<
10
mar

VOCÊ É UM FILHO DA “GERAÇÃO QUE DANÇOU”? – UMA ANÁLISE

por: Compartilhamento


dancaPrometiam uma “Nova Unção”. Há cerca de 20 anos o campo religioso evangélico brasileiro estava praticamente estático. O costumeiro declínio numérico das igrejas históricas e o crescimento quantitativo das igrejas neopentecostais, ambos inevitavelmente demonstrado nas estatísticas.

Era inicio dos anos 2000 e os movimentos do tabuleiro evangélico dos próximos anos já pareciam definidos: Caio Fabio, fundador da AEVB (Associação Evangélica Brasileira) havia se retirado do Brasil. Durante muito tempo ele foi o opositor ideológico da IURD (1977). A Associação foi soerguida para criar polaridade às organizações neopentecostais, que ganhavam poder político e econômico e inseriam a Teologia da Prosperidade nas igrejas brasileiras. No entanto, Caio foi acusado de envolvimento com o “Dossiê Cayman”, além de cometer o “pecado abominável número 1″ dos evangélicos, o pecado moral de um relacionamento extra conjugal. Foi execrado pela opinião pública evangélista. A AEVB se fragmentou. Isto aconteceu em 1998.

No início dos anos 2000, na mesma Igreja Batista que catapultou o cisma na Convenção Batista Brasileira (CBB) (nascendo a Convenção Batista Nacional – 1965), emergiu uma “nova unção” para o Brasil. Márcio Valadão, pastor da Igreja Batista Lagoinha, havia enviado seus filhos para uma temporada no instituto Christ For The Nation, Ana e André foram treinados teologicamente como avivalistas e no movimento da “Chuva Serodia”. O movimento carismático Later Rain afirmava que a geração contemporânea seria uma “geração escolhida”, portanto receberia uma “chuva fora do tempo”. Chuva de bençãos, de prosperidade e do avivamento.

Aos que viveram o protestantismo nos anos de 1990, só o advento do grupo Vencedores Por Cristo havia provocado tamanha onda transformadora cultural, sobretudo na área musical. O VPC rompeu barreiras musicais, inserindo o rock e ritmos brasileiros no protestantismo evangélico e apresentou às igrejas brasileiras um louvor congregacional destoante dos hinos do séc XVI-XIX até então padrão na maioria dos cultos evangélicos. Mas isso foi nos anos 70. Como o retorno de Ana Paula Valadão ao Brasil, a cantora e filha do pastor principal da Igreja da Lagoinha passa a liderar os momentos musicais junto à uma das bandas que conduziam adoração nos cultos da Igreja Batista da Lagoinha. Conforme seu relato, tem uma visão: durante um banho, envolta à água e as espumas do chuveiro, antevê, em sua profecia particular, que o Brasil seria banhado por uma onda de despertamento espiritual. Este evento fundante alavanca a gravação do primeiro CD da banda, que até então era simplesmente um grupo que entre outros que ministravam os momentos litúrgicos nos cultos da IBL. Produzido e masterizado no exterior por Randy Adams, o CD explodiu em vendas. A escolha de Adams foi certeira e trouxe um padrão sonoro e de masterização de alta qualidade dificilmente encontrada nas produções evangélicas nacionais. A compra dos direitos da canção “Shout to the Lord“, composta por Darlene Zschech, líder do ministério cristão australiano “HillSong” impulsionou a fama do grupo. “Shout to the Lord” era um sucesso garantido e o grupo “Diante do Trono”, já em seu primeira investida fonográfica, alcança destaque nacional.

Liderado por Ana, o grupo “Diante do Trono”, vendeu mais de 10 milhões de CDs e, concomitante à atuação fonográfica, impulsionou diversas novas linhas teológicas e eclesiologias pelo Brasil. Este ministério evangélico não só foi o maior catalisador musical do movimento gospel durante os anos 2000 como protagonizou uma segunda onda cultural na música cristã evangélica brasileira. Os protestantes históricos, urbanos e pós modernos, não vivenciavam outros horizontes litúrgicos por décadas. Agora seria diferente. As igrejas pentecostais e históricas estavam culturalmente estáticas, sem grandes alterações morfológicas e gramaticais e, apesar de certas tentativas para alterar o desenho das igrejas protestantes como a “Igreja com propósito”, “Rede Ministerial”, estes sistemas eclesiásticos soavam, para a maioria do grande público, gerenciais e americanizadas demais – tais fiéis históricos tinham um novo paradigma – a “nova unção”, operando principalmente através da música gospel e o sistema de igreja em células, que disciplinava os membro das igrejas à “ganhar, consolidar, treinar e enviar”.

