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18
mar

Paul Washer, “Pão Work” e o compromisso com o Evangelho

por: Antognoni Misael


Paul Washer envolvido na construção de uma capela para os leprosos de San Pablo, Peru (1996), em seu projeto missionário.

Deus tem levantado homens para abrir os olhos de nossa geração. Homens comprometidos com o verdadeiro Evangelho, com a cruz de Cristo e com a obra missionária. Paul Washer é um deles!

Basta você ir no youtube e conferir qualquer pregação deste homem e perceberá uma enorme diferença no seu discurso em relação a muitos “evangelhos” ditos por aí.

Tenho notado que aos poucos os jovens de nossa geração tem se apaixonado pela Verdade. Muitos têm compreendido o valor da vida com Deus, a suficiência da presença de Cristo, e a inegociável verdade das Escrituras. Glória a Deus por isso!

Mas a nossa geração tem um espinho na carne bem latente. Parte dela é viciada na forma e efeito! Por vezes, não é difícil se rejeitar um livro pela capa. Na era do design, da beleza passageira, do consumismo e do modismo, algo pode se tornar viral bruscamente.

Vejo muitos colegas de redes sociais freqüentemente compartilharem matérias de conteúdos desprovidos de Evangelho, músicas antropocêntricas, vídeos de pregações duvidosas e até mesmo, fotos pessoais deselegantes (para não dizer erotizadas). Entretanto, no meio deste arsenal de irrelevância, vez por outra, sai um vídeo de Paul Washer ou frases de efeito do mesmo. Sinceramente eu não entendo! Aliás, até entendo, “eles não estão entendendo o Paul Washer”! Só pode!

Parte de nossa geração também, de forma reacionária as várias frentes heréticas surgidas no Brasil, a saber, o neopentecostalismo e suas variações, tem agregado conteúdo às suas defesas de fé. Que benção! Porém, algo torna esta reação anacrônica quando notamos este mesmo segmento da juventude cristã se intelectualizado, ou melhor, se teologizando, mas ao mesmo tempo vivendo de forma descomprometida com o discurso que fala.

Um amigo que tenho sempre me diz esta frase, a qual concorda em gênero e grau: “você quer saber com o que uma pessoa é comprometida? observe como e com quê ela gasta o seu tempo e seu dinheiro”. Pois é, fica uma pulga atrás da minha orelha… Será que muita gente não tem compartilhado e citado pregadores como Paul Washer apenas por “modismo” teológico?

A conclusão que eu chego é a mesma de sempre. Teologia é bom demais. É dever nosso conhecer os ensinamentos de Deus e a cosmovisão correta que ELE quer que tenhamos. Paul Washer é importante? É sim, claro que é! Ele é uma benção pra minha vida, e espero que seja para a sua também!

Finalmente digo, sejamos “Paul”, sem deixar de ser “Washer”, ou seja, teologia sem comprometimento com a missão de levar o Evangelho ao pecador e o pão ao pobre é só intelectualismo vazio.

É como se uma grande parte de nossa geração estivesse querendo muito “Pão” e pouco “Work”!

***

Antognoni Misael, editor do Arte de Chocar.

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14
mar

O Brasil não é um celeiro missionário

por: Leonardo Goncalves


celeiroConheci a Cristo no final dos anos 90. Minha experiência de conversão se deu em uma igreja batista recém-plantada na minha cidade. Meu batismo e minha experiência de discípulo começou no inicio do ano 2000, na igreja Assembleia de Deus. Eu vivi uma parte do movimento AD2000 (1) e da chamada “Década da Colheita” (2), e de certa forma toda minha geração foi influenciada por estes movimentos. Uma e outra vez, escutávamos a frase: “O Brasil é um grande celeiro de missionário”. Por nossa pequena igreja passavam alunos da “Missão Horizontes” falando sobre a janela 10/40 e sobre como o brasileiro gasta mais com Coca-cola do que com o Reino de Deus. Após o culto, nós doávamos aquilo que tínhamos para as missões. Lembro-me de um diácono pobre doando um relógio a um missionário que havia perdido o seu em uma viagem de barco na Amazônia. Lembro-me também de um amigo que constrangido pela necessidade da obra e sem nada para doar, tirou dos pés um par de tênis Nike e colocou sobre o altar, voltando para casa descalço depois do culto. A gente dava o que tinha, e não era por causa de alguma promessa de retorno financeiro (como nas campanhas dos televangelistas atuais), mas simplesmente por amor e desejo de ver o evangelho avançando entre as nações da terra. Os jovens da igreja (e eu era um deles) eram muito ativos: organizavam jograis e teatros com temas missionários, e muitos de nós queríamos ser pastores ou missionários. Hoje, vários daqueles jovens com os quais cresci são pastores, evangelistas, missionários, obreiros em suas igrejas locais, e estão envolvidos de alguma forma com a grande comissão.

UMA IGREJA QUE RESPIRAVA MISSÕES

Mas eu não consigo escrever este texto sem lágrimas nos olhos. Agora mesmo, sinto o peito doer e meus olhos se enchem de água ao me lembrar daqueles dias quando a gente vivia de maneira tão intensa, organizávamos vigílias, acampamentos de oração, visitávamos, evangelizávamos de verdade. Conheço um jovem em Cristo que aos 16 anos tinha uma rotina invejável: Ele fazia semanalmente visitas no hospital da nossa pequena cidade, e saia dali direto para o asilo contrabandeando doces e bíblias para os anciãos com quem passava parte do seu domingo. Por volta das 4 horas da tarde saia dali com outros meninos da sua idade, numa kombi velha da wolksvagen para realizar visitas em uma comunidade rural e “cooperar” com os irmãos de lá. As vezes a Kombi não vinha, e eles faziam o trajeto de 18 quilômetros de bicicleta. Quando chegavam a cidade novamente, era para tomar um banho e ir ao culto, ansiosos por ouvir a Palavra pregada e dispostos a participar, seja cantando, pregando, limpando ou fazendo qualquer outra coisa na igreja local. Durante a semana, ele e outros eram voluntários no “Desafio Jovem Liberdade” – centro de recuperação para usuários de drogas – muitas vezes saindo do trabalho direto para lá, para ensinar violão, passar algum tempo de comunhão com os internos e pregar no culto da noite. Esses rapazes respiravam missões.

