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04
set

Série ArteSã 4: Como avaliar uma obra de Arte?

por: Antognoni Misael


“QUANDO DEUS NOS SALVA, SOMOS COBERTOS PELO SANGUE DE CRISTO E PRECISAMOS LEVAR A SÉRIO ESSE SENHORIO COMO UM TODO”. Era assim que pensava Francis Schaeffer, teólogo americano que influenciou a cultura cristã de sua época, como ainda hoje o faz.

Pensando a partir desta lógica, desmistificamos a tradição de valorizar apenas os aspectos religiosos da vida e passamos a glorificar a Deus também nas chamadas áreas seculares (1Co 10.31).

Esta cosmovisão estancou no decorrer da história da igreja e produziu um comportamento enrugado onde a cultura religiosa afastou-se e isolou-se da cultura dita secular. O papel de o cristão ser sal e luz chegou então a um nível de hostilidade para com o meio, fortalecendo na segmentação e construções de barreiras e tradições meramente humanas, distanciando-se cada vez mais de uma perspectiva influenciadora, como propôs Cristo. A igreja, despreparada para lidar com o diverso, passou a ver a arte secular como um exercício de desperdício de talentos, ou quiçá, um exercício de louvor ao diabo.

“Quando Deus nos salva, somos cobertos pelo sangue de Cristo e precisamos levar a sério esse senhorio como um todo”. (Francis Schaeffer)

Essa visão agravou na dificuldade de lidar com a arte secular. Se nos tempos da reforma, a igreja se reformulou e se abriu para o mundo influenciando o seu meio, invadindo todas as áreas da sociedade e libertando o homem da ignorância material e espiritual, no último século temos visto o inverso – um isolamento estranho que só tem lhe causado mal, a saber, o pragmatismo, liberalismo teológico e secularismo, quando sorrateiramente ideias advinda do pensamento pós-moderno encharcam a teologia e o mundo dito evangélico.

Diante desse panorama entre cultura, arte e igreja, Francis Shaeffer em sua obra “A arte e a Bíblia”, enumera vários conselhos voltados para o cristão no intuito de redefinir uma relação sadia entre a igreja e a arte. Outra obra relevante trata-se de “A arte não precisa de justificativas” (Hans RookMaaker), cujo autor, de forma madura observa que o mistério da beleza é algo intrínseco a Deus. Foi Ele quem fez a criação com beleza, assim como toda sensibilidade e prazer para com as formas e cores são dádivas dEle.

Não precisamos ir longe pra notar que o belo é nossa sina, as nossas escolhas são cotidianamente deferidas a partir de processos mentais na direção da satisfação do belo. Seja na ornamentação da casa, na cor de um automóvel que se compra, na beleza de um porta-retratos, no design de eletrodoméstico, no modelo de um instrumento musical, na roupa que vestimos, no corte de cabelo, etc. Desejar e definir os padrões de beleza ao nosso redor é um exercício universal do homem. Queremos o Belo. Sempre!

Então você pode me perguntar: por que uma obra de arte tem valor? Eu te digo, porque ela é uma obra de criatividade, e a criatividade tem seu valor porque Deus é o criador. (Jo 1.1-3)

Entretanto, foi pensando neste prisma que Shaeffer nos sugeriu formas de se avaliar uma obra de arte, na tentativa de reatar o relacionamento saudável entre o cristão e as artes. Sendo assim ao nos depararmos com uma obra de arte o autor sugere QUATRO PADRÕES DE JULGAMENTO:

1) Excelência Técnica: na pintura, por exemplo, podemos dizer que não concordamos com a cosmovisão do autor, porém, fincado só a este parâmetro, não podemos dizer que ele não é um grande artista. Isto é, mesmo não concordando com a ideia do autor, não podemos rejeitar sua simetria, precisão dos traços, domínio das técnicas sobre a tela, etc.

2) Validade: é a análise se o artista é honesto consigo mesmo e com sua cosmovisão, ou se só faz arte por dinheiro ou pra ser aceito. Há artistas que tem uma excelência técnica incrível, mas prostituem sua arte, banalizando-a a gosto do freguês a ponto de ele não ter vínculo algum com a verdade do sentimento gerador do resultado belo.

3) Conteúdo / Cosmovisão: é a visão de mundo do artista. Para que esta seja boa, agradável, recheada de virtude, precisa ser respaldada pelas Verdades de Deus, não maculando-as e sendo julgadas sob o crivo das escrituras – e em muitos casos isso independe do lugar religioso do artista. Portanto, assim como reconhecemos que tal obra tem excelência técnica, poderemos também apreciá-la e em seguida dizer que sua cosmovisao é correta ou equivocada. A excelência e validade potencializam a cosmovisão, mas não devem ser jogadas no lixo por causa de algum equivoco.