Na carona do DT veio o G12 – sistema de células – criado 10 anos antes, em Bogotá. No inicio da década passada foi uma enxurrada de pastores históricos e pentecostais aderindo ao sistema, nem sempre com respeito à suas denominações e membresias. Os crentes tradicionais ficaram confusos. O que estaria acontecendo quase que “do dia pra noite”?

Em dez anos o deslocamento cultural foi efetivado – os antigos grupos musical das igrejas locais protestantes realizaram uma repaginação estética e estrutural/teológica. Igrejas perdiam membros e o solo se moveu de maneira sem precedentes, uma verdadeira hemorragia e circulação dos membros, em direção às igrejas “avivadas”. Ouvi-se sobre “a igreja onde as pessoas caem no chão, em êxtase” (fenômeno “reciclado” dos anos de 1960. Porém o fenômeno, que em um período anterior, era experimentado em esfera privada, discretamente, a partir de sua versão contemporânea, era exposto midiaticamente pelos famosos artistas gospeis durante suas apresentações, virou “hit”). Em um Brasil pós ditadura militar e com o amadurecimento do neoliberalismo, cuja transversalidade influenciava outros setores estruturantes para além da economia, os sujeitos agora podiam operar suas próprias escolhas. A liberdade religiosa possibilitou o intenso trânsito das saberes do sagrado – sair de suas denominações familiares para outras (ou até, migrar para outras religiões não herdadas), mais modernas e conveniente, não era mais considerado como tabu ou afronta à religião dos pais.

Nesta onda surgiram novos grupos, novas teologias, novas “moveres”. Toneladas de novas bandas e pastores midiáticos. Também neste movimento o líder de adoração foi elevado ao status de um pastor. Considerados “levitas” que podiam “ministrar” ou seja, antecediam casa canção com uma pequena pregação. Antes o estreitamento com as escrituras era condicionado ao Pastor protestante (Para o pós moderno a experiência proporcionado pela arte e pelos sons pode ser mais interessante que ouvir um sermão explicativo da bíblia ou frequentar um classe de catequização – a catarse emocional como elemento de transcendência, que era comum ao pentecostal desde o início do século XX, penetrava o culto do protestante histórico, em uma espécie de “pentecostalização tardia”, o êxtase tornava-se também régua na mensuração da espiritualidade do protestante comum/histórico). A experiência emocional cúltica definitivamente tornou-se sobrepujante à reflexão racional. O que os crentes assistiam no DVD ou no show gospel precisava ser repetido em suas igrejas locais e nem sempre a cultura eclesiástica local suportava tamanha e rápidas mudanças de paradigmas. Hoje praticamente todas as denominações não católicas, tem em seus repertórios, ao menos rabiscos desta Cultura Gospel, tornando-se quase dominante à todos os viéses evangélicos.

Dificilmente alguém, sendo evangélico nos anos 2000, não ter ouvido sobre os grupos musicais Filhos do Homem, Casa de Davi, Santa Geração, Vineyard, David Quilan, Ludmila Ferber e muitos outros. Nesta mesma época muitos acessaram novos arsenais espirituais para eu cardápio: Vigílias no Monte, “mantras gospel”, unção com óleo, cânticos espontâneos, shofares (uma espécie de “berrante”), batalha espiritual, demônios territoriais, etc; anteriormente esses elementos eram observadas em redutos específicos, a partir desta virada, popularizaram-se e, em muitos casos, tornaram-se fundamentais na experiência comunitária do culto cristão. Falava-se em uma “judaização do cristianismo brasileiro”.

Costumes como “cair na unção”, atos proféticos, ser “pai de multidões”, surgiram no léxico do campo religioso protestante. Uma interpolação do antigo e novo testamento. Era um movimento tectônico poderoso de carga simbólica intensa. Para se entregar ao “novo mover”, os crentes precisavam transformar suas próprias biografias religiosas. A entrega ao “irracional”, ao “sobrenatural” era necessária e muitos “históricos” (batistas, presbiterianos, metodistas, …) “desde o berço”, através da inserção de suas comunidade aos novos vetores, realizavam estas metamorfoses ou, pelo menos, simulavam. Era preciso para “estar na visão”, embora muitos “lá no fundo” relutavam em entrar na onda, no entanto, com a adesão de suas igrejas e pastores ao neo carismatismo protestante, abdicaram da teologia conservadora, do estudo da bíblia como padrão de fé e confiaram suas pertenças religiosas à estas “novas visões”, principalmente adquiridas em congresso, CDs e literaturas que se espalhavam pelo Brasil.

