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13
dez

SER GRANDE: UM DOCUMENTARIO SOBRE A REALIDADE DE 26% DAS CRIANÇAS DO PERU

por: Leonardo Goncalves


Como alguns de vocês sabem, sou missionario. Desde o inicio da minha chamada, estive um tempo na Patagonia argentina (quando tinha ainda 18 anos), e outro periodo no norte da Argentina, na fronteira com Encarnación, no Paraguai. Deus também me deu a oportunidade de trabalhar no meu país, durante dois anos e meio.  No entanto, foi no Peru que eu realmente criei raizes. Tenho atualmente 6 anos neste país, e espero que Deus me conceda ainda alguns anos para trabalhar por seu Reino nesta naçao.

De todos os contrastes e desigualdades que vi deste lado da cordilheira, a maior delas foi a realidade das crianças dos “assentamentos humanos” (grandes bolsoes de pobreza que compoem boa parte do territorio das grandes cidades peruanas).  Destas crianças, 26% estao fora da escola. Além disso, uma de cada 3 crianças em idade pré escolar sofrem com os efeitos da desnutriçao. Isso tem implicaçoes diretas na capacidade de aprender, bem como no seu desenvolvimento físico.

Entre os trabalhos que desenvolvemos aqui, um deles se dirige especificamente a esta parcela da populaçao. Por meio do projeto PEPE “La Buena Tierra”, algumas crianças estao recebendo educaçao 100% gratuita e de qualidade, cuidados medicos e odontologicos de prevençao (por meio de profissionais voluntarios que nos visitam), boa alimentaçao (uma necessidade urgente, se pensamos que muitas dessas crianças chegam no limite da desnutriçao, o que dificulta o apredizado e crescimento saudavel), e sao instruidas na Palavra de Deus.

Gostaríamos que todos os leitores do Púlpito assistissem a este documentario. Aos amigos blogueiros que acompanham nosso trabalho aqui no Peru, pediria que reproduzissem este texto e video nos seus blogs. Se conseguirmos mais voluntarios dispostos a doar, podemos estabelecer escolas como estas em outros assentamentos de Piura e do Peru.

SER GRANDE from Sync Audiovisual on Vimeo.
 

Para receber mais informaçoes sobre este projeto, entre em contato conosco pelo e-mail: jonarajo@gmail.com

Deus os abençoe,

Leonardo e Jonara
Missionarios no Peru

***

Fonte: Púlpito Cristão.

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15
out

Uma Palavra Sobre Missões

por: Compartilhamento


Três ou quatro anos depois do naufrágio do Titanic um jovem escocês levantou-se numa reunião em Hamilton, Canadá, e declarou: – Eu me achava a bordo do Titanic quando naufragou. Achava-me boiando sozinho sobre uma tábua, na água gelada daquela pavorosa noite, quando uma onda trouxe João Harper, de Flasgow, para perto de mim, Ele também se achava agarrado a um pedaço de tábua.

- Homem, você está salvo? gritou ele.

- Não, não estou, foi minha resposta. Ele respondeu: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”.As ondas o levaram outra vez para longe de mim, mas, estranhamente, pouco depois foi novamente jogado para meu lado.

- Estás salvo agora?

- Não, respondi, não posso responder com sinceridade que estou. Mais uma vez ele repetiu o versículo: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo”.

Então, perdendo a tábua na qual se apoiava, emergiu. E ali, sozinho, durante a noite, tendo sob mim mais de três quilômetros de água, eu cri em Jesus Cristo. Sou o último convertido do mundo para Deus através do testemunho de João Harper.

Autor: A. R. Richardson

Nota do Blogueiro (Kelvis C. De Oliveira): Missões e a grande comissão! Diante do falso evangelho da prosperidade, da confissão positiva, as seitas e heresias ganhando cada vez mais espaço, pense em um assunto em desuso é o evangelismo, assim como também a morte e Ressurreição do Senhor Jesus e o seu retorno glorioso!

Existe um chamado parceiro! Existe uma missão para a Igreja. Enquanto uns cantam que são a geração que quer trabalhar pra meu Senhor e ficam deitados na rede, outros morrem pelo amor do Evangelho de Jesus Cristo. E estava eu na minha curiosidade pesquisando sobre evangelismo, me deparei com um censo do IBGE, do ano 2000, em que mostrava os municípios brasileiros com menos de 10% da população.