4) Integração: é a relação entre o conteúdo e veículo. Este item é extremamente importante e requer certo bom senso. No meio musical, por exemplo, há integrações medíocres. Letras alegres em melodias tristes, vice-versa. Este fator é determinante para o sucesso final da obra. Saber temperar bem a integração entre os elementos gerais da arte é dar o carimbo final de seu sucesso.

Gente, encerro esta série de quatro postagens dizendo que no geral precisamos ser pessoas criativas como um todo, ninguém deve buscar ser criativo para ser aprovado por Deus, mas porque tem prazer nEle, quer dar o seu tudo da melhor forma e em todas as áreas.

Contemplando Fé e arte, compreendo cada vez mais que nosso alvo é os céus, nossa gloria é celestial, mas que enquanto estivermos no mundo precisamos viver para adorá-lo em todos os sentidos entendendo que o Seu senhorio não é parte da realidade, mas um senhorio como um todo reconhecendo-o como autor e da criatividade humana!

“Todas as artes procedem de Deus e devem ser consideradas criações divinas” (João Calvino)

***

REFERÊNCIAS:

SHAEFFER, Francis. A arte e a Bíblia. São Paulo, Ultimato, 2010.
TURNER, Steve. Cristianismo Criativo. SãoPaulo: Editora W4, 2006.
HORTON, Michael. O Cristão e a Cultura. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.

Leia a série completa clicando nos temas abaixo:

DEUS SE AGRADA DA ARTE (1)
A ARTE SECULAR DE JESUS, AS CATACUMBAS E AS GALERIAS DE HOJE (2)
A ARTE QUE TRANSFORMA E A ARTE QUE SE MOLDA – A REFORMA E A MODERNIDADE LÍQUIDA (3)

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22
jul

Série ArteSã 3: A arte que transforma e a arte que se molda – a Reforma e a modernidade líquida

por: Antognoni Misael


“Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar” (Zygmunt Bauman)

Pode parecer estranho começar um post sobre arte na Reforma Protestante citando Bauman, um sociólogo da modernidade. O certo é que o pensamento do sociólogo parece revelar parte da realidade nos tempos de hoje que se contrapõe e muito aos tempos da reforma.

Em uma entrevista a uma revista, Bauman elucidou que os “Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio ‘líquido’ da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem”.

Trocando em miúdos, a modernidade atual para Bauman é como um líquido que se molda constantemente a estranhos recipientes por fúteis motivos não se estabelecendo o que é, por talvez, não saber quem é.

Numa perspectiva de arte, a ideia do sociólogo é pertinente. Grande parte da arte produzida por cristão atualmente parece não ser feita para durar. Parece ser líquida. Se observarmos o momento, o mercado, o modismo, enfim, notamos que tais aspectos tentam fazê-la “escrava” do seu tempo.

Nesta época (Pós) moderna a nossa arte (cristã) parece não mais influenciar a sociedade como deveria, do contrário, se molda na dança da sinfonia dos líquidos.

Nossa arte cristã produzida na época da reforma revela-nos o inverso do que Bauman diagnostica nos dias de hoje.

A Reforma Protestante não era líquida, do contrário libertou a sociedade da ignorância, priorizou a infiltração dos cristãos na maioria das áreas da sociedade buscando transformá-la. Nas artes, profissionais seculares (arquitetos, pintores, músicos) antes “presos” aos caprichos de Constantino tornaram-se autônomos. Sendo assim a reforma enfraqueceu a autoridade do catolicismo sobre o domínio dos artistas dando a estes uma nova perspectiva de mundo. Na verdade, ironicamente foi a reforma no século XVI que pôs fim, pelo menos na época, a uma visão dicotômica de mundo:

“Quando aristocratas rurais, nobres, proprietários de terra e mercadores assumiram o papel de comissários das artes, o tema começou a mudar de acordo com a sua visão de mundo. Essas pessoas queriam paisagens, retratos de família, pinturas de seus cavalos e evocações de cidades estrangeiras. Raramente queriam santos e mártires”. (TURNER, Steve. p. 37, 2006)

O protestantismo reivindicava os aspectos não-religiosos da vida para Deus. Se Cristo era o Senhor, era o Senhor de todas as coisas, não simplesmente dos períodos de oração, adoração e estudo bíblico. Era a quebra da visão sacro x profana.

As consequências foram grandes. Nos países de fé católica, os artistas continuaram a produzir pintura temas sacros, enquanto nos que aderiram a reforma, os artistas passaram a registrar, além de temas religiosos, outros temas. Na pintura por exemplo, passaram a utilizar descobertas técnicas feitas pelos mestres italianos renascentistas: a perspectiva, o conhecimento da anatomia e a representação naturalística do corpo humano, etc.

