31
mai

“Ser homossexual é um sofrimento, não uma escolha nem um pecado em si” [Leia a entrevista com um gay que encontrou o caminho da liberdade]

por: Compartilhamento


Quem dá seu testemunho é Philippe Ariño, homossexual espanhol de 34 anos, que atualmente leciona em Paris

Blogueiro e participante do universo ativista LGBT, começou-se a falar dele em 2011, quando Phillipe Ariño revelou que havia mudado de vida. Em 2013, ele guiou, em primeira linha, a batalha contra a legalização do “casamento para todos” francês; é autor do livro “L’homosexualité en vérité”, que na França vendeu mais de 10 mil cópias.

Foi ele quem aconselhou Frigide Barjot, ex-porta-voz da “Manif pour tous”, que não falasse de “heterossexualidade”, porque “assim se perde não só a batalha, mas também a guerra”.

Entrevistado por Tempi.it, Ariño explica que, “para salvar o ser humano, é preciso ir à origem do problema. É isso que tentamos fazer nas ruas com os veilleurs” (os “veladores”).

Conte-nos sua história. Como você cresceu?

Eu tinha uma péssima relação com o meu pai e, na adolescência, eu não conseguia fazer amizades masculinas. Depois entendi e reconheci que minhas tendências homossexuais eram sintoma de uma “ferida”: só dessa maneira meu sofrimento começou a diminuir.

Ser homossexual é um sofrimento; não é uma escolha, um pecado ou algo inócuo. Conheço mais de 90 pessoas com pulsões homossexuais que foram estupradas. Agora, o mundo LGBT me odeia porque conto isso, mas eu repito a eles também: a homossexualidade é uma ferida que não se alivia fazendo sexo. Se você não admitir isso, nunca terá paz.

Quando sua forma de entender a homossexualidade mudou?

Em 2011, descobri a beleza da continência. Eu havia começado a reconhecer que alguma coisa não estava bem e voltei à Igreja. Durante uma conferência, falei da minha situação e percebi que me ajudava. E não só isso: explicando o meu drama, consegui ajudar muitas pessoas, incluindo homens e mulheres casados.

Foi difícil?

EU encontrei um caminho, mas há muitos. Outros também conseguem superar estas pulsões; eu descobri que, reconhecendo a minha ferida e oferecendo-a a Cristo e à Igreja, minha condição dolorosa se transforma em uma festa. Ao não praticar a homossexualidade, não estou dizendo “não” às minhas pulsões, mas “sim” a Deus: é um sacrifício para ter o melhor, o máximo, algo que antes eu não tinha. Podemos pensar que o Senhor só nos ama se estivermos bem, mas acontece o contrário: Ele ajuda quem precisa dele e, se você lhe oferece os seus limites, Ele faz grandes coisas.

Por que as relações homossexuais não o faziam feliz?

Ao me relacionar com outros homens ou olhar para eles de maneira possessiva, eu sentia satisfação no momento. Mas estava sozinho e nunca me sentia completo. É então que caímos na ilusão de achar que podemos viver a sexualidade como os outros, mas, na verdade, a sexualidade só pode ser vivida na diferença sexual.

O que mudou concretamente na sua vida?

Antes, eu me sentia sempre inferior aos homens, porque a homossexualidade é invejosa. Agora, após descobrir que Deus me ama e que sou seu filho, querido e amado, não me sinto inferior a nenhum homem. Assim, depois de muitos anos, descobri a beleza da amizade masculina, que eu não trocaria pelas relações do passado – quando eu fingia estar me realizando.

Pessoas como você, que abandonam seu passado, não são muito queridas pela comunidade LGBT. Como você se relaciona com o universo que frequentava?

Eles me colocaram na lista negra. Ficam me ameaçando e me etiquetam de homofóbico, mas eu não teria sobrevivido junto deles: é um mundo de mentiras, que exteriormente se mostra alegre, mas dentro está cheio de raiva e tristeza. A maioria dos atos homofóbicos e dos insultos contra as pessoas com tendências como as minhas provêm de pessoas que têm feridas como as minhas, que gritam e vociferam porque são frágeis.