(Clique aqui e veja o percentual de Evangélicos por municípios no Estado do Ceará)

Pesquisei o meu Ceará, onde o povo padece, mas não esmorece e procura vencer, como diz Patativa do Assaré, e fiquei espantado. Peguei os municípios com menos de 10%, imprimi o mapa do Ceará e pintei. Olha o Resultado:

Apesar do Censo ser desatualizado, há municípios com 1% e até menos do que isso. Eu, que tenho a oportunidade de estar viajando a trabalho por alguns dos municípios, percebo que há lugares escassos do Evangelho. Deixemos a mordomia de lado Negadis, pois o diabo anda tragando vidas.

Todos nós fazemos parte da Grande comissão! Ore, abençoe a Obra de Deus com sua oferta, pregue e viva a palavra. Não só o Ceará, e não só o Nordeste, mas o Brasil e no mundo há lugares que ainda não ouviram falar do Senhor Jesus. Saia da mesmice e desse evangelho de faz de conta, viva para a Glória de Deus.

Nada me interessa a não ser a lei de Deus, que eu aprendi. Essa é a lei que obedeço, pela qual hei morrer, e na qual hei de triunfar. À parte dessa lei, não há nenhuma outra. (Télica, Mártir)

Busco conhecer a Deus, e não só as obras de Deus. Quem me ajudará em minha busca?
(Clemente de Alexandria)

Um Grande Abraço e que Deus vos abençoe!

***

Kelvis C. De Oliveira é amigo, estudante de Educação Física, cearense arretado e editor do blog Consertando o Altar.

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19
jul

A história de Cassie Bernall: ela preferiu morrer para viver

por: Antognoni Misael



Há alguns anos já tinha ouvido esta canção. Achei bela e por se tratar de vida, renúncia e morte fiquei comovido, mas não tinha ciência dos detalhes. Ao pesquisar, vi que tratava-se de uma menção a Cassie Bernall, morta num atentado nos Estados Unidos em 1999. Cassie foi um exemplo de fé, perseverança e amor a Deus. Leia a matéria que pesquisei abaixo e reflita:

***

Por 

Colorado (EUA) Columbine High School, 20 de abril de 1999. Treze pessoas (12 alunos e um professor) foram mortas por dois estudantes, do mesmo colégio, que entraram atirando sem algum motivo aparente, depois das execuções os 2 alunos de 17 anos cada se suicidaram, entre os adolescentes mortos estava Cassie Bernall, ela havia resolvido se crucificar naquele dia que até então seria somente mais um dia aparentemente normal. Na invasão repentina um dos atiradores com a arma apontada para os alunos perguntou: “Os que crêem em Deus fiquem em Pé”, Cassie se levantou(ela sabia o que a esperava) e foi indagada “Você crê em Jesus?”, com os olhos fitos e após um silêncio momentaneo ela respondeu: “Yes, I Believe” (Sim, eu creio). O atirador perguntou: “Porquê?” e antes que Cassie respondesse ele disparou a arma. Cassie Bernall tinha apenas 17 anos, e dois dias antes tinha gravado um vídeo com seus colegas da igreja onde fez a seguinte afirmação:

“Acho que a maneira que vou chegar no Reino é, sendo uma amiga leal, um bom exemplo para os não cristãos, e para os cristãos também. Tentando não me contradizer, me livrando de toda hipocrisia, e viver por CRISTO!“

Alguns dias após sua morte, a família de Cassie achou um bilhete sem data no qual ela, que havia se desviado anos antes de sua morte, escreveu ao se decidir de vez por Jesus: “Desisti de tudo o mais – descobri ser esta a única forma de conhecer realmente Cristo e de experimentar o imenso poder que O trouxe de volta à vida, e entender o que significa sofrer e estar com Ele. Portanto, seja qual for o custo, serei alguém que vive na alegre certeza de uma vida como a daqueles que ressuscitaram de entre os mortos.”

