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21
mai

Nossa Arte Cristã: CROMBIE

por: Antognoni Misael


nossaarte“Nossa Arte Cristã” é um espaço criado para apreciação, divulgação e incentivo a arte cristã. Matérias, vídeos, poemas, músicas, e entrevistas são encontrados por aqui.

Estamos retomando com nossas sugestões. Portanto hoje apresentamos o trabalho do Grupo Crombie. Eles estão juntos desde 2006 e vem fazendo diferença dentro e fora dos muros da Igreja. Já lançaram dois discos: Por Enquanto (2008) e Casa Amarela (2011). Formado por Felipe, Filipe, Gabriel, Leonardo, Lucas e Paulo, o grupo revela um pouco de sua brasilidade, poesia e Graça de Deus.

Guidom (disco Por enquanto – 2008)

Eu sigo certo na contra-mão
do meu desejo equivocado
Passei no meio da confusão
andando sempre orientado

Eu não pedalo sozinho não
quem foi que disse que eu controlo meu guidom?
Quem me guia é quem me fez
e eu vivo um dia de cada vez
Que é pra eu não me perder
nem me equivocar no meu querer

Quem me guia é quem me fez
e eu vivo um dia de cada vez

Deixo pra trás
a vontade de desistir
Trago comigo
a esperança no porvir
e a força pra prosseguir

CONVÍVIO (Casa Amarela – 2011)

Eu me conheço mais
Olhando pra você eu vou
Descobrindo quem eu sou
E penso agora no que você vê

O que me diz de mim?
O que eu não reconheço sem você?
Eu não me enxergo bem
Se vivo a vida sem querer saber de mais ninguém

Pois não há bom proveito nos dias aqui
Quando o coração anda distante, triste, frio e sem amar
Em você eu tenho o que falta em mim
E descubro o que tenho de melhor pra lhe oferecer

Raiar do Sol (Casa Amarela – 2011)

O raiar do sol é recomeço
Clareando a esperança logo de manhã
Abre a janela, deixa o dia amanhecer você
Deixe o dia lhe mostrar…
O raiar do sol é recomeço
Clareando a esperança logo de manhã
Abre a janela, deixa o dia amanhecer você
Deixe o dia lhe mostrar o céu azul
A nuvem cheia vai passar
Tudo vai melhorar
Você vai se encontrar
Não perca tempo
Cante sem titubear

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Arte de Chocar

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12
ago

25 anos de legado de Sérgio Pimenta: músicas inspiradas na Palavra de Deus e repletas de poesia

por: Antognoni Misael


Há exatamente 25 anos a música evangélica se despedia de um dos maiores compositores e intérpretes da nossa história, Sérgio Pimenta.

Tendo participado do projeto do grupo Vencedores por Cristo e do Grupo Sementes, Pimenta foi bastante atuante no meio evangélico durante os anos 80.

Tenho saudáveis lembranças de minha adolescência quando um amigo, nos cultos de domingo a noite, sempre cantava canções de Pimenta. Aquilo me chamava atenção e tocava profundamente o meu coração. Recordo-me também que consegui uma fita K7 e comecei a ouvir intensamente a obra de Pimenta e mesmo ainda aprendendo os primeiros acordes, já conseguia perceber uma diferenciação entre aquela música e o emergente cancioneiro gospel dos anos 90.

A sua voz de timbre grave inconfundível, e o estilo de tocar, cheio de leveza e arte, eternizaram músicas inspiradas na Palavra de Deus e repletas de sensível poesia.

(Abaixo o vídeo que conta um resumo da vida de Sérgio Pimenta)

Pimenta de fato tinha uma mente privilegiada e o coração ansioso pelo Senhor e dedicado ao Evangelho que abraçou. Seus contemporâneos dão fé disso.

No dia 12 de agosto de 1987, ele foi promovido aos céus, quando foi vitimado por um câncer agressivo e fulminante. Mesmo prematuro, apenas com 33 anos, deixou um legado tão extenso em tão pouco tempo de vida.