Os ativistas podem aplaudir quando você fala, mas você só é visto em sua sexualidade, como se fosse um animal ou um indivíduo de série B que precisa ter direitos especiais. É por isso que eu digo que somos os piores inimigos de nós mesmos. Na Igreja, no entanto, encontrei pela primeira vez alguém que me acolheu como pessoa, levando em consideração tudo o que o Philippe é.

Você costuma afirmar que a homossexualidade está se propagando. Por quê?

A identidade é cada vez mais frágil. Propaga-se porque o homem e a mulher, também os que moram juntos, muitas vezes não reconhecem a beleza da diferença e já não se encontram. Não sabem por que se casam, estão juntos mas ao mesmo tempo sozinhos, vivem a relação de maneira egoísta e não entram em comunhão. Só sobra o sentimento, enquanto este durar.

Por que os dois sexos se sentem tão distantes e alheios um do outro?

Penso que, quando se corta o vínculo com Deus, tudo se torna inimigo nosso, e então também surge a desconfiança entre o homem e a mulher. No entanto, as pessoas deveriam se casar para ajudar-se mutuamente a voltar Àquele que as criou: onde o homem não chega, chega a mulher. Do contrário, resta apenas a possessão que divide. E tudo isso prejudica os filhos. Se não partimos dessa consciência, nunca resolveremos o problema. Se jogamos a partida em outros campos, já a perdemos.

A que você se refere?

A ministra francesa de Justiça, Christiane Taubira, mãe da lei sobre o casamento gay, começou dizendo que era preciso distinguir entre casamento heterossexual e homossexual. Isso é uma mentira terminológica que não se ajusta à realidade e que não podemos aceitar. É preciso dizer que a heterossexualidade não existe: existem apenas o homem e a mulher, diferentes e complementares.

Além disso, não se deve excluir do debate a questão homossexual em si mesma. Se ela está se propagando, é responsabilidade de cada um de nós entender o que é e de onde vem, fazendo compreender o que estamos enfrentando. Pelo mesmo motivo, sempre digo que não é suficiente fazer um discurso cujo ponto de partida seja o direito das crianças, mas no qual se omite e tolera com indiferença as relações homossexuais. Só entendendo o sofrimento que deriva disso, e o fato de que se trata de uma amizade ambígua, incapaz de amor, se compreende que o único leito de crescimento para uma criança é a família com pai e mãe.

Inclusive nos casais do mesmo sexo mais estáveis, nos quais se busca o respeito, não há felicidade. Conheço alguns e muitas vezes são precisamente eles que me entendem. Durante uma conferência, um homem que vivia uma união estável há mais de 20 anos, me disse: “Como você tem razão!”. Outros se perguntam: “Mas que vida estamos vivendo?”. Quando a pessoa entende isso, já não pode dizer: “Coitados; vamos deixar que vivam como quiserem” e fazer o papel de “caridosos”, como ocorre hoje.

O que acontecerá com as crianças que crescem nesse novo modelo de “família”?

Se a criança não aprende a beleza da diferença, não será capaz de amar. Uma sociedade que finge exaltar as diferenças, mas depois as trata como uma ameaça, está educando uma geração que não saberá acolher o outro. Vivemos em um mundo que se recusa a encarar a realidade, com suas contradições e limites, como os da sexualidade – vista hoje como um perigo. Esta deformação da realidade humana está conduzindo a um colapso antropológico. E quanto mais avançarmos neste sentido, mais crescerão as formas de solidão, neurose e violência.

O que se pode fazer?

Respeitar a realidade e tentar voltar a entender sua finalidade. No que diz respeito a mim, eu digo que Jesus, sua verdade e a Igreja são o caminho para amar, ser amado e servir.

***

(Artigo publicado originalmente por Religión en Libertad) Via: Aleteia.

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30
mai

ANA PAULA VALADÃO PROFETIZA NOVO TEMPLO E AFIRMA QUE NAÇÕES APRENDERÃO A ADORAR ALI

por: Antognoni Misael


Durante o Congresso Internacional de Louvor e Adoração & Intercessão 2014, a líder Ana Paula Valadão deu uma boa notícia para os féis da Igreja Batista da Lagoinha: a construção de um novo templo que segundo ela será muitas vezes maior. Diria que uma “Lagoa Gigante”!