Assim foi a vida de uma adolescente que decidiu se crucificar para o mundo, uma adolescente que se preocupou em apenas agradar o coração de Deus, que pedia para ser usada, que tinha a presença Dele como mantimento e assim aconteceu. O testemunho de vida de Cassie Bernall impactou milhares de vidas em todo o mundo, várias pessoas aceitaram Jesus e milhões de outras se reaproximaram do evangelho, sua vida inspirou e inspira até hoje a fé das pessoas, na escola em que Cassie estudava vários Jovens começaram a buscar a Deus por causa de seu exemplo de vida. Ela resolveu subir a Cruz, “era a hora, era o momento, era a dança dela”. Foi curto, mas foi o tempo certo para ela mostrar a intensidade de Deus na sua vida com aquela atitude e uma simples frase: “Sim, eu creio”. Cassie Bernall foi homenageada pelo mundo afora e recebeu uma música em memória do seu ato escrita pelo cantor: “Michael W. Smith”, na música: “This your time” Cassie aparece no vídeo que tinha gravado com seus colegas da Igreja, dois dias antes do acontecido.

Se os antigos mártires da história cristã são um exemplo antigo pra você, acredito que Cassie seje [sic] então um mais próximo e ainda haverá mais exemplos como o dela no futuro, porque todos estes que entenderam a mensagem da cruz, morreram por algo eterno, Jesus vive!. “Céus e terra passarão mas a minha palavra não passará.”. Cassie Bernall desejou encontrar o noivo e foi atendida.

Obrigado Jesus.

(Fonte: Geração que vive)

***

E eu? E você? Faria o mesmo? Que Deus derrame sua graça e misericórdia em nós.

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09
jun

IPG vai ao Peru colaborar com ação missionária na região de Piura

por: Ikeda


Guarabira/PB – Localizada no norte do Peru, na costa do Oceano Pacífico, a região de Piura abriga uma ação missionária denominada de Projeto Piura, cujo objetivo é levar a Palavra de Deus aos lugares áridos, especificamente naquela região. Buscando conhecer de perto este projeto, a Igreja Presbiteriana de Guarabira vai até Piura – representada por Élida Justino, Elivânia Rodrigues, Valfredo César, Karen, Antognoni Misael, Priscila Amado e Pedro Jeremias -, colaborar com essa obra evangelística e de ação social realizada em solo peruano.

Segundo foi comunicado, a representação da IPG pretende participar do projeto em janeiro de 2013, prestando apoio social ao PEPE (Programa pré-escolar cristão que visa levar educação secular e cristã, e inclusão social às crianças carentes em todo mundo) e às famílias das crianças através de: treinamento para professores infantis, aulas de música, esporte e curso de empreendedorismo e cooperativas para os pais das crianças.

Quem puder e desejar ajudar a bancar a viagem e a estadia dos missionários guarabirenses, como também custear materiais escolares, didáticos e ofertas direcionadas a manutenção do PEPE, pode depositar uma oferta na Conta: 000083007-1 AG: 0042 OP: 013 Caixa Econômica – Nome: Antognoni Misael, ou efetuar sua doação diretamente a um dos membros da equipe. Quem não tiver como fazer alguma doação material ou financeira, pode contribuir orando pelo projeto.

Em Piura, a comitiva da Igreja Presbiteriana de Guarabira vai ser recebida pelo pastor Leonardo Gonçalves e sua esposa Jonara Gonçalves, que darão toda assistência necessária aos voluntários da IPG.

Para mais informações sobre a ação missionária desenvolvida em Piura, envie um e-mail para ipgba@yahoo.com.br ou acesse os sites do PEPE: http://www.projetopepe.com, como também a home page do Projeto PIURA http://projetopiura.blogspot.com.br. Se você tem condições, não deixe de colaborar com esta obra missionária.

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22
mai

“Resgatamos e cuidamos de milhares de crianças orfãs no Sudão” – Confira a entrevista de Sam Childers

por: Wesley Moreira


O Programa diário 100 Huntley Street no canal CTS, entrevistou o Pastor Sam Childers, conhecido como Pastor Metralhadora. O Púlpito Cristão teve acesso a fonte através de nosso correspondente nos Estados Unidos, nosso colaborador, Wesley Moreira, que traduziu a entrevista feita pela tv canadense.

Jim Cantelon, entrevistador, fez perguntas que muitos desejam saber sobre Sam. Confira abaixo.

Jim Cantelon – Sam, você nasceu e foi criado em um lar cristão, mas as coisas se tornaram muito ruins para você muito cedo em sua vida. Fale-nos um pouco de sua vida.

