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12
dez

Dom de línguas, o topo da maturidade cristã?

por: Marcio de Souza


Você já percebeu quanto tempo a turma gasta buscando o dom de línguas? Já surgiu até treinamento via internet para que você aprenda a falar em mistério com Deus. Legal é quando a galera vai pro monte e fica aquele bando de gente em volta do novo convertido mandando ele repetir as sílabas das palavras professadas em línguas estranhas. É mais ou menos assim: Repita, ba-la-ba-la-ba-chebias, su-re-cantas-la-ba-laias. Não é brincadeira não, eu mesmo já passei por isso numa fase ultra pentecostal da minha vida.

O problema é quando você percebe que tem uma pá de crente falando em línguas e falando mal da vida dos outros também. Aí complica. Se buscamos com afinco os dons do Espírito, deveríamos também com o mesmo afinco buscar os frutos do Espírito.

Se a igreja brasileira se aplicasse tanto em buscar o amor e a justiça como busca o dom de línguas, o mundo seria outro, as desigualdades diminuiriam absurdamente e Deus se manifestaria abundantemente na vida dos que assim procedessem.

O dom de línguas, não é nem de longe o maior dos dons, Paulo disse que ele serve para própria edificação e se não houver ninguém para interpretar não serve pra nada em público. Que nossa percepção seja ampliada, que nossos desejos sejam maiores do que simplesmente falar em mistério para impressionar pessoas. Que Deus coloque em nosso coração um anseio incessante de ganhar gente pro reino e de qualificar pessoas.

E no mais, tudo na mais santa paz!

***

Postado por Márcio de Souza, no Púlpito Cristão.

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20
nov

Jovem recebe “visão” e marca casamento sem saber quem é o noivo

por: Antognoni Misael


Gente, é com tristeza que venho compartilhar um fato ocorrido na cidade em que resido. Como a cidade é pequena (cerca de 60.000 habitantes), qualquer assunto inusitado acaba virando papo de praça, de fila de banco, salão de beleza, etc.

Conta-se que uma jovem solteira, trabalhadora e bem intencionada, recentemente passou a congregar em uma igreja local e que teria recebido uma “profecia” de uma mulher (auto intitulada de profetiza) que teria lhe dito algo mais ou menos assim:

- Eis que te digo: Há homem que Deus está preparando para casar com você. E o teu casamento acontecerá no dia 14 de dezembro de 2012. Te prepares e creia porque a qualquer momento ele virá!

O que ocorreu foi que, após essa “profecia”, a jovem levou a sério cada vírgula. Pra você ter uma ideia disso, ela já contratou um buffet para festa, reservou o vestido de noiva, comprou todo o enxoval, alugou a casa de festa para a data marcada, contratou o pessoal da decoração e tudo mais…

Pessoas próximas a mim e que conhecem a mesma ratificaram que a jovem é uma pessoa boa, dedicada e de coração puro. Ela acredita que tudo é um plano perfeito da parte de Deus e quando indagada e alertada da possibilidade de dar tudo errado,sempre reage com irritação por achar que as pessoas em sua volta não passam de incrédulas.

Aqui na cidade muitos aguardam ansiosamente pelo dia 14 de dezembro. Outros até comentam sobre quatro possibilidades: 1) a profecia se cumprir e a profetiza ficar famosa; 2) algum aproveitador aparecer e resolver sua vida; 3) ela já ter um contato em Off com o ‘príncipe secreto’ e tudo não passar de algo combinado; ou 4) ela ficar a ver navios no dia 15 de dezembro.

Termino deixando meu sentimento de pena em relação a jovem solteira. Oro para que ela possa de fato conhecer a Deus através de sua Palavra e sem a intercessão desses tais “vasos”, possa realmente ouvir a voz dEle.

No dia 15 eu volto pra dizer o que ocorreu. Entretanto, sugiro que ao comentar sobre o texto indique uma das possibilidades.