Este fato você pode assistir no vídeo abaixo, o qual por sinal me fez ponderar em alguns pontos em virtude de incoerências em relação a:

1) O uso de línguas estranhas contrariando as ressalvas encontradas em 1Co 14;

2) O fato da Ana Paula falar na primeira pessoa. Ocorre que os profetas ao darem o “recado” ao povo sempre utilizavam a expressão “Assim diz o Senhor”. Portanto, falar na 1ª pessoa como se fosse o próprio Deus tem mais a ver com incorporação do Espírito (e Paulo ainda ratificou que os espíritos dos profetas estão sujeitos a estes, e não vice-versa (1Co 14:32) – por isso não cabe a desculpa de que alguém entra em transe e falou em várias línguas sem perceber).

3) Ela diz que Deus “entrega uma chave, uma pedra”…simbolizando a construção do novo templo. Também diz que naquele local Ele fará “lugar de sinais, prodígios, maravilhas”. Em Atos 17.24 temos a certeza absoluta que Deus não habita mais em templos feito por mãos, por isso este frenesi por causa de um enorme lugar, quiçá, não significará absolutamente nada, há não ser um espaço geográfico maior com capacidade de juntar mais gente em baixo do mesmo teto. (Sem sacralização de paredes! Por favor)

4) Infelizmente ainda há na Lagoinha esta sina pela Batalha Espiritual. Durante o momento do suposto “aviso de Deus” sobre o novo prédio, Ana Paula convoca o povo pra marcar, “comece a marchar”! diz ela, além disso ela repreende toda palavra contrária e provoca o capeta dizendo “nós vamos contra ti satanás” (…) Como se as portas do inferno prevalecessem sobre a igreja #SQN!

5) Pra encerrar, o pior, Ana afirma que Deus teria dito que na nova casa “as nações iriam aprender a adorar ao Senhor”. Pasmem! Palavras impensadas, só pode ser!! Não custa relembrar que em João 4.21-22 o mestre Jesus afirma que a hora chegou cuja adoração não tem pré-requisito de lugar algum, mas sim quando em Espírito e em Verdade.

Sinceramente, oro pra que a Lagoinha e suas igrejas sejam benção nas mãos do Senhor. Que o Evangelho Simples, e nada mais do que isso, seja o foco de suas reuniões, até então recheadas de esquisitices, adereços desnecessários e por vezes conteúdos heréticos.

Que a Ana Paula e sua Lagoinha, mesmo pequena ou grande, não seja local de confusão, mas de clareza da Graça e Evangelho de Deus.

***

Antognoni Misael

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30
mai

Aprendendo a combater fogo com fogo

por: Compartilhamento


Estar satisfeito com tudo o que Deus promete ser para nós em Jesus Cristo é a essência da fé na graça futura. Tenha em mente que, quando falo da fé na graça futura ou satisfação naquilo que Deus promete ser para nós, eu estou assumindo que uma parte essencial dessa fé e dessa satisfação é uma compreensão de Cristo como o substituto para suportar o nosso pecado, cuja obediência perfeita a Deus nos é imputada através da fé. Em outras palavras, a fé na graça futura abarca a base de todas as promessas, bem como as promessas em si. Ela entesoura Cristo como aquele cujo sangue e justiça fornecem o fundamento para toda a graça futura. E entesoura tudo o que Deus agora promete ser para nós em Cristo, por causa da obra fundamental. Sempre que falo de fé como sendo satisfeita em tudo o que Deus é para nós em Jesus, estou incluindo tudo isso nessa fé.