Muitos se decepcionaram com estas promessas. Milhares, talvez milhões. Nesta movimentação, diversas comunidade resistiram à tentação do crescimento rápido, da evangelização fast food, propostas pelas novas técnicas. Muita gente bem intencionada, pastores e lideres mais conservadores, equilibrados, souberam realizar esta transição cultural com respeito. Outros não. Muitos dos quais decidiram fechar os olhos e lançarem-se aos novos movimentos, forçados pela pressão de grupos à “falarem em línguas”, ser “líder de multidões”, etc; hoje, após o desgaste dentro destes movimentos, optaram pelo desligamento, junto a muitos de seus membros. Recentemente ouvimos falar sobre os desigrejados, evangélico sem igreja, aumento do número daqueles desafeitos às lógicas evangélicas. Também, pessoas com sérios problemas psicológicos propiciados por abusos de pastores e lideres gananciosos. A lista é grande…

Há de se discernir o “joio e o trigo”. Algumas comunidades “decantaram” todo o movimento, assimilaram coisas e descartaram excessos. Além disso a onda diminuiu e formarem-se algumas ilhas, regiões do “avivamento”, como Belo Horizonte (sede do ministério Diante do Trono) e Manaus (“capital” do G12, sede do ministério de Renê “TerraNova”). Também as igrejas afins formaram redes e alianças, mais fios e traços dentro do complexo mapa religioso brasileiro. Concluo sugerindo que a geração que dança está passando, os jovens e adolescentes à época, tornaram-se adultos, com maior senso crítico e de avaliação de significados. Ainda não há sinais de uma nova onda tão significativa, ou então, tornou-se a grande onda fracionada em diversas outras vagas?

E 10 anos depois? Como estão os filhos da “Geração que dança”?

***

O texto é de Livan Chiroma, que é Comunicólogo, Teólogo e Antropologia Cultural (graduando-Unicamp). Mestre em Ciências da Religião. Áreas: Antropologia, Sociedade, Cultura, Mídia e Religião.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!1


03
fev

Missionária Leandra dá mocotó e manda igreja comer o rôlo #AI UI

por: Antognoni Misael


leandrinhaParte da igreja evangélica brasileira surtou há tempos! Não há limites para as aberrações que temos visto nos púlpitos. O sincretismo religioso tem tornado cultos em verdadeiras sessões de espiritismo onde as revelações esquisitas misturam-se as mais bizarras linguagens de fé. Particularmente, eu não sei mais como expressar tamanha indignação.

Às vezes penso não valer à pena disseminar uma postagem como esta. Mas o que não me faz parar de bloggar é simplesmente saber que muitos ainda precisam despertar e perceber o que NÃO É EVANGELHO! Isto porque o que você verá abaixo não é algo distante de nós. Na minha cidade, por exemplo, já é fácil encontrar alguém por trás do púlpito exibindo sua maluquez.

Bem, vamos direto ao ponto.

O post trata-se da missionária Leandra Nascimento, aquela que cantou o jingle “Marido da Missionária” para se blindar do ataque das  piriguetes gospel. No vídeo abaixo ela participa do que  intitularam de “Vigilhão”, em uma comunidade chamada “Celebrai”. Assista:

Heresias a parte, algumas coisas me chamaram atenção no vídeo:

- Cristo não é o centro do culto

- A “missionária” demonstra que não se preparou para a mensagem

- Ela dança que nem a galinha #cocoricó

- Sua linguagem é tosca

- Sua fala tem esnobe (isso não é legal)

- Seu “espontâneo” não tem rima nem final feliz

- Ao falar ela  ruge igual aos neopentecostais possuídos por algo que não sei

- Há um sério risco da macharada de trás do púlpito passar o culto fornicando (quem lê entenda)

- O mocotó que ela dá para a igreja é vazio de Evangelho.

No mais, oro pra que ela conheça o mocotó verdadeiro do Evangelho genuíno e saia deste antro onde a loucura e a apostasia reinam.

***

A culpa deste post é de um irmão que é membro da Igranja Pentecostal dos Abestados Gospel. Num é Evágoras?

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!14


12
jan

Mike Murdock volta ao programa do Silas Malafaia em fevereiro. Segurem suas carteiras e objetos de valor!

por: Vera Siqueira


Silas-Malafaia-e-Mike-MurdockJá está virando tradição: todo início de ano o Malafaia traz ao seu programa televisivo o “Dr.” Mike Murdock e, no meio do ano, o “profeta de deus” Morris Cerullo. E claro, nesse ano, mesmo com Copa do Mundo e eleições, não poderia ser diferente, afinal o Malafaia, apesar de estar listado pela revista Forbes como um dos pastores mais ricos do Brasil, ainda assim quer o meu e o seu dinheiro.

