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30
abr

Thalles, Rodolfo e Luo: “Religiosidade atrapalha o gospel”

por: Fonte Uol


Três dos maiores nomes da música gospel, Thalles, Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) e Pregador Luo contam como o excesso de religiosidade prejudica a música e aproveitam para afirmar que atualmente muitos têm se aproveitado da onda de sucesso do estilo para ganhar dinheiro e distorcer o evangelho.

Em entrevista ao UOL, os cantores também comentam o crescimento exponencial do estilo em todo território nacional e mostram que querem atingir um público que vai muito além das igrejas.

dica da Rina Noronha

[TV UOL via Pavablog]

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Parafraseando o velho Cazuza, não sei se tais “ideias correspondem aos fatos”. Confesso que o Rodolfo Abrantes me pareceu mais coerente em relação a sua cosmovisão e ministério. No mais, oremos pela situação dos astros do Gospel no Brasil.

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25
abr

MPB: A história que o Brasil não conhece

por: Antognoni Misael


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Se formos crer nessa tal conspiração, daria pra entender claramente esse fenômeno da música Gospel no Brasil!

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11
abr

O Susto de Ana Maria

por: Rodrigo Ribeiro


mais-voce-receitas-de-hoje-com-ana-maria-bragaNo programa matinal Mais Você do dia 02 de Abril de 2013, após uma matéria sobre as finanças do lar e qual dos conjugues exercia o controle sobre o dinheiro, a apresentadora Ana Maria Braga passou a perguntar à sua equipe de produção acerca de como se dava esta relação nos relacionamentos destes.

Após algumas respostas, a apresentadora decidiu entrevistar um dos funcionários de mais idade, a fim de saber como pessoas casadas há muitos anos lidam com a questão das finanças do lar e foi neste instante que ela foi surpreendida: o membro da produção entrevistado era recém-casado, mais especificamente a 9 meses, e estava em seu oitavo casamento. As expectativas de sua pergunta foram frustradas, pois aquele senhor de idade não cultivava mais um relacionamento duradouro, como podia aparentar.

De fato, não posso dizer ao certo o quanto Ana Maria se surpreendeu com aquilo, pois na sociedade em que vivemos tal descaso com o matrimonio, para nossa vergonha, não tem sido algo tão raro. É bastante comum o acumulo de divórcios consecutivos assim como uma infinita gama de novos casamentos, numa espécie de loteria desenfreada em busca de uma felicidade conjugal utópica, egoísta e inalcançável.

O desprezo as recomendações bíblicas, como por exemplo as encontradas em Efésios 5:22-28 e1 Pedro 3:7, aliados à expectativas infantis e irreais, são a causa visível da ruptura com o conceito de divino do casamento como uma aliança que não pode ser desfeita, uma união indissolúvel. Mas na sociedade de mercado em que vivemos, onde até mesmo as relações afetivas são vistas como produtos que podem ser trocados ou devolvidos, não há espaço para nada que seja eterno.

O susto maior não deve pertencer aqueles vivem segundo o curso deste século, com suas mentes obscurecidas, mas nós, povo de Deus, é que devemos ficar perturbados diante de tamanha distorção, que muitas vezes invade as portas de nossos templos.

E esta reflexão merece ainda um aprofundamento: ao ser questionado acerca de sua conduta, o homem ainda alegou que na sociedade de hoje as pessoas namoram como se estivessem casados, mas no entanto dormem em casas separadas, e ele optou por casar de uma vez ao invés de namorar ou noivar. Neste sentido, ele não está completamente errado. Os relacionamentos “pré-casamento” tem roubado elementos que pertencem tão somente àquele, e não digo isto somente com relação ao sexo, mas também a certas intimidades sentimentais e obrigações e deveres que só pertencem aqueles que são cônjuges.

O escândalo de condutas como esta deve nos levar a refletir sobre a desvalorização do sagrado vínculo conjugal, mas também deve nos exortar a respeito dos relacionamentos que temos cultivados antes do enlace matrimonial, como namoro e noivado, pois muitas vezes estes nomes são apenas camuflagens para verdadeiros casamentos irregulares, em oposição frontal à vontade revelada de Deus. Ainda que o mundo caminhe cada vez mais neste tipo de conduta, a igreja de Cristo não pode se conformar com isto e deve andar de forma a revelar os valores eternos do Reino de Deus, os valores da imutável Palavra de Deus.

