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25
abr

A irresistível Graça, a arrogância de alguns evangélicos, e o grito de Janis Joplin

por: Antognoni Misael


arrogânciaAssusta-me ainda a quantidade de ditos crentes arrogantes espiritualmente. Estes insistem em encontrar mérito espiritual em si. Entendem que a salvação foi fruto de sua sábia escolha, interpretam a vida como uma “guerra espiritual”, demonizam coisas e pessoas, e além do mais, agem com extrema intolerância quando o assunto é DEUS, com aqueles que não conhecem a Graça dEle. Aliás, fico a pensar, será que estes ditos cristãos, compreenderam que Graça é um favor imerecido?!

Meu caro amigo cristão, não temos nada de diferente em nós mesmos em relação a um perdido. A ficha precisa cair!

Como um exaustivo pesquisador de música, aqui acolá encontro gente clamando por Deus sem saber chamá-lo (faltou só o toque de Graça dEle). O “buraco da alma” que há nestas pessoas que desnorteadamente buscam um sentido pra viver também jazia em nossos corações. Foi a Graça! Só isso!

Procuro em toda Escritura alguém que com suas próprias forças deu um passo para Deus antes que Ele o fizesse pelos Seus, e não acho esse personagem.

As pessoas que mais conviveram com a exteriorização de seus sentimentos e visões de mundo foram as que mais nos deixaram pistas desta sede pela razão da existência. Os poetas, músicos, os artistas das chamadas artes elevadas (pintura, escultura) sempre tentaram através da perfeição e do belo, expressar uma lógica que preenchesse o vazio espiritual da humanidade. O “buraco da alma” é a sina humana, é a fôrma da Graça de Deus, é a chave do que abre a porta para o amor ao próximo, ao pobre, ao perdido.

Um Cristão que não sabe compreender em que plano acontece os desajeitados pensamentos de um pecador, pouco sabe sobre a Graça de Deus.

A minha oração é : “que a Tua Graça que me alcançou, me fazendo abrir os olhos para o real sentido da minha existência, possa também alcançar àqueles que carecem de Ti”.

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Música ‘Work Me, Lord’ (Janis Joplin) – Dica de meu Amigo Pollyan Soares.

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15
abr

Coração Secular e Graça de Deus: pensando o tema com Nelson Bomilcar e João Alexandre

por: Antognoni Misael


guitar-29-song-musicCerta vez estive em um congresso para jovens de uma denominação tradicional cujo tema era “ADORAÇÃO”. O palestrante do evento era o Pastor e músico Nelson Bomilcar – um veterano na música popular cristã – e como de praxe, o “Nelsão” (carinhosamente chamado por muitos) não fazia rodeios pra expor sua visão sobre o tema.

A primeira e maior relutante tarefa foi desconstruir a noção de que adoração é música. Gente, o “Nelsão” sofreu pra arrancar isso da mente da galera. Ao discursar sobre o tema sem fazer menção a música, aquelas pessoas experimentaram uma das mais estranhas e radiantes sensações: adorar a Deus sem quem haja canções. “Adoração é a vida como um todo”, repetia exaustivamente o Pr. Nelson, buscando desenvolver a relevância do Senhorio de Cristo e a adoração como estilo de vida.

Mas essa pausa sonora não durou muito tempo, logo alguns pediam a oportunidade da palavra e mencionavam sobre a adoração ligada a música, quase sempre trazendo a tona aquele modelo “mantral” de música com ministrações, expontâneos e o possível quebrantamento da igreja. Era como se a ADORAÇÃO dependesse sempre da música; o avivamento dependesse da música, e até Deus dependesse da música… Pense numa coisa complicada que era separar estas duas coisas! Mas o “Nelsão” insistia. Nada de música!

Aos poucos aqueles de músicos, outros ditos “levitas”, ministros e pastores foram se adaptando a proposta do Congresso, uns desconfiados, outros insatisfeitos, outros vislumbrados, mas o trem foi seguindo os trilhos atropelando paradigmas.