Essa fé é o poder que corta a raiz do pecado. O pecado tem poder por causa das promessas que faz a nós. Ele fala assim: “Se você mentir na sua declaração de imposto de renda, você terá dinheiro extra para conseguir aquilo que lhe fará mais feliz”. “Se você olhar esta pornografia, você terá uma onda de prazer que é melhor do que as alegrias de uma consciência limpa.” “Se você comer estes biscoitos quando ninguém estiver olhando, isso amenizará o seu senso de remorso e ajudará a lidar com a situação melhor do que qualquer outra coisa agora.” Ninguém peca por obrigação. Nós pecamos porque acreditamos nas promessas enganosas que o pecado faz. A Bíblia adverte “que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3:13). As promessas do pecado são mentiras.

Lutar contra a incredulidade e pela fé na graça futura significa que combatemos fogo com fogo. Nós lançamos as promessas de Deus contra as promessas do pecado. Nós nos agarramos a alguma grande promessa que Deus fez sobre o nosso futuro e dizemos a um pecado em particular: “Faça igual”! Dessa forma, fazemos o que Paulo diz em Romanos 8:13: “Se pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo”. John Owen escreveu um livro baseado nesse versículo e resumiu com: “Esteja matando o pecado, ou ele estará matando você”. Nós mortificamos os feitos pecaminosos antes que eles aconteçam, quando cortamos a raiz que lhes sustenta: as mentiras do pecado.

Fazer isso “pelo Espírito” significa que confiamos no poder do Espírito e, então, manejamos a “espada do Espírito”, que é a palavra de Deus (Efésios 6:17). A “palavra de Deus” é, em seu âmago, o evangelho, e então tudo o que Deus falou na sua palavra revelada. O evangelho da morte e ressurreição de Cristo não é apenas o núcleo, mas o fundamento de todas as promessas de Deus. Esse é o ponto da lógica de Romanos 8:32: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas”? “Todas as coisas” que precisamos – o cumprimento de todas as promessas de Deus – são garantidas pelo Pai ao não poupar o seu Filho. Ou, para colocar de forma positiva, todas as promessas de Deus estão garantidas a nós porque Deus enviou seu Filho para viver e morrer, a fim de cancelar os nossos pecados e tornar-se a nossa justiça. Então, quando eu digo que nós manejamos a Palavra de Deus, a espada do Espírito, o que quero dizer é que nós nos apegamos fortemente a essa verdade do evangelho centralizado em Cristo, com todas as suas promessas, e confiamos nelas em cada situação. Nós cortamos a corda de salvamento do pecado pelo poder de uma promessa superior. Ou, dito de forma mais positiva, nós liberamos o fluxo de amor pela fé na graça futura. Nós nos tornamos pessoas amorosas ao confiar nas promessas de Deus.

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John Piper

Tradução: Ingrid Fonseca

Fonte: Trecho do Livro Lutando Contra a Incredulidade, lançamento da Editora Fiel de Maio de 2014.

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28
mai

CONVULSÃO CALVINISTA

por: Compartilhamento


No ano de 2009 conheci a favela. Um menino pobre de apenas quinze anos de idade, que não tinha envolvimento com o tráfico de drogas, havia sido morto com um tiro na testa desferido por um policial do BOPE numa operação na favela Mandela, na Zona Norte do Rio.

Decidi, naquele dia, fazer um protesto dentro da comunidade pobre, numa região que, devido ao histórico de violência, chamava-se Faixa de Gaza. Terror dos policiais cariocas. Conseguimos levar toda a imprensa para lá, procurando dar voz ao pobre e combater o abuso de poder. Não tardou que, após chegarmos ao local, viesse a notícia de que estávamos autorizados a entrar na favela. Naquele dia passei pela minha segunda conversão.

Ao colocar os pés naquela aberração social, infestada de esgoto e ratazana, repleta de crianças vivendo em estado de miséria aviltante, sem mencionar aquilo sobre o que só poderei falar daqui a 20 anos, minha teologia convulsionou. Lá estava eu, -pastor de uma igreja presbiteriana, plantada por mim na década de 90, num bairro de classe média alta do Rio de Janeiro, herdeiro consciente de uma tradição teológica do cristianismo chamada calvinismo, à qual abraçara apaixonadamente na minha juventude-, num mundo novo e perturbador.

Cumpriu-se a profecia. A cabeça pensa a partir de onde pisamos. Perguntas emergiram à minha mente.

