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Nossa Arte Cristã: CROMBIE
por: Antognoni Misael
“Nossa Arte Cristã” é um espaço criado para apreciação, divulgação e incentivo a arte cristã. Matérias, vídeos, poemas, músicas, e entrevistas são encontrados por aqui.
Estamos retomando com nossas sugestões. Portanto hoje apresentamos o trabalho do Grupo Crombie. Eles estão juntos desde 2006 e vem fazendo diferença dentro e fora dos muros da Igreja. Já lançaram dois discos: Por Enquanto (2008) e Casa Amarela (2011). Formado por Felipe, Filipe, Gabriel, Leonardo, Lucas e Paulo, o grupo revela um pouco de sua brasilidade, poesia e Graça de Deus.
Guidom (disco Por enquanto – 2008)
Eu sigo certo na contra-mão
do meu desejo equivocado
Passei no meio da confusão
andando sempre orientado
Eu não pedalo sozinho não
quem foi que disse que eu controlo meu guidom?
Quem me guia é quem me fez
e eu vivo um dia de cada vez
Que é pra eu não me perder
nem me equivocar no meu querer
Quem me guia é quem me fez
e eu vivo um dia de cada vez
Deixo pra trás
a vontade de desistir
Trago comigo
a esperança no porvir
e a força pra prosseguir
CONVÍVIO (Casa Amarela – 2011)
Eu me conheço mais
Olhando pra você eu vou
Descobrindo quem eu sou
E penso agora no que você vê
O que me diz de mim?
O que eu não reconheço sem você?
Eu não me enxergo bem
Se vivo a vida sem querer saber de mais ninguém
Pois não há bom proveito nos dias aqui
Quando o coração anda distante, triste, frio e sem amar
Em você eu tenho o que falta em mim
E descubro o que tenho de melhor pra lhe oferecer
Raiar do Sol (Casa Amarela – 2011)
O raiar do sol é recomeço
Clareando a esperança logo de manhã
Abre a janela, deixa o dia amanhecer você
Deixe o dia lhe mostrar…
O raiar do sol é recomeço
Clareando a esperança logo de manhã
Abre a janela, deixa o dia amanhecer você
Deixe o dia lhe mostrar o céu azul
A nuvem cheia vai passar
Tudo vai melhorar
Você vai se encontrar
Não perca tempo
Cante sem titubear
***
Arte de Chocar
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!2mai
As dez mais belas e santas canções do nosso hinário popular
por: Marcos Almeida
A certeza que me conduz nesta fascinante pesquisa dentro do repertório popular, é de que a espiritualidade cristã afetou (sim) o modo de ver o mundo de muitos compositores daqui. É no cancioneiro das ruas que busco a confissão explícita e a arte analógica. Aquela que ‘explica’, essa que aponta.
A liturgia dos palcos e dos bares me interessa. Sabemos que a música que tem poesia, discurso e letra está se confessando; porque toda canção é confissão. Palavra é denúncia.
Duas constatações bem vindas:
1. Chamar a música ‘religiosa’ de confessional é de certa forma estúpido – é redundância. Pois toda canção é confissão.
2. Quem explica dá o molde. A fé, portanto, é explicação de vida, é base para cosmovisões, assim como a filosofia ou a “educação laica”. E tudo que explica a vida também fundamenta discursos a respeito da vida. Sendo assim, a fé pode ser vista comoformadora de pressupostos e intenções. Essa fôrma ideológica do compositor aparece estruturando seu discurso ou apenas surge como um tipo de moldura para um quadro abstrato.
Certo de que o Evangelho de Jesus não foi nesses quinhentos anos de Brasil um item isolado – exclusivo da religião institucional – escolhi colocar na lista apenas canções populares que se conectam com princípios e símbolos cristãos. Dez canções (contemporâneas – não fui parar lá nos baús imperiais) que apontam, como uma analogia redentiva, para a Boa Nova e a Esperança.
A força espiritual de algumas letras aparentemente não “religiosas” constrói um acesso ao conteúdo do evangelho de forma linda. Não incluí aqui as canções de molduras afro ou indígena – embora elas mesmas também se relacionem com o esperances de alguma forma (mas isso é outro assunto). Por enquanto, curta aí as dez mais belas e santas canções do nosso hinário popular.
1. Todos estão surdos ( Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
2. Juízo final (Nelson Cavaquinho)
3. Minha festa (Nelson Cavaquinho)
4. Dê um rolê (Moraes Moreira)
5. Deus é o amor (Jorge Ben)
6. Brother (Jorge Ben)
7. A canção que chegou (Cartola)
8. Feito pra acabar ( Marcelo Jeneci )
9. Wave (Tom Jobim)
10. De onde vem a calma (Marcelo Camelo)
Vale uma busca por Elis Regina cantando Já refulge a glória eterna (Glória, glória, aleluia). “Preciso me encontrar”, do Candeia, gravada pelo Cartola e “Obrigado Jesus” do Neguinho.