Sam Childers– Bem, fui eu quem fiz as escolhas na minha vida. Muitas vezes quando fazemos uma bagunça de nossa vida, em algum ponto, tentamos culpar nossos familiares. Eu não posso culpar minha familia pelos minhas escolhas. Eu comecei a fazer escolhas bem jovem, aos 11 anos de idade. Alguns pessoas podem pensar, coisas ruins só acontecem com um menino de 11 onze anos se os pais não estiverem presentes. Não é verdade, meus pais eram presentes, eram nascidos de novo, eram cristãos cheios do Espírito Santo. Eu era de uma familia de classe média, não havia nada de errado com minha familia. Eu tomei decisões ruins quando tinha 11 anos de idade. Comecei fumando maconha, depois usando drogas pesadas ao 13 anos. Com 15 anos de idade eu apliquei uma seringa no meu braço. Então comecei a vender drogas e dali me tornei um ‘braço armado’ para traficantes…

Jim – ‘Braço armado’ quer dizer…

Sam – Eu era um pistoleiro para transações entre carteis de drogas, minha presença garantia que o negócio ocorreria com tranquilidade.

Jim – Você era como um ‘enforcer’

Sam – Ah… algums pessoas chamariam assim mas nos éramos chamados se houvesse algum problema. Quando algum traficante tentava roubar outro, estariamos ali.

Jim – Durante esse tempo em sua adolescência, quando você fazia essas coisas, você respondeu à lei ou sempre escapou da policia?

Sam – Eu tive muitos problemas com a lei.

Jim – Você já esteve na prisão?

Sam – Eu estive na cadeia algumas vezes.

Jim – E o seus pais, enquanto isso acontecia, o que eles faziam?

Sam – Minha mãe teve uma filha antes de mim mas que veio a morrer. Quando isso aconteceu minha mãe passou por um ataque nervoso. Minha mãe então estava na igreja uma noite e foi profetizado sobre ela que o próximo filho que ela teria seria um pregador. Minha mãe então venceu suas dores e um tempo depois ficou grávida de mim. Outro dia minha mãe estava num congresso e outro pastor profetizou sobre ela que o filho que ela estava esperando seria um pregador. Quando eu completei 5 anos de idade, outro pastor profetizou sobre ela e eu que eu seria um pregador. Mas quando eu cheguei nos meus 15 e 17 anos ela poderia pensar que todos aqueles pastores eram mentirosos. Mas saiba uma coisa sobre minha mãe, ela nunca parou de orar. Ela nunca desistiu do que Deus disse. Ele continuou orando e orando até quando nos meus 30 anos eu parei de fugir de Deus e me voltei para Ele.

Jim – Quando aqueles coisas aconteciam com você, na sua adoslescência, você ainda morava com seus pais?

Sam – Não, eu sai de casa quando completei 15 anos de idade.

Jim – Você tinha contato com seus pais durante aquele periodo?

Sam – Minha mãe me escrevia muitas cartas, na verdade eu ainda tenho todas elas, uma pilha de cartas.

Jim – Então sua familia nunca lhe desertou?

Sam – Não, eles nunca pararam de orar. Meu pai era um homem duro. Meu pai me disse “você é bem-vindo nessa casa em qualquer tempo, mas você não pode trazer as drogas para dentro dessa casa” Por isso eu sai de casa aos 15 anos de idade. Meu pai me disse “Você tem que escolher filho”. Alguns pais cristãos e não-cristãos pensam que isso foi errado. Entendam, existe algo que se chama ‘amor-firme’ e também há algo chamado ‘consequência do pecado’. Mesmo sendo pais, se permitimos que nossos filhos vivam em pecado dentro do lar, haverá consequências para aquele pecado, que eles terão que responder. E meu pai disse “Eu te amo, esse é seu lar” – disse com lágrimas pelo rosto – “Se você for ficar aqui, eu não aceito drogas. Se você for continuar usando drogas, terá que ir embora”. Eu respondi a ele: Adeus! Então eu deixei minha casa com 15 anos de idade.

Jim – Onde você foi morar?

Sam – Eu sempre fui trabalhador. Meu pai sempre criou seus filhos para trabalhar. Nos sempre tivemos emprego. Eu aluguei um apartamento, que eu transfomei num clube de festa, mas eu trabalhava.

Jim – Quando você mudou de vida, lendo seu material, eu não vida nada dramático acontecendo. Foi apenas uma decisão sua?