A última e mais chocante parte do evento foi quando o “Nelsão” tratou a música como desprovida de algum caráter “santo”. Ali ele abordou a música salutar derivada da Graça Comum, e a possibilidade dos cristãos conviverem com ela de forma edificante, atentando sempre para a Glória de Deus, até mesmo quando se tratando de música secular, ou expressões artísticas aparentemente não religiosas. O que ocorreu a partir daí foi uma novidade jamais vista naquele ambiente denominacional – quanta coragem do palestrante, hein! Lembro de ter visto pastores inquietos, jovens “escandalizados”, mas também uma série de gente captando o sentido daquela temática e ampliado suas percepções quanto a grandeza de Deus e Sua Graça.

No fim de sua última palestra, “Nelsão” falou de sua conversão e destacou a canção “Ovelha Negra” da Rita Lee, como relevante para que ele fosse conduzido a Deus, pela Sua Graça. Ao fim, cantou tal música, que logo foi acompanhada parte daqueles congressistas, que não exitaram em fazer até uma segunda voz.

Baseado nesta experiência particular, minha cosmovisão sobre adoração e música sofreu alguns ajustes. Contudo, após compartilhar com vocês esse acontecimento, aqui retorno a questão: “Será que canções seculares podem atingir o coração do cristão”?

Particularmente eu não tenho a menor dúvida. Já fui confortado, edificado e reanimado com canções de gente que nem em Deus crê. Afinal, o que é relevante na questão não é o que a pessoa que canta acredita pessoalmente, mas a qualidade do conteúdo produzido. Se for bom, agradável, se estiver no crivo de Fp 4.8, não vejo problema algum. Afinal de contas, Deus deu dom e talento a não crentes (Tg 1.17), e estes por vezes refletem a Graça de Deus; de fato, de vez em quando encontramos uma flor solitária no meio da terra seca. Isto também é dádiva de Deus.

Há um relato que conta que um jovem estava em depressão e pensando em se suicidar. Já prestes a se jogar do prédio em que morava, este ouviu ao longe o som que dizia: “(…) tente outra vez! Levante sua mão sedenta e recomece a andar.(…) Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez!”. A canção do místico Raul Seixas parece ter agraciado aquele jovem que após ser impactado e revigorado desistiu da morte e desejou viver. Será que essa canção é do diabo ou exclusivamente usada por ele?

Ainda sobre o tema, João Alexandre em seu livro “Músico – Profissão ou Ministério?” respondeu a mesma indagação feita anteriormente da seguinte forma:

A priori, Deus pode usar tudo aquilo que Ele decidir usar, pois Ele é Deus. Deus não dá conta de Seus atos a ninguém. Segundo a Bíblia, Deus chegou a usar até uma mula a fim de falar com um determinado profeta, chamado Balaão. Não queremos dizer com isso que Deus seja arbitrário em Sua maneira de lidar com as pessoas e o mundo, ou que esta seja a forma pela qual Ele sempre fala com Seu povo. Todavia, existem histórias incríveis de pessoas que se converteram ao ouvirem músicas secular, por exemplo. Deus usa o que bem entende. Quem somos nós para determinar o que Deus deve ou não usar? Não somos a “quarta” pessoa da Trindade para que possamos agasalhar em nosso íntimo tal pretensão. Não somos nós quem cuida da “agenda” do Senhor. Deus tem Seus próprios meios de fazer as coisas. [ALEXANDRE, João; GARRUTI, Filho. VPC Produções. p. 43]

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E você, como responde a mesma pergunta?

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Abaixo, fica alguns canções para meditação dos amigos e irmãos:

Monte Castelo (Legião Urbana) – Canção que converge com o segundo maior mandamento de Cristo

Ovelha Negra (Rita Lee) – Mencionada por Nelson Bomilcar, quanto a sua conversão.

Paciência (Lenine)

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13
fev

Salmo 40 (U2): Música Secular Cristã? #CUMÉ ISSO?

por: UMP da Quarta


A indicação de hoje é musical e bíblica, ainda que “secular”, usando com todas as ressalvas possíveis. Pois no encerramento da turnê 360º, a banda irlandesa U2 brindou a todos nós com uma bela versão do Salmo 40, dando um banho de conteúdo bíblico em uma severa porção da música gospel.

São momentos como estes que fazem as divisões artificiais, do sagrado e secular, se dissolveram diante da amalgama musical. A arte e o belo unem-se ao conteúdo imante das escrituras e nos apresentam um espetáculo estético, que glorifica a Deus. Aprecie este canção e seja abençoado.

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Dica da UMP da Quarta.