Eu infelizmente, não tenho dúvidas que é 4 a certa.

***

Outras informações chegaram por aqui. Disseram que não é no dia 14, mas dia 15. E que não foi uma profetiza, mas um sonho. Enfim… sem saber ao certo, o que temos certeza é de que a jovem espera tal noivo.

 E mesmo sem acreditar nessa forma de revelação, ratifico aqui minha oração para que o Senhor faça a vontade dEle em sua vida.

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03
nov

DICIONÁRIO NEO PENTECOSTAL EVANGELIQUÊS

por: Compartilhamento



Fé - Crer absolutamente naquilo que o pastor/apóstolo diga

Amor - Atender o chamado do líder de louvor e dizer para a pessoa ao seu lado: “Eu te amo em Cristo Jesus”

Promessa - Carro, casa, dinheiro

Evangelismo - Mandar alguém ir à igreja

Adorar - Chorar durante horas cantando algum tipo de música lenta e repetitiva

Fidelidade - Qualidade mostrada no ato de dizimar/ofertar mensalmente

Levita - Pseudo-músico que se acha superior aos demais por cantar/tocar

Perdão - Ficar fora de comunhão durante um tempo variável de acordo com o pecado

Comunhão - Não ter ninguém te acusando ou falando a seu respeito

Profeta – Expert em leitura corporal e oratória

Deus – O cara responsável por abençoar quando mandado

Espírito Santo – Ser que faz as pessoas caírem e receberem novas unções

Jesus - Um cara que fez o oposto do que deve-se fazer

Inferno – Lugar para onde os que não tem salvação irão

Diabo - O culpado por tudo de ruim que aconteça

Esperança – Ser tão rico quanto os apóstolos da TV

Salvação - Alcançada indo à igreja e sendo fiel (vide fidelidade)

Unção – Algo que se recebe para se sentir superior aos outros

Abençoado – Ser cabeça e não cauda

Pecado - Infração cometida contra a igreja e variável com a cartilha

Igreja – Templo luxuoso que exige fidelidade para sua manutenção

(AUTOR DESCONHECIDO)

***

Vi no Facebook do João Alexandre.

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30
jul

“Quem fala mal do pastor cospe na cara de Deus”, diz Renê Terra Nova

por: Mikaella Campos


Em Congresso do Ministério Internacional da Restauração (MIR 12) realizado em Vitória, no Espírito Santo, o patriarca Renê Terra Nova resolveu exortar os seguidores para um detalhe importante na fé. Segundo ele, o crente precisa ter cuidado ao falar “mal” de um líder religioso. Esse mal não tem conotação de intrigas e fofocas, mas sim de questionar e não aceitar o pastor como um mensageiro fiel da Palavra. Com um tom de voz alto e expressando ter autoridade, o pai-apóstolo disse que quem “bate” num pastor está batendo em Deus. Logo em seguida, com o objetivo de criar ainda mais medo nos discípulos, ele acrescentou: “Quem fala mal do pastor cospe na cara de Deus”.

Para basear o seu argumento, o pós-moderno apóstolo usa a referência bíblica de Números, capítulo 12. O texto mostra o episódio em que Arão e Miriam criticam Moisés por ter se casado com uma mulher etíope. Eles questionam se Deus realmente só falaria com Moisés.

“Será que o Senhor tem falado apenas por meio de Moisés? Também não tem ele falado por meio de nós?” (Números 12.2).

Nos versos adiante, Miriam, devido às suas dúvidas, é punida pelo Senhor, ficando leprosa.

Ao citar esse texto, Renê Terra Nova tenta mostrar ao rebanho que os pastores do seu movimento, da Equipe M12, como ele chama, não podem ser colocados em xeque. Ou seja: fica claro que não se deve questionar as doutrinas ensinadas mesmo que elas se baseiam em conceitos heréticos. A partir desse pensamento podemos concluir que quem ousar pensar diferente do seu líder corre risco de ser castigado por Deus.

