ser citados, como a equivocada aversão dos recém-convertidos ao calvinismo com a palavra escolha, não percebendo que esta doutrina não anula a decisão do homem, mas afirma que esta sempre será na direção oposta a Deus, se o Espírito não o vivificar. Esta é uma postura que é compreensível quando se trata de neófitos, mas é completamente descabida àqueles que já trilham há muito tempo no percurso das doutrinas da graça. Eis mais um exemplo de palavras que devem ser retirados do exílio.

Enfim, que possamos olhar para o exemplo dos reformadores e de tantos outros cristãos comprometidos com a ortodoxia ao longo da história, que combaterem as heresias, mas que não abandonaram as palavras que o próprio Deus usou, as deixando na boca dos lobos vorazes e dos tolos teológicos. As palavras são importantes, pois é a través dela que o evangelho é proclamado. Resgatemo-nos para Deus, restaurando seu significado real e glorificando nosso Pai sem perder a guerra que começa no dicionário e termina na vida espiritual.

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Rodrigo Ribeiro é lá da capital da Borborema, Campina Grande-PB; integrante do Blog da UMP da Quarta, Bacharel em Direito e amigão nosso.

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09
mai

Os Efeitos Eficientes da Cruz

por: Compartilhamento


cruzQuanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus. Gálatas 6:17

Todos os seres humanos trazem do berço o sinal de Adão, isto é, a presunção de serem como Deus. Essa rebeldia adâmica é denominada de teomania, porque reflete o desejo de independência de Deus, tentando converter a criatura como se fosse o Criador. Nossa história é assinalada pela aspiração ao trono e todos os descendentes da conspiração da serpente vivem serpenteando nas escadas em busca dos lugares altos.

A raça humana sofre da síndrome de altar. Há uma epidemia generalizada de grandeza fomentando a glória do pináculo. O alpinismo da notoriedade e a ascendência aos postos de comando são metas que estimulam uma laia governada pelos desejos mais ardentes de elevação, tecendo no jogo do poder uma teia viscosa de política sórdida, que garanta um jirau na caça ao auge da posição.

Ninguém neste mundo está imune ao veneno da cobra. A teomania é percebida até mesmo na sujidade da pirraça. O cantador de viola dizia em seus versos de pé quebrado: “Eu sou maior do que Deus. Maior do que Deus eu sou. Eu sou maior no pecar. Porque Deus nunca pecou”. Para ele era atraente ultrapassar a Deus nem que fosse à vileza.

Entretanto, Paulo se apresentou aos gálatas como alguém que carregava em seu corpo as marcas de Jesus. Para ele havia algo mais significativo do que a estimativa do pódio. Ele podia até subir numa plataforma, desde que a glória fosse conferida apenas ao Senhor. Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36.

As evidências da cruz veem assinaladas pelo esvaziamento do ego. Uma pessoa que foi salva de verdade por Jesus, significa que ela foi salva de si mesma. Aquele que se estima não tem a menor estimativa do que é a salvação, uma vez que ela liberta a pessoa de si mesma. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.2 Coríntios 5:15.

A morte solidária de Cristo com o pecador tem como finalidade principal alforriar o escravo de si mesmo, a fim de levá-lo a viver para Deus. O pecado nos fez sujeitos a um déspota insuportável, o nosso próprio egoísmo. Ninguém é mais insatisfeito do que o ególatra, e ninguém pode ser mais contente do aquele que foi emancipado de si mesmo através do sacrifício de Cristo. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Romanos 14:7.

Cristo nos levou a morrer juntamente com ele para que nós possamos nos renunciar a nós mesmos. Sem o desapego de nosso egotismo não haverá verdadeira vida espiritual. O ego está contaminado de teomania arrogante e não consegue se desapreciar, vivendo sempre em busca de aplausos e reconhecimento. Somos uma raça inchada e iludida com a obesidade de nossa presunção.

A renúncia de nós mesmos é sempre um resultado da consciência de nossa real imprestabilidade pecaminosa. Enquanto acharmos que somos importantes e dignos de aprovação nós teremos muita dificuldade de nos desestimar, por isso mesmo a abdicação de nossa nobreza é um milagre da morte com Cristo.

A mentalidade atual da psicologia promove acima de tudo a nossa auto-estima como a base do bem-estar emocional. Mas Jesus sustenta a necessidade fundamental da abnegação como o alicerce do seu discipulado. Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23. Não há cristianismo autêntico sem estes quatro princípios essenciais.