Assim, o Silas Malafaia já começou a anunciar a vinda de um dos seus professores americanos de Teologia da Prosperidade, aquela teologia tosca e demoníaca que ensina o contrário do que Jesus nos ensinou. Enquanto Jesus ensinava que é muito difícil um rico entrar no Reino dos Céus, a Teologia da Prosperidade diz que Deus quer que os seus seguidores sejam ricos, afinal são filhos do rei, são cabeça e não cauda. Enfim, a Teologia da Prosperidade se apropria de versículos isolados, muitos deles direcionados ao povo judeu em determinada época, e faz seus seguidores pensarem que isso é o que Jesus nos ensinou. Um diabólico embuste, no fim das contas, com o fim de afastar as pessoas do Evangelho de Jesus Cristo.

Abaixo o vídeo de cerca de três minutos, onde o Malafaia anuncia a entrevista especial com o “Dr.” (?) Mike Murdock. Desta vez, para garantir a audiência, ele descreve o tema da mensagem do Murdock: as quatro atitudes para NUNCA (pode ver no vídeo, é isso mesmo), nunca perder o emprego ou arrumar um emprego. Só não fala quanto vai custar para o fiel essa “bênção especial” do tal doutor (em quê?) Mike Murdock.

Sim, pois é claro que vai ter um preço! Desde 2010 o Malafaia traz o Murdock e o Morris Cerullo, e sempre há um preço (alto) que o fiel tem que pagar para receber as bênçãos prometidas. Como estamos falando do Murdock, revejamos os preços anteriores:

- 2010: R$ 1.000,00 em troca de salvação de toda a família, restituição de 7 vezes mais do que perdeu e o aparecimento de alguém muito rico para abençoar o ofertante (veja aqui);

- 2011: R$ 1.000,00 em troca da pessoa ser sempre honrada, o ganho de uma casa própria totalmente quitada e um manto financeiro para nunca passar necessidade e ser próspero sempre (veja aqui);

- 2012: “xepa gospel” – 12 parcelas de R$ 30,00 em troca de salvação de toda a família (de novo, talvez porque a salvação que eles vendem tem curta duração) e a unção financeira (que não pode faltar). E para quem tem mais fé ($$$), 12 parcelinhas de R$ 1.000,00, que darão direito a bênçãos milionárias (veja aqui);

- 2013: acabou a promoção – R$ 1.000,00 em troca de uma visitação extraordinária do Espírito Santo, cura de todas as doenças e muito, muito dinheiro (para os empresários que dessem R$ 12.000,00, seus negócios dobrariam – veja aqui).

blog95Vender bênçãos já é uma grande heresia. O que dizer, então, da venda da salvação para toda a família e da venda de uma visitação extraordinária do Espírito Santo??? De que adianta o Silas Malafaia citar versículos de cor e salteado, se não os compreende (pois se os compreendesse jamais admitiria tal profanação de Deus em seu programa)?

Sabe o que é isso?

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” – 2 Timóteo 4:3-4

Dia 1o. de fevereiro saberemos o preço de mais uma profanação do Sagrado. O triste é que muitos pagarão o preço do engano.

Mas, se você não quiser gastar seu dinheiro com heresia e profanação, leia grátis, abaixo, o que a Bíblia ensina sobre “nunca perder o emprego”:

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” – João 16:33

E sobre “arranjar um novo emprego”:

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” – Mateus 6:26

Ah, e claro, sobre a “importância do dinheiro”:

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” – Atos 2:42-47

Esse é o Evangelho que desagrada Malafaia, Murdock, Cerullo e tantos homens e mulheres: o Evangelho da Porta Estreita:

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” – Mateus 7:13-23

Voltemos ao Evangelho puro e simples, O $how tem que parar!

Em tempo: no programa de hoje o Malafaia fez uma exposição sobre a extinção da PL 122, claramente demonstrando que tem o poder de manipular os evangélicos a favor dos candidatos que ele indicar. É o voto do cabresto gospel, que será o assunto do próximo artigo, se Deus assim o permitir.

*** A matéria é de Vera Siqueira, subversiva, que escreve lá no seu blog UMA ESTRANGEIRA NO MUNDO.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!5


27
nov

A Igreja está tão doente quanto o mundo

por: Ultimato


igreja-morta-doenteO psicoterapeuta suíço e pastor da igreja reformada Paul Tournier, autor de vários livros (“Bíblia e Medicina”, “Da Solidão à Comunidade”, “Os Fortes e os Fracos”), dedicou o seu livro “Mitos e Neuroses” aos seus filhos Jean-Louis e Gabriel e à geração jovem de seu tempo, pedindo “perdão por lhe haver legado um mundo tão enfermo”.

Duas observações são necessárias. O mundo não estava doente só na época em que Tournier escreveu o livro (1947). O mundo sempre esteve enfermo. Basta ler os muitos volumes da história da humanidade. A outra observação é: para tratar de um mundo doente, nada melhor do que uma Igreja saudável. Acontece, porém, que a Igreja está tão doente quanto o mundo, embora em seu seio haja várias e bem-aventuradas ilhas de resistência. Em vez de ser a luz do mundo e o sal da terra, a Igreja deixou-se contagiar com o mundo.