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26
jan

Você vê graça em Nelson do Cavaquinho, Guilherme de Brito e João Bosco?

por: Compartilhamento


Ao passear pelos blog’s que curto, encontrei essa proeza no blog do Marcos Almeida. E como todos já sabem do meu interesse pela música e artes em geral, resolvi compartilhar esta reflexão.

Título original:

João Bosco canta “Minha Festa” de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Por Marcos Almeida

Parceria das mais importantes para o samba, os boêmios Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito criaram canções inesquecíveis. Continuando o nosso curso “o que eles têm feito para buscar a paz”, vamos ouvir mais uma pérola. Tente pensar: como a espiritualidade e a transcendência aparecem no repertório popular? Como canções populares apresentam Deus? Por que canções desse tipo nascem fora do ambiente religioso e apontam para a Boa Nova? Música de bar que já foi tocada no altar. Saída da rua sugerindo a graça. Ouçam: Minha Festa.

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Como você responderia a estas indagações do Marcos Almeida? Pergunto ainda: Há Graça de Deus nestas pessoas? Quem desejar comentar o que pensa sobre o assunto, fica a sugesta. E um bom debate.

Antognoni Misael.

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Fonte: Nossa Brasilidade. Divulgação: Púlpito Cristão.

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18
jan

Você só Come Comida Cristã? e Música?

por: Compartilhamento


almocoTodos os dias nós comemos. Na maioria das vezes, conjuntamente bebemos. Certa ocasião, à mesa para uma refeição cotidiana, me veio à mente uma hipótese no mínimo curiosa. Já imaginou se alguém, ao se converter verdadeiramente ao Senhor Jesus, arrependendo-se de tentar viver a vida de forma independente deDeus, fosse encorajado por outrem a comer, a partir de então, apenas comida cristã? Como seria? Em que loja de supermercado ou mini-mercado a encontraria? Em que lanchonete ou restaurante teria para se comer a comida já pronta? Que igreja, ou melhor, empresa, a disporia para degustação promocional nas melhores lojas do ramo, ou a promoveria nas rádios, tvs, revistas, enfim, na mídia em geral? Quais seriam as condições ou parâmetros para que tal recomendação pudesse ser praticada? Afinal de contas, o texto de I Coríntios 10:31, é literal ao dizer: “seja comer, seja beber, ou qualquer outra coisa fazer, tudo seja feito para a glória deDeus”. Se comida aparece de forma tão explícita, deve existir aquela mais adequada ou exclusiva para ser ingerida para a glória de Deus. Quem sabe, trata-se de um tipo de comida especial, ou talvez cozida por pessoas especiais, talvez de uma família especial. E por que não levantar a hipótese de um ministério também especial para tal, o ministério sacerdotal da culinária ou,os cozinheiros sacerdotes? Aqueles que através da sua arte culinária unem as pessoas a Deus ou que, por meio do seu serviço, ministram aos outros de forma que o alimento que produzem torna-se cheio de uma unção especial e específica: ‘unção da culinária’.

É possível que você até esteja considerando todas as palavras que escrevo. Vamos, então, pensar um pouco mais nessa curiosa hipótese sugerida. Talvez a primeira condição para o reconhecimento de uma comida como cristã fosse a sua composição, o seu conteúdo, os seus ingredientes. Então, quais seriam eles? Que ingredientes seriam os mais adequados ou sagrados? Vegetais, por serem alimento pré-queda do homem e não virem da morte de animais? Animais, porque durante um bom tempo eram oferecidos em sacrifícios? E porq ue não perguntar sobre a possibilidade de todos os feijões, arrozes, carnes, saladas, e tudo o mais, dependendo apenas da forma e quantidade que se ingere? Para alguns, certamente o sal seria presença determinante na conceituação de uma comida cristã, pois a própria Bíblia informa sua importância para que o mundo ganhe sabor. Por outro lado, possivelmente o vinho, apesar de provocar um sabor todo especial, não deveria constar, face seu conteúdo alcoólico – embora, para alguns mais ‘bíblicos’, esse seria o ideal, pois, questionamentos à parte, simplesmente, é bíblico. Mas nem todos gostam de tais ingredientes. E mais, alguns até gostam, porém, não podem ingeri-los por uma questão de saúde. Fatalmente, determinar alguns ingredientes como comestíveis pelo cristão e outros não seria uma aberração,ou algo simplesmente ilógico. Certamente tal decisão não poderia ser tomada a partir do seu conteúdo.

