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03
dez

SERÁ QUE ELE(A) ME AMA MESMO?

por: Dani Marques


Existe algo dentro de nós que alguns psicólogos chamam de “tanque emocional” e outros, “banco do amor”. Resolvi misturar os dois e inventar um novo termo: o “Tanque do Amor”. Ele funciona como um verdadeiro tanque de combustível. O ser humano necessita de amor para sobreviver, esse é o nosso combustível! Somos assim, pois Deus nos fez assim! Quando estamos apaixonados, somos impulsionados por este sentimento louco e avassalador a encher o tanque do nosso(a) amado(a) diariamente. Por que fazemos isso? Porque queremos conquistá-lo, conhecê-lo, seduzi-lo e principalmente, não correr o risco de perdê-lo. E para isso, somos capazes de fazer coisas que não costumamos fazer no nosso estado normal. Mas o que acontece com o casamento? Por que não continuamos agindo da mesma maneira depois que colocamos a aliança no dedo? Simples, porque já conquistamos, já conhecemos, já seduzimos e o risco de perder agora é bem menor.

Já expliquei em outro texto e vou explicar novamente. A paixão tem prazo de validade. Em qualquer relacionamento, uma hora ou outra ela acaba. E aí, o que fazer? Será que ficar pulando de relacionamento em relacionamento para suprir nossa necessidade emocional é a solução? Tenho certeza que não. O que acontece, é que quando este sentimento vai embora, o desejo natural de encher o “tanque do amor” do outro diariamente também vai. E é aí que entra em cena o amor, um sentimento maduro, bem diferente da paixão, que pode se tornar eterno e delicioso a partir do momento que você decide por amar o seu cônjuge, ou seja, encher o tanque dele sem esperar nada em troca, assim como faziam quando estavam apaixonados.

O grande problema no casamento, é que sempre queremos que o nosso cônjuge encha o nosso “tanque”, mas nunca estamos dispostos a encher o dele. Quer dizer, muitas vezes até estamos, mas vejam só: o que acontece quando colocamos álcool em um carro que só funciona a gasolina? Eis a razão de tantos casamentos destruídos. A mulher se esgota tentando encher o tanque do esposo com álcool e o marido se esgota tentando encher o tanque de sua esposa com gasolina. Conclusão: dois carros que não andam! E é neste momento que surge o caso extraconjugal. Um dos cônjuges está com o tanque vazio e encontra outra pessoa fora do casamento que se dispõe a encher o seu “tanque do amor” com o combustível certo. Na grande maioria das vezes, esta pessoa já é um amigo ou amiga (do trabalho, da faculdade, de um curso, um vizinho) ou até um amigo de confiança da família. O tanque vazio do seu cônjuge começa a ser preenchido por esta outra pessoa (que muitas vezes não tem a intenção de fazê-lo) e de repente surge a paixão. Daí pra frente, fica bem difícil impedir a traição. A não ser que a pessoa seja madura o suficiente para reconhecer o terreno perigoso que está pisando e decida dar a meia volta. Leia: Me apaixonei por outra pessoa! Mas não é isso que acontece na grande maioria das vezes… Misture um tanque vazio com o sentimento avassalador da paixão e BUM! Aconteceu.

Mas voltando ao foco do texto, quero fazer com que você aprenda a encher diariamente o tanque do amor do seu cônjuge com o combustível correto. Fazendo assim, nada e nem ninguém será tão atraente para ele quanto você! O psicólogo, autor e conselheiro matrimonial Willard Harley, depois de mais de 25 anos de experiência, conseguiu listar 10 necessidades que representam os “combustíveis” que o ser humano tanto necessita para se sentir amado e atraído pelo cônjuge. Através de milhares de aconselhamentos, ele percebeu que dentre essas 10 necessidades, normalmente os homens tem preferência por cinco e as mulheres pelas outras cinco. Mas isso não é regra e nem fórmula mágica para um casamento feliz. O grande segredo, é pegar essa lista, ter uma conversa amorosa com seu cônjuge e descobrir aquilo que os dois mais necessitam para se sentirem amados.