Primeiro, a liberdade corajosa. Se alguém quer vir após mim. Ainda que ninguém venha a Cristo porque queira, ninguém poderá vir a ele se não o quiser. A vontade humana corrompida pelo pecado não quer a Cristo, mas o Espírito Santo mediante a loucura da pregação da Palavra convence o rebelde a querer aquele que ele não queria. Ninguém crê porque quer crer, além do mais ninguém é obrigado a crer. Mas quem crê, só crê porque foi persuadido voluntariamente a crer com o milagre da fé.

Segundo, a autonegação. A si mesmo se negue. Não há fé cristã sem a demissão de nós mesmos. A sala do trono não pode ser ocupada por dois regentes. Se Cristo é o rei, então o ego tem que se afastar. Não se trata de mera resignação, mas de abdicação do mando. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Romanos 14:8.

Terceiro, a atualização da morte. Dia a dia tome a sua cruz. A experiência cristã começa com a pena de morte do pecador juntamente com Cristo e continua com a sua reedição diariamente. A cruz não é um simples instrumento de tortura, mas uma sentença de extermínio que precisa de regularidade. O tempo de validade da cruz é agora, por isso é imperiosa a sua reciclagem a cada instante, trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. 2 Coríntios 4:10.

Quarto, a caminhada persistente. E siga-me. Jesus não está convidando alguém para um passeio no Parque nem para uma exibição numa passarela. Ele ordena ao discípulo a segui-lo. No cristianismo, ninguém recebe um mapa de viagem e uma bússola para a orientação, deixando que cada um faça o seu próprio trajeto. A viagem do cristão obedece ao roteiro do guia. E Jesus é o único Guia. Siga-me tem implicações com a atualização da morte, com a autonegação e com a liberdade corajosa que define o perfil daquele que verdadeiramente recebeu a Cristo como Senhor da sua história.

Os efeitos eficientes da cruz definem uma marcha sem mochila e sem murmuração. O discípulo do Cordeiro não tem permissão de abrir a sua boca para reclamar das condições da viagem, muito menos para propalar os seus direitos, uma vez que Jesus nunca prometeu boa vida na estrada, nem fez propaganda enganosa para alguém levá-lo ao Procom Celestial. Talvez por isso Teresa de Ávila tenha suspeitado: “Senhor, se é assim que tratas os teus amigos, não é de admirar que tu tenhas tão poucos”.

As marcas de Jesus que o apóstolo Paulo se refere são as marcas de uma vida estigmatizada pelas sequelas da cruz. Nenhum peregrino da via crúcis tem licença de se defender ou autorização para se promover. A passeata dos discípulos do Cordeiro é silenciosa diante da plateia humana e exultante perante o trono da graça. Eles se calam ante seus feitos pessoais, enquanto cantam exultantes ao Cordeiro que já apagou todos os seus defeitos com o sangue imaculado.

Os santos não reivindicam tributos, tampouco fazem crítica ao tratamento que o Pai determinou para sua jornada. Eles têm uma ótica bem diferente do estrabismo que caracteriza os descendentes de Adão. Veja como o velho viageiro enxergava o horizonte: Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. Romanos 8:18.

Enquanto estivermos andando nesse caminho não há promessa de vida fácil. Jesus não garantiu sucesso no percurso, pelo contrario, ele foi enfático com as lutas, todavia apelou para que seus discípulos fossem bem humorados. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Mateus 5:11-12.

A estrada é complicada, mas o hotel é uma constelação de estrelas quando chegar ao fim da viagem. A recompensa no evangelho é um assunto para o fim. No reino de Deus ninguém recebe propina para promover os projetos. O prêmio é sempre no final. Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Apocalipse 2:10.

Se os efeitos da cruz removem de nós os direitos pessoais, eles também retiram de nós a tendência de nos comparar com os outros. Quando Jesus revelou a Pedro que teria uma morte atroz para glorificá-lo, ele apontou para João querendo saber o que ocorreria ao discípulo amado. Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me. João 21:22.

Ainda que todos sejam escolhidos e aceitos pela graça, isso não significa uma uniformização nos ministérios. A soberania divina tem o direito de escolher um vaso para honra e outro para a desonra e não há isonomia nas suas decisões. Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. 2 Timóteo 2:20.