Não é novidade. Muito se tem escrito a respeito da influência do mundo sobre a igreja, transformando-a numa verdadeira empresa. Nenhuma empresa sobrevive sem produtos, lojas (pontos de venda), vendas, vendedores, lucros, propaganda, concorrência. De tudo isso certos setores modernos da igreja têm lançado mão com reconhecido sucesso. Por exemplo, os pontos de venda seriam as igrejas abertas o dia inteiro e os produtos seriam não as boas novas da salvação, mas as boas novas da cura e da prosperidade material (sucesso profissional, posição social elevada, bens de consumo de alto valor e em grande quantidade).

Poucas empresas fariam um marketing tão bem sucedido quanto o das igrejas neopentecostais. Elas não economizam dinheiro na propaganda da marca (nome da denominação) e de seus fundadores e dirigentes supremos. Elas compram os mais longos horários da televisão, publicam jornais, revistas em grandes tiragens. Dentro de uma destas revistas sempre há um DVD com mensagens do fundador, cuja foto e cujo nome aparecem em todos os números e em grande quantidade.

Os muitos lançamentos de livros, nas principais cidades brasileiras e de outros países, do líder de outro grupo neopentecostal foram feitos com enormes estardalhaços, com filas de leitores que queriam o seu autógrafo ou da pessoa que o representava. O testemunho de cura ou de bênção que essas revistas publicam dificilmente é atribuído a Deus ou a Jesus. Os agraciados mencionam o nome do líder, o nome do programa de televisão que eles fazem ou o nome da denominação neopentecostal. Nenhum deles repele a homenagem indevida, como Paulo e Barnabé fizeram em Listra (At 14.11-18). Estes homens talvez nunca tenham lido a repreensão do anjo a João na ilha de Patmos: “Não faça isso [curvar-se aos meus pés]! Sou servo como você e seus irmãos, os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus!” (Ap 22.9). No dia em que eles se diminuírem, certamente os impérios eclesiásticos que eles fundaram cairão por terra.

Outra evidência do estilo empresarial é a concorrência que existe entre as denominações neopentecostais. Aliás, essa chaga afeta também outras denominações pentecostais e históricas e a própria Igreja Católica, mesmo que elas estejam distantes da ideia de mercado. Nesse caso, a concorrência seria uma espécie de defesa contra os neopentecostais. Há uma corrida entre cantores gospel protestantes e cantores gospel católicos, entre megaeventos protestantes e megaeventos católicos, entre megatemplos protestantes e megatemplos católicos. Segundo reportagem de “Veja BH” de julho de 2012, “a construção da Catedral Cristo Rei não deixa de ser uma das respostas ao avanço dos evangélicos”, já que o número de católicos da diocese de Belo Horizonte tem caído e o de evangélicos tem subido. A nova catedral “terá capacidade quatro vezes maior que a do imenso templo erguido pela Igreja Universal do Reino de Deus”. Em linguagem clara, isso significa competição religiosa, algo totalmente estranho ao espírito evangélico.

A tentação da concorrência, inclusive da parte da Igreja Católica, é tal que alguns teólogos católicos começam a se pronunciar. Luiz Carlos Susin, ex-presidente da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião e professor da PUC-RS, diz que “a melhor coisa é a gente caminhar um ao lado do outro, sem fazer guerra de ciúmes porque uma comunidade cresceu e a nossa ficou menor”. Outro teólogo, Agenor Brighenti, especialista em teologia pastoral e presidente do Instituto Nacional de Pastoral (INP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é mais explícito: “Um dos riscos da Igreja é de simplesmente entrar na disputa do mercado e usar meios de evangelização que não sejam tão evangélicos no contexto de hoje. Cabe à Igreja não apostar tanto em massa, tanto em número, tanto em marketing, visibilidade e prestígio, mas é preciso que sinalize e testemunhe uma vivência do reino de Deus na simplicidade”. Mesmo tendo perdido considerável espaço para os evangélicos na última década, Susin explica que o grande evento da Jornada Mundial da Juventude, realizado no Rio de Janeiro em julho, “não deve ser lido como uma tentativa da Igreja de recuperar território e rivalizar com outras denominações” (“Cidade Nova”, julho de 2013, p. 23).

A falta de simplicidade é outra marca que caracteriza a igreja doente. A entrevista que um líder pentecostal (não neopentecostal) concedeu a “Veja” em junho de 2012 o nivelou com empresários ricos que têm carro importado e blindado, avião, imóveis aqui e no exterior. Dois leitores da matéria de capa de “Veja BH” de junho de 2013 também ficaram incomodados com a falta de simplicidade da cantora cuja foto aparece na capa. Um deles escreveu: “A ostentação de adereços e o excesso de maquiagem não remetem a Deus”.