Sobre Pimenta, bem escreveu Nelson Bomilcar,um amigo desde os tempos do Grupo Sementes, e parceiro na canção “Quando se está só” (escrita por Pimenta quando encontrava-se no leito hospitalar nos últimos dias de vida): “Ele foi um dos maiores compositores da música cristã brasileira, senão o maior. Com mais de 500 músicas compostas, muitas ainda inéditas, consagrou-se como um dos principais autores do gênero”.

Certamente se tivéssemos ele por aqui ainda nossa música cristã brasileira seria muito mais rica. Entretanto, o que resta-nos é divulgar sua obra. A igreja brasileira, os novos convertidos, os músicos, pastores, podem ter a oportunidade de serem abençoados com as músicas e testemunho de Sérgio Pimenta. Eu particularmente sempre o ouço, e confesso, diante de tudo que já ouvi dele, como nos vídeos abaixo voz e violão, pouca coisa atualmente é tão verdadeiro e válido pra se ouvir, refletir e se edificar.

Que o Senhor nos abençoe.

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11
mai

Como os cristãos devem se relacionar com a arte

por: Arte de Chocar


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23
abr

Papo e Arte com João Alexandre

por: Antognoni Misael


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09
abr

Jorge Rehder: um legado de arte e inspiração nas escrituras

por: Antognoni Misael


Nossa Arte Cristã destaca o cantor e compositor Jorge Rehder. Nascido em 1956, a partir de 1973 passou a ter contato com a música evangélica quando participava de um grupo musical na Igreja Metodista de São Paulo-SP.


Rehder ganhou notoriedade pelas parcerias que fez com Guilherme Kerr, Jorge Camargo e Nelson Bomilcar e suas canções são encontradas nos álbuns do Vencedores Por Cristo e no da Igreja Batista do Morumbi, ambos lançados na década de 1980.

Canções como “Barnabé”, do LP Missão e Adoração II (1986), “Unidade e Diversidade” (parceria com Guilherme Kerr) são, por assim dizer, duas composições de Jorge que quero destacar, tratando-se de conteúdo e beleza. São canções que dignificam a Palavra de Deus dando-lhe a arte devida junto a riqueza das escrituras. Canções como estas passam longe do modismo musical do gospel anêmico em criatividade de hoje.

Depois de 35 anos de ministério, Jorge Rehder, também pastor e dentista, lançou seu primeiro disco solo intitulado Porto Esperança (2009). Meses depois, precisamente no dia 08 de novembro, vítima de um câncer no estomago, foi promovido para estar junto ao Pai.

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Fonte do Texto: História da Música Evangélica no Brasil. (Salvador de Sousa)

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15
mar

“Música cristã tem mais a ver com ministério do que com mercado” – Confira nossa entrevista com Alma e Lua

por: Antognoni Misael


1) ARTEDECHOCAR: Primeiramente queria que se apresentassem falando um pouco do encontro com Deus na vida de vocês, e o que fazem (além da música) no cotidiano de uma forma geral.


ALMA E LUA: Com certeza, Deus tinha algo preparado pra nós há muito tempo; nos conhecemos em 1976 e vivemos, por dois anos, uma amizade intensa que se transformou em namoro, noivado e casamento. Namoramos e noivamos onze anos e estamos casados há vinte e dois. É verdade que Deus dava sinais de sua presença em nossas vidas desde muito cedo, mas foi em 1987 que se revelou a nós, na época em que estávamos muito envolvidos com o início da carreira musical. Diante das enormes dificuldades, que são comuns a todos que sonham com a profissão artística, nos voltamos para as questões religiosas na esperança de obter aquela ajudazinha sobrenatural, como geralmente acontece com a maioria das pessoas; começamos a estudar a Bíblia e fomos surpreendidos pela Irresistível Graça de Deus, e enquanto progredíamos na carreira, Deus nos fazia progredir também em seus propósitos. Em 1991 nos convertemos e passamos a congregar em uma pequena comunidade neopentecostal de nossa cidade;  iniciou-se o processo de ruptura com os antigos projetos até que, em dezembro de 1995, o ministério absorveu a nossa carreira. No início de 1996 passamos a frequentar a Primeira Igreja Presbiteriana de Casa Branca, da qual somos membros, e com o apoio do pastor Sérgio Paulo Martins Nascimento desenvolvemos o ministério.  
Há quase nove anos eu, Paulinho, trabalho em Campinas, na LPC Comunicações – uma produtora que tem parceria com a Igreja Presbiteriana do Brasil e o Back to God Ministries International, o departamento de mídia da Igreja Cristã Reformada da América do Norte; a Rah cuida das nossas questões pessoais e da parte financeira do ministério, já que fica em Casa Branca durante a semana enquanto eu estou em Campinas. 

