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Violência e Educação – Uma Visão Cristã
por: Augustus Nidocemus
A Carta de Princípios da Universidade Presbiteriana Mackenzie deste ano é Violência e Educação. Infelizmente, é um tema muito atual. Indicadores recentes indicam o crescimento assustador do índice de violência na cidade de São Paulo e em outras capitais. Segue o texto da Carta.
CARTA DE PRINCÍPIOS 2013
VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO
Introdução
A violência está em toda parte. Não podemos passar um dia sem ouvir uma notícia sobre atos violentos nos meios de comunicação. Entretanto, mesmo ocorrendo em nosso país, em nossa cidade, em nosso bairro, a questão pode ficar um pouco distanciada e acadêmica, até que sejamos nós mesmos vítimas da violência, ou até que alguém próximo a nós sofra algum tipo de agressão. Assaltos e sequestros são cada vez mais comuns, deixando de ser um pesadelo apenas para os ricos. Uma estatística recente, na cidade de São Paulo, indica que uma em cada duas pessoas já foi assaltada.[1]
O Dicionário Houaiss define violência como a “ação ou efeito de violar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato de violência, crueldade e força.” No aspecto jurídico, é descrita como “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se a vontade dos outros; coerção.” Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”.
De que formas a violência se manifesta?
Seria uma tarefa interminável listar as maneiras pelas quais a violência acima definida se manifesta. O conceito é muito amplo e inclui atentados à vida, propriedade, liberdade de consciência, locomoção e de religião. A lei brasileira tipifica formas de violência como assassinato, sequestro, roubo, estupro e outros crimes contra a pessoa ou contra a propriedade.
Aqui incluímos a agressão física resultante de preconceito racial e de gênero, a violência nas escolas e o bullying, o assédio moral e sexual no trabalho, a violência contra as mulheres – inclusa a violência doméstica – a violência contra crianças e idosos, e mesmo a violência do trânsito nas grandes cidades.
Não poderíamos deixar de mencionar também as guerras e os crimes de guerra que têm acompanhado a humanidade desde tempos imemoriais. E por que não incluir também o aborto, que é responsável pela morte de milhões de seres humanos anualmente?
A violência é um problema moderno restrito a um grupo?
Nenhuma classe social, gênero, raça ou cultura estão isentos da manifestação de atos violentos em todas as formas descritas acima. Temos registro de atos violentos desde as culturas mais antigas até as mais modernas e progressivas em nossos dias. Temos a tendência de sempre olhar o nosso tempo como o pior que já existiu, mas basta um olhar breve pela história para verificarmos que a violência, a crueldade e a impiedade sempre acompanharam o ser humano.
Um dos registros mais antigos de violência é o assassinato de Abel por seu irmão Caim, episódio registrado na Bíblia e que remonta a milhares de anos (Gênesis 4).
Em nossos dias, mesmo que se considere que as periferias das grandes cidades sejam os locais de maior violência, onde os índices de pobreza e de falta de acesso à educação são maiores, não se pode ignorar a manifestação da violência entre os ricos, educados e nobres, bem como nos países mais modernos e desenvolvidos financeiramente.
Por que há pessoas tão violentas?
Há várias teorias sobre as causas da violência. Quase todas elas têm em comum o conceito de que o ser humano é, intrinsecamente, bom e que se torna violento devido a fatores e influências externas. Entre estes, a pobreza, a desigualdade social, o baixo acesso à justiça estatal, a influência do meio e da criação familiar, os grupos sociais a que se pertence, a falta de acesso à educação, além da herança genética. Aqui podemos lembrar também que a sensação de poder, segurança e impunidade de pessoas muito ricas por vezes conduz ao uso da violência.
Uma visão cristã acerca da origem da violência não descarta tais fatores, mas aponta como a causa mais profunda da violência a corrupção do coração humano. Nas palavras de Jesus Cristo,
“Do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez” (Marcos 7.21-22).
De acordo com Tiago, discípulo de Jesus Cristo, as guerras – uma das mais fortes manifestações da violência – têm origem no coração humano:
“De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (Tiago 4.1).
A violência se abriga no coração de cada pessoa e infelizmente pode ser despertada em diferentes graus por diferentes motivos. Pela graça de Deus, fatores externos como o temor das consequências, por exemplo, inibem tais manifestações nas pessoas, de forma que normalmente não somos tão violentos como teoricamente poderíamos ser.