O mesmo poderia ser dito da milenar pomposidade do Vaticano, à qual o atual papa parece contrário. A doença da vaidade de aparência, de títulos e de poder tem tomado conta de muitos líderes evangélicos das três correntes: histórica, pentecostal e neopentecostal. A seu tempo, Deus cobrará tudo isso e o preço será alto demais, pois o livro de Provérbios coloca isso em pratos limpos: “Primeiro vem o orgulho; depois, a queda – quanto maior é o ego, maior é o tombo” (PV 16.18).

A mercantilização da igreja, a concorrência e a ostentação estão de tal modo arraigadas que a esperança de cura é muito pequena. Uma das razões é que o povo já se acostumou com todos esses desvios e chega a tirar proveito deles, além de bater palmas para os seus responsáveis. Neste sentido, aquele cartaz contra a corrupção do país que dizia “Afasta de mim este cale-se” foi muito oportuno. O “quem cala consente” de Artur Azevedo é uma verdade muito séria. Se mais pessoas abrissem a boca para, com isenção de ânimo e com humildade, lutar contra a profanação do evangelho, esses grupos não cresceriam tanto! Além do mais, o sucesso numérico e de bens é tão grande que outros grupos neopentecostais podem ser formados e denominações pentecostais e denominações históricas podem corromper-se, o que já vem acontecendo. A doença da teologia da prosperidade é contagiosa. “A falta de ética e o narcisismo religioso” — diz Ricardo Barbosa, autor de “A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja” — “é uma praga muito ampla”.

Quem abriu a boca outro dia foi Valdir Steuernagel, presidente da Aliança Cristã Evangélica Brasileira: “A assim chamada teologia da prosperidade tem materializado a bênção de Deus, nos tornando cristãos consumistas”. Essa busca de benefícios pessoais, completa Steuernagel, “acaba provocando um profundo desvirtuamento da fé cristã” (“Jornal Nosso Tempo”, dezembro de 2012, p. 12).

Outra voz, mais recente, é a do sociólogo em ciência da religião e padre católico Inácio José do Vale, de Volta Redonda, RJ: “O neopentecostalismo é a suprema heresia do cristianismo pós-moderno e o seu fundamento é a exotérica teologia da prosperidade”. Em seguida, o padre diz: “A nossa era é refém dos grandes escândalos entre igrejas e dinheiro, evangelho e mercado, fé e heresias, seitas e denominações, pastores e mercenários, Bíblia e mercantilismo, ecumenismo e cismas, escatologia e fundamentalismo apocalíptico”. Inácio José cita vários autores protestantes, como o pastor Valdemar Figueiredo: “Já foi provado que a igreja eletrônica gera mais antipatia do que conversos; enche mais os bolsos do que as almas; constrói mais celebridades do que gente; reúne mais multidão do que rebanho”. O dramático artigo do padre Inácio José do Vale foi publicado em “O Lutador” (11 a 20 de julho de 2013, p. 15).

Para tratar de um mundo doente, nada melhor que uma Igreja sadia. Acontece, porém, que a Igreja está tão doente quanto o mundo. Todos nós temos a obrigação de orar:

“Ó Deus, coloca-nos em UTI. Trata de nós! Cuida de nós! Cura-nos!”

***

Fonte: Revista Ultimato, via PC Amaral.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!0


12
dez

Dom de línguas, o topo da maturidade cristã?

por: Marcio de Souza


Você já percebeu quanto tempo a turma gasta buscando o dom de línguas? Já surgiu até treinamento via internet para que você aprenda a falar em mistério com Deus. Legal é quando a galera vai pro monte e fica aquele bando de gente em volta do novo convertido mandando ele repetir as sílabas das palavras professadas em línguas estranhas. É mais ou menos assim: Repita, ba-la-ba-la-ba-chebias, su-re-cantas-la-ba-laias. Não é brincadeira não, eu mesmo já passei por isso numa fase ultra pentecostal da minha vida.

O problema é quando você percebe que tem uma pá de crente falando em línguas e falando mal da vida dos outros também. Aí complica. Se buscamos com afinco os dons do Espírito, deveríamos também com o mesmo afinco buscar os frutos do Espírito.

Se a igreja brasileira se aplicasse tanto em buscar o amor e a justiça como busca o dom de línguas, o mundo seria outro, as desigualdades diminuiriam absurdamente e Deus se manifestaria abundantemente na vida dos que assim procedessem.