Ainda nesse sentindo Renê manda os discípulos a falarem para o colega ao lado assim: “Nunca fale mal de mim, pois amanhã eu posso ser seu líder”.

A intenção desses lobos em pele de pastores, como o Terra Nova, é apresentar uma verdade própria inquestionável. Para eles, a palavra do pastor é sinônima à palavra de Deus. Tudo que sai deles está no mesmo pé de igualdade aos valores de Deus. A igreja tem a necessidade de receber aquela informação e de respeitá-la como uma visão profética, que vem dos altos céus.

“Os líderes são meninas aos olhos de Deus. Por meio deles, muitos aqui vão receber a transferência da benção”, disse Renê.

Nessa frase, esse pastor demonstra uma ideia que tem sido difundida no meio neopentecostal e que tem criado raízes até nas igrejas históricas: a soberania do pastor. Ele é visto como um instrumento santificado. Podemos chamar esse tipo de situação de uma idolatria descarada. E pastor que prega isso e tenta de qualquer forma ficar na mesma posição de Deus age com o espírito do anticristo. O desejo é se sentar no trono de Deus.

“Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá à apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus”. 2 Tessalonicenses 2.3-4

“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus”. (Filipenses 1.27-28)

Outra questão importante, amados irmãos, é que só existe uma profecia que não pode ser colocada à prova. E ela é a Palavra de Deus, na qual chamamos de Bíblia.

“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo. Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o suportam facilmente. Todavia, não me julgo nem um pouco inferior a esses “super-apóstolos”. Eu posso não ser um orador eloquente; contudo tenho conhecimento. De fato, já manifestamos isso a vocês em todo tipo de situação” (2 Coríntios 11.3-6)

“Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai”. 1 (João 2.21-23)

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já dissemos, agora de novo também digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. Gálatas 1:7-12

Todas as outras visões, revelações, profecias extras bíblicas precisam ser analisadas à luz da Palavra. Por isso, devemos aprender com os bereanos, povo que ao receber a Mensagem da Cruz teve interesse em compreendê-la e para isso se voltou para as escrituras para ver se a história era fiel aos anúncios dos profetas.

“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”. (Atos 17.11)

Quero deixar claro neste texto é que não estou incitando ninguém a desrespeitar seu pastor. Na verdade, toda a igreja precisa ter um líder e ele é realmente chamado por Deus para ser responsável por cuidar da vida dos seus filhos. No entanto, é importante saber que os pastores são homens, sujeitos a erros e à arrogância. Muitos aproveitam de suas condições para fazerem do evangelho uma missão própria, negando-se a condição de servo para se submeter à condição de um deus-homem, braço direito do Senhor no mundo terreno.

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra. (Filipenses 2.5-10)

Sola scriptura!

***

Mikaella Campos é jornalista, subversiva, fascinada pela Verdade, perseguidora das heresias, e parceira do Arte de Chocar. Edita o blog  Minha vida em Cristo Sem Heresias.

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27
jul

A FÉ E O PANO DE SACO

por: Mikaella Campos


Sou um pouco implicante, confesso! E fico inquieta quando vejo interpretações erradas sobre passagens bíblicas. Logo, não posso deixar de implicar. E o engraçado é que quanto mais eu fujo de rituais místicos evangélicos, mais pessoas apresentando a proposta surgem ao meu redor. Será uma provação? Pode até ser. E uma dessas aparições que me tirou da graça foi o saco. Isso mesmo. O saco. Ou melhor, um pano de saco.

Ele chegou do nada. Logo depois do louvor, no grupo onde me reúno. Todos ali estavam querendo se quebrantar diante de Deus. Mas o que o saco tem a ver com isso? Pois é, até agora estou tentando entender também.