Vou começar com o álcool, o combustível das mulheres:

Afeto – Quando se trata de sexo e afeto, não se pode ter um sem o outro. Se você marido quer que sua esposa supra as suas necessidades sexuais, dê a ela o afeto que precisa! Carinho, beijos, abraços, mãos dadas… tudo isso sem levar para o lado sexual. Ela precisa sentir o seu afeto sabendo que não existem segundas intenções. Quando você ama sua esposa através do afeto, está dizendo a ela: “Você é importante pra mim, cuidarei e protegerei você. Estou preocupado com seus problemas e suas necessidades e estarei aqui quando você precisar!” Você pode dizer isso a sua esposa através de um cartão, um bilhete dizendo “eu te amo”, flores, mãos dadas, caminhadas após o jantar, toques sem a intenção sexual, telefonemas e conversas com expressões amáveis. Para descobrir se você tem essa necessidade, é só perceber o quanto se sente bem quando recebe o afeto e como se sente mal quando não o recebe.

Diálogo – Interesse-se pelos assuntos preferidos um do outro, conversem de forma equilibrada, onde os dois tenham tempo de falar e escutar. Use a conversa para informar, descobrir e compreender o cônjuge. Fale de seus interesses e atividades pessoais. Descubram os sentimentos um do outro sem necessariamente tentar mudá-lo. Compreendam a motivação um do outro pela vida, o que traz alegria e tristeza para ambos. Lembre-se de que as mulheres se apaixonam por homens que reservam um tempo para conversar e trocar afeto com elas. Então, se essa for uma grande necessidade sua, certifique-se de que seu cônjuge é quem a satisfaz melhor e com mais frequência! No namoro é natural que exista o diálogo, pois ambos estão altamente motivados a descobrir aquilo de que o outro gosta ou não gosta, experiências pessoais, interesses e planos para o futuro. Isso precisa continuar após o casamento. Para a maioria dos homens é um tremendo esforço buscar um diálogo que não seja prático, ou seja, que não seja um meio para um fim. Mas se essa é a necessidade da sua esposa, não pense duas vezes em depositar litros de álcool no “tanque” dela, antes que outro homem o faça!

Honestidade e franqueza – Para nos sentirmos seguros, em especial as mulheres, precisamos de informações precisas sobre o nosso cônjuge, assim como pensamentos, sentimentos, hábitos, preferências, história pessoal, atividades diárias e planos para o futuro. Se um cônjuge se recusa a se comunicar de forma aberta e honesta, está destruindo seu casamento com as próprias mãos. Para muitos (especialmente os homens) existe uma grande dificuldade em se comunicar, por conta da personalidade ou criação que receberam, mas assim como seu cônjuge terá que se esforçar para suprir suas necessidades, se esforce também para suprir as dele. Não esconda senhas, mensagens, movimento financeiro… No início será um grande esforço, mais com o tempo se tornará natural e prazeroso, eu garanto!

Apoio Financeiro – Faço aqui uma pergunta: Se antes do casamento seu cônjuge tivesse lhe pedido que não esperasse nenhuma contribuição financeira da parte dele, isso teria afetado a sua decisão de casar-se? E se seu cônjuge não conseguisse achar trabalho e você tivesse que sustentá-lo financeiramente por toda a vida? Isso esvaziaria o seu tanque do amor? Pode até ser que você tenha a necessidade de apoio financeiro se espera que seu cônjuge ganhe o sustento. Mas você definitivamente tem essa necessidade se não espera que seja você a pessoa a prover o sustento, pelo menos durante parte do casamento. O que é apoio financeiro? Casais diferentes dão respostas diferentes a esta pergunta, e os mesmos casais podem responder de forma distinta em diferentes estágios da vida. Tente entender o que espera do seu cônjuge financeiramente para que se sinta realizado. E o que faria sentir-se frustrado? Eu, por exemplo, sempre tive o sonho de não trabalhar fora depois que os nossos filhos nascessem. Conversei sobre isso com meu marido na época que namorávamos e ele disse que teria prazer em ser o provedor do lar contanto que o salário dele fosse suficiente para suprir nossas necessidades. E foi o que aconteceu. Normalmente, as mulheres sentem a necessidade de poder ter esta opção. Já os homens, dificilmente pensam em um dia parar de trabalhar para cuidar dos filhos e ser sustentado pela mulher.