Isso quer dizer que estamos cristianizando a música popular brasileira? De forma alguma. Antes de existir qualquer movimento organizado da música evangélica, o Grande Tema já estava ardendo dentro dos compositores da rua. Porque foi Ele mesmo quem colocou em nós esse desejo pelo Eterno.
Viva!
Abraço demorado
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Marcos Almeida é formado em Educação Artística e líder da Banda Palavrantiga. Fonte: Nossa Brasilidade.
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!4mai
Pela Glória do Rei – Marco Telles
por: Antognoni MisaelMarco Telles faz parte do Ministério Nação Santa. É mais uma voz que ecoa a Glória de Deus e tem feito diferença aqui na Paraíba. Vale a pena conhecer e ouvir suas canções.
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!3mai
Canção do Cristão Medieval
por: Antognoni Misael
Esta semana foi muito incomum para mim. Aquele post sobre a canção do Thalles me rendeu um tempão moderando comentários e lendo aquelas dezenas de críticas, julgamentos e até xingamentos à minha pessoa. Mas no meio de tanta opinião, a gente acaba tendo a Graça de conhecer vários irmãos. Um deles foi o mano João Bosco, que além de compartilhar de sua visão, me indicou um ótimo blog de apologética e ontem me apresentou uma pérola musical feita a partir de uma oração com adaptações, composta pelo mano Marco Telles, daqui de João Pessoa-PB – um remador do reino que navega em águas contrárias desse evangeliquês moderno.
João Bosco postou assim via Facebook:
“Irmão Antognoni Misael nem só bobagens (comentários estúpidos) rendenram o seu ótimo post sobre a musiquinha do “Chattes”, olha isso: Fiz um comentário no post e um outro irmão tbm, acabamos nos comunicando e trocando algumas Sãs Palavras e disso, nasceu isso”.
Confira esta bela canção que muito diz o que precisamos ouvir, e não aquilo que “gostamos” ou queremos curtir. Soli Deo Gloria!
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Essa canção falou muito ao meu coração. Brevemente estarei postando o trabalho do mano Marco Telles por aqui.
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!10abr
Homenagem ao Brasil – Por João Alexandre
por: Antognoni Misael***
João pra mim é um poeta de Deus! Suas letras contém contexto, poesia, sentido e profundidade.
Grande João de Deus!
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!0abr
MPB: A história que o Brasil não conhece
por: Antognoni Misael***
Se formos crer nessa tal conspiração, daria pra entender claramente esse fenômeno da música Gospel no Brasil!
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!1abr
A irresistível Graça, a arrogância de alguns evangélicos, e o grito de Janis Joplin
por: Antognoni Misael
Assusta-me ainda a quantidade de ditos crentes arrogantes espiritualmente. Estes insistem em encontrar mérito espiritual em si. Entendem que a salvação foi fruto de sua sábia escolha, interpretam a vida como uma “guerra espiritual”, demonizam coisas e pessoas, e além do mais, agem com extrema intolerância quando o assunto é DEUS, com aqueles que não conhecem a Graça dEle. Aliás, fico a pensar, será que estes ditos cristãos, compreenderam que Graça é um favor imerecido?!
Meu caro amigo cristão, não temos nada de diferente em nós mesmos em relação a um perdido. A ficha precisa cair!
Como um exaustivo pesquisador de música, aqui acolá encontro gente clamando por Deus sem saber chamá-lo (faltou só o toque de Graça dEle). O “buraco da alma” que há nestas pessoas que desnorteadamente buscam um sentido pra viver também jazia em nossos corações. Foi a Graça! Só isso!
Procuro em toda Escritura alguém que com suas próprias forças deu um passo para Deus antes que Ele o fizesse pelos Seus, e não acho esse personagem.
As pessoas que mais conviveram com a exteriorização de seus sentimentos e visões de mundo foram as que mais nos deixaram pistas desta sede pela razão da existência. Os poetas, músicos, os artistas das chamadas artes elevadas (pintura, escultura) sempre tentaram através da perfeição e do belo, expressar uma lógica que preenchesse o vazio espiritual da humanidade. O “buraco da alma” é a sina humana, é a fôrma da Graça de Deus, é a chave do que abre a porta para o amor ao próximo, ao pobre, ao perdido.
Um Cristão que não sabe compreender em que plano acontece os desajeitados pensamentos de um pecador, pouco sabe sobre a Graça de Deus.
A minha oração é : “que a Tua Graça que me alcançou, me fazendo abrir os olhos para o real sentido da minha existência, possa também alcançar àqueles que carecem de Ti”.
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Música ‘Work Me, Lord’ (Janis Joplin) – Dica de meu Amigo Pollyan Soares.
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!4abr
Coração Secular e Graça de Deus: pensando o tema com Nelson Bomilcar e João Alexandre
por: Antognoni Misael
Certa vez estive em um congresso para jovens de uma denominação tradicional cujo tema era “ADORAÇÃO”. O palestrante do evento era o Pastor e músico Nelson Bomilcar – um veterano na música popular cristã – e como de praxe, o “Nelsão” (carinhosamente chamado por muitos) não fazia rodeios pra expor sua visão sobre o tema.