Como já dissemos, a corrupção do coração humano como causa primária não exclui as causas secundárias, mas nos ajuda a entender a origem do problema e a diagnosticá-lo mais precisamente.
Devemos sempre ser contra a violência?
A violência deve ser combatida sempre, em todas as suas formas, pois representa um atentado à vida, dignidade e liberdade humanas. Algumas ideologias baseadas numa visão de mundo materialista e determinista terminaram logicamente no uso da violência como meio para alcançar determinados fins, como o fascismo, o nazismo e governos totalitários. Da mesma forma, conceitos errados sobre Deus e a religião têm sido usados para promover o fundamentalismo religioso e guerras “santas” através dos tempos.
Há ainda a violência contra a religião. Pesquisas recentes identificam o Cristianismo como a religião mais perseguida no mundo, com cerca de 200 milhões de cristãos submetidos a algum tipo de violência.[2] Todas estas manifestações da violência devem ser combatidas pelos meios legais e legítimos.
Qual o papel do Estado no combate à violência?
A violência, em todas as suas formas, produz danos pessoais, psicológicos e morais, muitos deles irreparáveis. Além disto, traz pesados encargos financeiros ao Estado para manter o aparato policial, o sistema carcerário e o processo judiciário, afora o sistema de saúde, pensões e benefícios às vítimas da violência e até para familiares de detentos que a praticaram.
Do ponto de vista cristão a violência está intrinsecamente instalada no coração humano, como a sua universalidade bem o atesta. Todavia cremos que podemos diminui-la e minimizar seus efeitos maléficos tratando as causas externas. Aqui entra a figura do Estado, que, de acordo com a Bíblia, tem um papel importante no combate e no controle da violência:
“Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. A autoridade é serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13.3-4).
Como agentes da justiça, divinamente ordenados para este fim, os governos devem tomar medidas visando a diminuir a violência. Isto incluiria aprovar e fazer cumprir leis justas, melhor policiamento, melhores condições carcerárias, aprimoramento do sistema judiciário, combate às drogas e ao tráfico de armas, implantação de projetos sociais e, destacadamente, o acesso à educação, que resultaria em melhor desenvolvimento social e econômico dos cidadãos.
Diante do grande desafio que a violência representa para o Estado, os cristãos deveriam se lembrar da orientação bíblica para que intercedam em oração pelas autoridades governamentais, pelo ideal de uma vida “tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade” – isto é, sem violência (1Tm 2.2).
As medidas oriundas do Estado deveriam ser acompanhadas de uma mudança interior que produza um novo apreço pela vida e pela dignidade do próximo. E aqui é que entra a educação confessional.
Qual o papel da educação confessional cristã?
A educação confessional cristã é aquela que se processa a partir de valores e princípios éticos, morais e espirituais que têm como fundamento a revelação de Deus na Bíblia. É disto que fala o Artigo III do Estatuto da nossa Universidade:
“A Universidade Presbiteriana Mackenzie tem como característica essencial a adoção de um Código de Ética baseado nos ditames da consciência e do bem, que reflitam os valores morais exarados nas Escrituras Sagradas, voltados para exercício crítico da cidadania”.
Estes valores morais mencionados são o resultado da compreensão cristã de que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus e que, portanto, tem dignidade e valor intrínsecos. Os direitos humanos fundamentais são resultantes desta imagem e semelhança e da nossa crença de que o certo e o errado são realidades externas a nós e que o valor da vida humana não é algo relativo. Além disto, cremos na realidade do juízo de Deus, que um dia haverá de estabelecer a plena justiça no mundo.
Na visão cristã de mundo não cabe ao indivíduo ações violentas como reações à violência. A manutenção da lei e da ordem não pertence a um grupo ilegal de “vigilantes” ou “justiceiros” que massacram indiscriminadamente, sob a cobertura de estarem punindo os criminosos. Cidadãos conscientes não devem apoiar as ações fora da lei, por mais convenientes que elas pareçam e por mais criminosos que sejam os massacrados. O cristão não se gloria na guerra de quadrilhas, nem deve passar pelos seus lábios a famosa frase: “ladrão bom é ladrão morto”. Para o cristão, as autoridades estabelecidas são ministros de Deus para aplicação dos princípios de justiça e proteção dos cidadãos.
Uma educação confessional cristã deve integrar os valores morais bíblicos com o processo educacional de forma a preparar para o mundo pessoas que não somente possam contribuir nas suas áreas de expertise como também fazer a diferença num mundo marcado pela violência. Aqui o papel do professor em sala de aula e a progressiva conscientização do aluno são decisivos.