2) ARTEDECHOCAR: Com uma relevante caminhada musical, que lições podemos aprender com vocês no que tange a carreira secular e vida ministerial? 

ALMA E LUA: Carreira musical é show business, porque as grandes companhias, as principais emissoras de rádio e televisão e os agentes controlam o mercado, e de arte mesmo sobra muito pouco; o artista, quando tem a simpatia desse sistema, se vê obrigado a cantar o que eles querem, do jeito que eles querem e pelo tempo que eles querem; quando não seguem as regras, sofrem retaliação. Quase tudo é uma grande mentira, e as coisas normalmente acontecem por troca de favores ou propinas – o tal do jabaculê. Somente alguns artistas, geralmente as estrelas da MPB, conseguem utilizar esses meios com alguma autonomia. No que diz respeito ao ministério, uma das questões mais delicadas é encontrar o ponto certo entre o servir e o sobreviver, principalmente quando ministério e profissão se confundem. É preciso investir muito tempo para compor, estudar a Palavra e manter a forma artística com ensaios, estudos, além das questões estruturais como manutenção de veículo, de instrumentos e demais detalhes. Já tentamos desenvolvê-lo sem tocar no assunto “dinheiro”, mas tivemos sérios problemas financeiros. Devido a esses problemas é que aceitei, em 2003, o convite do Celsino Gama para trabalhar com produção musical na LPC. 

3) ARTEDECHOCAR: O que mudou substancialmente na vossa cosmovisão quanto a dicotomia secular/cristão? 

ALMA & LUA: Entendemos que as referências Bíblicas nos remetem a questões bem mais relevantes  do que aquelas que a mera religiosidade observa; quando a Palavra ordena separação do mundo, está se referindo ao modelo desse sistema, e não a simples hábitos; o propósito de Deus para nós é que andemos na contramão, longe das vantagens que a desonestidade e os negócios ilícitos nos oferecem. A Palavra está nos dizendo: “O modelo do sistema não serve pra vocês!” e: “Joguem fora seus planos, Deus tem novos planos pra vocês agora!” Assim, é mais fácil para a maioria dos que se dizem cristãos, vender a ideia de que fumar é pecado, por exemplo,  do que abandonar uma carreira profissional onde a transparência e a honestidade não podem conviver com os lucros. A regra destes é bastante simples: Se é bom pra mim, é de Deus, é benção; se não me agrada, é do diabo. Não concordamos com essa visão; entendemos que Deus nos submete a uma profunda mudança de carácter, não de hábitos, para que aprendamos a não utilizar as estratégias que o modelo secular sugere. É mudança de estilo de vida.

4) ARTEDECHOCAR: Vocês se consideram cantores gospel?

ALMA & LUA:  Nos consideramos artistas cristãos, e queremos dizer com isso que acreditamos que nosso papel na Obra é através da música, e que nossos interesses precisam sempre ser submetidos ao propósito de Deus.

5) ARTEDECHOCAR: Apesar do grande conhecimento no meio artístico-musical, vocês optaram por um caminho menos glamoroso em busca de cantar canções mais relevantes, rejeitando de certa forma, por assim dizer, o mero mercantilismo dentro do ministério. Como vocês avaliam a atual situação do mercado musical secular e o dito mercado gospel? Semelhanças e/ou diferenças.