1. O que o meu calvinismo tem a dizer sobre essa realidade? Quê leitura fazer sobre a miséria desse povo? Como chegou aqui? O que se pode fazer para livrá-lo dessa condição? Como manter meu antigo modelo ministerial, inspirado na vida de pregadores que até hoje amo, caracterizado pela dedicação à preparação de sermões, aconselhamento pastoral, pregação?

2. Como posso manter-me atrelado a um modelo de ministério pastoral que me impede de viver a vida que o próprio Cristo viveu, que é apresentado na Bíblia, andando? Andando! Estando presente sempre onde mais havia demanda de compaixão. Em busca de gente que gemia de dor sem ser ouvida.

3. Pode-se conceber à luz das Escrituras igreja que não se sinta chamada para cuidar dos miseráveis da terra, para os quais Cristo dedicou quase a totalidade da sua vida? É concebível igreja que não tenha chamado para o pobre?

4. Como resumir o exercício do amor à evangelização e à filantropia nas ocasiões em que a ação política é imprescindível para livrar vidas humanas do seu estado de petição? Qual igreja pode trazer saneamento básico para essa favela? Como evitar que crianças levem tiro na cabeça em tiroteio entre policiais e traficantes? Como reformar esse mar de barracos? Como cuidar das suas doenças respiratórias e de pele? Como manter esses jovens na maior parte do tempo em escolas que os encantem? Deus, existe, portanto, o amor político?

5. O evangelho tem que ser proclamado por um igreja santa. Certo! Mas, o que é ser santo? Pode o santo tomar conhecimento desse cenário de horror na sua cidade e permanecer indiferente? Milhões não ouvem cristãos adúlteros, mentirosos, mercenários. Sabemos disso! Mas, o que falar daqueles que se escandalizam com a omissão da igreja face a tamanha desgraça social?

Nunca mais saí da favela. Meu calvinismo, aquele que procura obediência a Cristo, me fez permanecer ali, assumindo todas as conseqüências da minha decisão.

Ganhei outra Bíblia. Nela, vejo pobre por toda parte. Percebi um novo princípio ético, o amor que antecede a evangelização e a luta pela justiça social. Aprofundei meu conceito de missão. Hoje, entendo que a missão da igreja é amar. Amar com amor simétrico, harmonioso, lindo e santo, no qual todas as virtudes atuem em conjunto.

Procurando compreender a realidade da favela à luz do evangelho, ficou claro para mim que leitura de viés ideológico de esquerda ou de direita não dá conta daquela realidade. Passei a ver as influências do marxismo e do liberalismo econômico dentro da igreja como profundamente deletérias da missão cristã no mundo, uma vez que produzem romantismo e desumanidade. A Bíblia ensina que o homem pode ser tanto responsável pela sua miséria quanto vítima de um modelo político-econômico de opressão.

Em suma, o Brasil deveria levar todos os cristãos a formularem e responderem a seguinte pergunta: o que significa ser cristão num país de miséria e desigualdade social? Na Alemanha de Hitler, a pergunta era outra: o que significa ser cristão no Estado nazista?, nos Estados Unidos de Martin Luther King, o dilema tinha característica bem distinta: como viver num país no qual crianças negras não podem beber água em bebedouro reservado para crianças brancas? O que o Espírito Santo está perguntando hoje aos cristãos brasileiros?

Amigo, quer encontrar a Deus? Encontre-o no pobre.

Antônio C. Costa

Ps. Crianças da favela do Jacarezinho.

***

Fonte: Palavra Plena.

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21
abr

“Sangue de Jesus cobrirá o Brasil!”: Mais um ato patético na Lagoinha

por: Antognoni Misael


A Lagoinha não se cansa de tentar ganhar o Brasil para Cristo. Há anos eles pagam micos e mais micos, lavam a bandeira com azeite, rugem como leões, vestem-se de soldados, ungem os mares com óleo, aplicam golpes de Muay thai nos tripés dos exus, e por aí vai… É como se Deus não estivesse no controle de nada, e que dependesse de seu povo para anular as ações de satanás.