Mas, como, então, identificar o que significa uma comida cristã? Deixando de pensar em relação à sua composição, pensemos, então, na sua aparência. Certos alimentos não têm uma boa apresentação ou são diretamente relacionados às práticas ou aos povos historicamente apegados ao que não vem de Deus. E, enfim, imagem é algo fundamental, sobretudo quando se está à mesa. Aí eu me pergunto: Comemos ou não com os olhos? É muito mais fácil pagarmos mais caro por um delicioso sanduíche fotografado com muita arte e exposto acima da bateria de caixas de um fast-food famoso, do que simplesmente ingerirmos aquele delicioso pirão gosmento em meio a um ambiente barato e simples, servido numa panela machucada de alumínio e, ainda por cima, queimada no fundo por tantos anos de fogão. Certamente a comida cristã que procuramos teria uma aparência saudável, “santa, separada”, e possivelmente um aspecto mais pautado em outra cultura do que na nossa, principalmente se tivéssemos sido evangelizados por pessoas de outras culturas como os missionários trans-culturais. Aliás, essa é uma grande tendência de alguns povos e também grande mal dos brasileiros, que têm uma gastronomia tão boa, como afirma o famoso chefe de cozinha ‘Jun Sakamoto’, de origem oriental e que se tornou referência na gastronomia a partir de São Paulo e Nova York: “O brasileiro muitas vezes, ao procurar uma boa comida, pensa primeiro na italiana, francesa, portuguesa, chinesa, japonesa, para depois se referir à brasileira.”

Fica claro, então, que além do seu conteúdo, também não se pode definir comida cristã a partir da sua aparência. O que fazer? Por que, então, não partirmos para tentar defini-la em função da sua autoria? Quem a está fazendo? Quem é o cozinheiro ou cozinheira? De que mãos nascem essas saborosas, belas, memoráveis e saudáveis refeições, e por que não dizer, banquetes? Se formos avaliar apenas a partir da sua técnica, seríamos tentados a medir a autenticidade possivelmente com base na formação do seu autor. Que cursos gastronômicos ou de nutrição freqüentou? Qual a sua formação acadêmica? Engenharia de alimentos? Estudou em alguma renomada faculdade do ramo? Qual a sua capacitação técnica para desenvolver tais alimentos? Escreve ou lê receitas? Ou será que ele, ou ela, são capazes de criá-las simplesmente – por possuírem um dom específico na área – independente do tempo de fogão? E por falar em tempo de fogão, certamente a experiência poderia também ser um possível parâmetro. Será que tal cozinheiro possui experiência no assunto? Há quanto tempo ele cozinha? Em que restaurantes trabalhou? É profissional da área, independente da sua formação acadêmica? Com quem já fez parcerias? Ou, para quem cozinhou?

Todos esses questionamentos podem até nos ajudar a identificar uma comida muito bem feita, talvez de boa fama, deliciosa de se consumir, e, até, agradável aos olhos. No entanto, jamais os seus ingredientes, a sua aparência, ou a técnica, a experiência e a capacitação natural do seu autor para desenvolvê-la podem defini-la ou não como uma comida cristã. É óbvio que não existe uma comida cristã. Pode ser que cristão seja aquele que a produz. E você pode até estar achando tudo isso aqui meio ridículo. Mas foi exatamente o que fizeram com a nossa música chama de “cristã”. Releia o artigo, substituindo a palavra “comida” por “música”, e com algumas pequenas adequações, e constate tal realidade.

Que o Senhor, Pai da Luzes e das Artes, Criador Criativo em tudo, abençoe você ricamente!

Para quem não ler: deseja-se criar uma classificação para música como cristã, muitas vezes baseada no seu conteúdo, na sua aparência ou na técnica, experiência ou talento natural do seu compositor, quando na realidade não existemúsica cristã propriamente dita, mas sim cristãos que fazem músicas!