Compromisso com a família – Se você ainda não tem filhos, pode não sentir essa necessidade, mas quando o primeiro filho chegar, uma mudança que você não previa poderá acontecer. Compromisso familiar não é apenas dar comida para os filhos, vestí-los ou olhá-los para que estejam em segurança, mas sim a responsabilidade pelo desenvolvimentos deles, o ensino de valores, da cooperação e cuidado mútuo. É gastar tempo de qualidade com seus filhos para ajudá-los a desenvolver-se como adultos felizes, saudáveis e bem sucedidos. Para saber se esta é uma necessidade sua, pergunte-se: “Quando meu cônjuge me ajuda na educação dos filhos e cuidados com o nosso lar me sinto muito realizada?” ou “Quando ele negligencia tudo isso e se mostra ausente e descompromissado com nossa família, me sinto frustrada?” Se descobrir que seu cônjuge tem essa necessidade, a sua participação frequente em atividades familiares, poderá encher o tanque de combustível dele até transbordar! (Leia: Você é homem com “H” maiúsculo ou minúsculo?)

Agora vamos passar para a gasolina, o combustível dos homens:

Realização sexual – satisfaça as necessidades do seu cônjuge como você deseja que ele satisfaça as suas. Normalmente as mulheres não entendem a grande necessidade que os homens tem de sexo, como eles não entendem a grande necessidade que elas tem por afeto. É bom deixar claro que atos que possam demonstrar afeto, tais como abraçar e beijar, quando relacionadas ao sexo, são sexo em si, e não afeto. E para se chegar a compatibilidade sexual, precisamos de intimidade sexual. Primeiro supere sua ignorância sexual e depois comunique a seu cônjuge o seu conhecimento sexual, seus desejos e fantasias, para que assim ele possa supri-los. O homem tem uma necessidade natural por sexo, mas alguns necessitam disso para se sentirem amados. Faça esta pergunta: “Quando meu cônjuge não atende minhas necessidades sexuais, sinto-me frustrado e não amado?” Fique de olho também na sua mente. Quanto mais fantasias, maior a sua necessidade. Quando vocês se casaram, fizeram um acordo de que seriam o único parceiro sexual um do outro. Fizeram isso porque confiavam um no outro quanto a satisfação sexual. Se você tem essa necessidade, será muito dependente do seu cônjuge para que a tenha satisfeita. Você não tem outra escolha ética, por isso, conversem sobre o assunto e desenvolvam intimidade. Não tenham vergonha de dizer um para o outro sobre carinhos e posições preferidas. Existem casais que passam anos fingindo gostar de carinho e posição “x” e vivem fantasiando carinho e posição “y”, por isso nunca alcançam a plena satisfação sexual. Uma boa conversa poderia resolver o problema! (Leia: Sexo é pecado?, Sexo oral I, Sexo oral II, Sexo Anal é pecado? e Só “papai e mamãe” de luz apagada?)

Companherismo – Casal que se diverte unido permanece unido. Busquem interesses em comum e estejam juntos! Veja um filme junto com ele ou quem sabe até um jogo de futebol. Mostre-se presente, companheira e amiga. No namoro é natural ver meninas acompanhando seus namorados um jogos de futebol, pesca ou caça. O mesmo acontece com homens apaixonados, que são encontrados em shoppings centers fazendo compras com a amada. Eles aproveitam cada oportunidade para estarem juntos, pois querem garantir outros encontros no futuro. E porque o casamento tem que acabar com as atividades que tornaram o relacionamento tão compatíveis? A esposa não pode ser a companhia do marido em sua recreação e vice-versa? Que desperdício seria se outra pessoa enchesse o tanque do amor do seu cônjuge com esse combustível! E se for alguém do sexo oposto, o perigo aumenta! Sejam a companhia favorita um do outro no lazer. Escolham atividades que agradem os dois. (Leia: Ele(a) nunca tem tempo pra mim!)