Sam – Sim.

Jim – Como se você dissesse ‘Eu não viverei assim mais’

Sam – Correto.

Jim – Sei que você pertencia também a uma gangue de motoqueiros. Sua vida era muito dura e tumultuda. Diga nos o que aconteceu nesse periodo de tempo na sua virada de rumo, quando você mudou de vida.

Sam – Eu estava num bar numa noite. Um tiroteio começou e eu quase fui morto. Eu voltei para casa naquele noite e disse para minha esposa – “Vamos mudar daqui” – Ela exclamou “o que?” – eu repeti “estamos de mudança” – Ela perguntou “Mas, porquê?” – Eu contei a ela “Eu quase morri essa noite, eu não tenho problema em morrer, mas eu tenho problema em morrer por nada. E eu quase morri por nenhum propósito.

Então nos mudamos de Orlando para minha cidade natal, na Pennsylvania. Quando chegamos ali minha esposa começou a ir para a igreja. E por 2 anos eu tratei minha esposa muito mal. Eu sentia que havia perdido ela para Deus.

Minha esposa é uma das mais cristãs mais fieis que eu conheço. Quando ele se deu para Deus, não havia mais volta. Ela sempre foi forte em sua fé.

Um dia minha esposa me chamou para ir a igreja com ela. Naquela noite o Espirito Santo moveu-se em mim e eu dei minha vida a Cristo e aquele fogo nunca deixou minha vida. No fundo eu sabia que seria um pregador desde os meus 7 anos eu entendia isso. Desde aquele dia eu gasto a minha vida para levar o evangelho em lugares que ninguém mais quer ir pregar.

Jim – Verdade. Você é também capelão várias gangues de motoqueiros. Isso é algo único. Como você prega o evangelho para esse grupos?

Sam – Meu apelido por muitos anos era ‘Selvagem’ e agora meu apelido é ‘Pastor Metralhadora’. Você não sabe a quantidade de pessoas que vêem minhas tatuagens e vem pergutam “Você é realmente um pregador?” e ali mesmo eu tenho a ‘deixa’ para evangelizar. Ao tentar pregar o evangelho de Jesus Cristo algumas vezes queremos ‘alimentar a força’. Você não pode forçar um bebê a comer. Damos aos bebês somente um pouquinho, depois aguardamos que o bebê incline a cabeça para frente e abra a boca. Nosso ministério (EUA) trabalha com mais de 2.000 ensinando o Reino, nunca pela força, mas pouco a pouco, pois cada uma dessas pessoas está buscando alguma coisa diferente. Quando forçamos não estamos dando a eles o que eles estão buscando.

Jim – É evidente que esses pessoas querem você por perto. Eles querem ouvir de você. Então o problema não é a mensagem que você prega, mas sua maneira de levar a mensagem.

Sam - Você não tem ideia do avivamento que está acontecendo no meio dessas gangues de motoqueiros.

Jim – Você escreveu um livro de título ‘ Another man’s war ‘ (Guerra de Outro Homem). Esse livro conta sobre o seu trabalho no Sudão.

Sam – No Sudão e também sobre o nosso trabalho aqui nos EUA. Eu tenho servido como missionario no Sudão e Uganda por 15 anos. Mas agora nosso ministerio está tambem trabalhando na Somalia, Etiópia e em várias partes do mundo. Combatemos o tráfico sexual aqui nos EUA. O livro conta um pouco de cada coisa que fazemos mas tem o foco no que acontece no Sudão.

Jim – O filme produzido por Hollywood é baseado no seu livro?

Sam – Tudo é baseado no livro, é um filme maravilhoso. Eu sempre digo às pessoas que quando Cristo começa a se mover em nossas vidas ele faz coisas. Nunca limite o que Deus pode fazer em sua vida. Por muitas vezes pessoas me perguntam ‘Porque tão grandes coisas estão acontecendo na sua vida?” Eles perguntam isso porque mesmo como cristãos eles limitam Deus. Colocam Deus dentro de uma caixa. Quando você coloca Deus dentro de uma caixa dando limites a Ele, você também está limitando Suas bênçãos. Mas quando você abre os seus braços e diz “Deus eu estou aqui para tudo que o Senhor tiver para mim” estando disposto a sacrificar, disposto a atravessar um vale estando disposto a continuar mesmo quando tudo estiver dando errado, Deus lhe fará sair por cima.