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O texto é de Augusto Guedes. Augusto é pastor, empresário, compositor e músico. Já atuou na Igreja Presbiteriana da Boa Vista, Organização Palavra da Vida NE, Dókimos e Grupo Musical “Novo Viver” (1973–1986). Colaborou com a fundação da Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém, foi ministro de adoração e jovens na Igreja Batista Central de Fortaleza, e mais recentemente compôs o colegiado de pastores da Igreja de Cristo na Aldeota. Hoje, com ministério bi-vocacionado, exerce atividades profissionais, e é um dos líderes da Comunidade de Discípulos (igreja nas casas) na mesma cidade.

Vi no blog Hospital da Alma e como de praxe, não me canso de discutir sobre música.

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22
nov

Quando a música ensina a vida #FELIZ DIA DO MÚSICO

por: Antognoni Misael


Segundo Aurélio, música “é a arte e ciência de combinar sons de maneira agradável aos ouvidos”; no entanto, penso que seria mais lógico dizer que ela é a arte de combinar sons e silêncio, já que o ser “agradável” a alguém pode variar de pessoa para pessoa. Gostos à parte, o que muitas vezes não sabemos é que além dos discursos, sentimentos e vibrações, a música se parece tanto com nós humanos que a sua linguagem e recursos são freqüentemente usados na vida cotidiana. Pra tirar lições dela, se faz necessário reconhecer não só seus componentes básicos: ritmo, melodia e harmonia, mas outros elementos que são determinantes para uma boa execução, por isso pensei na dinâmica e no fraseado como aspectos importantíssimos para uma peça musical bem tocada.
Vejamos o que cada item pode nos ensinar:
RITMO: é a ordem das batidas, a acentuação dos sons e das pausas de maneira ordenada.
Em nossas vidas o ritmo está presente na forma pessoal de cada um desempenhar seu andar cadencial (cada um tem seu próprio ritmo), como também na velocidade do nosso dia-dia; há pessoas cujo ritmo de vida é bastante acentuado, estressante, e nesse caso, as pausas são bem vindas, pois nelas as forças devem ser renovadas pra que a “música da vida” não pare.
MELODIA: é a sucessão de sons musicais combinados gerando um sentido, ela pode ser agradável para uns e não para outros.
Em nossas vidas, os traços melódicos têm haver como a personalidade de cada um; melodias alegres, tristes, simples, complexas, contagiantes ou tensas, representam pessoas e seus discursos, ou seja, é o “solo musical da vida” que cada uma entoa no seu cotidiano.
HARMONIA: é a combinação de sons simultâneos gerando intervalos e acordes. É o conjunto de notas vibrando ao mesmo tempo num mesmo espaço auditivo.
Em nossas vidasharmonia representa a capacidade de sociabilidade que cada um tem. É conviver em harmonia com o próximo escutando um tom que às vezes não lhe agrada ou estando num grupo de notas distintas da sua, e mesmo assim em meio a tanta dissonância, construir a unidade sonora produzindo uma bela peça musical é sinal de superação e capacidade de lidar com o diferente. Isso é que é viver em harmonia com os outros.
Quando esses três elementos estão bem resolvidos numa música, e cada instrumentista consegue dominá-los satisfatoriamente, chega-se à hora de compreender aspectos importantíssimos relacionados à execução da música (muitas vezes eles passam despercebidos até por músicos habilidosos):
DINÂMICA: é a capacidade e habilidade de lidar com as propriedades do som (altura, timbre, duração e intensidade) durante a execução de uma peça. Muitos músicos iniciantes ou inexperientes às vezes conhecem os ritmos, acordes, solos, mas não têm a mínima noção dos momentos baixos e altos da música. Às vezes isso gera um efeito egocêntrico, principalmente quando o volume de um instrumento está com a dinâmica bastante alta ofuscando o brilho harmonioso do conjunto – isso é muito comum nos bateristas “mão-de-ferro” e nos guitarristas da “santa distorção”. Essas nuanças entre o forte/fraco, alto/baixo são importantíssimas não só para a música, mas para a vida.
Em nossas vidas há momentos de baixarmos nossa voz, há momentos de até silenciarmos; já em instantes oportunos, dizer algo com o tom de voz forte, alto, pode ser super adequado como, por exemplo, reivindicar por saúde e educação, pedir por socorro, comemorar o gol do seu time ou até mesmo repreender alguém de forma sensata.
FRASEADOS: os fraseados são expressões de solo sobre três ou mais notas, podem ser entendidos também por pequenas ornamentações, arranjos, ou solos curtos. Essa linguagem musical deve ser colocada de acordo com o contexto da música: em blues, usa-se frase de blues, em baião, frase de baião, em samba, de samba, e assim deve sempre ocorrer em outros estilos.
Em nossas vidas é preciso ter a sabedoria de usarmos nossas frases da melhor maneira possível. A linguagem é algo que deve ser inteligível e contextualizada; as frases que usamos em casa são construídas sob uma ideia de intimidade, liberdade e até com excesso de sinceridade; quando se fala de ambiente de trabalho, as frases devem ser pautadas de profissionalismo, responsabilidade e alteridade. Falar uma linguagem que ninguém conhece pode deixar a coisa sem nexo algum. O apóstolo Paulo reforça a importância disso ao afirmar que é melhor falar cinco palavras que alguém entenda do que dez mil desconhecidas (I Coríntios 14:19).
Nossa vida é uma canção entoada por nossas atitudes, portanto, aprender com a música é um bom começo pra quem não quer desafinar sua própria história. ***
Dia do músico (22 de novembro) – Parabéns aos músicos!!