Uma mulher atraente – Se você tem essa necessidade, uma pessoa atraente não apenas chamará sua atenção, mas poderá distrair você do que quer que esteja fazendo! Para muitos, a necessidade de um cônjuge atraente continua ao longo do casamento e a aparência atraente do cônjuge deposita alguns litros de combustível no tanque do amor. Segundo a experiência do autor citado na final do texto, o peso geralmente ganha mais atenção, contudo, a escolha das roupas, corte de cabelo e a maquiagem também contribuem para deixar a pessoa mais atraente. Mas isso pode ser muito subjetivo. O que é atraente pra mim, pode não ser atraente pra você. Mais uma vez digo que é uma questão de conversa franca, amorosa e transparente. Incluo neste item a higiene pessoal: cabelos limpos, higiene íntima, higiene bucal e inclusive a depilação para as mulheres. Pergunte para o seu marido o que ele acha de axilas e pernas peludas?

Apoio familiar – O apoio no lar inclui cozinhar, lavar louças, lavar e passar roupas, limpar a casa e cuidar das crianças. Se você se sente muito realizado quando seu cônjuge faz estas coisas e muito chateado quando tais tarefas não são feitas, você tem a necessidade de apoio doméstico. Antigamente, este era o papel da esposa, mas os tempos mudaram. Normalmente, no início do casamento, ambos estão dispostos a ajudar e compartilhar atividades domésticas, mas a bomba explode quando os filhos nascem. Crianças criam grandes necessidades, financeiras e domésticas. Ambos os cônjuges precisarão assumir novas responsabilidades. E quais delas assumirão? Pois bem, está na hora de conversarem de novo. Deve haver um equilíbrio e uma divisão de tarefas. Quando as atividades domésticas ficam apenas sobre os ombros de um dos cônjuges, surge um grande desgaste no relacionamento e muita frustração. Litros e litros de combustível são retirados diariamente. Não permita que isso aconteça no seu casamento! (Leia: Ele não me ajuda em nada!)

Admiração – Se você tem necessidade de admiração, pode ter-se apaixonado pelo seu cônjuge em parte por causa das palavras de elogio dirigidas a você. Algumas pessoas simplesmente adoram ouvir que são admiradas. Se você tem essa necessidade, uma crítica provavelmente o magoaria muito. Essa é uma das necessidades mais fáceis de atender. Um simples elogio e seu cônjuge já ganhou o dia. Por outro lado, é muito fácil ser crítico. Uma simples palavra de crítica ou censura pode arruinar o seu dia e esvaziar totalmente o tanque do amor. Se você pode ser afetado com essa facilidade, certifique-se de acrescentar admiração à sua lista de necessidades emocionais importantes. (Leia: As palavras podem destruir um relacionamento! e Mulheres: freio na língua!)

A relação acima é um resumo, do resumo, do resumo do EXCELENTE e RECOMENDADÍSSIMO livro: “Ela precisa, ele deseja – Dr. Willard F. Harley Jr – Ed. Candeia.” Ele tem uma leitura muito gostosa e uma linguagem fácil. É um investimento que vale MUITO a pena!

Bom, agora é hora de colocar em prática! Descubra as suas necessidades e as do seu cônjuge, encha o tanque dele diariamente e veja um milagre acontecer no seu casamento! Orem juntos todos os dias para que o Senhor seja o centro desta união e os oriente em todas as decisões, atos e palavras. Deus tem o melhor pra vocês, mas neste caso, Ele não pode fazer muita coisa sem a sua colaboração. Faça a sua parte e com certeza Ele fará a Dele!

Alguns trechos desse texto foram tirados do livro “Ela precisa, ele deseja – Dr. Willard F. Harley Jr – Ed. Candeia.”

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Fonte: Salve meu casamento.