Se nós não nos assustamos ao se deparar com este quadro terrível, talvez nosso coração esteja menos sensível do que o da própria Ana Maria Braga, o que é bastante sério e preocupante. O problema é que igreja tem se acostumado a ser um simples Louro José a repetir os ensinamentos torpes que o mundo propaga. Isso precisa mudar.

Deus nos ajude.

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Rodrigo Ribeiro é colunista da UMP da Quarta, bacharel em Direito e músico. Além disso é um amigão e irmão em Cristo.

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07
abr

Liberalismo, seu filho ecumenismo, Thalles Roberto no “Esquenta”

por: Compartilhamento


Thalles no Esquenta_

E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Senhor. E escolheu Ló para si, as campinas do Jordão.

“Apenas Ló… o homem justo”.

Não se enganem; de Deus não se zomba. Pois tudo o aquilo que o homem semear, isso ele colherá. – Lembre-se da esposa de Ló.

Não se ponham em jugo desigual com os descrentes: pois que comunhão há entre o justo e o injusto? E que comunhão há entre as luz e as trevas? Portanto saiam do meio deles e se separem, diz o Senhor, e não se contaminem. – Não sejam participantes com eles. Porque vocês estavam em trevas, mas agora estão na luz do Senhor: andem como filhos da luz: provando o que é aceitável ao Senhor e não tenham comunhão com as obras infrutíferas das trevas, mas antes as reprovem.
(Gn. 13:10-11, 2 Pe. 2:7-8, Gl. 6:7, Lc. 17:32, 2 Co 6:14,17, Ef. 5:7,8,10,11).

Intolerância é a palavra da vez. Está na boca do povo das mais variadas classes. Segundo o dicionário MiniAurélio, versão eletrônica, a palavra tolerância significa: “1. Que desculpa; indulgente; 2. Que admite e respeita opiniões contrárias à sua”. Já a palavra, acrescido do sufixo ‘in’, o antônimo intolerante, quer dizer algo contrário, algo ou alguém não tolerante. A definição de intolerante ainda está ligada à inflexibilidade, à intransigência, que por sua vez significa severidade.

O que é mais notório, é que nunca, intolerância está ligada à violência física ou verbal. Embora seu significado esteja ligado à inflexibilidade, – e muitos infelizmente fazem um link entre violência e intolerância –, ser inflexível, rígido, não significa ser violento. O que nos leva a questionar o que é violência, então? (Isto fica para outra oportunidade). Mas vamos sim, pensar um pouco sobre intolerância e violência.

Desrespeitar não é uma atitude louvável, mesmo que haja divergências de opiniões entre as partes, é necessário respeito. É senso comum atualmente, ligar intolerância à violência. É possível discordar de alguém sem lançar mão da violência. Não há motivos para tal atitude grotesca. Pensemos um pouco sobre as questões em pauta na nação brasileira, por exemplo, intolerância religiosa. Embora a nação brasileira seja laica, há aqueles que defendem sua crença fazendo agressões à fé alheia, seja física ou verbal.

Para nós cristãos, devemos entender que a nossa regra de fé e prática, autoridade final é a Bíblia, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo, sendo a Palavra de Deus para o homem e a revelação suprema de quem Deus é e o Seu plano para a vida do ser humano.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. 2 Tm. 3:16,17.

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hb. 4:12

“Ecumenismo é o processo em busca da unidade. O termo ecumênico vem do grego oikouméne, designando “toda a terra habitada”. Então, num sentido mais restrito seria a união em favor da unidade das igrejas cristãs, e no sentido lato a unidade entre as religiões. O Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igreja cristãs (católica, ortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs. Do ponto de vista do Cristianismo, pode-se dizer que o ecumenismo é um movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas”.[1]

Assim, é o processo em busca da unidade. Mas em nome de uma unidade entre religiões diferentes a igreja cristã entra num processo de apostasia.

No ano de 1930, o missionário americano David McGraven, foi inquietado por uma pergunta: “Por que algumas igrejas crescem e outras não?”. Em busca da resposta, percorreu vários países e continentes, igrejas em busca da resposta. Tão apaixonado pelo tema começou um instituto de pesquisa de crescimento de igrejas. Mais tarde, em 1969, o Seminário Fuller na Califórnia o convidou para ir à Califórnia, e abriu ali instituto. Naquela época a Igreja Cristã estava enfrentando dois grandes problemas: o liberalismo e o seu filho legítimo, ecumenismo. A igreja estava sendo devastada por estas duas frentes. E a Igreja perdeu seu rumo.