Na época, surgiam seminários com cursos rápidos, em média 2 anos, em regime de internato, onde a ênfase não era apenas preparar teólogos, mas obreiros. Trabalhavam-se questões como caráter, perseverança, domínio próprio, obediência, e grande parte das disciplinas do curso eram de viés missionário. Éramos confrontados com as biografias de William Carey, David Brainerd, Hudson Taylor, Adoniran Judson, George Miller, e nos inspirávamos neles. Criticava-se o modelo de seminário que formava apenas teólogos e falava-se muito em vocação ministerial. Escutávamos uma e outra vez que ser pastor é um dom e não uma profissão, e que o ministério é muito mais dar do que receber. O ponto alto das aulas era quando por lá passava algum missionário em transito, e contava as experiências vividas naquela terra desconhecida. Lembro-me de ter ouvido um desses missionários falando sobre o país dos Incas, e de como me senti desafiado pelo testemunho daquele jovem obreiro. À noite, enquanto orava por aquele país, discerni claramente a voz de Deus falando fortemente ao meu coração: “Eu te levarei ao Peru!”. Cai em pranto, sentindo um misto de temor e imensa alegria, pelo peso da responsabilidade e pela honra recebida. Sai do meu país em 2003, quando ainda se vivia a ressaca destes movimentos.

JOVENS QUE NÃO ALMEJAM O MINISTÉRIO

Hoje a igreja evangélica definitivamente não é a mesma. Ela nem sequer se parece com aquela igreja de 15 anos atrás. Cada vez que viajo ao Brasil, fico absorto com a secularização cada vez maior da igreja. Vejo uma igreja rica, muito rica, mas tremendamente ensimesmada. Em círculos tradicionais e na ala pentecostal clássica, pouco se fala em evangelismo e missões. Já os neopentecostais distorceram o conceito de evangelismo e missões transformando a igreja em uma pirâmide e implementando visões celulares das mais absurdas, substituindo paixão missionária por obediência cega a um líder autoritário. Se antes os jovens desejavam o ministério, a geração atual foge dele. É comum ver rapazes de moças de vinte e poucos anos com altos salários, comprando carros importados, fundando empresas, empreendendo e ganhando muito dinheiro. Os pastores destas igrejas sofrem, pois tem que se desdobrar em mil ofícios para atender as necessidades do rebanho, já que ninguém quer se envolver no ministério e sacrificar as horas de descanso para cuidar das necessidades alheias. Alguns poucos ainda ousam se envolver com missões, mas raramente em tempo integral. Ao invés disso, doam parte das suas férias para servir em algum país exótico, e passam 4 ou 5 dias visitando alguma igreja local, e o resto das férias em alguma praia paradisíaca do Índico ou do Pacífico. Não trabalham nada, mas tiram umas quinhentas fotos com crianças locais e chegam a suas igrejas com testemunhos fantasmagóricos acerca de como salvaram o mundo em seis dias e ensinaram os pastores e missionários locais a pastorearem suas igrejas.

MISSIÓLOGOS DE INTERNET QUE NUNCA SE ENVOLVERAM COM MISSOES

O conceito de missão tem sido banalizado por uma geração hedonista mais preocupada com seus prazeres do que com glorificar o Cristo entre as nações. Para justificar sua falta de coragem para encarar o campo missionário, criam-se as mais distintas agencias missionárias, muitas das quais não enviam e nem sustentam nenhum missionário, dedicando-se apenas a recrutar voluntários para viagens de ferias, exatamente do tipo que mencionei no último parágrafo. Diga-se de passagem, o dinheiro gasto por uma equipe de voluntários de férias, se fosse doado integralmente a alguma missão séria que trabalhe entre os autóctones, daria para sustentar cerca de 10 obreiros durante um ano. Crer que 20 brasileiros em uma semana podem fazer um melhor trabalho que um obreiro nacional em um ano é um sofisma, mas parece ser este o pensamento predominante nessas missões recém-criadas no Brasil (as exceções conformam a regra).

Embora não estejamos mais tão engajados com missões transculturais, nunca tivemos tantos “ESPECIALISTAS” em missões! Meninos de vinte anos, com pouca ou nenhuma formação teológica, sem experiência de vida ou ministério e cujo maior esforço missionário foi falar de Jesus para o colega de classe, editam blogs e vlogs, dão opiniões e organizam conferencias missionárias onde eles mesmos são os preletores. Recentemente um desses palpiteiros da internet, um garoto de 20 anos, escreveu um livro sobre missões. Muita gente elogiou a atitude do rapaz e não encontrei ninguém, nem mesmo entre a velha guarda evangélica (que também é ativa nas redes sociais) para colocar freio na arrogância do moleque que escreveu suas 120 paginas sobre um assunto que ele nunca experimentou de fato. Há algum tempo recebi duas equipes de voluntários na cidade de Piura, onde desde 2008 temos desenvolvido alguns projetos missionários. Um dos rapazes que nos visitou, ainda nem tinha barba no rosto, mas logo se apresentou como consultor em missões. Segundo ele, varias igrejas no Brasil contam com seus conhecimentos de consultoria. Isso me parece estranho, se considerarmos que ele nunca foi missionário de fato, apenas participou de algumas palestras com ênfase na famigerada e pouco eficaz Missão Integral (3). Recebi deste garoto que nunca fez missões, diversos conselhos sobre como treinar meus obreiros e torná-los mais efetivos. Outros chegam já satanizando a cultura, tendo visões esquisitas acerca de demônios territoriais e correntes que estão aprisionando nossa igreja e missão, algo muito esquisito e sem bases bíblicas em minha opinião.