A escolha de Deus é soberana e ninguém tem autoridade para controverter os seus propósitos. Por outro lado ninguém pode desfazer aquilo que Deus faz em nossas vidas. Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Romanos 9:20.

Quando o Pai escolhe um vaso para um lugar de destaque, ninguém tem o direito de discutir essa decisão. E quando ele convoca alguém para uma missão penosa, ninguém precisa ter pena desse missionário. A única alternativa que o verdadeiro discípulo tem é a que Jesus disse a Pedro: Quanto a ti, segue-me.

Na casa de Abba não há lugar para competições pessoais ou confrontos particulares. Os seus filhos têm as marcas do seu Filho Jesus, por isso mesmo o julgamento na família se pauta pela vontade soberana do Pai. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Romanos 14:4.

Quero arrematar esse ponto com as palavras de Paulo quando iniciamos a meditação: Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus. As principais características do caráter de Jesus são vistas nesta sua afirmação: Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:29.

A única canga em que nós estivemos juntos com Jesus foi lá na cruz. Naquela ocasião ele morreu a nossa morte e na sua ressurreição nós ganhamos a sua vida a fim de podermos andar em mansidão e humildade de coração. A mansidão fala do nosso desapego com relação às posses, enquanto a humildade aponta para a desestima de nós mesmos em razão de sermos apenas pó. Se ainda temos apego a esses dois vetores, precisamos de mais luz para a revelação dos efeitos eficientes da cruz em nossas vidas.

Glênio.

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O texto é de Glenio Fonseca Paranaguá, dica do amigo João Bosco. Fonte:  Vale Estreito.

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02
mai

Pré-parados

por: Compartilhamento


preparados

Em uma batalha, um comandante tem que se certificar que todos seus soldados tem o treinamento, suprimentos e ordens necessárias antes do combate. Eles devem estar preparados. Sendo Jesus nosso general, nos deu uma missão e todo o preparo necessário para seu cumprimento: “vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”[1]. Diante dessa ordem tão clara e específica, justificamos nossa inércia pela falta de capacitação, estamos pré-parados esperando um preparo que nunca chega.

Quando sou convidado para ministrar alguma oficina sobre evangelismo, sempre começo perguntando aos participantes: “qual o preparo necessário para evangelizar?”. As respostas sempre variam entre aprendizado de um método ou modelo de apresentação do evangelho, curso específico de evangelismo e até mesmo curso básico de teologia. No entanto nas Escrituras vemos Jesus ser proclamado por pessoas com pouco ou quase nenhum preparo.

Por exemplo, no evangelho segundo Marcos, capítulo 5 e versículos 1 a 20, vemos que Jesus salva um homem de uma multidão de demônios que o afligia. Esses demônios derrotados tentam trazer um grande prejuízo àquela região entrando numa manada de porcos que se atira no lago. Os moradores daquela região, embora tivessem testemunhado o sinal de que Jesus era o Cristo demonstrando sua autoridade e poder até mesmo sobre os espíritos malignos, insistem para que Ele vá embora dali. O valor dos animais e o medo de seus donos é maior que a alegria da salvação de Deus.

Enquanto isso, o homem que foi liberto daquela legião de demônios pede insistentemente para que Jesus permita seguí-lO, mas Ele… não deixa! Jesus impede que aquele homem junte-se ao seus discípulos, ordenando que ele “volte para casa e conte aos seus parentes o que o Senhor lhe fez e como Ele foi bom para você”[2]. Mas será eficiente esse ministério com tão pouco preparo?

O evangelista nos informa no versículo 20, que Ele não somente pregou a seus familiares, mas por toda a região conhecida como Decápolis e o resultado foi que “todos ficavam maravilhados”. Como foi poderosa a ação desse enviado, fiel ao chamado do Senhor para a missão dada: dar testemunho do que Deus fez em sua vida!

O jovem gadareno em Decápolis[3], André a seu irmão Simão[4], Filipe a Natanael[5], A mulher samaritana em sua cidade[6]… não faltam na Bíblia relatos de pessoas que testemunharam de forma simples e eficaz sobre a pessoa, a obra e os ensinamentos de Jesus.

Perdemos muitas oportunidades de proclamar o Evangelho porque consideramos o evangelismo um programa da igreja que necessita um sofisticado preparo teológico e não o resultado natural do novo nascimento. Testemunhar nas situações do dia a dia, contando o que o Senhor nos fez e como tem sido bom para nós é uma maneira poderosa de proclamar o Evangelho com naturalidade e grande eficiência.