Ainda hoje a igreja tem dificuldades em lidar com a arte cristã e secular. Não há dúvidas que a sociedade está corrompida e a linha de intercâmbio revela-se cada vez mais tênue. Contudo, não é motivo para que nos tornemos omissos ou líquidos, enterrando nossa criatividade.

A igreja precisa urgentemente tocar a canção, fazer o desenho e pintar o quadro. Que o mundo veja isso e inversamente da atualidade, se moldem a nós. Que a nossa arte não seja feita para o mero consumo, mas para durar, transformar e glorificar a Deus.

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REFEFÊNCIAS:

TURNER, Steve. Cristianismo Criativo. SãoPaulo: Editora W4, 2006.
HORTON, Michael. O Cristão e a Cultura. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.

(Leia os outros textos da série: Deus Se Agrada da Arte (1), e A Arte Secular de Jesus, as Catacumbas e as galerias de hoje (2) )

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25
jun

Série ArteSã 2: A arte secular de Jesus, as catacumbas e as galerias de hoje

por: Antognoni Misael


Há quem continue pensando que a arte seja um assunto secundário na vida cristã por achar que a Bíblia ignora este aspecto representativo. Lembremos que o Novo Testamento ratifica a primeira obra de arte da história da humanidade vista em Gênesis 1: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).

Obra de arte também foram as invenções de Jesus, homem que cotidianamente fazia uso das técnicas e lapidações para alcançar um resultado bonito e satisfatório para seus clientes. Ora, Jesus era carpinteiro, não esqueçamos. Mas, será se o nazareno só fabricava utensílios cristãos? É óbvio que não. Jesus não pensava como muitos crentes de hoje que dicotomizam as coisas por pura religiosidade equivocada.

Vendo por esse prisma, aqui temos um paralelo entre o humano e o divino, apontando para o eterno. Deus sendo glorificado pela Sua obra, a criação; e Jesus, trabalhando com a matéria-prima de sua morte: prego, martelo e madeira, onde desde pequeno já lidava com seu projeto de redenção, a Cruz!

O Pai (criador) e o Filho (redentor) eram artistas. Nós herdeiros, também somos e precisamos ratificar essa sensibilidade!

O que me angustia é notar que muitos cristãos ainda são viciados em mediocridade. Estes retiram as artes do itinerário por acharem que ela milita diretamente contra a fé, aí caem nas garras de uma indústria cultural evangélica pobre de conteúdo onde produtos “espirituais” são oferecidos como complemento de suas religiosidades. Frases como: “Essa música tem unção porque me arrepia, aquela não”!, “Na minha casa não entre CD do mundo”, “Esse utensílio é do capeta”, “Este livro é de um autor ateu, jogue fora”, são comuns entre os descrentes da arte.

É nesta roda viva que entra o velho debate da pobreza musical e da carência de outros ramos da arte no meio cristão como a pintura, poesia, literatura, etc. – coisa que muitos blog’s criticam e com razão -, contudo devemos não só criticar, mas iniciar uma verdadeira campanha de divulgação arte cristã de qualidade. Ela existe, cabe-nos irmos até ela. Sendo assim nós do Púlpito Cristão, em parceria com o Arte de Chocar convidamos os subversivos a reverberar esta Nota!

Voltando a história, lembremos-nos da igreja primitiva que sofreu forte perseguição dos romanos. Escondidos, os cristãos se reuniam nas catacumbas para aprender mais sobre Cristo e produzirem suas obras. Desenhos, acrósticos, textos, enfim, tudo era produto da criatividade da igreja e que demonstrava uma perspectiva de arte como representação da realidade e cosmovisão – tudo a ver com a arte dos mega shows, mercado, fama e grana não é?!

Contudo, observando para as circunstancias da igreja primitiva, penso: precisamos aprender com ela! Precisamos fazer com que nossas igrejas locais dialoguem de forma franca com a arte do seu tempo, sem abrir mão da cosmovisão cristã sobre as coisas.

Que se abra em cada igreja local uma galeria de artes. Exponha-se a criatividade desse povo que diz ter a mente de Cristo. Transforme-se a sociedade pela renovação do pensar de cada salvo. E que arte e fé caminhem como nos tempos de outrora, lado a lado!

***

Na série Arte Sã 3 trataremos um pouco da arte na Reforma Protestante dialogando com nosso tempo.