O dom de línguas, não é nem de longe o maior dos dons, Paulo disse que ele serve para própria edificação e se não houver ninguém para interpretar não serve pra nada em público. Que nossa percepção seja ampliada, que nossos desejos sejam maiores do que simplesmente falar em mistério para impressionar pessoas. Que Deus coloque em nosso coração um anseio incessante de ganhar gente pro reino e de qualificar pessoas.

E no mais, tudo na mais santa paz!

***

Postado por Márcio de Souza, no Púlpito Cristão.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!1


20
nov

Jovem recebe “visão” e marca casamento sem saber quem é o noivo

por: Antognoni Misael


Gente, é com tristeza que venho compartilhar um fato ocorrido na cidade em que resido. Como a cidade é pequena (cerca de 60.000 habitantes), qualquer assunto inusitado acaba virando papo de praça, de fila de banco, salão de beleza, etc.

Conta-se que uma jovem solteira, trabalhadora e bem intencionada, recentemente passou a congregar em uma igreja local e que teria recebido uma “profecia” de uma mulher (auto intitulada de profetiza) que teria lhe dito algo mais ou menos assim:

- Eis que te digo: Há homem que Deus está preparando para casar com você. E o teu casamento acontecerá no dia 14 de dezembro de 2012. Te prepares e creia porque a qualquer momento ele virá!

O que ocorreu foi que, após essa “profecia”, a jovem levou a sério cada vírgula. Pra você ter uma ideia disso, ela já contratou um buffet para festa, reservou o vestido de noiva, comprou todo o enxoval, alugou a casa de festa para a data marcada, contratou o pessoal da decoração e tudo mais…

Pessoas próximas a mim e que conhecem a mesma ratificaram que a jovem é uma pessoa boa, dedicada e de coração puro. Ela acredita que tudo é um plano perfeito da parte de Deus e quando indagada e alertada da possibilidade de dar tudo errado,sempre reage com irritação por achar que as pessoas em sua volta não passam de incrédulas.

Aqui na cidade muitos aguardam ansiosamente pelo dia 14 de dezembro. Outros até comentam sobre quatro possibilidades: 1) a profecia se cumprir e a profetiza ficar famosa; 2) algum aproveitador aparecer e resolver sua vida; 3) ela já ter um contato em Off com o ‘príncipe secreto’ e tudo não passar de algo combinado; ou 4) ela ficar a ver navios no dia 15 de dezembro.

Termino deixando meu sentimento de pena em relação a jovem solteira. Oro para que ela possa de fato conhecer a Deus através de sua Palavra e sem a intercessão desses tais “vasos”, possa realmente ouvir a voz dEle.

No dia 15 eu volto pra dizer o que ocorreu. Entretanto, sugiro que ao comentar sobre o texto indique uma das possibilidades.

Eu infelizmente, não tenho dúvidas que é 4 a certa.

***

Outras informações chegaram por aqui. Disseram que não é no dia 14, mas dia 15. E que não foi uma profetiza, mas um sonho. Enfim… sem saber ao certo, o que temos certeza é de que a jovem espera tal noivo.

 E mesmo sem acreditar nessa forma de revelação, ratifico aqui minha oração para que o Senhor faça a vontade dEle em sua vida.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!57


03
nov

DICIONÁRIO NEO PENTECOSTAL EVANGELIQUÊS

por: Compartilhamento



Fé - Crer absolutamente naquilo que o pastor/apóstolo diga

Amor - Atender o chamado do líder de louvor e dizer para a pessoa ao seu lado: “Eu te amo em Cristo Jesus”

Promessa - Carro, casa, dinheiro

Evangelismo - Mandar alguém ir à igreja

Adorar - Chorar durante horas cantando algum tipo de música lenta e repetitiva

Fidelidade - Qualidade mostrada no ato de dizimar/ofertar mensalmente

Levita - Pseudo-músico que se acha superior aos demais por cantar/tocar

Perdão - Ficar fora de comunhão durante um tempo variável de acordo com o pecado

Comunhão - Não ter ninguém te acusando ou falando a seu respeito

Profeta – Expert em leitura corporal e oratória

Deus – O cara responsável por abençoar quando mandado

Espírito Santo – Ser que faz as pessoas caírem e receberem novas unções

Jesus - Um cara que fez o oposto do que deve-se fazer

Inferno – Lugar para onde os que não tem salvação irão

Diabo - O culpado por tudo de ruim que aconteça

Esperança – Ser tão rico quanto os apóstolos da TV

Salvação - Alcançada indo à igreja e sendo fiel (vide fidelidade)

Unção – Algo que se recebe para se sentir superior aos outros

Abençoado – Ser cabeça e não cauda

Pecado - Infração cometida contra a igreja e variável com a cartilha

Igreja – Templo luxuoso que exige fidelidade para sua manutenção

(AUTOR DESCONHECIDO)

***

Vi no Facebook do João Alexandre.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!6