Não devemos negligenciar o aperfeiçoamento pelo conhecimento da Palavra de Deus. Toda preparação e capacitação para a melhor ação no Reino vem do Senhor e faz parte do discipulado e crescimento cristão. Devemos nos apresentar a Ele “como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da Verdade”[7]. Não devemos tampouco atribuir a falta de preparo o que muitas vezes na verdade tem sido vergonha do Evangelho e falta de amor pelo próximo.

Como canta o Grupo Logos:
“Há muitos que perdidos pro fim caminham, sem saber
Vão, sem ouvir da paz! Sem conhecer a paz!
Será que não nos pesa deixar que morram sem saber
Que só Jesus é paz? Que só em Cristo há paz?
Vai contar ao povo o que Jesus por ti um dia fez!
Teu amor consegue aos outros alcançar?
Só então, os teus amigos transformados em irmãos,
Galardões eternos lá nos céus serão!”

Que o Senhor nos perdoe por não usarmos cada situação do nosso dia a dia para anunciarmos a Jesus. Sejamos ousados sabendo que não é nosso preparo, mas o Espírito Santo quem convence do pecado, da justiça e do juízo..
[1]Marcos 16.15
[2]Marcos 5.19
[3]Marcos 5.1-20
[4]João 1.35-42
[5]João 1.43-51
[6]João 4.1-42
[7] 2 Timóteo 2.15

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Texto de Gleidson Lacerda, via Ump da Quarta.

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14
mar

Pedro, Paulo e Francisco

por: Augustus Nidocemus


A renúncia do papa Bento XVI e a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio para substituí-lo trazem à tona, mais uma vez, a questão da reivindicação da Igreja Católica de que o papa é o legítimo sucessor do apóstolo Pedro como cabeça da Igreja de Jesus Cristo aqui na terra. Francisco se senta no trono de Pedro. Então, tá.

Obviamente, a primeira questão a ser determinada é se o apóstolo Pedro, de alguma forma, teve algum trono, se ele foi uma espécie de papa da nascente igreja cristã no século I e se ele deixou sucessor, que por sua vez, nomeou seu próprio sucessor e assim por diante, até chegar, de Pedro, a Francisco. Eu digo “primeira questão” não somente por causa da sequência lógica da discussão, mas por causa da sua importância. Tanto católicos quanto protestantes tomam as Escrituras Sagradas como a Palavra de Deus. Portanto, é imprescindível que um conceito de tamanha importância como este tenha um mínimo de fundamento bíblico. Mas, será que tem?

É verdade que Cefas, também chamado de Simão Pedro, foi destacado pelo Senhor Jesus em várias ocasiões de entre os demais discípulos. Ele esteve entre os primeiros a serem chamados (Mt 4:18) e seu nome sempre aparece primeiro em todas as listas dos Doze (Mt 10:2; Mc 3:16). Jesus o inclui entre os seus discípulos mais chegados (Mt 17:1), embora o “discípulo amado” fosse João (Jo 19:26). Pedro sempre está à frente dos colegas em várias ocasiões: é o primeiro a tentar andar sobre as águas indo ao encontro de Jesus (Mt 14:28), é o primeiro a responder à pergunta de Jesus “quem vocês acham que eu sou” (Mt 16:16), mas também foi o primeiro a repreender Jesus afoitamente após o anúncio da cruz (Mt 16:22) e o primeiro a negá-lo (Mt 26:69-75). Foi a Pedro que Jesus disse, “apascenta minhas ovelhas” (Jo 21:17). Foi a ele que o Senhor disse, “quando te converteres, fortalece teus irmãos” (Lc 22:32). E foi a ele que Jesus dirigiu as famosas palavras, “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 16:18-19).

Apesar de tudo isto, não se percebe da parte do próprio Pedro, dos seus colegas apóstolos e das igrejas da época de Pedro, que ele havia sido nomeado por Jesus como o cabeça da Igreja aqui neste mundo, para exercer a primazia sobre seus colegas e sobre os cristãos, e para ser o canal pelo qual Deus falaria, de maneira infalível, ao seu povo. Ele foi visto e acolhido como um líder da Igreja cristã juntamente com os demais apóstolos, mas jamais como o supremo cabeça da Igreja, sobressaindo-se dos demais.