O momento de intercessão começou ao toque do shofar. Até aquele instante eu nem sabia o que isso significa. Ok, pensei eu. Vou deixar essa passar. Dei uma risada. Não queria ser debochada. Afinal, com a fé a gente não brinca. Apesar de termos o direito de contestar visões equivocadas sobre a Bíblia, deixei aquilo de lado e tentei entrar em comunhão com Deus, sem que o shofar me atrapalhasse na concentração.

Mas até que o pano de saco veio me desconcertar. A pessoa que estava ministrando a intercessão entregou para cada participante uma peça rústica, dessas usadas na limpeza da casa. A ideia seria mostrar para Deus que nós somos pó, um nada, insignificantes.

Para não agir com rebeldia, eu aceitei vestir o saco. Até porque mal não poderia me fazer, não é? Leigo engano. Além de não me abençoar, o pano me trouxe em segundos uma crise alérgica. Meu nariz entupiu, minha garganta começou a arranhar. E eu só pensava que queria sair daquela situação por um duplo motivo: primeiro por convicção de que aquilo não passava de uma bobagem e segundo para evitar que eu precisasse me entupir de remédios para curar meu desarranjo alérgico.

Aguentei o saco até o fim da ministração. Quando acabou, lavei meu rosto e logo fui para casa. Naquele dia, nosso encontro ocorreu até a meia-noite. Mesmo cansada, porque havia trabalhado o dia inteiro no jornal, cheguei no meu lar doce lar e fui pesquisar sobre aquilo que eu tinha visto ali. Eu não podia acreditar que tinha vivido e aceitado fazer algo fora dos meus princípios cristãos.

Logo nas primeiras pesquisas, encontrei de cara um significado para aquilo. O saco vem sendo usado por muitas igrejas evangélicas em rituais judaizantes, para lembrar o que o povo de Israel fazia para se arrepender do seu mau caminho. Meu sentimento ficou ainda pior porque eu já sentia que aquilo tudo era um engano doutrinário.

Hoje, muitos cristãos acreditam que precisam vestir sacos para mostrar que estão arrependidos pelos seus pecados. Mas onde entra Jesus nessa história? Desde pequena eu aprendi na Escola Bíblica Dominical que acreditar no Cristo, aceitá-lo em meu coração com meu salvador e confessar a ele os meu erros seriam ações o suficiente para ter meus pecados abonados. Afinal, Ele, o Messias, morreu na cruz pelos meus pecados.

No Velho Testamento, vemos muitas situações em que os judeus se vestiam com saco em demonstração de arrependimento. Mas você lembra dos fariseus? Pois é, eles também usavam panos de saco, ficavam se lamentando na porta do templo, para mostrar para o povo que estava sofrendo devido aos pecados da nação. Pura hipocrisia.

Então, veio Jesus. Um jovem revolucionário, que tirou das costas da população esse peso e mostrou um caminho da salvação. Qual é esse caminho? Ele mesmo, oras. Nada de saco, nada de shofar. Nada de ritual. É tudo uma questão de fé, de crer que Cristo é o Messias, o salvador, o redentor, Deus em carne que morreu, venceu a morte, ressuscitou, subiu aos céus e vai voltar.

Ao ler o capítulo 11 de Apocalipse nos deparamos com as duas testemunhas que vão atuar no fim dos tempos. Logo no verso 3, uma das características importante dessas duas pessoas são apresentadas: elas estão vestidas de saco. O que significa isso? De acordo com o comentário da Bíblia Nova Versão Internacional, o saco que eles usam é uma peça rústica feita de pelo de animal. A vestimenta simboliza o luto devido à tormenta que assolará a Terra. É também um sinal de humilhação, de arrependimento pelos pecados.

A pergunta que fica no ar, devo ou não usar o saco na hora das minhas orações já que até as duas testemunhas vão usar? Se quiser ter uma crise alérgica como eu, deve sim. Mas se quer apenas se arrepender dos seus pecados, basta dizer a Deus, pela intermediação de Jesus, que deixa de lado seus erros, seus desejos humanos para ter uma vida em comunhão com Deus.