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30
set

TRAIR E ORAR, É SÓ COMEÇAR!

por: Dani Marques


O título te escandalizou? Ou foi a imagem? Sabe o que que mais me escandaliza, ou melhor, indigna? É saber que o adultério corre solto dentro das igrejas. Os escândalos anunciados na mídia não me deixam mentir. Não estou falando de pessoas que vez ou outra traem, se arrependem genuinamente e buscam restauração em Cristo. Não! Estou falando daqueles que se dizem irmãos, mas vivem na imoralidade. Ou seja, o adultério faz parte da sua vida, tanto quanto a oração e leitura da Palavra. Diga-se de passagem: leitura conveniente da Palavra. Um dos exemplos que me vem a mente, é o caso do pastor que ignorou o acento da palavra adúltera, acrescentou uma vírgula no texto e criou um justificativa para traçar sua “ovelhinha”: “Vá, tome uma mulher, adultera…”. Veja a diferença do texto original: “Vá, tome uma mulher adúltera e filhos da infidelidade, porque a nação é culpada do mais vergonhoso adultério por afastar-se do Senhor”. Oséias 1:2.

Líderes religiosos usando a Palavra para justificar o pecado? Não preciso nem me dar ao trabalho de procurar. Tem aos montes!

Mas não podemos esquecer que adultério não envolve apenas o ato físico: “Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração”. Mt 5:28. “Vixi, então o negócio tá feio!” Feio? Tá feio, encardido e fedendo a estrume!

Quantos líderes religiosos viciados em pornografia e sexo virtual estão levedando toda a massa? Pregando a Vida e vivendo na morte?

A exortação hoje é para os que se dizem cristãos, pregam Jesus, mas não vivem o que pregam. Para os que sabem que adultério é pecado, que pornografia é adultério, mas “consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres… Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. Malditos! 2 Pe 2:13 e 14

A vocês, Cristo tem algo a dizer: “Melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido”. Confirma-se neles que é verdadeiro o provérbio: “O cão voltou ao seu vômito” e ainda: “A porca lavada voltou a revolver-se na lama“. Mt 18:62 e Pedro 2:1-22

“Mas Dani, como alguém que conhece a Cristo e prega a sua Palavra pode ter coragem de fazer essas coisas?” Sinto-lhe dizer, mas isso não é novidade e nem raridade. Paulo que o diga: “É verdade que alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho. Aqueles, pregam a Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso.” Filipenses 1:15-17

O texto de hoje fala aos adúlteros, mas inclua na lista os: caluniadores, apegados aos dinheiro, roubadores, maledicentes, injustos, maldosos e depravados. Os invejosos, homicidas, que promovem rivalidades e estão cheios de engano e malícia. Também os bisbilhoteiros, insolentes, arrogantes e presunçosos. Os que inventam maneiras de praticar o mal, desobedecem a seus pais, são insensatos, desleais, sem amor pela família e implacáveis. Também os “levitas”, que cantam tão bem quanto cantam a mulher dos outros. Os que tocam com tanto profissionalismo quanto tocam material pornográfico. Os que falam tão bem quanto mentem. Os que mostram aparente misericórdia, mas não demonstram amor nem pela própria esposa, os que pregam Mateus 6:19 mas vivem Lucas 12:19, os que ensinam a parábola do Bom Samaritano, mas agem como o sacerdote e o levita, os que que amedrontam suas ovelhas com Malaquias 3 e se deleitam com os “frutos” deste medo. Acho que vou parar por aqui, porque a lista é grande!

Embora essas pessoas conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam. Será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento? Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento. Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.” Romanos 1:32 e 2:4-6

Não, o Senhor não leva em conta o tempo da nossa ignorância, conforme Atos 17:30, mas pra você que não é um ignorante e já conheceu o caminho da justiça, a sua ÚNICA saída é o arrependimento, antes que sua alma seja requerida e antes que a volta de Cristo te surpreenda como o ladrão na noite. E pra terminar, te desafio a se decidir entre o frio e o quente. Se optar por Cristo, mude de vida hoje, busque-o! Mas se pretende continuar se deleitando em seus prazeres, renegue-o, antes que você seja vomitado de Sua boca:

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” Apocalipse 3:15-20

“Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la? Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram!“. Jo 6:60 e Mt 7:14

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Fonte: Salve meu Casamento.

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17
jul

O amor é lindo

por: Walter McAlister


“De menina pra menina: romance água com açúcar de filme é gostosinho de ver, mas afeta negativamente nossas noções de amor, né. #melhorevitar”. Faz pouco tempo que essa mensagem apareceu na minha linha do tempo do twitter. Com menos de 140 caracteres, frases como essa circulam o mundo. Essa veio de uma moça de 19 anos. Lucidez impressionante. Mas até que ponto essa mensagem é urgente? Como esses filmes, as tão celebradas “comédias românticas”, têm influenciado esta geração? Devem ser evitados? É possível? Estou sendo um chato? Isso é coisa de velho que reclama que o mundo não é mais como nos tempos dos mil réis? Nada disso.