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01
jun

Série ArteSã 1: Deus se agrada da Arte

por: Antognoni Misael


Infelizmente muitos cristãos ainda têm dificuldade em lidar com a arte dita secular, pois a tratam como representação de mundanismo. O fato é que a arte está tão presente na vida das pessoas em geral, visto que alguns podem até não ter uma obra de Vivaldi no acervo musical, mas certamente terão um quadro na sala da casa, um jarro de porcelana ou um tapete bordado, enfim, todos terão de alguma forma uma intrínseca concepção de beleza nos seus cotidianos.

Neste primeiro artigo venho tratar deste tema de forma franca, bíblica e sem colocações pessoais ou obsoletas. Basta só se permitir a ver e compreender porque Arte, Vida e Fé são coisas tão naturais e saudáveis para a vida do cristão.

O primeiro aspecto que precisamos aceitar é que a arte tem uma ligação próxima com o campo da fé. Um dos grandes teóricos neste assunto foi o americano Francis Shaeffer, autor de vários livros, e que ratificava que a “Arte é um reflexo da criatividade de Deus, uma evidência de que somos criados à imagem de Deus” e que precisa ser vivida sem dicotomias

Quando lemos Genêsis 1.1 temos ali um relato nu de que ELE criou tudo que existe. Ali se encontra a primeira e maior obra de arte!


Portanto a Palavra nos mostra também que a Glória de Deus se expressa nos céus, obra dEle (Sl 19). Aqui notemos que não há dúvidas sobre a existência dos céus e da terra – a ciência superior ou os próprios processos físicos e reais nos garantem isso, contudo a fé vem cortando a dúvida quando elencamos o próprio DEUS como autor desta obra (Hb 11.3): “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus”. A primeira relação entre fé e arte é esta. Temos a obra/criação, não a vimos sendo feita, mas não temos dúvida de quem a criou.

O que precisamos é ratificar isso em nossos corações: “Deus é o criador, é o arquiteto, é o maior artista que o mundo pode contemplar”!

O segundo e incontestável aspecto é que tanto a fé quanto a arte são dádivas de Deus. Basta tirar toda parcialidade teológica e ler Efésios 2.8 e Tiago 1.17. É dEle que vem a capacidade incrível de crer em Sua existência assim como é dEle que parte toda capacidade de criar as artes, ciências, e tecnologias.

Até aqui tudo bem. Deus parece não interferir nas capacidade dadas por Ele ou talvez expor seus gostos quanto a arte. Mas não, o que mais deve nos impressionar neste tema é que Deus se agrada da Arte! Ele nos ensina a rejeitarmos a mediocridade.

No Velho Testamento temos alguns exemplos envolvendo Deus e a Arte. Se lermos Gênesis 2.19 vemos Deus se agradando da criatividade de Adão em suas primeiras tarefas culturais.

Impressionante é quando lemos no Livro de Êxodo Deus se preocupando com a arte do tabernáculo. Foi Ele que elaborou o modelo do mesmo (Êx 25.9): “SEGUNDO TUDO O QUE EU TE MOSTRAR PARA O MODELO DO TABERNÁCULO E PARA MODELO DE TODOS OS SEUS MÓVEIS, ASSIM MESMO O FAREIS”.

No livro de Crônicas percebemos que o templo também foi planejado por Deus. O relato de 1Cr 28.19 ratifica “TUDO ISSO, DISSE DAVI, ME FOI DADO POR ESCRITO POR MANDADO DO SENHOR, A SABER, TODAS AS OBRAS DESTA PLANTA”.

Você pode estar argumentando que tal preocupação de Deus revelava sua preocupação com a adoração do seu povo – também. Entretanto, Ele dá demonstrações simplesmente estéticas que talvez alguns as vejam como fúteis, a saber expressões artísticas de cunho não religioso.

Deus se agrada do belo. Não há dúvidas. Sua multiforme graça se revela na dinâmica do mundo fazendo com que a história da humanidade tenha um pano de fundo equilibrado. Significa que o mundo não é tão mal a ponto de não podermos viver no meio dele, assim como não é suficientemente bom para nos deleitarmos nele.

O belo é um mistério de Deus. A beleza é sensibilidade e sina do homem. Não há formulas matemáticas nem normas cientificas para estabelecer o que achamos belo, ou não. Por isso a arte faz com que não sejamos robôs na forma de ver as coisas. Em 2Cr 3.6 temos algo fantástico que Salomão fez por ordem Deus: “TAMBÉM ADORNOU A SALA DE PEDRAS PRECIOSAS”. O verbo adornar deixa claro a preocupação que Deus: deixar o lugar belo.Deus simplesmente queria beleza no templo assim como quer em nós. Ele é artista e quer que tenhamos uma cosmovisão equilibrada sobre a Sua criação e sobre a criação dos homens.

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