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Se João Batista Fosse Famoso
por: Compartilhamento
Luzes, câmeras, multidão. Esta é a marca do sucesso. Esta é a dica de que algo está funcionando. Pelo menos é isso que a gente vê hoje em dia. João Batista era um “produto exportação” do seu tempo. Tinha até estilo exclusivo (“usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato”, v.6). Hoje em dia isso aumentaria o seu sucesso e alavancaria os multiprodutos com a sua marca: Grife JB, Snacks em forma de grilo com gostinho de mel, artigos de couro do João, além da família de bonecos. Pelo menos quatro linhas de produtos de sucesso, sem contar os milhões de acessos garantidos nos reprodutores de mídia online que lhe dariam bons retornos financeiros com os patrocínios no seu canal exclusivo.
Ele tinha uma mensagem forte, tinha uma imagem forte, tinha uma presença marcante; ele tinha um público fiel, tinha influência sobre as pessoas, era popular. Ele tinha tudo pra ser a estrela da sua geração. Ele tinha seus seguidores, seus discípulos. Ele até foi confundido com o Messias que haveria de libertar o povo.
Talvez muitos a sua volta o serviam, davam presentes, ofereciam seus “préstimos”. Tudo estava dando certo. Tudo estava correndo bem. Dá até pra imaginar o “ar” de satisfação de seus “assessores e diretores de marketing”.
No “auge da sua carreira”, entretanto, João faz uma declaração que poderia deixar todos perplexos. Ele diz que havia alguém “mais importante do que ele”. Isso não é uma coisa que uma celebridade pode dizer a qualquer um e a qualquer momento. Ele vai além: “não mereço a honra de me abaixar e desamarrar…”. Como pode João falar isso?! Primeiro, abaixar-se para alguém é um sinal de submissão; segundo, desamarrar as correias de uma sandália era função de um escravo bem “rebinha”, talvez o de mais baixo valor da casa; terceiro, ele diz que isso seria uma honra; quarto, ele reconhece que não merece tal honra. Que que é isso, rapaz!
No auge do sucesso João se coloca na mais baixa condição. Mas ele não se importa, nem treme, nem sua a frio, nem titubeia. Declara de boca cheia e com imensa convicção. Este antimarketing poderia causar um grande prejuízo nos empreendimentos com a sua marca e sua imagem. Mas ele não se importava, porque sabia que maior que o seu discurso era aquele a quem ele estava preparando o caminho. João sabia que mais valiosa que a sua popularidade era a integridade da sua missão. Sabia que o melhor lugar era estar aos pés de Jesus, mas que isso não dependia dos seus méritos, e sim da graça divina.
Ao avaliar o decorrer da história, logo chego à conclusão de que mais alto que o topo do mundo é o lugar onde reconhecemos que desamarrar as sandálias do nosso Senhor é uma honra, e não a merecemos.
Popularidade hoje é fácil de conquistar. Integridade e fidelidade à missão é uma outra história. Façam as suas escolhas.
“Muitos moradores da região da Judeia e da cidade de Jerusalém iam ouvir João. Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão… Ele dizia ao povo: – Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele”. (Marcos 1.5-7)
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Pr. Rodolfo Gois
Publicada Originalmente no Ultimato, via UMP da QUARTA.
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A Guerra pelas Palavras
por: Rodrigo Ribeiro
As palavras são essenciais na comunicação. Nem todos tem aflorado o dom da mímica, de modo que se fossemos depender da linguagem não-verbal, muitos seriam encerrados no cativeiro da ignorância e grandes ideias iriam se perder em meio a gestos não compreendidos. Mas o perigo da dissonância entre a mensagem falada e a recebida também afeta o mundo das palavras, e o problema muitas vezes começa no conceito delas próprias.
Na teologia isto também acontece e não é de hoje. Na época em que eclodiu a reforma protestante, houve uma questão inevitável: qual era a igreja verdadeira? A igreja católica ou as novas igrejas protestantes? Para responder esta pergunta ambos os grupos se valeram das mesmas palavras, fazendo referência aos antigos credos, indicando que teriam as marcas da verdadeira igreja: unidade, universalidade, apostolicidade e disciplina.