A primeira e maior relutante tarefa foi desconstruir a noção de que adoração é música. Gente, o “Nelsão” sofreu pra arrancar isso da mente da galera. Ao discursar sobre o tema sem fazer menção a música, aquelas pessoas experimentaram uma das mais estranhas e radiantes sensações: adorar a Deus sem quem haja canções. “Adoração é a vida como um todo”, repetia exaustivamente o Pr. Nelson, buscando desenvolver a relevância do Senhorio de Cristo e a adoração como estilo de vida.
Mas essa pausa sonora não durou muito tempo, logo alguns pediam a oportunidade da palavra e mencionavam sobre a adoração ligada a música, quase sempre trazendo a tona aquele modelo “mantral” de música com ministrações, expontâneos e o possível quebrantamento da igreja. Era como se a ADORAÇÃO dependesse sempre da música; o avivamento dependesse da música, e até Deus dependesse da música… Pense numa coisa complicada que era separar estas duas coisas! Mas o “Nelsão” insistia. Nada de música!
Aos poucos aqueles de músicos, outros ditos “levitas”, ministros e pastores foram se adaptando a proposta do Congresso, uns desconfiados, outros insatisfeitos, outros vislumbrados, mas o trem foi seguindo os trilhos atropelando paradigmas.
A última e mais chocante parte do evento foi quando o “Nelsão” tratou a música como desprovida de algum caráter “santo”. Ali ele abordou a música salutar derivada da Graça Comum, e a possibilidade dos cristãos conviverem com ela de forma edificante, atentando sempre para a Glória de Deus, até mesmo quando se tratando de música secular, ou expressões artísticas aparentemente não religiosas. O que ocorreu a partir daí foi uma novidade jamais vista naquele ambiente denominacional – quanta coragem do palestrante, hein! Lembro de ter visto pastores inquietos, jovens “escandalizados”, mas também uma série de gente captando o sentido daquela temática e ampliado suas percepções quanto a grandeza de Deus e Sua Graça.
No fim de sua última palestra, “Nelsão” falou de sua conversão e destacou a canção “Ovelha Negra” da Rita Lee, como relevante para que ele fosse conduzido a Deus, pela Sua Graça. Ao fim, cantou tal música, que logo foi acompanhada parte daqueles congressistas, que não exitaram em fazer até uma segunda voz.
Baseado nesta experiência particular, minha cosmovisão sobre adoração e música sofreu alguns ajustes. Contudo, após compartilhar com vocês esse acontecimento, aqui retorno a questão: “Será que canções seculares podem atingir o coração do cristão”?
Particularmente eu não tenho a menor dúvida. Já fui confortado, edificado e reanimado com canções de gente que nem em Deus crê. Afinal, o que é relevante na questão não é o que a pessoa que canta acredita pessoalmente, mas a qualidade do conteúdo produzido. Se for bom, agradável, se estiver no crivo de Fp 4.8, não vejo problema algum. Afinal de contas, Deus deu dom e talento a não crentes (Tg 1.17), e estes por vezes refletem a Graça de Deus; de fato, de vez em quando encontramos uma flor solitária no meio da terra seca. Isto também é dádiva de Deus.
Há um relato que conta que um jovem estava em depressão e pensando em se suicidar. Já prestes a se jogar do prédio em que morava, este ouviu ao longe o som que dizia: “(…) tente outra vez! Levante sua mão sedenta e recomece a andar.(…) Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez!”. A canção do místico Raul Seixas parece ter agraciado aquele jovem que após ser impactado e revigorado desistiu da morte e desejou viver. Será que essa canção é do diabo ou exclusivamente usada por ele?
Ainda sobre o tema, João Alexandre em seu livro “Músico – Profissão ou Ministério?” respondeu a mesma indagação feita anteriormente da seguinte forma:
A priori, Deus pode usar tudo aquilo que Ele decidir usar, pois Ele é Deus. Deus não dá conta de Seus atos a ninguém. Segundo a Bíblia, Deus chegou a usar até uma mula a fim de falar com um determinado profeta, chamado Balaão. Não queremos dizer com isso que Deus seja arbitrário em Sua maneira de lidar com as pessoas e o mundo, ou que esta seja a forma pela qual Ele sempre fala com Seu povo. Todavia, existem histórias incríveis de pessoas que se converteram ao ouvirem músicas secular, por exemplo. Deus usa o que bem entende. Quem somos nós para determinar o que Deus deve ou não usar? Não somos a “quarta” pessoa da Trindade para que possamos agasalhar em nosso íntimo tal pretensão. Não somos nós quem cuida da “agenda” do Senhor. Deus tem Seus próprios meios de fazer as coisas. [ALEXANDRE, João; GARRUTI, Filho. VPC Produções. p. 43]
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E você, como responde a mesma pergunta?
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Abaixo, fica alguns canções para meditação dos amigos e irmãos:
Monte Castelo (Legião Urbana) – Canção que converge com o segundo maior mandamento de Cristo
Ovelha Negra (Rita Lee) – Mencionada por Nelson Bomilcar, quanto a sua conversão.
Paciência (Lenine)
E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!20