Na Europa, o liberalismo entrou nos seminários, foi para os púlpitos e o que tem surgido deste processo são as conhecidas dead churches (igrejas mortas). Pois o liberalismo teológico relativiza a Palavra, relativiza o pecado e relativiza a verdade. Neste processo, surge o ecumenismo, pois ele sutilmente prega que a verdade pode estar nos dois lados. Tanto um como o outro.

No Canadá, há igrejas que tem apenas quinze ou vinte membros e cultos a cada três meses. Igrejas mortas. Igrejas onde o liberalismo entrou e seu filho legítimo cometeu “assassinato”.

Recentemente (17/03/2013) o cantor Thalles Roberto esteve no programa “Esquenta” da Rede Globo. O tema do programa neste dia era sobre tolerância. A apresentadora perguntou a Thalles se a igreja dele era tolerante, e o mesmo respondeu que era, pois a sua igreja o aceita como ele é. O programa falou sobre a importância da tolerância entre as religiões, portanto levou ao ar um meio encontro entre crenças.

A Igreja de Cristo, tem se enamorado pelas coisas do mundo, deste século, e pelo pragmatismo (aquilo que dá certo, aquilo que é mais fácil). Faz uso de métodos com o objetivo de alcançar almas, mas que na realidade sua eficácia se torna em piedade morta. A mídia tem tentado inculcar-nos que é mais fácil tolerar do que confrontar, mesmo que seja em amor. Nisto, em nome da tolerância, a Igreja tem dado as mãos à outras religiões, participado de eventos ecumênicos como se fosse a coisa mais certa a se fazer. Afinal precisamos de um mundo sem violência, um mundo hoje haja paz. Mas não entendeu que violência e intolerância não são a mesma coisa.

Indignado com o que vi, postei no Facebook: “Ecumenismo maldito”. Um colega questionou o que Jesus teria dito sobre isso? A verdade é que para vermos o que Jesus teria dito basta olharmos para as Escrituras:

“E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.” Ap. 2:18-22

Releiamos o texto exposto no início deste post:

“Não se ponham em jugo desigual com os descrentes: pois que comunhão há entre o justo e o injusto? E que comunhão há entre as luz e as trevas? Portanto saiam do meio deles e se separem, diz o Senhor, e não se contaminem. – Não sejam participantes com eles. Porque vocês estavam em trevas, mas agora estão na luz do Senhor: andem como filhos da luz: provando o que é aceitável ao Senhor e não tenham comunhão com as obras infrutíferas das trevas, mas antes as reprovem. (Gn. 13:10-11, 2 Pe. 2:7-8, Gl. 6:7, Lc. 17:32, 2 Co 6:14,17, Ef. 5:7,8,10,11)”.

De Deus não se zomba. Não se enganem!

Não estou defendendo a violência e tampouco a falta de educação. Mas em nome de uma educação socialmente moral e uma tolerância religiosa, a Igreja de Cristo acaba por vender sua consciência e se esquece da verdade. É impossível haver comunicação religiosa entre cristianismo e outra religião. Embora, particularmente respeite a opinião do outro e sua escolha. Mas isto não me impede de pregar o Evangelho como ele é, e dizer a verdade, ainda que doa e pareça soar, eu disse, PAREÇA soar intolerante.

O verdadeiro cristão é tolerante com pecadores, mas intolerante com o pecado. Tolerante com a ignorância da cruz e do Evangelho, porém intolerante com o que contamina, intolerante com heresias e o que o afasta da cruz. Mas em amor, sem violência. Em amor pregando a verdade e apenas a verdade, custe o que custar.

“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. 2 Tm.3:12

Não sejamos como a esposa de Ló – desobedientes, cegos e encantados pelas coisas fáceis e aparentemente bonitas.

Não viremos uma estátua de sal.

Tolerante e intolerante,

Em Cristo e em paz,

Anderson Alcides

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[1] Wikipédia.

***

Então pessoal, deixo pra vocês comentarem também o que acharam desta participação do Thalles no “Esquenta”. Vocês concordam com a perspectiva do autor quando faz uma relação entre o ecumenismo, igreja e a proposta do programa da Regina Casé?

O texto é de Anderson Alcides, que é Tradutor e Intérprete afiliado à ABRATES – Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes, e assim como editor do Blog A voz no deserto.