Não estou reclamando dos “jovens de hoje em dia”. O romance hollywoodiano é um fato há décadas. Os conceitos de amor romântico, do príncipe encantado e da princesa adormecida são coisa de antigamente. Entretenimento leve. “Filmes para meninas” – é como chamávamos esse gênero eu e os meus colegas de faculdade. Se fosse para pedir uma moça para sair e assistir a um filme teria que ser um desses. Na minha época o filme obrigatório era “Love Story”. Creio que não somente eu, mas todos os meus amigos foram obrigados a assistir a esse filme por imposição da namorada. Suspiros, lágrimas, “love is in the air”, explode coração. Nós queríamos ver “Duro de Matar”, “Rambo” e “coisas de homem”. Mas, se fosse para sair com a namorada, tinha que ser água com açúcar. Só os brutamontes insistiam em levar a namorada para filmes de ação (ou seja, violência, brutalidade, crueldade, sangue e morte).

Li um artigo recentemente (e aqui peco por não me lembrar onde nem quem foi a autora, lamento) de uma escritora cristã que alugou o filme “Sintonia de Amor”, com Tom Hanks e Meg Ryan. Ela queria assistir ao filme na companhia das suas duas filhas pré-adolescentes. Em menos de trinta minutos algo lhe ocorreu e cito aqui o que ela escreveu: “Meu Deus, isso é pornografia emocional!” Palavras dela, não minhas. Ela percebeu que aquele filme lindo, emocionante e predileto de muitos pintava um retrato absolutamente falso do amor e dos homens, de modo geral.

O filme já começara e ela se viu na obrigação de assisti-lo com suas filhas até o fim. Ao terminar, desligou a televisão e teve uma boa conversa com elas. Considerei seus argumentos interessantes e lembrei deles ao ler o tweet que mencionei no início do texto. Segundo a autora, a pornografia é uma violação da ordem divina do mundo. Faz da mulher um objeto. Cria uma imagem absolutamente falsa de mulheres. Gera nos homens um “ideal” que nasce dos seus instintos naturais, mas cultivados fora da ordem criada por Deus, ou seja, no contexto de laços matrimoniais. É importantíssimo entender que a Bíblia não é um manual para uma vida pudica. A Bíblia celebra a sexualidade e o amor romântico. Basta ler o livro de Cantares (que, por sinal, era proibido para menores em Israel). Há uma celebração de beleza, de romance, de desejo, de carícias – e em termos razoavelmente explícitos. O homem se encanta pela beleza do corpo da amada. A mulher se enche de desejo pelas carícias do seu amado, como também pelo seu corpo. Mas tudo transcorre no contexto de uma união abençoada por Deus.

Há uma frase que o autor repete: “Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar: Não despertem nem incomodem o amor enquanto ele não o quiser.” (Ct 2.7, 3.5, 8.4). Essa emoção é algo que deve ficar adormecido até que a vontade humana seja empregada, até a hora certa. Em outras palavras, o amor é algo que nós despertamos quando quisermos. Está sob nosso controle. “Ah, mas o amor acontece! Ninguém pode controlar o amor”, protestam os adeptos da comédia romântica (e é aqui que mora o perigo desse gênero cinematográfico). Os inimigos no filme acabam “caindo” um pelo outro. No fim do longa-metragem, o rapaz, que é um sem-vergonha, acha redenção no amor da menina, que não resiste aos seus encantos. Não é à toa que muitas moças caem na conversa de malandros que se encaixam no ideal hollywoodiano. Afinal, foram instruídas e formadas na escola do romance moderno. São presas fáceis, pois seus corações foram preparados para um amor “avassalador”. E, por causa da “pornografia feminina”, o homem também se torna um objeto, fruto dos seus desejos legítimos de romance, mas corrompidos. Os rapazes vivem a procurar “a garota dos sonhos” e acabam seduzidos por mulheres que se apresentam dentro do mesmo ideal hollywoodiano.