Para começar, o apóstolo Paulo se sentiu perfeitamente à vontade para confrontá-lo e repreendê-lo publicamente quando Pedro foi dissimulado em certa ocasião para com os crentes gentios em Antioquia (Gl 2:11-14). O apóstolo Tiago, por sua vez, foi o líder maior do Concílio de Jerusalém que definiu a importante questão da participação dos gentios na Igreja, concílio este onde Pedro estava presente (Atos 15:1-21). E quando uma decisão foi tomada, ela foi enviada em nome dos “apóstolos e presbíteros” e não de Pedro (Atos 15:22). Os judeus convertidos, líderes da Igreja de Jerusalém, e que achavam que a circuncisão era necessária para os gentios que cressem em Jesus, não hesitaram em questionar Pedro e confrontá-lo abertamente quando ele chegou a Jerusalém, após ouvirem que ele tinha estado na casa de Cornélio, um gentio. E Pedro, humildemente, se explicou diante deles (Atos 11:1-3). Os crentes da igreja de Corinto não entenderam que Pedro estava numa categoria à parte, pois se sentiram a vontade para formarem grupos em torno dos nomes de Paulo, Apolo e do próprio Pedro, não reconhecendo Pedro como estando acima dos outros (1Cor 1:12).

O apóstolo Mateus, autor do Evangelho que carrega seu nome, não entendeu que a promessa de Jesus feita a Pedro, de que este receberia as chaves do Reino dos céus e o poder de ligar e desligar (Mt 16:18-19), era uma delegação exclusiva ao apóstolo, pois no capítulo seguinte registra as seguintes palavras de Jesus, desta feita a toda igreja:

Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus (Mat 18:15-18 – itálico adicionado para ênfase).

É muito instrutivo notar a maneira como o apóstolo Paulo via Pedro, a quem sempre se refere como Cefas, seu nome hebraico. Paulo o inclui juntamente com Apolo e a si próprio como meros instrumentos através dos quais Deus faz a sua obra na Igreja (1Cor 3:22). Se Paulo tivesse entendido que Pedro era o líder máximo da Igreja, não o teria citado por último ao dar exemplos de líderes cristãos que ganhavam sustento e levavam as esposas em missão (1Cor 9:4-5). Ele reconhece que Cefas é o líder da igreja de Jerusalém, mas o inclui entre os demais apóstolos (Gl 1:18-19) e ao mencionar os que eram colunas da igreja deixa Cefas em segundo, depois de Tiago (Gl 2:9). E em seguida narra abertamente o episódio em que o confrontou por ter se tornado repreensível (Gl 2:11 em diante). Bastante revelador é o que Paulo escreve quanto ao seu próprio chamado: “aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios” (Gal 2:6-8). Por estas palavras, Paulo se considerava tão papa quanto Pedro!

Nem mesmo Pedro se via como um primus inter pares, alguém acima dos demais apóstolos. Quando entrou na casa de Cornélio para pregar o Evangelho, o centurião romano se ajoelhou diante dele em devoção. Pedro o ergue com estas palavras, “Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10:26). Pedro reconhece humildemente que os escritos de Paulo são Escritura inspirada por Deus, esvaziando assim qualquer pretensão de que ele seria o único canal inspirado e infalível pelo qual Deus falava ao seu povo (2Pedro 3:15-16). E claramente explica que a pedra sobre a qual Jesus Cristo haveria de edificar a sua igreja era o próprio Cristo (1Pedro 2:4-8), dando assim a interpretação final e definitiva da famosa expressão “tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. A “pedra” referida pelo Senhor era o próprio Cristo.

Em resumo, ninguém no século I, ninguém mesmo, nem o próprio Pedro, entendeu que Jesus tinha dito a ele que ele era a pedra sobre a qual a Igreja cristã seria edificada. E nunca esta Igreja tomou medidas para achar um substituto para Pedro após a sua morte.

E isto introduz a segunda questão, que é a sucessão de Pedro. Creio que basta reproduzir aqui as palavras do próprio Pedro com relação à preservação do seu legado após a sua morte. Na sua segunda epístola ele faz menção de que tem consciência da proximidade de sua morte e que se esforçará para que os cristãos conservem a lembrança do Evangelho que ele e os demais apóstolos pregaram. E de que forma? Não apontando um sucessor para conservar este Evangelho como um guardião, mas registrando este Evangelho nas páginas sagradas da Escritura – é por isto que ele escreveu esta epístola. Confira por você mesmo:

Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados. Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou.
Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo.
Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo (2Pedro 1:12-21 – itálico adicionado para ênfase).