Conclusão
Podemos começar a diminuir a violência do mundo em nosso próprio ambiente escolar e universitário, enfrentando e combatendo o bullying, o preconceito racial e social, as agressões verbais e físicas e qualquer outra manifestação, aberta ou velada, da violência em nosso meio. A atitude dos estudantes é crucial para isto.
Mas, acima de tudo, busquemos em Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, as forças para perdoar, amar e servir ao próximo. Somente corações em paz podem evitar a guerra, refutando o uso da violência. Disse Jesus:
“Deixo- lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14.27).
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Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Chancelaria agradece a todos os que contribuíram para a elaboração da Carta de Princípios 2013 com suas sugestões.
[1] Cf. http://educacao.uol.com.br/disciplinas/atualidades/violencia-urbana-homicidios-no-brasil-superam-numeros-de-paises-em-guerra.htm
[2] Veja por exemplo http://www.telegraph.co.uk/news/religion/9762745/Christianity-close-to-extinction-in-Middle-East.html
[Fonte: Blog O Tempora, O Mores]
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Ednaldo Pereira, “um fenômeno que agita multidões”
por: Ikeda
Há poucos dias o compositor guarabirense Ednaldo Pereira fez o lançamento de mais duas músicas, com muito bom humor durante entrevista no meu programa de rádio pela Guarabira FM. “Radialista” e “Deus de Israel” são duas novas composições incluídas em sua ‘discografia autoral’.
Em virtude do sucesso repentino no Youtube, com o single “What is the brother?”, o servidor público municipal Ednaldo Pereira se tornou um verdadeiro ‘fenômeno’ após aparecer nos principais programas de auditório em rede nacional.
Se sua música é boa ou ruim, o que interessa – principalmente para o artista -, é que em pouco tempo ele conseguiu espaço nas rádios – para entrevistas, apenas – e participar de programas televisivos nas principais emissoras do país, onde concedeu entrevistas, cantou suas canções e fez muita gente morrer de rir.
Quando eu pensei que Ednaldo Pereira estava sendo esquecido pelo povo, ele simplesmente aparece publicamente para estudantes do Colégio Betesda, em Guarabira, onde foi sabatinado por professores e alunos do 8º e 9º anos, a convite da instituição escolar. Na oportunidade, ele falou de sua história de vida e, especificamente, do que ele chama de arte. O feedback posterior entre professores e alunos nas redes sociais foi bastante positivo – todo mundo achou graça na ‘arte do gari guarabirense’.

Confira um vídeo onde o ‘fenômeno’ Ednaldo Pereira aparece interpretando o clássico “What is the brother?’ e levando a galera ao delírio.
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Fonte: Blog do Ikeda
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Pastor de Guarabira é destaque no Púlpito Cristão por criar “Milagre Card”
por: Arte de Chocar
Ele se diz Pastor e Missionário. Inspirado nas indulgências medievais, Clóvis Lopes inovou criando o “Milagre Card”, onde oferece milagre em troca de depósito bancário. Tal pastor pertence à Assembleia de Deus Pentecostal Pai Nosso cujas congregações se fixam na Paraíba e em Brasília. No entanto, pra quem mora em Guarabira-PB, não é encontra-lo nas calçadas, ruas, praças, da cidade, às vezes com um carrinho-de-som e seu microfone abordando os transeuntes com sua retumbante voz e performance constrangedora.jul
A nova onda Neopentecostal em Guarabira
por: Antognoni Misael
Me preocupa a situação de algumas igrejas evangélica em Guarabira. Não bastasse as próprias imperfeições e problemas comuns presentes em qualquer instituição, sinto que a onda neopentecostal vem ganhando força na cidade e consequentemente arrastando com ela muita gente em busca de curas e milagres.
No último dia 13 o famoso “R.R. Soares” promoveu uma tarde de “Festival de Maravilhas” cuja população do brejo (das mais diversas denominações), demonstrando grande simpatia pelo astro midiático neopentecostal compareceu em peso ao evento no anseio de conquistar alguma proeza naquele local. Segundo estatística da imprensa, mais de 7000 pessoas estiveram lá; alguns tentaram chegar perto, outro almejaram tocá-lo. A “unção” deu indícios de ter chegado por ali. Quem pegou, pegou!