Ocorre que enquanto a Igreja Romana afirmava que era universal porque estava, como instituição, em expansão por todo o mundo, e era apostólica porque o papa era o sucessor direto de Pedro, a igreja reformada, afirmava que sua universalidade consistia no fato de que a igreja não se vincula a nenhuma nação ou povo, mas era composta pelos eleitos, de todos os povos, lugares e épocas, e que era apostólica porque tinha como fundamento a doutrina dos apóstolos.
Apesar da confusão semântica os reformadores entenderam a importância destas palavras e não abdicaram de usá-las, lutando para que ficasse revelado o seu correto significado. No entanto esta não é a postura de muitos em nossos dias, pois assim como em vários outros períodos na história da igreja, ensinamentos errados e heréticos tem invadido nossos templos e tem levado ao cativeiro palavras preciosas, mas a nossa postura tem sido diferente dos homens do passado. Temos perdido a partida por W.O. Consentimos com o rapto e assim nos tornamos cúmplices deste delito!
A doutrina da prosperidade se difunde no evangelicalismo brasileiro, e nós simplesmente, a fim de evitar qualquer associação com estes pensamentos, largamos mão desta palavra bíblica, fugindo dela ao máximo, entregando-a de mãos beijadas aos salteadores, esquecendo que ela faz parte da revelação de Deus nas suas escrituras, e por isso não podemos abandoná-la. A verdadeira prosperidade, que é a satisfação em Deus (Salmo 16:11), a alegria com contentamento (1 Tm .6-8), não pode desaparecer de nossos púlpitos. Devemos resgatá-la e proclamá-la sem medo, purificando o conceito e afastando de todo o materialismo mundano. Imagina o desastre que seria se em decorrência da extorsão provocada por homens impiedosos, excluíssemos do nosso meio o dízimo e as ofertas? O pecado de terceiros não nos dá permissão para omitir as verdades da palavra de Deus.
A mesma situação ocorre com palavras como vitória e promessas, que já tão desgastadas e violadas pelo discurso triunfalista barato, de um evangelho antropocêntrico, que visualiza Deus como um grande e poderoso amuleto para obter as benesses materiais e emocionais desejadas. Mas estes desvios não nos autorizam a expulsar de nossos arraiais estas palavras! O cristão é vitorioso em Cristo (1 Co 5:17), aliás é mais do que vencedor (Romanos 8:37), e a sua vitória é maior e melhor que qualquer situação existencial: nossa vitória é escatológica, no final de tudo, venceremos com Cristo ! Esta verdade não pode ser guardada ou evitada, assim como não podemos negligenciar as maravilhosas promessas de Deus que nada tem a ver com profetadas humanas, mas que são verdadeiros mananciais bíblicos de esperança e paz, como por exemplo a maravilhosa promessa que ele estaria conosco até a consumação dos séculos (Mateus 28:20), que todas as coisas cooperam para o nosso bem (Rm 8:28) e que se confessarmos o nosso pecado ele irá nos perdoar (1 João 1:9). Aqueles que desejam promessas menores que esta, feitas apenas por homens, que fiquem com elas, mas não privemos o povo de Deus de ouvir as promessas genuínas e inigualáveis da parte de Deus!
Existem outros casos que podem ser citados, como a equivocada aversão dos recém-convertidos ao calvinismo com a palavra escolha, não percebendo que esta doutrina não anula a decisão do homem, mas afirma que esta sempre será na direção oposta a Deus, se o Espírito não o vivificar. Esta é uma postura que é compreensível quando se trata de neófitos, mas é completamente descabida àqueles que já trilham há muito tempo no percurso das doutrinas da graça. Eis mais um exemplo de palavras que devem ser retirados do exílio.
Enfim, que possamos olhar para o exemplo dos reformadores e de tantos outros cristãos comprometidos com a ortodoxia ao longo da história, que combaterem as heresias, mas que não abandonaram as palavras que o próprio Deus usou, as deixando na boca dos lobos vorazes e dos tolos teológicos. As palavras são importantes, pois é a través dela que o evangelho é proclamado. Resgatemo-nos para Deus, restaurando seu significado real e glorificando nosso Pai sem perder a guerra que começa no dicionário e termina na vida espiritual.
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Rodrigo Ribeiro é lá da capital da Borborema, Campina Grande-PB; integrante do Blog da UMP da Quarta, Bacharel em Direito e amigão nosso.