ALMA E LUA: Se o assunto é mercado, o objetivo é vender; entendemos que um artista cristão que faz música direcionada à carteira do seu irmão está, no mínimo, equivocado – estão mais para lobos do que para ovelhas. Não vemos problema algum em um cristão ser um profissional da música secular, contanto que consiga ficar imune às tramoias do sistema;  mas música cristã tem mais a ver com ministério do que com mercado. É evidente que o dinheiro é necessário, mas os excessos, os holofotes, a paixão por fama e fortuna tiram as pessoas do foco, é motivação errada; quando se faz música cristã para vender, além de ter que se adequar à indústria cultural (o tal jugo desigual), é necessário agradar o público, e para agradá-lo, é necessário falar o que querem ouvir, não o que precisam ouvir, e Obra de Deus não é entretenimento, é missão. 

Quanto ao mercado secular, há muito tempo não acompanhamos as coisas de dentro,  mas é evidente que tanta manipulação e interesse econômico resultou em banalidade artística extremada. E quem sofre as piores consequências?…

6) ARTEDECHOCAR: Diante de tanta confusão teológica e crescimento denominacional, pode-se falar de uma igreja brasileira? Como analisar e/ou diagnosticar as vantagens e desvantagens desse crescimento numérico dos evangélicos no país?

ALMA E LUA: Para nós, Igreja é Igreja – o Povo de Deus; não nos engajamos em nenhum movimento de nacionalização cristã porque, pelo menos por ora, não compreendemos nenhuma utilidade nisso. Nosso objetivo é contribuir para que haja qualidade cristã na Igreja, vida com poder e relevância. A Mensagem é adequada para todos os escolhidos de Deus, não importando a nacionalidade. 
Vemos esse tal crescimento evangélico como prejudicial, pois não nos parece genuíno – é onda; são pessoas buscando, preferencialmente, bençãos temporais e resistindo às ideias que traduzem compromisso – que como já dissemos, tem a ver com mudança de planos, não de hábitos. O pior de tudo é que parece não ser apenas um problema nacional, e  prejudica a unidade da Igreja, já que há crescente divergência quanto às interpretações teológicas, algumas vezes por falta de preparo, outras, por mero interesse pessoal.  

7) ARTEDECHOCAR: O último trabalho de Alma e Lua, Vanilla Jukebox (2011) nos apresenta a autenticidade de sempre de vocês. Remete-nos a uma textura recheada de violões, vocais, que nos lembra o country, o rural, anos 70, letras intimistas abordando temas relacionados ao coração do homem, natureza, levando-nos a contemplação e reflexão. Queria que nos falasse mais sobre este disco de uma forma geral. Há alguma autocrítica? E claro, onde e como adquirir?

ALMA E LUA: O Vanilla é resultado de um projeto do Celsino Gama, ex-diretor da LPC Comunicações, que viabilizava nossos lançamentos. A ideia foi somar em um só álbum nossas principais canções que estavam espalhadas em três outros – o “Caras Pintadas” de 1997, o “Desperta, América!” de 1999, e o “Sobrenome: Vento” de 2001, facilitando tanto os investimentos na fabricação, quanto os custos na aquisição. Gostamos muito da ideia, pois havia alguns problemas técnicos nos três primeiros cds que nos incomodava: O “Caras Pintadas” estava tecnologicamente ultrapassado, era muito antigo; com o “Desperta, América!” inauguramos um estúdio próprio e o cd serviu de laboratório para encontrarmos a melhor forma de fazer o nosso som com custo reduzido; o “Sobrenome: Vento” foi o álbum que mais nos agradou, porque conseguimos atingir, em nosso próprio estúdio, um bom nível técnico, mas este acabou ficando muito sofisticado, e nos incomodava tocar ao vivo acompanhados somente ao violão – que é como nos apresentamos – e ver as pessoas levando pra casa um cd todo paramentado com bateria, guitarras, órgãos, pianos, percussão…