Qual foi o esforço que Pedro fez para que, depois de sua partida deste mundo, os cristãos conservassem a lembrança do Evangelho, conforme sua declaração acima? Pedro deixa seu legado nas cartas que escreveu, e que ele considera suficientes para manter os cristãos relembrados de tudo que ele e os demais apóstolos ensinaram. Não há a menor noção de um substituto pessoal, alguém que tomasse seu lugar e transmitisse a outros sucessores o tesouro da fé cristã. Não foi à toa que a nota central da Reforma foi a rejeição do papado e o estabelecimento das Escrituras com sendo a única e infalível fonte de revelação divina.

Não questiono que Francisco seja o legítimo sucessor de Bento, como líder da Igreja Católica. O que não vejo é qualquer fundamento bíblico para aceitar que Pedro tenha sido papa e que Francisco é seu legítimo sucessor.

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Fonte: O Tempora, O Mores.

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02
mar

Dizer no que você crê é mais claro que dizer “calvinista”

por: Compartilhamento


CalvinoNós somos cristãos. Seres radicais, de sangue puro, saturados de Bíblia, exaltadores de Cristo e centrados em Deus. Nós avançamos com missões, ganhamos almas, amamos a igreja, buscamos a santidade e saboreamos a soberania. Somos completamente embriagados pela graça, quebrantados de coração e felizes seguidores do Cristo onipotente crucificado. Pelo menos esse é o nosso compromisso imperfeito.

Em outras palavras, somos calvinistas, mas esse rótulo não é nem um pouco útil para dizer às pessoas no que você realmente acredita! Então esqueça o rótulo, se isso ajudar, e diga a elas claramente, sem evasivas e sem ambiguidade, o que você acredita a respeito da salvação.

Se eles disserem “Você é um calvinista?” diga “Você decide. É nisso aqui que eu creio…”

Eu creio que sou tão espiritualmente corrupto e orgulhoso e rebelde que eu nunca teria vindo à fé em Jesus sem a misericordiosa e soberana vitória de Deus sobre os últimos vestígios da minha rebelião. (1 Coríntios 2:14; Efésios 3:1-4; Romanos 8:7)

Eu creio que Deus me escolheu antes da fundação do mundo para ser seu filho, sem basear essa escolha em nada que pudesse haver em mim no presente ou no futuro. (Efésios 1:4-6; Atos 13:48; Romanos 8:29-30; Romanos 11:5-7)

Creio que Cristo morreu como um substituto dos pecadores para, de boa fé, oferecer salvação a todas as pessoas. Creio que ele teve um plano invencível em sua morte para obter sua noiva escolhida, a saber, a assembléia de todos os crentes, cujos nomes foram eternamente escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto. (João 3:16; João 10:15; Efésios 5:25; Apocalipse 13:8)

Quando eu estava morto em minhas transgressões, e cego para a beleza de Cristo, Deus me tornou vivo, abriu os olhos do meu coração, me deu a capacidade de crer e me uniu a Jesus, com todos os benefícios do perdão e da justificação e da vida eterna (Efésios 2:4-5; 2 Coríntios 4:6; Filipenses 2:29; Efésios 2:8-9; Atos 16:14; Efésios 1:7; Filipenses 3:9)

Estou eternamente seguro não por causa de qualquer coisa que eu tenha feito no passado, mas decisivamente porque Deus é fiel para completar a obra que ele começou – sustentar minha fé e me manter longe da apostasia, e me afastar do pecado que leva à morte (1 Coríntios 1:8-9; 1 Tessalonicenses 5:23-24; Filipenses 1:6; 1 Pedro 1:5; Judas 25; João 10:28-29; 1 João 5:16)

Chame do jeito que você quiser, isso é minha vida. Eu acredito nisso porque eu vejo isso na Bíblia. E porque eu experimentei isso. Louvor eterno à grandeza da glória da graça de Deus!
Traduzido por Daniel TC | iPródigo | Original aqui.

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Intercâmbio feito por Ruan Medeiros via UMP da Quarta.

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