UMA JUVENTUDE QUE QUER ENSINAR, MAS NÃO SE PRONTIFICA A APRENDER

Durante os dois últimos meses visitei varias igrejas no Brasil e por onde passei, desafiei pessoas para virem ao campo missionário no Peru, e o máximo que consegui foram uns garotos meio-hippies dispostos a vir salvar o mundo em uma semana e ensinar os pastores a pastorear suas igrejas. Todos os rapazes com quem falei queriam vir e ditar seminários, palestras, conferências, treinamento para pastores, e não atentavam para o ridículo das suas propostas, já que eles mesmos nunca pastorearam nem suas próprias famílias. No entanto, nenhum deles se mostrou disposto a passar ao menos um ano trabalhando de forma sistemática e fiel junto aos nativos, participando da vida, da luta e das dores do povo, compartilhando a comida e vivendo a verdadeira essência da missão. Todos queriam ensinar, ninguém estava disposto a viver. Todos queriam vir e impor; ninguém estava disposto a vir, viver e receber. Todos queriam formar obreiros, ninguém queria ser formado como obreiro. Todos queriam vir correndo e voltar; ninguém estava disposto a vir e permanecer. Cada um tinha uma visão diferente para a igreja peruana, mesmo sem ter conhecido de perto este campo missionário. Todos tinham receitas exatas para fortalecer o ministério local, mas ninguém queria servir no ministério. Muitos reis, nenhum servo. Como diria o pastor Kolenda, de saudosa memória, simplesmente “muito cacique para pouco índio”.

UMA IGREJA SECULARIZADA QUE NÃO AMA MISSOES

Não posso dizer exatamente onde foi que a igreja errou (não se preocupem, deve ter algum conferencista de vinte anos capaz de decifrar este mistério!). Porém, mesmo sem saber exatamente, acredito que alguns fatores são visíveis e fáceis de discernir: economia estável, bons empregos, oportunidade de fazer duas, três, quatro faculdades, anos de pregação antropocêntrica que exclui o sacrifício como parte da experiência cristã, tudo isso contribuiu para uma horrível secularização da igreja. Se eu fosse dispensacionalista, não teria dificuldade em aceitar que a igreja está vivendo a “Era de Laodicéia”. A igreja de Laodiceia e a igreja brasileira são irmãs: As duas são ricas materialmente, ensimesmadas, autossuficientes. As duas estão corroídas pelo pecado, empobrecidas de galardão e cegas quanto a sua real situação. Se há algumas décadas dizia-se que o Brasil era um celeiro de missões, hoje tenho certeza que este título deve pertencer a algum outro país: China, Índia, Coreia do Sul, talvez… Mas definitivamente, esse título já não se pode aplicar ao Brasil.

***
Leonardo Gonçalves é missionario há 11 anos. Neste período ajudou a plantar e consolidar igrejas no Brasil, Argentina (Patagonia e provincia de missiones), e no norte de Peru. Desde 2008 vive na cidade de Piura, envolvendo-se na plantação de 7 igrejas autóctones. O Projeto Piura sustenta hoje 6 obreiros autoctones e ajuda a 60 crianças provindas de comunidades carentes do Peru.

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NOTAS:

1. O Movimento Ano 2000 (AD 2000) surgiu de uma reunião em janeiro de 1989, em Singapura, onde foi realiazada uma Consulta Global de Evangelização Mundial para o ano 2000 e Além. Esta consulta deu origem ao movimento denominado AD 2000, cujo enfoque eram os povos não alcançados da chamada ‘janela 10/40’.

2. A Década da Colheita foi o resultado de um encontro de líderes das Assembleias de realizado nos Estados Unidos, em 1988. Foram também estabelecidas metas bem claras para a AD no Brasil, para serem alcançadas até o ano 2000: (1) Levantar um exército de três milhões de intercessores; (2) Ganhar 50 milhões de almas para Cristo; (3) Preparar 100 mil obreiros dispostos a trabalhar na seara do Mestre. (4) Estabelecer 50 mil novas igrejas em todo o Brasil; e (5) Enviar novos missionários para outras nações.

3. Não é que eu me oponha totalmente a Missão Integral. Minha crítica a este movimento pode ser resumida em poucos pontos: (1) A terminologia Missão Integral é, por si, uma redundância. Se é missão cristã, deve ser integral, e se não for integral (no sentido de total), não é missão. (2) Os promotores da Missão Integral no Brasil parecem se inspirar mais no marxismo do que na Bíblia. Um dos líderes desse movimento chega a apresentar o comunismo como uma ideia bíblica de comunidade. Ora, confundir comunidade cristã com uma ideologia que foi responsável por milhões de mortes no mundo, incluindo muitos cristãos, é uma boçalidade. (3) O discurso da Missão Integral tem servido de plataforma política para ideias esquerdistas, e sua super-ênfase no social tem levado alguns a pregar um conceito que beira a salvação pelas obras, algo abominável do ponto de vista bíblico. (4) Nunca vi um leprosário criado ou mantido por adeptos da Missão Integral.

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11
mar

Cantor desafia estrelas do Gospel a tocarem no sertão de graça

por: Antognoni Misael


thales e andrePCEstá rolando nas redes sociais um vídeo cujo cantor de nome Samuel Mariano, desafia algumas estrelas do Gospel a irem tocar, sem cobrar cachê, nas cidades pobres do estado do Piauí. Após a polêmica correr solta, o site Gospel Prime publicou a seguinte matéria:

“Cantor desafia Thalles Roberto e André Valadão a fazerem shows gratuitos no sertão”

Confira parte do texto onde o desafio é lançado:

Os desafiados foram: Thalles Roberto, André Valadão, Davi Sacer e Fernandinho. Cantores que Mariano sabe que têm dinheiro e que têm público no local. Samuel Mariano concedia uma entrevista para o projeto “Quero Almas” e relatou sua visita ao Piauí. “Eu fui cantar no Piauí e não aguentei e peguei toda a minha oferta e a vendagem do CD e deixei pro missionário”, disse.