Ah, esqueci de explicar o que é shofar. Quer saber mesmo? Vou te deixar curioso. Isso vai ficar para um novo post.

***

Mikaella Campos é amiga, jornalista, blogueira (que nunca mais vestirá pano de saco) e subversiva. Escreve para o Minha vida em Cristo sem heresias e faz coluna aqui no Arte de Chocar.

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26
jul

BAD TRIP OU, AS MÁS EXPERIÊNCIAS NA VIDA DE UM HOMEM

por: Giuliano Miotto


João pergunta para o Valdivino:
Valdivino, você gosta de Whiskie?

E Valdivino responde:
De jeito nenhum João, um dia eu tomei aquele ‘Visk’ Old Parr e não gostei muito desse negócio não.


E João pergunta de novo:
Valdivino, e de vinho? Gosta de vinho?

Resposta: De jeito nenhum João! Um dia tomei um porre com aquele vinho Sangue de Boi e no outro dia minha cabeça parecia que ia explodir.

João, mudando o assunto etílico, pergunta:
Mas Valdivino, me conta, você gosta de Jesus?

Valdivino fica sério, franze a testa e com cara de bravo responde:

De jeito nenhum João!!! Deixa eu te contar, um dia me chamaram para visitar um negócio que tinha uma placa dizendo “igreja” alguma coisa. No começo foi bonito, parecia que todo mundo queria o meu bem. Eu chorava muito, todo mundo vinha me abraçar. Mas logo começou aquela ‘pedição’ de dinheiro. Achei que era normal, afinal a tal “igreja” também tinha que pagar suas contas, o ‘pastô’ precisava sobreviver e tudo era tão lindo. Depois começou um tal curso de ‘lídios’, pois diziam que eu tinha que me tornar um ‘lídio’. Comecei a fazer o tal curso e começou aquela ‘forçação’ de barra em cima de mim, pois diziam que eu devia me submeter às autoridades, que tinha que ter um ‘lídio’ para ser minha cobertura. Quando dei por mim, João, já estava todo envolvido naquele ‘troço’, quase morria de trabalhar para ganhar mais ‘almas’ pois me diziam que esse tal de Jesus queria ver a “igreja” cheia e com muito dinheiro. Comecei a ver as pessoas que não davam conta de andar conforme as regras serem esmagadas, expulsas e acusadas de serem fracas.

O ‘pastô’ foi ficando cada dia mais rico, independente e inacessível. Só o via no domingo de noite, na hora da pregação, onde ele saía do camarote, entrava no palco e, com o microfone nas mãos, nos ameaçava com o inferno caso as ‘céulas’ não se multiplicassem. Era uma opressão dos infernos, entende João?

No fim daquele período estava cansado, oprimido e cheio de medo de romper com aquela coisa. Havia perdido muitos amigos, sacrificado minha família e meu rendimento no trabalho havia caído muito. Quando dei por mim, haviam dominado minha alma e estava totalmente preso àquele sistema, carregado de culpas por estar me sentindo daquele jeito. Mal tinha tempo de orar ou ler a Bíblia e minha vida espiritual se resumia a ir na “igreja” aos domingos, fazer a reunião da ‘céula’ na minha casa, participar de intermináveis reuniões de ‘lídios’, ouvir broncas e acusações, dentre outras coisas.

Quando comecei a me libertar disso, me acusaram de rebelde, disseram que ia cair do cavalo, que estava quebrando uma aliança e que não ficaria impune. Enfim, disseram até que era o diabo que estava me carregando e me afastando dos ‘irmão’.

Então João, esse é apenas o resumo da história, não quero tomar seu tempo com minhas lamentações. Mas pode ter certeza que desse “jesus” eu não quero saber nunca mais, muito menos desse negócio chamado “igreja”. Deus me livre disso!!!