Recentemente li um cartaz num site local aonde uma igreja de nome tradicional a qual tenho muito respeito, fincada nos ideais da reforma protestante, anunciava um evento neopentecostal no qual várias pessoas cheias de “poder”, vindas de diversos cantos do mundo, distribuirão ações sobrenaturais e benesses para quem estiver presente. No anúncio já dá pra notar que já agendaram com
Deus dia e hora pra o fogo descer. Leia o recorte que fiz do texto divulgado na net:
“De acordo com a organização do evento, haverá pregação do evangelho de Jesus Cristo, orações de fé pelos enfermos e problemáticos, curas, milagres, libertações e manifestações sobrenaturais do poder de Deus”.
Fonte: http://www.portalmidia.net/2011/07/vem-ai-a-cruzada-internacional-fe-e-milagres/
Como disse anteriormente, respeito a instituição, liderança, os membros que amo em CRISTO. No entanto, não significa que concorde com algumas ideias e práticas, a saber, tal evento. Onde estão os Lutero’s de hoje? Se não formos nós as poucas vozes de divergência com o sistema estranho que vemos no mundo gospel, quem será?
Bem. Refutando aos neopentecostais de plantão, trago em seguida alguns recortes do texto “Se Jesus fosse Neopentecostal” de Felipe Almada, leia:
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)
Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, desta vez sob sua gerência. (MT 21:12-13)
Se Jesus fosse neopentecostal, quando os fariseus o pedissem um sinal certamente ele imediatamente levantaria as mãos e de suas mãos sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dele que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “divisa de fogo varão de guerra, ele desceu a terra, ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12)
Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria dito para carregarmos nossa cruz, e que perdemos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)
Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15)
Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20)
Se Jesus fosse neopentecostal, o texto seria assim: “ Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reio dos céus” (Mt 19:22-24)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12)
Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)
Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado ao Seu ministério. (Lc 19:1-10)
Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.
Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra…. (Jo 16:33)
Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir.
Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você… Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era!
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Espero que daqui pra lá, cartazes como este abaixo não apareça. Aí será tensão total e serei obrigado a voltar com todo vapor.

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Veja como foi a estreia do Grupo GBTrês em Guarabira
por: Ikeda*Eleanor Ribgy, The Beatles (instrumental, com arranjos de Rogério)
*What Wonderfuol World, Louis Armstrong (instrumental, com arranjos de Jairo e Silvano)
*Homem da Galiléia, Bianca Toledo (com arranjos de Tony e interpretação de Suênia Santos)
*Sabiá, Luiz Gonzaga (instrumental, com arranjos de Tony)
*O Caderno, Toquinho/ Trenzinho caipira, de Heitor Villa Lobos (instrumental, com arranjos de Rogério)
*Só danço samba, Tom Jobim (instrumental, com arranjos de Tony e Jairo)
*Boca de veneno, Tchero (instrumental, com arranjos e participação especial de Vinícius)
*Distantes próximos, Grupo Logos (instrumental)
*Eu sei que vou te amar, Tom Jobim (instrumental, com arranjos de Jairo e Silvano)
*Você pode ter, Sérgio Pimenta (instrumental, com arranjos de Jairo e Silvano)
…para uma platéia formada por músicos, produtores, críticos de arte e de gente inteligente, que curte e consome a boa música.
mai
Pastores cancelam show de Oficina G3 por causa de brincos e tatuagens
por: Antognoni MisaelParece mentira o que está escrito no título acima né? Mas foi o que ocorreu em Goianésia-GO. Após alguns representantes das igrejas locais escolherem democraticamente a banda de rock Oficina G3 como atração evangélica que participaria do evento de Exposição Agropecuária – que comporta atrações seculares, mas que sempre reserva um espaço musical para católicos e evangélicos da cidade – , alguns líderes religiosos, não concordando com o estilo musical da banda acabaram acionando a comissão organizadora da festa e pedindo o cancelamento do show. Motivo? Segundo informou um site local (http://www.ocorreiogoiano.com.br/site/?p=noticias_ver&id=2183) a causa real estava relacionada a um “importante” líder da maior igreja do município que não concordava com o vestuário dos músicos: tatuagens no corpo, brincos e roupas espalhafatosas e outros acessórios que a igreja entende (segundo esse rev. santo) como um desrespeito a doutrina, além de que a presença desses músicos na cidade seria um “mau exemplo” para a juventude da cidade.