O cantor pernambucano explicou que se sentiu comovido com a situação do missionário que estava fazendo o trabalho de evangelismo sem ter condições, ganhando cerca de R$400/ R$500 por mês.

“Eu gostaria de fazer um clamor pra vocês: vai pro sertão, gente. Pega uma grana aí, liga pra mim, a gente faz um evento. Por que só cidade grande? Por que só cidade volumosa? Por que a gente não se junta para evangelizar o Piauí?”

Mariano explica que as condições não são favoráveis aos artistas, pois não tem hotel cinco estrelas, toalhas no camarim e etc. O cantor deixa claro que são os próprios artistas, caso aceitem o desafio, é que devem pagar as despesas do evento, incluindo passagens e alimentação.

“Ai vocês vão pra história desse país, porque vocês vão pegar o dinheiro que eu sei que vocês têm e vão investir de alguma forma em um lugar onde as pessoas só vêm vocês em uma internet péssima”, disse.

Vejam o vídeo:

Algumas coisas me chamaram atenção no vídeo do Samuel. Isto porque a ironia do cantor, ficou ainda meio que obsoleta. A intenção dele é plausível de mais. Porém, não compreendi a consideração que ele continua tendo com as estrelas que ele mesmo criticou. Ao declarar “liga pra mim”, “a gente se junta”, e em seguida dizer que o povo sertanejo sonha com as estrelas, e com um show gospel lá, sei lá… foi um tanto quanto irrelevante. É disso que o povo tá precisando? Entretenimento? Mas, tudo bem…vai que eu entendi errado.

Pra terminar de polemizar a coisa, o músico, apresentador e editor da revista + Gospel, Valmir Soull, registrou em sua página do facebook o seguinte texto:

Sobre o desafio do cantor humilde aos “astistas gospeis”

“Não é meu intuito vir aqui para difamar ou jogar acusação sobre o cantor que acredita que um ‘congresso acabou com o carnaval’.

O que lamento profundamente é o rapaz dar uma entrevista se colocando como uma pessoa humilde, em detrimento dos cantores conhecidos do grande público como Thalles, Fernandinho, Davi Sacer e cia, dando a entender que tais cantores não são humildes por causa dos cachês, ofertas ou seja lá como queira chamar.

O cidadão poderia na entrevista citar que ele cobra R$ 15.000,00 de cachê (fiz meu dever jornalístico – liguei para a assessoria do cantor hoje à tarde e confirmei o valor, fora as despesas de deslocamento, hospedagem e alimentação).

Falar dos outros é fácil, irmão. Vamos conhecer melhor a vida dos outros cantores (que também são dignos do que recebem) e fazer mais pelo reino.

E sobre cachê / oferta meu pensamento é um só:

O obreiro é digno do seu salário, seja artista, pastor ou motorista.

Só cobra alto porque há quem pague.

Se quiser me convidar, irmãozinho, pra viajar com você e dividir esse ‘fardo’ da oferta, eis-me aqui.

Abraços fraternais,

PS: vou ali ouvir os gritos de Thalles e pular com as guitarras ensurdecedoras de fernandinho. Ô glória!”

Disse Valmir (valmirsoul@gmail.com)

Oremos pra que a igreja brasileira perceba a sua negligência em locais ermos e inabitados por ela mesma. Que o Senhor levante obreiros comprometidos com a obra e que vidas sejam alcançadas pelo poder do Evangelho.

Aos do palco, luzes e êxito, faz parte do show. Aos do púlpito, trabalho, suor e missão, faz parte da devoção.

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Antognoni Misael.

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29
dez

A falta de Envolvimento Social na Igreja Brasileira e o desabafo de Antonio Carlos Costa

por: Antognoni Misael


favelaHá pouco se cogitou um presidente evangélico, festejou-se o crescimento apontado pelo IBGE em relação ao número de evangélicos na nação, comemorou-se o avanço do segmento gospel na música e sua presença na mídia, assim como andaram dizendo por aí que o país estaria passando por um avivamento.

Pois é, muito se fala ainda em avivamento no Brasil. Mas não passamos nem por perto!

Não há discordância de que almejamos um avivamento no Brasil, assim como uma espécie de Reforma. Entretanto, como bem pensou Francis Shaeffer, esses dois eventos não são isolados um do outro. A Reforma nos propõe um retorno ao ensino da Bíblia e o avivamento nos indica uma relação apropriada com o Espírito Santo. Isto significa dizer que, os grandes momentos da História da igreja vieram quando estas duas qualidades entraram simultaneamente em ação fazendo com que os irmãos experimentassem a doutrina pura e a igreja conhecesse o poder do Espírito Santo.

Falar de avivamento e reforma é falar do padrão ideal que Deus quer de nós: Jesus Cristo. O nosso mestre além de levar nossos fardos de pecados naquela terrível cruz, também passou a maior parte de sua missão aliviando a dor do pobre, do excluído social, do esquecido. Portanto, não temos dúvida de que a igreja brasileira precisa urgentemente despertar neste sentido, a saber que estamos numa nação tida como a 6ª economia do mundo, mas com a maior população carcerária do planeta, o 8º na maior desigualdade social onde o negro é a imensa maioria do pobre, sem falar do altíssimo grau de corrupção enraizado em nossa estrutura política o que faz de nossa saúde, segurança e educação um vexame sem fim.

Meus irmãos como ficar indiferente a essa disparidade econômica brutal de nosso país? Como não nos incomodarmos com a calamidade que assola ao nosso redor? Como haver avivamento sem que de alguma forma sejamos relevantes para esta nação? Se somos mais 22% da população, por que temos sido um fracasso nas áreas da ação social e participação efetiva em questões humanitárias? Como está sendo traduzido este amor que declaramos ter ao próximo?