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14
nov

R. C. Sproul – Toda a terra está cheia da Sua glória

por: Voltemos ao Evangelho



“Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. (Is 6:3)”

Por: R. C. Sproul. Extraído do site ligonier.org. © 2012 Ligonier Ministries. Original: R.C. Sproul on the Ubiquity of God’s Glory in Creation

Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados

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Fonte: Voltemos ao Evangelho.

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23
out

Eu ouço Música do Mundo!

por: Renato Vargens


Lembro que no início da minha caminhada cristã fui ensinado pelos meus discipuladores que toda música que não fosse evangélica vinha do diabo. Com isso tive que jogar fora todos os meus discos (na época não existiam CDs).

Com o passar do tempo e com a maturidade cristã, entendi a doutrina da graça comum. Em virtude desta compreensão, voltei a ouvir a boa música popular brasileira. Bom, antes que seja apedrejado pelos religiosos de plantão, é importante salientar de que Deus estabeleceu como ordem a graça comum. E que esta é a fonte de toda, cultura, e virtude comum que encontramos entre os homens. Em outras palavras isto significa que Deus em sua infinita graça fez com que o sol nascesse sobre o justo e o injusto, e mandasse chuva sobre o bom e o mau. Entre as bênçãos mais comuns que devem ser atribuídas a esta fonte, podemos enumerar a saúde, a prosperidade material, a inteligência em geral, os talentos para a arte, música, oratória, literatura, arquitetura, comércio, invenções e etc.

Talvez por ignorância, parte dos evangélicos em nome de Deus dicotomizaram a existência dualizando o mundo. Infelizmente fundamentados numa pseudo-espiritualidade, um número imensurável de cristãos tem ao longo dos anos avaliado como profano e imoral tudo aquilo que não brota dos arraiais evangélicos. Para estes, quem ouve musica do mundo ou vai ao teatro assistir uma peça, cede às tentações do diabo. Segundo esta perspectiva, a arte, a cultura e a música secular foram “divinamente satanizadas”.Como disse o pastor Marcio de Souza é absolutamente impossível negar a ação de Deus entre os homens ao ouvir clássicos da música como “One” do U2, ou “Miss Sarajevo” onde Luciano Pavarotti leva qualquer um às lágrimas com sua participação especial.

Eu particularmente sou tocado com a musicalidade de Elis, com o ritmo da bossa nova, com a voz de Maria Rita, com a brasilidade de Gonzaguinha, Com as letras de Renato Russo, com a inteligência do Lenine, com o doce gingado do baião nordestino, com a voz de Frank Sinatra, com as sinfonias de Bethoven, Bach e Mozart, com a música de Roberto Carlos, com a arte do Police, U2 , Dire Straits e tantos outros mais.

Meu amigo, não consigo ver deteminadas menifestações musicais ou culturais como satânicas ou malignas, antes pelo contrário, a multiforme manifestação cultural no ser humano, aponta diretamente para um Deus generoso que é absolutamente apaixonado pela arte, música e cultura.

Louvado seja o Senhor pela graça comum!

(Fonte: Blog do Renato.)

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Esse post foi só pra não perder o costume de dizer e ratificar: “como Deus é bom”!

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