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02
abr

Caio Blat detona a Globo – os “segredos” que todos nós já sabemos

por: Antognoni Misael


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12
mar

Profª “Doutora” da UFPB dá um show de arrogância em sala de Aula

por: Antognoni Misael


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É notável que esta docente não tem a mínima condições de conduzir uma sala de aula. Complexo, arrogância, despreparo, ignorância, são os poucos de tantos adjetivos que cabem a esta Srª, que diga-se de passagem, aparenta estar necessitando de um bom tratamento. O que me parece é que essa docente é muito é “fraca de espírito”.

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09
mar

‘Chorão sabia que precisava de Deus’, diz Rodolfo, ex-Raimundos

por: G1


Rodolfo e Chorão conversam no camarim de um show em Belo Horizonte, em 2003. Rodolfo diz que recebeu esta foto de um amigo na quarta (6), dia que o cantor foi achado morto, e lembra: ‘Contei minha experiência com Deus (…) Ele estava ouvindo, não me julgou’ (Foto: Arquivo pessoal)

“Eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais”, diz Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, hoje músico evangélico, sobre o cantor do Charlie Brown Jr encontrado morto na quarta-feira (6).

Rodolfo falou ao G1 por telefone sobre a época em que Chorão era “um dos poucos que podia dizer que era amigo” entre a geração de bandas dos anos 90, na qual Raimundos e Charlie Brown Jr se destacaram. Ele também destacou o interesse de Chorão pela conversão religiosa do roqueiro evangélico, no início da década passada.

“Chorão estava ouvindo, absorvendo, não me julgou”, diz sobre a conversa de 2003, registrada em foto que ele recebeu no celular no dia da morte do cantor.

G1 – Qual era sua relação com o Chorão?

Rodolfo Abrantes - O Chorão era um dos poucos caras que eu podia dizer que era meu amigo das bandas daquela época da década de 90. Ia na minha casa, eu ia na dele. Chegou até a me dar um skate, saíamos juntos. E tocávamos juntos, fazíamos shows. Gostava muito dele porque era uma pessoa real. Não era um personagem, ele era aquela figura. Ainda que você não concorde muito com coisas que pessoas fazem, tem que admirar quando elas são verdadeiras, esse é um terreno sagrado.

G1 – Você já falou que o Chorão pediu para que você pregasse para ele. Como aconteceu isso?

Rodolfo Abrantes - Quando comecei a ter minhas experiências com Deus, saí do Raimundos e minha vida mudou. Reencontrei o Chorão em show em Belo Horizonte, com Charlie Brown e Rodox, em 2003. No camarim ele chegou para mim, puxou numa cadeira, distante de outras pessoas, e falou: “Conta como foi a parada”. É interessante, porque ontem mesmo eu recebi uma foto dessa conversa. Eu contei como foi a minha experiência com Deus. Achava fantástico isso no Chorão: ele estava ouvindo, absorvendo, não me julgou. Dava pra ver que percebeu a diferença na minha vida e queria saber o que estava acontecendo.

Rodolfo também falou com o G1 sobre as letras de Chorão e sobre a o seu potencial para “levar multidões para Cristo”. Na discografia do Charlie Brown Jr, há doze músicas em que Deus é citado diretamente (veja as principais ao lado). Chorão gostava de “trocar uma ideia com Deus”, frase usada por ele para batizar a faixa bônus que fecha o disco “Preço curto, prazo longo”, de 1999.

Quando se pensa nas letras de Chorão, a primeira imagem talvez seja do rapaz sem dinheiro e desbocado que corteja uma “princesa”. Esse é o caso dos hits “Proibida pra mim”, “Vícios e virtudes”, “Tudo o que ela gosta de escutar” e “Champanhe e Água Benta” (do verso “Toda patricinha adora um vagabundo”). Na mesma música, dizia que sua vida era “tipo um filme de Spike Lee: verdadeiro, complicado, mal-humorado e violento”, em alusão ao diretor norte-americano.

Há no cancioneiro do grupo, porém, temas que remetem a questões menos materiais. Chorão volta e meia menciona “o dom natural” que ele tem para se comunicar (expressão citada em “Uma criança com o seu olhar”). O letrista também falava bastante sobre os problemas que enfrentou antes do sucesso. Em “Não viva em vão”, cantava sobre estar só. “A vida já me derrubou, a vida já me deu abrigo / Mas a vida já me situou, que a solidão não faz sentido”, dizia Chorão na música.

A morte do pai, em 2001, inspirou versos sempre emotivos, como os de “Lugar ao Sol”. Na canção, cantava que “azul a cor da parede da casa de Deus”. Em “Pontes indestrutíveis”, afirmava: “Tomo cuidado pra que os desequilibrados não abalem minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura”. E completava: “Os homens podem falar, mas os anjos podem voar”.