Amigos leitores, os grandes avivamentos como os ocorridos na Grã-Betanha, Escandinávia, por exemplo, além de redundarem na salvação de milhares culminou na prestação de um socorro ao pobres e aflitos. O teólogo Howard A. Snyder (pesquisador de Estudos Wesley no Seminário Tyndale em Toronto, Ontário 2007-2012) registrou o seguinte a respeito de John Wesley e o avivamento em sua época:

A migração para as cidades criou uma nova classe de moradores urbanos pobres nos dias de Wesley. A Revolução Industrial caminhava a todo vapor, alimentada pelo carvão. Ao pregar para os carvoeiros de Kingswood, Wesley estava alcançando os que foram mais cruelmente vitimados pela industrialização. Porém, a reação dos carvoeiros foi fenomenal, e Wesley trabalhou sem parar para manter o bem estar espiritual e material deles. Entre outras coisas ele abriu clínicas gratuitas, estabeleceu uma espécie de cooperativa de crédito e abriu escolas e orfanatos. Seu ministério se estendeu para incluir os mineiros de chumbo, operários de fundição de indústria siderúrgica, estivadores, peões de fazendas, prisioneiros e mulheres que trabalhavam nas indústrias. [SHAEFFER, Francis. Um manifesto cristão. Pag. 192]

Snyder conclui dizendo que Wesley estava convencido de que “o ato de confrontar publicamente a impiedade e a injustiça, que inundam a nossa terra como um dilúvio, é uma das maneiras mais nobres de confessar Cristo em face de seus inimigos”.

O pastor Antonio Carlos Costa, Reverendo presbiteriano, fundador da Ong Rio de Paz tem trabalhado no sentido de advertir a igreja brasileira para esta realidade. Recentemente ele tem conhecido o que chama de “Rio Underground” e se dedicado a fazer missões nas favelas cariocas dando voz aos que não tem voz e visibilidade aos invisíveis. Para ele, o tripé da igreja é este: reforma, avivamento e envolvimento social – estes não podem estar separados!

Acompanhe abaixo um desabafo de Costa em uma de suas pregações sobre a missão da igreja para o progresso do evangelho em nossa nação.

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Conheça o trabalho do Rev. Antonio Carlos Costa acessando seu site PALAVRA PLENA e informe-se sobre como contribuir com seu trabalho a frente da Ong Rio de Paz, caso deseje.

Arte de Chocar.

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14
set

Muçulmano decapita cristão e provoca: “Jesus não veio para salvá-lo”

por: Gospel Prime


confrontos-na-siria-320x193As forças rebeldes jihadistas da Síria continuam sua perseguição implacável que deseja eliminar o cristianismo do país. Enquanto líderes políticos mundiais discutem qual o melhor caminho para a busca da paz, cristãos são mortos diariamente.

Os horríveis ataques contra ortodoxos, maronitas e católicos são justificados pelo apelido de “cruzados” que receberam dos soldados rebeldes. Moradores que fugiram da pequena cidade de Maalula contaram a jornalistas da agência France Press que desde que os jihadistas invadiram a cidade, na semana passada, estão forçando as pessoas a se converter ao islamismo.
“Eles chegaram à nossa cidade ao amanhecer… gritavam: ‘Nós somos da Frente Al-Nusra e viemos tornar a vida miserável para os cruzados”, disse uma mulher identificada como Marie que agora está refugiada na capital Damasco. O termo “cruzados” remete aos soldados cristãos que participaram das Cruzadas que tentaram retomar Jerusalém das mãos dos árabes na Idade Média.

Uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo, Maalula se tornou um símbolo internacional por seu valor estratégico na ameaça de tomada da capital, que marcaria a derrota do regime de Bashar Al-Asaad. A pequena cidade vivia em harmonia religiosa há séculos. No verão, a população é de 4.500 pessoas, dentre elas cerca de 3.000, na maioria cristãos, vêm de Damasco e de outros países. Já no inverno a população fica reduzida a duas mil pessoas, e então os muçulmanos são a maioria.

Marie estava entre as centenas de outros cristãos que participaram do enterro de cristãos que acabou se tornando uma marcha de protesto contra os invasores patrocinados pela Al Qaeda. O movimento enfureceu ainda mais alguns líderes dos rebeldes que ocupam a cidade.

Adnan Nasrallah, 62, conta que uma explosão destruiu parte de uma igreja perto de sua casa. “Eu vi pessoas usando faixas da Al-Nusra na cabeça que começaram a atirar nas cruzes. Um dos atiradores, colocou uma pistola na cabeça do meu vizinho e obrigou-o a se converter ao Islã, obrigando-o a repetir que só Alá é Deus e Maomé o único profeta… Depois, ele disse aos outros soldados: Este é um dos nossos agora”.

Nasrallah disse que quando os rebeldes chegaram à cidade, muitos de seus vizinhos muçulmanos se alegraram, mas nem todos.

Outra moradora de Maalula, a jovem Rasha conta que os jihadistas assassinaram brutalmente seu noivo Atef e outros cristãos da cidade.

“Liguei para o celular e um deles respondeu: Bom dia. Somos do Exército Livre da Síria. Você sabia que seu noivo era um membro que apoiava o regime [do presidente] e por isso tivemos de cortar a garganta dele?”

Enquanto Rasha ainda tentava entender o que estava acontecendo, o homem contou sarcasticamente que Atef foi “convidado” a renunciar sua fé e se converter ao islamismo, mas se recusou. “Jesus não veio para salvá-lo”, finalizou o rebelde.

[Com informações de Christian Post, via Gospel Prime.

***

Esta semana o Pastor Renato Vargens postou informações sobre notícias trágicas na Síria e registrou o seguinte:

Vale a pena ressaltar que com a guerra na Síria, radicais muçulmanos perseguem a igreja com maior veemência. A ameaça de invasão norte-americana prejudica os cristãos, que são vistos como representantes do ocidente em terra islâmica. Ore pela igreja sofredora naquela país! Se puder pare um minuto de sua atividade e interceda conosco neste momento.”