Não é de se surpreender que haja tantos casamentos falidos hoje em dia. O malandro encantador deixa de encantar e acaba sendo um pesadelo para a menina que caiu na sua lábia. A sedutora dos sonhos acaba se transformando numa mulher normal e deixa de ser a boneca de luxo e o bibelô que aparentava. Acordam e descobrem que a pessoa com quem casaram ficou barriguda, calva, tem mau hálito de manhã (ah, se fosse só de manhã), passa dias de mau humor e não traz mais flores nos momentos inesperados. Vêm os filhos e os dois estão mergulhados numa operação de guerra, com toda a tralha (carrinho, fraldas, babador, mamadeira, talco e uma infinidade de acessórios). O corpo muda, o humor oscila, o tempo para andar de mãos dadas na praia ao entardecer se foi. Descobrem que terão de se sacrificar um pelo outro. Descobrem que a vida não termina no grande beijo debaixo da árvore, enquanto rolam os créditos. Descobrem que esse “amor” não vence tudo. Descobrem que vão “ter de conversar” (uma frase que, quando minha esposa fala, nunca promete ser boa coisa).

Ah, o amor de verdade vence. Mas não é o que Hollywood nos ensina. Como eu sei? Porque estou casado há 31 anos. A menina com quem me casei não é mais menina. Vejo nos olhos dela a menina com quem me casei, mas não ignoro as mudanças. Quem nos vê passeando de mãos dadas verá um casal beirando a terceira idade. Ninguém nos “paquera”. Quando recém-casados sim. Havia rapazes descarados que paqueravam a minha Martinha, e na minha frente. Eu brincava com ela dizendo “não é culpa deles ter bom gosto”. Afinal, por que ter ciúmes? Ela me escolheu.

Na lua-de-mel, Marta notou umas argentinas me paquerando (coisa que nunca notei, mas ela garante que aconteceu). Enfim, já não acontece mais. Mas posso dizer que eu a amo e ela me ama com um amor verdadeiro. Não sentamos no restaurante olhando nos olhos um do outro com o coração acelerado. Temos dias em que mal nos falamos. Eu acordo mal ou ela está chateada com algo e o coração não explode. O sofrimento, a doença e os desentendimentos mudaram quem somos. Temos história.

Errei. Ela errou também. Tem horas em que dá vontade de dizer “nem começa… já sei… nem vem”. Já tivemos as bodas de papel, de prata e brinco, dizendo que fizemos até “bodas de Lexotan”. Perdão e bem-querer é um exercício entre nós, que só funciona pela graça de Deus – uma renovação diária. Mas não a troco por nada neste mundo. O amor cristão é algo mais sólido, mais substancial, menos efêmero, menos dependente de “momentos”. Já esqueci o nosso aniversário de casamento 3 vezes. Sorte minha que ela se esqueceu, também, e nos mesmo anos. Passamos por águas muito profundas e tempestades que quase nos deixaram náufragos. Mas estamos de pé, graças a Deus.

Nosso caso de amor não começou com romance. Poucos sabem que eu a pesquisei antes de pedi-la em casamento. Eu não era o “tipo” dela e ela não era o meu. Mas concordamos em nos casar. Foi no nosso primeiro encontro de verdade. Já nos conhecíamos. Mas não “caímos” um pelo outro. Escolhemos, decidimos e, depois, deixamos o amor despertar. Mas essa já é uma outra história.

Sei que este é o blog de um líder e teólogo. Parece um assunto que não tem muito a ver com a vida cristã. Só que tem tudo a ver. Nada lhe trará mais alegria, mais frustração, mais sacrifício, mais abnegação, mais tristeza, mais necessidade de espiritualidade do que a pessoa com quem você compartilhará a sua vida. Que seja pelas razões certas que você se permite despertar para o amor. Mas que não seja antes da hora. Afinal, o amor é lindo. E, com cada ano que passa, compreendo isso mais. Um beijo para a minha amada Martinha e paz a todos vocês.

Na paz,

+W

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Fonte: Walter McAlister.

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