G1 – O Chorão fez várias músicas que citam Deus. Isso já te chamou atenção?

Rodolfo Abrantes - O Chorão não tinha nenhuma rejeição à coisa de Deus. Só não se sentia confortável com religião. Eu lembro nessa conversa, em Belo Horizonte, que ele me mostrou a música em que canta “azul é a cor da parede da casa de Deus” ["Lugar ao sol", de 2001]. E cantou inteira. É uma musica muito bonita. Não bíblica, mas sobre a impressao dele de Deus. Existia uma sede dele de algo mais, existia uma consciência de que o que ele precisava era Deus, e do jeito dele, fez muito bem.

Fiquei muito triste ao saber da morte dele, porque eu tinha certeza que um dia ele ia fazer uma coisa que o tirasse da depressão. Infelizmente agora não pode fazer mais nada. Os fãs do Charlie Brown têm uma maneira muito sadia e muito nobre de honrarem a história do Chorão: fazendo escolhas que os levem para perto de Deus, para a parte da luz. As pessoas podem honrar a morte dele, em memórias, se fizerem escolhas boas, que edifiquem. E vivam.

G1 – Você também já falou em uma entrevista que “se esse cara [Chorão] começar a falar de Jesus, você vai ver multidões vindo para Cristo”. Por quê?

Rodolfo Abrantes - Deus deu dons para as pessoas. Ele tinha o dom da palavra. O que o Chorão falava a galera seguia. As pessoas estavam muito perto dele. Todo mundo vibrava, as músicas eram cantadas em coro. Se tivesse experiências com Deus ele levaria muita gente para Cristo.

G1 – Qual foi a última vez que viu o Chorão?

Rodolfo Abrantes - A última vez foi em 2007. Eu fui gravar um CD ao vivo em São Paulo. A gente tinha muitos amigos em comum, um dele é o Tarobinha, skatista profissional, e hoje faz parte da mesma igreja que eu. Ele convidou o Chorão, ele estava em Santos. Ele pegou o carro dele, foi lá ao show, a gente conversou bastante e eu fiquei muito feliz de vê-lo ali.

G1 – O Digão e o Canisso [ex-companheiros de Rodolfo no Raimundos] foram ao velório. Você gostaria de ter ido também?

Rodolfo Abrantes – Eu estou [em João Pessoa] pregando todos os dias desde sexta. só vou voltar no domingo. Realmente, não tinha condições de ir. Mas, sinceramente, velório é para dar abraço nos familiares e amigos. Na minha despedida dele, eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais.

G1 – O Renato Pelado [ex-baterista do Charlie Brown, hoje também músico evangélico] ainda faz parte da mesma igreja que você?

Rodolfo Abrantes - Ele está na Bola de Neve. Mas há um ano estou congregando em outro ministério. Mas o Pelado está firme lá. Tenho muitos amigos e ele está muito firme, muito feliz. É alguém que deve estar sofrendo muito pela morte do Chorão.

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Fonte: G1. Divulgação: Púlpito Cristão.

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04
mar

APOCALIPSE NOW? Silas Malafaia no Pânico – UAI!!

por: Antognoni Misael


Silas Malafaia volta a ser assunto nas manchetes e nas redes sociais. Ontem (04) ele supreendeu a muitos ao aparecer no programa Pânico na Band sendo entrevistado por Sabrina Sato.

Malafaia comentou em seu blog pessoal: “Não anunciei em lugar nenhum a minha participação no ‘Pânico’ para que alguns irmãos não dissessem que eu estava induzindo o povo de Deus a ver programa não apropriado. Porém, quero dizer uma coisa, eu só não prego no inferno porque não tem salvação para o diabo e os demônios. Mas onde me abrir uma oportunidade tenha a certeza que eu não esconderei minha fé e meus princípios.”

“Não podemos estar enclausurados em quatro paredes do templo. Temos que ir onde estão os pecadores. Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas não evangélicas que me deram razão e gostaram da entrevista.”

Gente, não tenho muito o que comentar: quem quer rir, pode rir; quem quer chorar pode chorar. Só não pode dizer que aquilo tudo foi uma benção e o nome do Senhor foi exaltado. Sinceramente, tá difícil qualificar essa participação entre: pânico cristão ou palhaçada gospel. Alguém tem outra dica?

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Arte de Chocar.

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