(…) notícias deste nipe me deixam profundamente agoniado. Até quando a igreja de Cristo vai continuar brincando no playground? Até quando viveremos num mundo de fantasia? Nossos irmãos estão sofrendo e morrendo por causa de Cristo e nós aqui deixando a vida nos levar.

Estou angustiado, com a alma apertada e com lágrimas nos olhos!

Irmãos, não cessemos de orar pela paz na Síria. Notícias como esta só aumentam minha convicção de que não somos desse mundo, nossa pátria é os Céus, mas que jamais podemos nos esquecer da igreja perseguida, das quais o mundo não quis receber.

Arrazoemo-nos diante desta situação. Choremos, oremos e clamemos!

***

Arte de Chocar.

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25
jul

Qual é o meu chamado?

por: Compartilhamento


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Um sapateiro convertido perguntou a Lutero o que poderia fazer para servir melhor a Deus e ser um cristão melhor. Lutero perguntou: “O que você faz?”. Ao que o sapateiro respondeu: “Eu sou sapateiro”. Lutero então lhe disse: “Pois bem, faça bons sapatos, venda-os por preço justo e você irá servir a Deus e ser um cristão melhor”.

A pergunta do sapateiro é o tipo de pergunta que todo o cristão verdadeiro faz e continua a se fazer. Quem nunca perguntou isto ao seu pastor, algum irmão mais experiente na fé ou até a si mesmo? Para os novos convertidos, isto “martela” o tempo todo em suas cabeças: “Como servir melhor a Deus? O que devo fazer?”

De forma que, a vontade de servir a Deus e ser um cristão melhor, pode estar intrinsecamente ligada a saber se estamos no centro da vontade de Deus, e assim, ter a ciência de qual é Sua vontade para nós. Qual o chamado de Deus para nós?

Não sabemos o pensamento real que estava por trás da pergunta do sapateiro. Chego às vezes pensar em algumas hipóteses, e uma delas é: “Será que o sapateiro esperava ouvir algo do tipo: largue seu ofício de sapateiro, entre para o seminário, torne-se um oficial da Igreja?!”

Bom, não sabemos o certo. Mas, é sobre chamado o assunto de hoje.

Embora este assunto requeira reflexão e análise contínua da vida de cada um (e muito menos se pretende sanar todas as dúvidas, ansiedades e inquietações sobre isto), vamos tentar ao menos ir para um ponto de equilíbrio.

Lembro que na minha adolescência eu escutei diversas pregações sobre chamado. Elas tinham títulos como: “Não negocie seu chamado”; “Não abra mão do seu chamado”; “Invista no seu chamado”; “Deus tem um chamado para você” e etc. No desejo real de despertar seus membros para o trabalho no corpo de Cristo em sua igreja local, muitos líderes buscaram e têm buscado chamar a atenção para este lado da vida cristã. Isso é bom e necessário. Ociosidade não faz parte da vida cristã.

Mas até que ponto, “meu chamado” é de fato “o chamado que Deus tem para mim” para que eu possa compreender que estou na vontade do Senhor? Complexo não é? O fato é que Deus chama homens e mulheres.

O Senhor chama homens e mulheres a se arrependerem, a anunciar o Evangelho, a ser sal da terra e luz do mundo, e é claro, os chama para algo específico. Vemos por exemplo, diversos casos de pessoas nas Escrituras como Abraão, Jacó, Isaque, Moisés, José, Davi, Jeremias, Isaías, Ester, Jonas, João Batista e os apóstolos de Cristo. Sem dúvida, foram homens e mulheres que tiveram um papel a desempenhar em seu tempo. Mas cada um teve um papel diferente.

Ainda parece ser pensamento comum atualmente, que a “obra de Deus” se faz dentro do ambiente que chamamos de igreja, as quatro paredes, ou atividades ligadas diretamente às funções eclesiais. Mas, não. Não é só isso! A fé reformada mostra que tudo em nossa vida é controlado pelo Senhor, é santificado por Ele, afim de quem tudo seja por meio dele, para Ele e por causa dele. Romanos 11:36. Pois, em tudo em nossa vida, desde as atividades mais simples às mais complexas deve ter um único propósito: A glória de Deus Pai, por meio de Jesus Cristo, em todas as coisas. 1 Coríntios 10:31, Colossenses 3:17. Assim, tudo é obra do Senhor; não somente as atividades ligadas à igreja local.

Tenho notado, me parece que há pouca compreensão em diferenciar dons ministeriais com chamado. As Escrituras nos dizem que os dons são dados pelo Espírito Santo a quem quer, de acordo com Sua vontade, e nos instrui também a buscarmos os melhores dons. Dons são para edificação da Igreja, enquanto o chamado, necessariamente não será “executado” no contexto eclesial. Pode até ser no meio secular. Estas questões merecem reflexão, muita oração e estudo da Palavra. Afinal, o Senhor não descerá num cavalo branco, ou aparecerá novamente em uma sarça ardente bradando: “Eiiiiiiiiiiiiiiiiiiis queeeee te digoooooo servo/serva minha…”.

Quantas pessoas, eu já vi desistirem do sonho de ser o que queriam, mas porque ouviram um dia que precisavam estar no centro da vontade de Deus (o que é certo sim); e confundiram a mensagem achando que ser músico, médico, advogado não era bem o centro da Sua vontade. Afinal, só se está no centro se for obreiro da igreja, diácono, pastor, bispo, ou tiver algum cargo.

Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.”1 Coríntios 12:5

“Se o pé disser: “Porque não sou mão, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido disser: “Porque não sou olho, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo.Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato?De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade.Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo.O olho não pode dizer à mão: “Não preciso de você! “Nem a cabeça pode dizer aos pés: “Não preciso de vocês! “Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis,1 Coríntios 12:15-22

Uma vez ouvi um pastor dizer que queria que todos os membros da sua igreja fossem pastores. Ele sonhava com isto e estava trabalhando para isto. Mas, o que a Bíblia diz é que pastor está na lista de dons ministeriais da Igreja, ou de governo:

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,” Efésios 4:11

Nos estudos de teologia, atualmente estou lendo o segundo volume da Série Lições aos meus Alunos – Homilética e Teologia Pastoral, de Charles H. Spurgeon, Editora PES. Para compreensão e reflexão mais aprofundada sobre o que foi dito nos parágrafos acima, veja algumas coisas que ele disse aos alunos da escola de pastor que ele fundou:

“Ora, nem todos de uma igreja podem superintender ou governar; alguns têm que ser dirigidos ou governados. E cremos que o Espírito Santo designa na Igreja de Deus alguns para agirem como superintendentes, e outros para se submeterem à vigilância de outros, para o seu o próprio bem. Nem todos são chamados para trabalhar na palavra e na doutrina, ou para serem presbíteros, ou para exercerem cargo de bispo. Tampouco devem todos aspirar essas obras, uma vez que em parte nenhuma os dons necessários são prometidos a todos. Mas aqueles que, como o apóstolo, crêem que receberam “este ministério” (2 Co. 4:1) devem dedicar-se a essas importantes ocupações”. pg. 32

“‘Não entre no ministério se puder passar sem ele’, foi o conselho profundamente sábio de um teólogo a alguém que procurou sua opinião. Se alguém neste recinto puder ficar satisfeito sendo redator de jornal, merceeiro, fazendeiro, médico, advogado, senador ou rei, em nome do céu e da terra, siga o seu caminho”. pg. 38

Neste caso, ser chamado pelo Senhor para ser um pastor é uma responsabilidade enorme. É entender que exige certos sacrifícios, que é necessário uma vida de dedicação superior ao normal. É dedicar-se aos estudos com o objetivo de alimentar bem o rebanho. É ter uma vida de oração por si mesmo primeiramente, conservando-se na doutrina, para depois cuidar rebanho que Deus colocou aos seus cuidados. É dar conforto a alguém que perdeu um ente querido durante a noite, enquanto muitos já começaram a dormir; é chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram. É estar disponível para orar, para aconselhar, dar prioridade à vida do outro. É muitas vezes sair para visitar alguém e partilhar da mesma mesa, mesmo não sendo farta e buscar meios para suprir a mesa dos que precisam. É dizer a verdade, mesmo que fira, em amor, para que possa produzir vida eterna. É estar sob direção do Espírito e ter uma consciência constante da Sua dependência, pois ele também é humano, tem família, tem lutas, vitórias e derrotas. É um pecador miserável, pobre, cego e nu, que se não fosse a Graça de Deus para salvá-lo, seu destino não seria nada bonito.

Só que nem todos são pastores. Como igualmente, nem todos são profetas, nem todos são evangelistas, nem todos são mestres, nem todos são apóstolos, como disse o apóstolo Paulo na carta aos Coríntios.

Nem todos são médicos, nem todos são administradores, nem todos são engenheiros, nem todos são engraxates, nem todos são cobradores de ônibus, nem todos são professores. Nossa compreensão de chamado começa por uma profunda dependência do Senhor em guiar nossa vida, pela instrução da Suas Sagradas Escrituras. Deixando o Senhor conduzir sua vida.

Somos muitas vezes levados a pensar que chamados são somente aqueles que foram tremendamente usados por Deus. Quando lemos as histórias da Bíblia e vemos, por exemplo, a galeria da fé no livro de Hebreus, nós pensamos que somente homens e mulheres como eles tinham realmente um “chamado pra valer”.

Mas o que não levamos em conta é que o fato da Bíblia não relatar a vida de outras pessoas da comunidade de Israel, do povo de Deus no AT e NT, não significa que estes homens e mulheres não foram chamados por Deus ou que não trabalharam para Ele e edificaram a Igreja de alguma maneira.

Certa vez ouvi um líder responder sobre chamados, dons, ministérios da seguinte forma: “O que você tem prazer em fazer?”, “O que você quer fazer?”. Deixe Cristo guiar sua vida naturalmente.

Meu irmão, minha irmã, você gosta de medicina e percebe que tudo na sua vida caminha para este lado? Você tem se dedicado ao estudo da medicina? Sente que este é o caminho que o Senhor escolheu para você? Teu chamado é este. E seja em qual área for, sendo cristão, deve fazer tudo para a Glória de Deus. Lá, naquele local, no ambiente de trabalho do seu chamado, ali se deve proclamar as boas novas do evangelho.

Há pessoas que no contexto eclesial talvez nunca cheguem a serem diáconos, pastores, evangelistas, mestres. Mas terão outros dons e serão chamados a atuarem não diretamente na igreja local, mas no secular com o seu chamado. Por que estou fazendo esta distinção entre chamado eclesial, secular?

Um exemplo que acho bastante esclarecedor é do músico. Uma profissão que para muitas pessoas, após a conversão, vira uma polêmica. Às vezes a pessoa abandona tudo, uma carreira brilhante, porque acha que seu chamado era outro e não a música.

Mas, música pode executar na igreja também. Ok! Mas e outras atividades? O artista plástico? O engenheiro? Não são chamados também? O pintor?

Em resumo, o que quer que façamos, devemos fazer para a Glória de Deus. Se você irmão, irmã, tem um sonho de ser alguém um dia, e tudo caminha para este sonho, tenha certeza, este é o chamado de Deus em sua vida, independente do dom espiritual que Ele te concedeu.

A intenção não é jogar uma balde de água fria naqueles que sentem um chamado mais forte para os chamados de governo, por exemplo, ou até ter um ministério ou cargo na igreja. Porém nos levar a uma compreensão e contentamento de que fomos chamados por Deus para fazer algo e isto deve e tem que glorificar Seu nome. Seja o que for. Da atividade mais simples à mais complexa e assim, serviremos a Deus. Até mesmo sendo, simplesmente, um sapateiro.

Paz e bem a todos em Cristo.

***

Anderson Alcides é tradutor, teólogo, e blogueiro escreve no A Voz no Deserto.