Ao convidar os fiéis para o 15º Congresso de Adoração Ana Paula Valadão disse: “Temos promessas de Deus para o país e precisamos adorar, orar, clamar e trabalhar para que vejamos a transformação do Brasil em nossos dias”.

O que me assusta é ver tanto anacronismo nisso tudo. Ao lermos sobre o verdadeiros avivamentos notamos que todos eles ocorreram de dentro para fora. Portanto, antes de qualquer ato patético é mister que se pense em Reforma e Avivamento. A Reforma nos propõe um retorno ao ensino da Bíblia e o avivamento nos indica uma relação apropriada com o Espírito Santo. Isto significa dizer que, os grandes momentos da História da igreja vieram quando estas duas qualidades entraram simultaneamente em ação fazendo com que os irmãos experimentassem a doutrina pura e a igreja conhecesse o poder do Espírito Santo.

Falar de avivamento e reforma é falar do padrão ideal que Deus quer de nós: Jesus Cristo. Portanto, não temos dúvida de que a igreja brasileira precisa urgentemente despertar neste sentido, a saber que estamos numa nação tida como a 6ª economia do mundo, mas com a maior população carcerária do planeta; o 8º na maior desigualdade social onde o negro é a imensa maioria do pobre, sem falar do altíssimo grau de corrupção enraizado em nossa estrutura política o que faz de nossa saúde, segurança e educação um vexame sem fim.

O lamentável nisso tudo é que o nosso inchaço religioso parece não mudar em nada esta realidade. Daí o que mais me espanta na Lagoinha é achar que estas representações tem algum valor diante da absurda realidade da nossa nação. Lembremos do batismo e da ceia. São sacramentos que por si só não tem valor algum no sentido de que, sem o arrependimento e sem a confissão, se tornarão mera simbologia vã. É mais ou menos isso que ocorre nos ritos da Lagoinha. Muito teatro e pouca validade!!

Assista:

Aí vem a ‘profetiza’ da “Lagoa” e com um longo tecido vermelho tenta cobrir o Brasil com o sangue de Jesus.

Aí a ‘profetiza’ rasga os conselhos de Paulo e solta as mais variadas línguas esquisitas sem o menor sentido.

Então a ‘profetiza’ diz que o Senhor estará fazendo algo em virtude de seus rituais afirmando que no “momento certo” os fiéis devem levantar a bandeira, pois no exato momento o Brasil será levantado.

Ela não se contenta e afirma que todos os locais que foram abertos para a Copa do Mundo, e que seriam alvo de prostituição e pecado, serão paralisados ‘agora’! (Ela não conseguiu evitar a roubalheira dos gastos, mas demonstra ter poder pra congelar as potestades (???)

Por fim, a profetiza declara: “Nós recebemos o novo Brasil”.

Cadê o novo Brasil? Ele cabe dentro da Lagoa?

***

Antognoni Misael. Cansado desse teatro chato.

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20
abr

Sr. Cristão, você também é um missionário?

por: Antognoni Misael


Com o passar dos anos o senso comum evangélico nos legou alguns estereótipos. Dentre tantas funções a serem realizadas pelo crente uma das que ganharam destaque foi a de ser “missionário”. Portanto, aprendeu-se que há o cristão e o missionário. De modo que, todo missionário é cristão, e nem todo cristão é missionário. Algo obsoleto não é?, uma vez que a palavra ‘cristão’ nos remete a ser imitador de Cristo, e ninguém melhor do que ele como modelo de se fazer missões.

Sabemos que ser missionário é critério intrínseco ao discipulado de Cristo, e que portanto, aquele que cumpre o seu IDE está fincado na obediência missionária do mestre. Mas, se quiséssemos não contrariar esta perspectiva estereotipada, e se realmente levássemos em conta níveis de comprometimento e renúncia, quem seriam os verdadeiros missionários?