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Pré-parados
por: CompartilhamentoEm uma batalha, um comandante tem que se certificar que todos seus soldados tem o treinamento, suprimentos e ordens necessárias antes do combate. Eles devem estar preparados. Sendo Jesus nosso general, nos deu uma missão e todo o preparo necessário para seu cumprimento: “vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”[1]. Diante dessa ordem tão clara e específica, justificamos nossa inércia pela falta de capacitação, estamos pré-parados esperando um preparo que nunca chega.
Quando sou convidado para ministrar alguma oficina sobre evangelismo, sempre começo perguntando aos participantes: “qual o preparo necessário para evangelizar?”. As respostas sempre variam entre aprendizado de um método ou modelo de apresentação do evangelho, curso específico de evangelismo e até mesmo curso básico de teologia. No entanto nas Escrituras vemos Jesus ser proclamado por pessoas com pouco ou quase nenhum preparo.
Por exemplo, no evangelho segundo Marcos, capítulo 5 e versículos 1 a 20, vemos que Jesus salva um homem de uma multidão de demônios que o afligia. Esses demônios derrotados tentam trazer um grande prejuízo àquela região entrando numa manada de porcos que se atira no lago. Os moradores daquela região, embora tivessem testemunhado o sinal de que Jesus era o Cristo demonstrando sua autoridade e poder até mesmo sobre os espíritos malignos, insistem para que Ele vá embora dali. O valor dos animais e o medo de seus donos é maior que a alegria da salvação de Deus.
Enquanto isso, o homem que foi liberto daquela legião de demônios pede insistentemente para que Jesus permita seguí-lO, mas Ele… não deixa! Jesus impede que aquele homem junte-se ao seus discípulos, ordenando que ele “volte para casa e conte aos seus parentes o que o Senhor lhe fez e como Ele foi bom para você”[2]. Mas será eficiente esse ministério com tão pouco preparo?
O evangelista nos informa no versículo 20, que Ele não somente pregou a seus familiares, mas por toda a região conhecida como Decápolis e o resultado foi que “todos ficavam maravilhados”. Como foi poderosa a ação desse enviado, fiel ao chamado do Senhor para a missão dada: dar testemunho do que Deus fez em sua vida!
O jovem gadareno em Decápolis[3], André a seu irmão Simão[4], Filipe a Natanael[5], A mulher samaritana em sua cidade[6]… não faltam na Bíblia relatos de pessoas que testemunharam de forma simples e eficaz sobre a pessoa, a obra e os ensinamentos de Jesus.
Perdemos muitas oportunidades de proclamar o Evangelho porque consideramos o evangelismo um programa da igreja que necessita um sofisticado preparo teológico e não o resultado natural do novo nascimento. Testemunhar nas situações do dia a dia, contando o que o Senhor nos fez e como tem sido bom para nós é uma maneira poderosa de proclamar o Evangelho com naturalidade e grande eficiência.
Não devemos negligenciar o aperfeiçoamento pelo conhecimento da Palavra de Deus. Toda preparação e capacitação para a melhor ação no Reino vem do Senhor e faz parte do discipulado e crescimento cristão. Devemos nos apresentar a Ele “como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da Verdade”[7]. Não devemos tampouco atribuir a falta de preparo o que muitas vezes na verdade tem sido vergonha do Evangelho e falta de amor pelo próximo.
Como canta o Grupo Logos:
“Há muitos que perdidos pro fim caminham, sem saber
Vão, sem ouvir da paz! Sem conhecer a paz!
Será que não nos pesa deixar que morram sem saber
Que só Jesus é paz? Que só em Cristo há paz?
Vai contar ao povo o que Jesus por ti um dia fez!
Teu amor consegue aos outros alcançar?
Só então, os teus amigos transformados em irmãos,
Galardões eternos lá nos céus serão!”
Que o Senhor nos perdoe por não usarmos cada situação do nosso dia a dia para anunciarmos a Jesus. Sejamos ousados sabendo que não é nosso preparo, mas o Espírito Santo quem convence do pecado, da justiça e do juízo..
[1]Marcos 16.15
[2]Marcos 5.19
[3]Marcos 5.1-20
[4]João 1.35-42
[5]João 1.43-51
[6]João 4.1-42
[7] 2 Timóteo 2.15
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Texto de Gleidson Lacerda, via Ump da Quarta.