Deus me deu esse filme. Deus nos deu um dos 10 melhores roteiristas de Hollywood, Jason Keller. Depois Deus nos deu um dos 10 melhores diretores de Hollywood, Marc Forster e ainda Deus nos deu um dos 10 melhores atores da atualidade, Gerard Butler. Quando Deus quer fazer algo por você Ele fará grande. O fime já foi indicado para vários prêmios. Eu estou dizendo isso para lhe mostrar o quão grande Deus é.

Jim – Qual o nome do filme?

Sam – Pastor Metralhadora (Machine Gun Preacher). Esse foi o apelido que ganhei muitos anos atrás pelos nativos do Sudão, na zona da guerra, que ao passar pelo galpão que eu estava construindo viram que eu carregava a Bíblia de um lado e uma metralhadora do outro. Então alguns missonários que quiseram me desacreditar começaram a espalhar por toda a região que eu não era um pregador, que eu não era missionário. Eu pregava o evangelho na área mais perigosa da guerra onde nenhum missionário tinha coragem de ir. Quando eu li o que escreveram sobre mim nos jornais, as criticas ao meu trabalho, dizendo que eu não era pregador mas o ‘pastor metralhadora’ eu sentei e chorei. Naquele momento Deus me disse “Levanta e reivindique esse nome, pois eu te honrarei através dele”. Eu tomei posse daquele apelido à 13 anos atrás.

Jim – Quando eu fui fazer uma cobertura jornalistica no Líbano me deram uma arma. É muito comum que jornalistas carreguem armas em zonas de combate.

Sam – Resgatamos e cuidamos de milhares de crianças orfãs no Sudão e Uganda.

Jim – E elas não estão nem ai se você usa ou não uma metralhadora (risos) e não te criticam por que você tem tatuagens ou possui uma motorcicleta.

***
Fonte da entrevista: www.ctstv.com. Tradução Wesley Moreira. Divulgação: Púlpito Cristão.

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03
mai

Projeto PEPE: paredes levantadas, vidas restauradas!

por: Arte de Chocar


“O nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza perseverará.” (Is. 32:8).

Ao assistir o vídeo sobre o PePe em Piura (Peru), fiquei extremamente feliz ao perceber o desejo sincero dos amados irmãos, Pr. Leonardo e sua esposa Jonara, por estarem “gastando” suas vidas e deixando-se gastar em favor do Reino a fim de viverem a essência de Cristo com toda a excelência que Ele demanda, em um país onde há muitas necessidades espirituais e sociais, sem procurar autoexaltação.A IGREJA do Senhor, o CORPO de Cristo tem “o chamado para investir na evangelização”, este é um investimento único, que rende para a eternidade. Pense nisso: “Ou investimos em missões como enviadores, ou investimos em missões como enviados ou desobedecemos” (John Piper).Jesus veio habitar entre nós e precisamos trazer isso de maneira mais prática entre os povos, em todas as sociedades e em todas as partes desse mundão.

Louvo a Deus pela vida de vocês e tenho orado para um dia poder conhecer todo esse Projeto pessoalmente e compartilhar mais do Senhor e do Seu amor.

Miss Elivânia Rodrigues

***
Doações para o PEPE, dados abaixo: Banco do Brasil

Agência 0872-9
Conta Corrente: 21372-1
Leonardo Gonçalves da Silva

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29
abr

Pastor metralhadora: obra missionária e cinema [sem Oscar]

por: Wesley Moreira


Em 1998, Sam chegou na aldeia de Yei, Sul do Sudão. A nação Africana estava no meio de sua Segunda Guerra do Sudão, e Sam, enviado pelo seu Pastor dos EUA, tinha reunido um grupo missionário para ajudar a reparar os danos nas cabanas durante o conflito. Durante esta tarefa Sam presenciou uma criança ser no dilacerada ao meio por uma mina terrestre. Ele caiu de joelhos sobre o corpo da criança, e chorando, fez uma promessa a Deus de que faria tudo que fosse preciso para ajudar o povo do Sudão.

UMA MENSAGEM DE DEUS

Sam voltou ao Sudão alguns meses depois trazendo uma clínica médica móvel. Para cumprir sua promessa ele se aventurou por todo o país, da cidade de Yei para as aldeias do leste de Boma. Ao passar pela aldeia de Nimule, na fronteira com Uganda, Deus lhe falou ao coração: “Eu quero que você construa um orfanato para minhas crianças. E eu quero que você construa esse orfanato aqui.