Recentemente visitei o estado de Piura, norte do Peru. Fui conhecer o projeto de plantação de igrejas naquele local assim como o PEPE (Programa de Educação Pré-Escolar), ambos liderados pelo pastor Leonardo Gonçalves (fundador do site Púlpito Cristão) e sua esposa Jonara Gonçalves. Longe de qualquer romantismo missionário, o que fui fazer ali em Piura não passou de uma visita que durou cinco dias onde pude oferecer um simples apoio a obra de nossos irmãos. Entretanto quando se vai a um local como Piura, que fica em meio a um enorme deserto, onde menos de 3% da população é evangélica e o sincretismo religioso impera, onde a disparidade social é alarmante, onde se anda quilômetros e não se vê uma igreja evangélica, onde assentamentos humanos em meio ao nada são erguidos… aí você pára e pensa: “que ceara é esta meu Deus?! Onde estão os missionários?” Neste momento você reprocessa tudo que aprendeu e viveu sobre missões no teu país, e quando se pensa em ensinar algo, seja lá o que for, inevitavelmente tudo se inverte e você começa a aprender com tudo que ouve e vê naquele local.

Então, algumas observações passam a ser pertinentes, uma delas é que, no Brasil há muitos “missionários”, mas infelizmente são missionários que nunca deixaram suas zonas de conforto e seus projetos pessoais. Não desmerecendo outros tipos de missões (até porque eu mesmo trabalho na área de dependência química) como missões urbanas nas grandes cidades, ou algo do tipo, vejo que há uma preferência comum entre os jovens pastores e missionários em permanecerem em suas zonas de formação.

Aprendemos então que fazer a típica missões conforme as escrituras ensinam tem muito a ver com o ‘perder a vida’, de modo que se o nosso cristianismo anda cooperando com nossos egocêntricos projetos e sucesso de vida, esta ‘missão’ é uma barca furada – na verdade é uma barganha adaptada ao NOSSO projeto de felicidade, e não na vontade de Deus.

Aprendemos que a nossa leitura geográfica de carência no reino anda equivocada, uma vez que no Brasil os seminários andam lotados de teólogos e missionários que estão mais preocupados em serem reconhecidos entre seus pares do que ir aonde há maior demanda de compaixão e serem abraçados pelos ‘insignificantes’ – estes são preciosos aos olhos de Deus, são os grandes alvos do “disfarce” de Jesus (Mt 25.35).

Na verdade, o que estou tentando dizer não é que para fazer “missões” seria preciso alguém deixar sua casa e fugir para o Peru, África, ou para o sertão do nordeste. O que quero dizer é precisamos aprender muito em relação ao nível de renúncia, contentamento e comprometimento daqueles que deixaram o conforto de suas casas, país e língua para arriscarem suas vidas por amor aos esquecidos, desamparados e carentes do Evangelho de Jesus. Por isso, se a minha e a sua missão de ser discípulo de Jesus na cidade ou na fazenda, dentre os ricos ou dentre os pobres, não corresponderem às mesmas motivações do missionário que não priorizou seu conforto, certamente seremos confrontados com a Cruz e padeceremos com a nossa hipocrisia diante de Deus.

Lamentavelmente, termino supondo que: se ser missionário conforme a tradição de grande parte da igreja brasileira tem a ver com uma escala de renúncia inversamente proporcional entre os projetos pessoais do cristão e a demanda de compaixão dentre os povos e nações, não restará dúvidas: no Brasil há um amontoado de cristãos, e uma “meia dúzia” de missionários.

***

Antognoni Misael, colunista e co-editor do Púlpito Cristão e diretor do Arte de Chocar.

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20
abr

Voando na gaiola

por: Compartilhamento


1985, a palavra liberdade flui dos lábios selados por 21 longos anos. A expressão de pensamentos e ideologias vão ser novamente bradadas aos quatro ventos, tudo isso somado com alívio político e esperança social. Toda essa exasperação é embalada ao som de Cazuza, no primeiro Rock in Rio, Pro dia nascer feliz.

Bom, mas o que isso tem a ver com o tema a ser abordado? foi o que minha esposa perguntou em tom irônico e desconfiado.

O tema principal talvez seja o sentimento de liberdade em um ”país-igreja” escravo. Grande avanço já tivemos? Isso é bem verdade. Muito ainda vamos ter? Isso depende do ponto de vista.

Afinal, de qual liberdade estamos falando? Será que liberdade é mesmo tudo?