Meus amados, a história é real, os personagens tiveram seus nomes modificados, mas fica o alerta: quando experimentamos coisas de qualidade inferior temos a tendência de não querer nunca mais ouvir falar naquilo ou apenas nos conformamos com aquilo, sem saber que existe algo superior.

Por isso, não aceite esse Jesus genérico que é vendido como um produto ou serviço com técnicas de administração e marketing.

Sai dela Povo meu! (Apocalipse 18:4)

***

Giulian Miotto é colunista do Arte de Chocar e escreve para Voz que Clama na Net.

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09
jul

Profetadas e Atos Patéticos 2012!

por: Wagner Lemos


Dando prosseguimento as profetadas 2012 já que o Corinthians foi campeão da libertadores, o “guro-mor” que a tempos andava sumido, Rene Terra Nova liberou um Ato Instituição M12 para dia 12-12-2012, veja na integra o esse ato:

P/S – fico pensando o que leva uma pessoa em sã consciência das suas faculdades mentais a escrever isso!

***

Fonte: Web Evangelista.

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03
jul

Caminho Por Uma Rua Que Passa Em Muitas Igrejas

por: Jofre Garcia


Uma nova onda invadiu a rua em que moro, que por sinal, já é bastante movimentada, por inúmeros pequenos comércios surgidos nas garagens das residências. São as igrejas! Foram chegando… Chegando… e já são cinco, descontada uma, que seria a sexta, mas que faliu por causa de escândalos internos.

Se contabilizar algumas ruas em volta, teremos ao todo nove ou dez “igrejas”, salvo engano desse pacato observador.

O caráter comercial que inevitavelmente transparece na formação dessas “igrejas” é incômodo e constrangedor. Os cultos coincidem nos horários e então… Salvem-se quem puder!

Falta harmonia, diálogo, estratégia evangelística e muitas, muitas, muitas vezes respeito mínimo aos moradores que não partilham dos mesmos rituais litúrgicos.

É uma pena!

Quando criança no Evangelho acreditava que um Brasil de maioria ou pelo menos com crescimento evangélico, seria mais sensato, justo, tolerante e progressista. Poderíamos dormir descansados por causa da diminuição da criminalidade.

Talvez tenha crido numa utopia típica de Thomas Morus.

Nada melhorou.

Temos empresários sonegadores, músicos em busca do sucesso, pregadores que se locupletam usando a Palavra, patrões que furtam direitos adquiridos dos funcionários, funcionários repletos de mau caráter que causam prejuízos enormes onde trabalham, pessoas com a Bíblia na axila, mas ela não chega ao coração, políticos que fariam um favor em não mais representar os evangélicos.

Pensamentos assim me assaltam enquanto caminho do apê onde moro até o local do meu futuro trabalho (que não é uma igreja). Nesse percurso caminho quase toda a extensão da rua, e perfazendo essa trilha contemplo as igrejas entretecidas em seus ritos, os homens em suas vestes sacerdotais evangélicas, os paletós. As mulheres, já experimentam algumas liberdades, porém, ainda persiste para muitas a cadeia cultural-psicológica quando ao vestir, ao cabelo, aos brincos, etc.

As bobagens que misturam num mortífero coquetel de tristeza e chamaram de “evangelho”.

Drummond, me empreste o moto da “Canção Amiga”:

Caminho por uma rua
Que passa em muitas igrejas.
Se não vêem, Eu vejo
E saúdo velhos amigos.

Caminho por uma rua que passa…
Não cabe nas igrejas…
Estão olhando para si, e a si mesmo se enxergam.
Mas, eu as vejo, e como vejo!
Saudações velhos amigos.

Olha,
O evangélico distribui um segredo
Pois ama e sorri
Do jeito mais natural.

N’Ele, que me vê.

***

Jofre Garcia é colunista do Arte de Chocar e escreve no Auxílio do Alto.

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