Gente, quanto mais tenho conhecimento de fatos como esse, mais passo a ter “medo” das ações e pensamentos dos “evangélicos”. Que vergonha de exemplo para os crentes dessa cidade! O que irá pensar sobre os cristãos, a galera do rock, os skatistas, os tatuados, os que usam roupas espalhafatosas? Que igreja é essa que exclui por aparência? Quem esse tal líder pensa que é? Se acha um exemplo, um modelo, um padrão de imagem divina? Me digam qual a imagem do crente? (ou se a sua imagem é a sua própria vida) Minha gente, por que tanto farisaismo? Cristo em nenhum momento das escrituras discriminou usos e costumes, nao obstante, foi contundente com aqueles que se achavam mais puros e corretos. Nessas alturas não sei o que é pior: empurrar os pecados imorais pra debaixo do carpete do púlpito pastoral e viver na aparência de santidade ou se vestir de uma capa brilhosa de fariseu. Além disso, se o pastor não curte rock, não dá pra enfiar de goela abaixo seu gosto musical na juventude das igrejas que nesse momento ansiava por um som mais pesado e longe dos arquétipos de louvor e adoração “Valadão”, “Brum”, “Barros” tão enjoados e como diria João Alexandre cheios de”meras repetições”.
Conheço bem o Oficina G3, e embora sigam algumas regras de mercado gospel ( se bem que o público dos caras está mais maduro e muito dessa rapazeada nova foi fisgada pela chuva de Fernandinho e pelo “britpop” de Valadão), reconheço a verdade de que muita gente do rock curte o som dos deles, principalmente a galera que não professa a Cristo, sendo assim imagino a importância que o grupo tem no semear da palavra nessa turma diferenciada.
Quero registrar também que recentemente fui a um evento de música onde o Juninho Afram pregou para um público de músicos através de conceitos fundamentais da musicalidade. Tudo foi tão proveitoso e estimulante, pois nunca tinha visto alguém fazer de um evento secular (workshop) um canal de evangelização de forma simples e sem cara religiosa. Essa atitude do Juninho foi tão cristã e soou tão bem, cujos elogios por parte de crentes e não crentes presentes no evento, perduraram durante vários dias em reverberação na cidade de João Pessoa. Coisa que o tal pastorzinho ainda precisa aprender! Lamento.
Sinceramente, penso que muitos que se acham grandes homens de Deus na sociedade e na igreja precisam de fato encontrar-se com Jesus e com seus padrões de humildade e essência (não aparência), enquanto que os pequenos homens, mesmo tatuados, com vestes estranhas, ou cantando sob som de guitarras distorcidas, por serem tão ousados e incluidos na juventude precisam continuar cada vez mais diferentes e parecidos com Cristo, com certeza assim serão instrumentos de Deus na vida daqueles que vivem nos guetos de nossa sociedade.
mai
Igreja Presbiteriana de Guarabira tem novo Site
por: Antognoni MisaelRecentemente a Igreja Presbiteriana de Guarabira lançou uma nova versão do seu site www.ipguarabira.org.br. Demonstrando estar atenta e atualizada ao que acontece na cidade e no mundo, o site contém artigos, reflexões, vídeos, agenda, áudio e galerias de fotos.
Como o lema “A igreja que valoriza a pessoa glorificando a Deus”, a IPG tem sido uma referência de empenho, compromisso e transformação social e cultural no meio onde está inserida, buscando sempre refletir a vida de Cristo, para que as pessoas O reconheçam como suficente para a vida.
Não deixe de conhecer e acesse!
abr
Os Evangélicos em Guarabira: da guerra fria a unção multipolar
por: Antognoni MisaelA história mostra que os primeiros evangélicos que aqui se organizaram foram os batistas, com um templo central próximo a antiga Telpa, em seguida os congregacionais e depois os assembleianos. A priori, a realidade daquela época não parecia muito com os dias de hoje; ser mais, ou menos crente, era um sinal constatado pelo tamanho da Bíblia que o irmão usava e pelas vestimentas esquisitas que o rebanho se vestia.
O que me entristece diante disso é saber que algumas igrejas foram implantadas sob pretexto de divisão. Existem algumas de mesma expressão denominacional, mas que não se entendem por questões banais ou de caprichos da liderança. E nesse caleidoscópio de templos e mais templos, já é comum ouvir boatos de que em tal igreja nova Deus está agindo grandemente, pois profecias, revelações, dons e bênçãos de curas e vitória financeira são vistas e liberadas em quase todos os cultos ali realizados. Então acontece o êxodo (não aquele de Moisés, claro, rs.), tooodoo mundo corre pra lá atrás do vaso na ânsia de receber o que está precisando.
“Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir.” (Martinho Lutero)
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