Presos comemoram banho de sol, escravos celebram o fim do dia e trabalhadores o horário de almoço. São como nós, nos vislumbramos com a liberdade de falar e pensar, estando presos na libertinagem do pensar e falar.

A grande verdade é que nascemos presos em nossos delitos e pecados, fomos gerados assim, escravos do pecado adâmico, o livre arbítrio não nos livrou na verdade de nada, mas nos imergiu em um complexo e profundo mundo de pecado distante de Deus. O que falo não é coisa nova, Lutero publicou seu primeiro texto, discutindo esse assunto, em 1525 (A Escravidão da Vontade).

A liberdade é umas das melhores coisas que um ser vivo pode ter ou almejar, pergunte isso ao carcerário, ou abra a gaiola de um pássaro. Porém, o que quero alertar é o perigo inerente a ela. Ou melhor, as consequências dessa pseudo-liberdade na igreja moderna.

Em tempos hodiernos, a grande palavra nas canções dos movimentos evangélicos é Liberdade, Sou livre pra pular, livre pra dançar, a liberdade será a canção do meu coração e por ai vai. As vezes isso tudo bagunça a nossa concepção de liberdade e qual liberdade foi conquistada na cruz.

Não fomos livres pra fazer o que nos vem à mente, muito menos pra ir onde queremos, mas ao ganhar a liberdade da morte, causada pelo pecado, rasgamos nossa carta de alforria e nos entregamos a um novo senhor de escravos. Ele, porém, não poderia ser melhor Senhor. Somos escravos de Cristo!

A falsa liberdade tem sido embalada em nosso meio pela tão antiga e desapercebida vaidade. Liberdade no vestir, liberdade no comportamento, afinal , cada um tem seu jeito, seu estilo. O que poucos querem é se moldarem ao jeito e ao estilo de cristo, que é a simplicidade e humildade. A moda tem lugar certo nos cultos, chegando até ao púlpito. Mas o que é a moda se não a ditadura do mundo sobre nossas vontades, pensamentos e gostos. Qual a nossa ideia de belo hoje se não o que a moda prega?! Muitos estão completamente cegos, desapercebido e escravos desse cruel senhor “Mundo”!

Uma grande mentira tem se instalado contrapondo romanos 12 : A conformidade geral legaliza más atitudes.

Erroneamente também tem se crido: Tudo é lícito e “tudo me convém”. A conveniência virou parâmetro de vida. De repente, as coisas se tornam lícitas por nos convir, quando os pensamentos supremos de Deus sobre nós não tem licitude.

A pior prisão é a falsa liberdade, pois nela não há força para quebrar grilhões. Achamos que estamos em um país democrata e não lutamos para que de fato o seja; Estamos em uma igreja liberta e não buscamos para que de fato seja. É bem verdade que temos grande tendência ao desacerto, mulheres conquistando alvedrio cada vez mais se parecem com os homens presos à imoralidade, jovens querendo ser livres, se aprisionam nas drogas, pais querendo ter liberdade prendem seus filhos nos vícios midiáticos e por ai vamos nós, enclausurando a liberdade nos dada de Graça.

***

O texto é de Natan Viana Mota, colaborador do Arte de Chocar.

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19
abr

TRANSFERINDO HERESIAS DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO

por: Compartilhamento


Mais um ato patético dessa turma. As vezes dá a impressão de que eles desejam ser reconhecidos como o grupo que mais dissemina heresias na história nacional, e quem sabe um dia, na mundial. Esforço não falta.

Dessa vez afirmam estar transferindo o “cedro”, a “autoridade espiritual” da geração Valnice Milhomens e Cia., para a geração Valadão e em seguida, para uma nova, ainda anônima para o grande público mas que, pelo andar da carruagem logo logo ganharão espaço aqui mesmo no Púlpito Cristão, quando denunciarmos possíveis novas heresias.

Como alento fica o mico da quase queda da Ana Paula Valadão, ao derrubar “no poder” um de seus asseclas rsrs.

Assista e tire suas próprias conclusões.

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Ruy Cavalcanti, do Púlpito Cristão para o Arte de Chocar.

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