30
jul

“Quem fala mal do pastor cospe na cara de Deus”, diz Renê Terra Nova

por: Mikaella Campos


Em Congresso do Ministério Internacional da Restauração (MIR 12) realizado em Vitória, no Espírito Santo, o patriarca Renê Terra Nova resolveu exortar os seguidores para um detalhe importante na fé. Segundo ele, o crente precisa ter cuidado ao falar “mal” de um líder religioso. Esse mal não tem conotação de intrigas e fofocas, mas sim de questionar e não aceitar o pastor como um mensageiro fiel da Palavra. Com um tom de voz alto e expressando ter autoridade, o pai-apóstolo disse que quem “bate” num pastor está batendo em Deus. Logo em seguida, com o objetivo de criar ainda mais medo nos discípulos, ele acrescentou: “Quem fala mal do pastor cospe na cara de Deus”.

Para basear o seu argumento, o pós-moderno apóstolo usa a referência bíblica de Números, capítulo 12. O texto mostra o episódio em que Arão e Miriam criticam Moisés por ter se casado com uma mulher etíope. Eles questionam se Deus realmente só falaria com Moisés.

“Será que o Senhor tem falado apenas por meio de Moisés? Também não tem ele falado por meio de nós?” (Números 12.2).

Nos versos adiante, Miriam, devido às suas dúvidas, é punida pelo Senhor, ficando leprosa.

Ao citar esse texto, Renê Terra Nova tenta mostrar ao rebanho que os pastores do seu movimento, da Equipe M12, como ele chama, não podem ser colocados em xeque. Ou seja: fica claro que não se deve questionar as doutrinas ensinadas mesmo que elas se baseiam em conceitos heréticos. A partir desse pensamento podemos concluir que quem ousar pensar diferente do seu líder corre risco de ser castigado por Deus.

Ainda nesse sentindo Renê manda os discípulos a falarem para o colega ao lado assim: “Nunca fale mal de mim, pois amanhã eu posso ser seu líder”.

A intenção desses lobos em pele de pastores, como o Terra Nova, é apresentar uma verdade própria inquestionável. Para eles, a palavra do pastor é sinônima à palavra de Deus. Tudo que sai deles está no mesmo pé de igualdade aos valores de Deus. A igreja tem a necessidade de receber aquela informação e de respeitá-la como uma visão profética, que vem dos altos céus.

“Os líderes são meninas aos olhos de Deus. Por meio deles, muitos aqui vão receber a transferência da benção”, disse Renê.

Nessa frase, esse pastor demonstra uma ideia que tem sido difundida no meio neopentecostal e que tem criado raízes até nas igrejas históricas: a soberania do pastor. Ele é visto como um instrumento santificado. Podemos chamar esse tipo de situação de uma idolatria descarada. E pastor que prega isso e tenta de qualquer forma ficar na mesma posição de Deus age com o espírito do anticristo. O desejo é se sentar no trono de Deus.

“Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá à apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus”. 2 Tessalonicenses 2.3-4

“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus”. (Filipenses 1.27-28)

Outra questão importante, amados irmãos, é que só existe uma profecia que não pode ser colocada à prova. E ela é a Palavra de Deus, na qual chamamos de Bíblia.

“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo. Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o suportam facilmente. Todavia, não me julgo nem um pouco inferior a esses “super-apóstolos”. Eu posso não ser um orador eloquente; contudo tenho conhecimento. De fato, já manifestamos isso a vocês em todo tipo de situação” (2 Coríntios 11.3-6)

“Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai”. 1 (João 2.21-23)

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já dissemos, agora de novo também digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. Gálatas 1:7-12

Todas as outras visões, revelações, profecias extras bíblicas precisam ser analisadas à luz da Palavra. Por isso, devemos aprender com os bereanos, povo que ao receber a Mensagem da Cruz teve interesse em compreendê-la e para isso se voltou para as escrituras para ver se a história era fiel aos anúncios dos profetas.

“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”. (Atos 17.11)

Quero deixar claro neste texto é que não estou incitando ninguém a desrespeitar seu pastor. Na verdade, toda a igreja precisa ter um líder e ele é realmente chamado por Deus para ser responsável por cuidar da vida dos seus filhos. No entanto, é importante saber que os pastores são homens, sujeitos a erros e à arrogância. Muitos aproveitam de suas condições para fazerem do evangelho uma missão própria, negando-se a condição de servo para se submeter à condição de um deus-homem, braço direito do Senhor no mundo terreno.

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra. (Filipenses 2.5-10)

Sola scriptura!

***

Mikaella Campos é jornalista, subversiva, fascinada pela Verdade, perseguidora das heresias, e parceira do Arte de Chocar. Edita o blog  Minha vida em Cristo Sem Heresias.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!2


1 2 3