TORNANDO A VISÃO REALIDADE

As pessoas do local diziam que Sam era louco. Na época, o Exército de Resistência, uma milícia rebelde brutal que havia seqüestrado 30 mil crianças e matado centenas de milhares de moradores, estavam devastando a área. Mas Sam foi categórico: Deus me mandou construir o orfanato em Nimule e é exatamente aí que eu irei construí-lo. Sam retornou aos EUA, vendeu sua firma de construção e enviou todo o dinheiro para a África.Lentamente, o orfanato começou a tomar forma. Durante o dia, Sam desmatava o terreno e construia as cabanas que abrigariam as crianças. Durante a noite, ele dormia debaixo de um mosquiteiro pendurado a uma árvore: Bíblia numa mão, e metralhadora AK47 na outra.

Enquanto isso, na Pensilvânia, a filha de Lynn e esposa Sam Paige travaram uma batalha própria. O carro da família foi tomado por falta de pagamento e um aviso para a toma de sua casa foi dado. Sam tinha dinheiro suficiente para, ou pagar a dívida hipotecária ou terminar o orfanato. Como o dinheiro não dava para pagar os dois Sam então enviou todo o dinheiro para o projeto do orfanato na África.

Com o orfanato terminado, Sam começou a liderar missões armadas para resgatar as crianças do LRA. O grupo que capturava crianças para usa-las como escravos e escravas sexuais. Sam libertava as crianças do cativeiro e as trazia para o orfanato. Não demorou muito para que sua fama corresse e os terroristas começaram a chamá-lo de “The Machine Gun Preacher” ou, o pastor metralhadora.

SOBREVIVENDO CONTRA TUDO

Passaram-se 13 anos o orfanato alimentou e abrigou mais de 1.000 crianças. Sam também construiu uma escola, um posto de saúde e uma escola de enfermagem. A missão de Sam resgata, alimenta, protege e evangeliza crianças no Sudão, Etiópia e Uganda. Aqui um video do Reverendo Sam no Sudão, na zona de guerra, se preparando para ir pregar:

***

Antognoni Misael: A história desse missionário em defesa das crianças do Sudão tornou-se em uma obra cinematográfica. O filme ”Redenção” que estreou nos cinemas no final de 2011 tem comovido e de certa forma “perturbado” muitos cristãos no mundo. É sem dúvida uma história que denuncia o descaso pela obra missionária em alguns países ao mesmo tempo nos fazendo perceber que Deus continua a levantar mártires dispostos a doar e perder a sua vida em prol do reino. Veja o trailer do filme:

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28
mai

Meninas chinesas ainda clamam pela vida

por: Arte de Chocar


Por Élida Justino Rodrigues

Meninas Chinesas (Jorge Camargo)

O mundo precisa
Das meninas chinesas
De suas vozes suaves
Sua imaginação

Seus doces sorrisos,
Travessuras amenas
Suas flores e aves
De papel e ilusão

No entanto, elas são rejeitadas,
São largadas pra morrer
Mundo cruel, vida tão vaga
Onde ter é mais que ser

O mundo precisa
Das meninas chinesas:
Respeito, amizade,
Tolerância e compaixão

O mundo precisa
De habitantes que sejam
Meninas e meninos
Em seu próprio coração!

O mundo precisa das meninas chinesas,
De seus desenhos de nuvens,
Feitas de algodão
Os cadernos que levam
Para a escola cantando
Pelas ruas cantigas,
Que elas próprias farão.

Ao ouvir essa bela canção a minha mente foi reportada para a realidade de muitas garotas na China. Problemática essa que remonta séculos.

Desde 1978 a China adotou sua famosa e radical política oficial de Controle de Natalidade, a Lei do filho(a) único. Cada casal somente pode ter um filho e para garantir que a lei não fosse burlada foi posta em ação a engrenagem policial dos comitês de bairro, que vigiam todas as grávidas ou suspeitas de estarem grávidas.

