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03
ago

Pastor que estuprou garota “a mando de Deus” é preso

por: Compartilhamento


A Polícia de São Paulo prendeu esta semana o pastor José Leonardo Sardinha, que se encontrava foragido.

Ele foi condenado em 2008 por ter estuprado uma menina de 13 anos, filha de uma fiel, em 1991.

A menina queria namorar o filho do pastor, o Leonardinho, mas não havia reciprocidade. Sardinha disse na época para a garota que tinha tido um “sonho profético”: se ela mantivesse relações sexuais como ele por três vezes, o namoro se viabilizaria.

O pastor argumentou que seria um “sacrifício” bíblico, semelhante àquele do pedido de Deus a Abraão para que matasse o seu filho.

A menina ficou desconfiada e perguntou ao pastor se o sonho tinha sido mesmo com Deus. Sardinha assegurou que sim. A garota, por gostar muito do Leonardinho, resolveu fazer o “sacrifício”.

Os encontros ocorrem em um motel. Como a menina era virgem, ela sentiu dor na primeira vez — houve relação anal e vaginal, com sangramento. Sardinha disse que aquilo fazia parte do sacrifício.

Dizem os autos: “Quando ele [o pastor] foi para o banheiro, [a menina] ainda perguntou se ele tinha certeza que aquilo era de Deus, ao que ele respondeu que nunca brincaria com o nome de Deus. Quando entraram no carro, a declarante ainda estava sangrando. Ele apenas disse “vigia que vai sangrar mesmo”.

Como a “profecia” não se realizou — Leonardinho continuava ignorando a garota —, o caso foi parar na Justiça. Sardinha foi acusado de estupro pelo Ministério Público. Antes, o pastor chegou a prometer à menina que ia se separar de sua mulher para se casar com ela.

No dia 6 de novembro de 2008, a juíza Jucimara Esther de Lima Bueno, da 26ª Vara Criminal Central, condenou o pastor a 21 anos de prisão em regime fechado, na penitenciária do Tremembé (SP).

Em janeiro deste ano, Sardinha obteve o benefício de cumprir a pena em regime semiaberto, e ele fugiu. O pastor foi preso quando celebrava um culto em sua igreja, a Assembleia de Deus Ministério Plenitude. Ele tentou enganar os policiais ao apresentar o R.G. do seu irmão.

(Fonte: Pragmatismo Político)

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É um lobo travestido de ovelha, além de, claro, bandido!

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22
mai

Jornalismo nota zero

por: Pavablog


Este vídeo do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.

Assista ao vídeo e veja se este blogueiro está exagerando.

Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.
É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.

É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.

Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.

Assistam ao vídeo, vocês vão entender minha indignação.

A dica do vídeo me foi dado pelo Fabrício Ramos pelo Facebook.

Atualizando (00:30 da terça-feira): O nome da repórter é Mirella Cunha, como já registrado em muitos comentários. O apresentador do programa para o qual ela trabalha é Uziel Bueno. Mas, em última medida, a Band é a responsável final por essa bárbarie jornalística.

Quanto ao fato de eu ter registrado o loirismo da repórter e a negritude do acusado, pareceu-me importante lembrar que somos um país com enormes desigualdades sociais e raciais. E que o fato de esse garoto ser preto e pobre é o que permite tal atendando aos seus direitos mais elementares. Dúvido que um loiro rico seria tratado dessa mesma forma pela “corajosa” jornalista.

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Vi no Pavablog e fiquei chocado com essa loirinha idiota!

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