No Vanilla, eu, Paulinho, fiz tudo sozinho e busquei fazê-lo com  simplicidade para que se aproximasse ao máximo do som que fazemos ao vivo; foi lançado sem a parte gráfica para destacar o conteúdo, mas é provável que ganhe uma capa simples nas próximas edições. 
Contatos, informações e nossos lançamentos estão disponíveis no nosso site: www.almaelua.com.br

8) ARTEDECHOCAR: Queremos desde já agradecer o contato e dizer que a gentileza e atenção de vocês nos fizeram perceber que estamos em casa. Que Deus possa vos abençoe grandemente.

ALMA E LUA: Mano véio, nós é que agradecemos a oportunidade, pois se não é correto exagerar no marketing de ministérios, também é impossível desenvolvê-los sem nenhuma divulgação. Queremos parabenizá-lo por sua contribuição à Igreja através do ArtedeChocar, pois os artigos que encontramos aqui contribuem muito para o aprimoramento de ideias.

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Muito satisfeito com a entrevista e contato com este casal abençoado. Paulinho você é uma figura, gente de Deus. Abração mano!

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09
mar

Por que valorizar o Musico Cristão Brasileiro? (João Alexandre)

por: Antognoni Misael


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11
fev

A música e poesia de Guilherme Kerr

por: Antognoni Misael


O espaço Nossa Arte Cristã deste mês traz a música e a poesia de Guilherme Kerr. Nascido em Araraquara, em 1953, Kerr é filho de pais presbiterianos. Muito embora tenha sido criado no cotidiano da igreja, deu uma de ‘rebelde sem causa’ na adolescência, vindo a se afastar da fé, passando boa parte de sua juventude em um caminho tortuoso. Em certa ocasião, em um grave acidente de carro quase teve sua vida ceifada.
Entre os anos de 1972/73 Guilherme Kerr teve sua fé firmada. Neste período ratificou sua atuação      música tendo como principal influência o grupo musical Vencedores Por Cristo, com o qual teve uma longa história.
A princípio Guilherme não pensava em ser cantor e compositor, mas o seu envolvimento intenso com o VPC fez aparecer um talento muito apurado, chegando a ser respeitado e reconhecido no meio da música cristã.
Sua primeira canção gravada encontra-se no LP Se eu fosse contar (1972), mas sua participação prosseguiu em outros álbuns do VPC, inclusive no histórico De Vento em Popa (1977).
Os anos 80 foram especiais para Guilherme. Foi a época em que sua produção musical se estendeu e seu talento realmente se pôs em maior evidência. As parcerias com João Alexandre, Jorge Camargo, Luciano Garruti, Nelson Bomilcar, Sérgio Pimenta e, especialmente, com Jorge Rehder, amigo e vizinho de bairro, elevaram em qualidade e profundidade a sua obra como um todo.
Na companhia desses amigos citados ele produziu canções para:
- VPC: Louvor II (1980), Louvor III (1981), Louvor IV (1985), etc.
- Igreja Batista do Morumbi: Missões e Adoração I (1985), Vento Livre (1985), Missões e Adoração II (1986), Missões e Adoração III (1989).
Indico o trabalho de Guilherme Kerr à todos que apreciam uma boa música, e destaco especialmente o trabalho Consola meu povo: canções do profeta Isaías (2005), cuja musicalidade e letra são as das melhores que já vi no meio do repertório cristão. O som de Guilherme também bebe da influência do melhor da Música Popular Brasileira: os vocais, curvas melódicas, textura instrumental, poesia, forma e sensibilidade. Certamente lembra-nos grupos como Boca Livre, MPB 4, Flávio Venturine, assim como alguns cancioneiros do som rural, porém ao mesmo tempo passeando pelos acordes sofisticados do Jazz. Vale apena mergulhar em sua discografia. É rica e abençoadora!
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Fonte de pesquisa: SOUZA, Salvador. História da Música Evangélica: de 1554 a 2009. Brasília: Clube de Autores, 2011.

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