No final do século XIX as missionárias norueguesas Sofie Reuter e Anna Jakobsen depararam com esse infanticídio na China. Em seus escritos declararam: “Era raro que um casal tivesse mais de uma ou de duas meninas. Se nascessem, eram descartadas imediatamente. Isso era feito de diferentes formas. A menina podia ser simplesmente oferecida como alimento a cães selvagens e lobos. Às vezes o pai a levava à ‘torre dos bebês’, onde logo morreria por causa do abandono e da fome e onde seria encontrada pelas aves de rapina.”

As missionárias Reuter e Jakbsen vasculhavam diariamente os locais de abandono para salvar as meninas chinesas da morte certa. Elas, então, criavam essas meninas e as discipulavam na fé cristã.

Em 1990, o censo registrou 23 milhões de nascimentos. Mas no censo do ano 2000 havia 20 milhões de crianças com 10 anos de idade. Uma diferença de 3 milhões. Considerando que nem todos os naciturnos de 1990 tenham sobrevivido até o ano 2000. As crianças clandestinas são ainda mais numerosas.

Como já é amplamente sabido, que essa política do filho único não funcionou plenamente e ainda criou um problema não pensado pelos gênios do comunismo chinês que não consideraram em suas equações a força das tradições familiares chinesas. O filho homem, o primeiro, ainda que não seja primogênito, é o responsável pela guarda dos pais na velhice. Por isso, uma das mais terríveis conquências dessa equivocada política demográfica foi o extermínio de primogênitas mulheres. O nascimento das meninas passou a ser a promessa de um futuro de solidão e desamparo na velhice, uma frustração. [Porque as filhas, quando casam, passam a ser filhas da família do marido]. Essas meninas, bebês, passaram a ser malquistas. Eram e, possivelmente, ainda são, abandonadas ou assassinadas ao nascer.

Além disso, a política do filho único gerou um excesso de varões sem candidatas a esposas disponíveis para todos. Em 2020, haverá um excesso de 30 milhões de homens chineses em relação ao cada vez mais reduzido número de mulheres. Ironicamente, a situação só não é pior por causa da audácia de transgressores como Fu Yang. Como ele, muitas famílias aceitam e mantêm suas meninas em segredo.

Mas, fora as exceções, quem não cumpre a lei está sujeito a duras penalidades. Os trabalhadores de empresas estatais podem perder seus empregos. Outros, além de ter pagar alta multa podem, ainda, perder suas casas ou mesmo ir para a prisão.

Apesar dos rigores da lei, muitos transgridem. O senhor Fu Yang, 47 anos, da cidade de Xiamen, confessa; Eu sou o maior transgressor da política do filho único. Nos últimos 10 anos eu tive sete filhas. A família, que hoje tem uma vida próspera, no passado, teve de fugir de três províncias e esconder os filhos com amigos.

Não é uma proeza fácil e exige certa dose de costas quentes, isto é, bons contatos em termos de poder político. Mesmo em Xiamen e Fu Yang passou por momentos complicados: Quando eles [as autoridades de Xiamen] descobriram que eu tinha sete filhas tentaram derrubar minha casa, mas felizmente tenho boas ligações. Meu tio é chefe da aldeia. Também queriam me multar em 600 mil yuan [cerca de 60 mil reais]. Eu me recusei a pagar. No fim eles derrubaram apenas uma pequena parte de minha antiga casa e eu paguei somente 2 mil yuan. Na aldeia de Fu Yang muitos outros casais têm mais de um filho.

Existe um livro de imagens antigas da China, de Ren Ming, ‘O sonho das mulheres’. Ele explica como as mulheres podem engravidar de meninos, além de ensinar como os homens podem abusar sexualmente das mulheres. Também ensina a lavar bebês. Os meninos são lavados na primeira água. Na água já utilizada, as meninas são mergulhadas e mortas.

Ainda hoje, em certas regiões da China, a morte de meninas é parte da cultura de diferentes formas.

Oremos pelas meninas chinesas, porque Jesus já exemplificou de formas variadas o grande valor que as mulheres têm. Ele as valorizou de modo surpreendente.

Intercedamos também por missionários que desempenham ações como as de Reuter e Jakbsen.

E que também venhamos a erguer nossas vozes a favor dos injustiçados e os que sofrem com essa triste realidade.

Naquele que também ama meninas chinesas,

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Élida é Professora graduada em Letras pela UEPB e Missionária. Também é diretora do Colégio Betesda onde diariamente fala do amor de Deus para adolescentes e crianças.

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