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11
jul

SOS CUZCO: Você pode salvar vidas

por: Leonardo Goncalves


Amados irmaos e amigos.

Alguns dos leitores deste blog sabem que eu – Leonardo Gonçalves – editor e idealizador deste blog, moro no Peru há 6 anos, onde sirvo a Deus como missionario, plantando igrejas, capacitando obreiros e desenvolvendo alguns trabalhos sociais, sendo esta a razao porque posto poucos artigos de minha própria autoria. Mas hoje, entre um trabalho e outro, decidi aparecer aqui no Púlpito Cristao para falar com vocês sobre um problema urgente que demanda uma açao igualmente urgente da nossa parte. Quero falar com vocês sobre o inverno nos andes, especialmente em uma regiao chamada Cuzco.

O inverno na cordilheira dos Andes é rigido. Em Cuzco, os termometros marcam temperaturas abaixo dos 10 graus negativos (semana passada estava -15). Desde 2007, as infecções respiratórias agudas de crianças aumentaram 30% ea produção de alimentos básicos diminuiu em 44%. Os números mais recentes mostram que uma em cada 10 crianças não viveu para ver seu primeiro aniversário.

Somente este mes, 17 crianças morreram com doenças relacionadas ao frio.

Em contrapartida a este problema, eu e minha esposa (Jonara) estamos organizando uma campanha no facebook, cujo propósito é arrecadar grana para comprar cobertores, luvas, casacos, meias, cachecóis, creme hidratante e manteiga de cacau, ou seja, tudo que seja bom para diminuir os efeitos deste frio tao intenso que tem afetado, como sempre, os mais pobres entre os pobres. Gostaria de todo coraçao que alguns de vocês se envolvessem nessa missao.

Você pode ajudar a salvar crianças em Cuzco!

Como ajudar:

1. Depositando qualquer valor:
Banco do Brasil
Agencia 0872-9
CC 21372-1
Titularidade: Leonardo Gonçalves da Silva

2. Envie o comprovante do deposito por e-mail para jonarajo@gmail.com

3. Para obter informaçoes sobre outras formas de ajudar, entre em contato por e-mail.

4. Cada cobertor custa entre 7 a 15 dolares (algo entre 16 e 35 reais), mas vc pode doar menos que um, ou um cobertor, ou muito mais que um.

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração…” (2 Coríntios 9.7)

“É melhor dar que receber” (Atos 20.35)

Todo dinheiro doado será revertido em cobertores, luvas, cachecóis, casacos, meias, etc, e entregue à familias carentes da regiao de Cuzco, Peru. Lembremos das palavras espistolares de Tiago, irmao so Senhor:

“Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. 16 e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?” (Tiago 2.15,16)

Acho que se você quiser salvar vidas de verdade, vc terá que fazer mais do que orar. Estarei chegando lá em Cuzco no dia 17. Viajo com recursos próprios e de onibus, pois o dinheiro doado é para comprar cobertores, nao para a minha passagem. A viagem de ida e volta é longa, aproximadamente 80 horas de estrada, enfrentando deserto e serra. Faremos a entrega e colocaremos as fotos e videos que conseguirmos fazer lá na pagina S.O.S. Cuzco (Aliás, quem nao curtiu nem compartilhou, pode entrar e conhecer melhor essa iniciativa).

Que Deus abençoe vocês! Sigamos fazendo apologética, mas sem esquecer jamais que a melhor apologética continua sendo o amor (Joao 13.35).

***
Leonardo Gonçalves é pastor e missionario em Piura no Peru. Fonte: Púlpito Cristão.

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13
dez

SER GRANDE: UM DOCUMENTARIO SOBRE A REALIDADE DE 26% DAS CRIANÇAS DO PERU

por: Leonardo Goncalves


Como alguns de vocês sabem, sou missionario. Desde o inicio da minha chamada, estive um tempo na Patagonia argentina (quando tinha ainda 18 anos), e outro periodo no norte da Argentina, na fronteira com Encarnación, no Paraguai. Deus também me deu a oportunidade de trabalhar no meu país, durante dois anos e meio.  No entanto, foi no Peru que eu realmente criei raizes. Tenho atualmente 6 anos neste país, e espero que Deus me conceda ainda alguns anos para trabalhar por seu Reino nesta naçao.

De todos os contrastes e desigualdades que vi deste lado da cordilheira, a maior delas foi a realidade das crianças dos “assentamentos humanos” (grandes bolsoes de pobreza que compoem boa parte do territorio das grandes cidades peruanas).  Destas crianças, 26% estao fora da escola. Além disso, uma de cada 3 crianças em idade pré escolar sofrem com os efeitos da desnutriçao. Isso tem implicaçoes diretas na capacidade de aprender, bem como no seu desenvolvimento físico.

Entre os trabalhos que desenvolvemos aqui, um deles se dirige especificamente a esta parcela da populaçao. Por meio do projeto PEPE “La Buena Tierra”, algumas crianças estao recebendo educaçao 100% gratuita e de qualidade, cuidados medicos e odontologicos de prevençao (por meio de profissionais voluntarios que nos visitam), boa alimentaçao (uma necessidade urgente, se pensamos que muitas dessas crianças chegam no limite da desnutriçao, o que dificulta o apredizado e crescimento saudavel), e sao instruidas na Palavra de Deus.

Gostaríamos que todos os leitores do Púlpito assistissem a este documentario. Aos amigos blogueiros que acompanham nosso trabalho aqui no Peru, pediria que reproduzissem este texto e video nos seus blogs. Se conseguirmos mais voluntarios dispostos a doar, podemos estabelecer escolas como estas em outros assentamentos de Piura e do Peru.

SER GRANDE from Sync Audiovisual on Vimeo.
 

Para receber mais informaçoes sobre este projeto, entre em contato conosco pelo e-mail: jonarajo@gmail.com

Deus os abençoe,

Leonardo e Jonara
Missionarios no Peru

***

Fonte: Púlpito Cristão.

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