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A Mediação de Cristo na Salvação [2]
por: UMP da Quarta
No texto anterior, falei sobre vários aspectos nos quais a mediação de Cristo nos assiste e nos permite acesso ao Senhor Deus soberano. Pois bem, o primeiro aspecto citado foi o da salvação.
Para começar a falar sobre isto, temos que remontar à criação. Deus cria o homem, conforme sua imagem e semelhança provendo tudo de que ele precisava (Gn 1. 26-31). O objetivo de Deus para o homem[1] era plenamente e perfeitamente cumprido. Mas uma das orientações de Deus foi quebrada (Gn 3), fazendo o homem morrer conforme Deus advertira (Gn 2.16-17). E aqui chegamos ao ponto crucial da história. Vamos discorrer um pouco sobre o capítulo 3. Do versículo 1 ao 5 vemos Satanás com a velha história de que o homem pode ser igual a Deus, ou até mais que Deus. O versículo 6 apresenta um outro fato importantíssimo na história da humanidade. Homem e mulher caem na tentação de Satanás e desobedecem a Deus, desgraçando toda a humanidade e toda a criação. A partir de agora, o homem está morto e perde a doce e harmoniosa comunhão que gozava com o Criador. O versículo 7 apresenta o momento no qual eles se percebem neste estado miserável de total depravação e afastamento de Deus.
E a mediação de Cristo, aonde entra? Vejamos, pois. Com o pecar, o homem morre espiritualmente (Rm 3.23), afasta-se de Deus e passa a desejar tudo o que afronta a Santidade de Deus. Nos versículos de 14 a 21, Deus impõe os castigos pela desobediência e começa a manifestação de sua graça. E aqui chegamos. O homem está morto em seus delitos e pecados, totalmente depravado e sem condições nenhuma de voltar-se para Deus. Então era preciso um meio, um MEDIADOR. E no versículo 15 o Senhor apresenta a maravilhosa promessa do Messias “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Este descendente da mulher, que pisará a cabeça da serpente é ninguém menos que o Senhor Jesus Cristo. O que a serpente fez? Destruiu o homem por causa do pecado e o afastou de Deus. O que Jesus fez? Destruiu a obra do Diabo, estabelecendo-se como caminho de volta para Deus (Jo 14.6). Jesus media nossa relação com Deus que era de dívida por causa do pecado e fatalmente nos conduziria a condenação, pagando esta conta na cruz do calvário, e chamando os eleitos para, por meio Dele, retornarem ao Pai. E este sacrifício é figurado no versículo 21, quando Deus fez vestimenta de peles (animais) para vestir o homem e a mulher. Houve sacrifício. Somente o sacrifício de Jesus pode cobrir e limpar a vergonha dos nossos pecados.
E esta é a razão pela qual nossa salvação é obra de Deus por meio de Jesus, pois não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12).
Deus nos abençoe.
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Texto do Presb. Cícero Pereira, conselheiro da UMP da Quarta e amigo e irmão em Cristo.
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João Alexandre canta Pixinguinha, isso tem graça?
por: UMP da QuartaUMP Indica: João Alexandre canta Carinhoso

A indicação de hoje será direcionada a todos que tem sensibilidade e gostam de notar os traços que refletem a glória de Deus nas mais belas e preciosas manifestações de arte, naquilo que se convencionou chamar de Graça Comum (leia mais sobre isto). Perceber toda a verdade de Deus que emana de uma bela canção, envolta na mais tenra poesia, deve encher nossa alma de admiração pela criação de Deus.
Este vídeo trata-se da interpretação da música “Carinhoso” de Pixinguinha, um dos mais ilustres compositores da Música Popular Brasileira do século passado. Quem interpreta esta linda e clássica canção de amor é João Alexandre, renomado e talentoso artista cristão, no Congresso Vida Nova de Teologia 2010.
Aprecie esta bela manifestação artística, perceba os raios de criatividade que se originam na luz do próprio Criador, e conheça um pouco mais sobre a história desta canção tão bela.
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Texto e indicação de Rodrigo Ribeiro. Parceria com a Ump da Quarta. Divulgação: Arde de Chocar.
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