04
mai

Axé Gospel no Profissão Repórter

por: Antognoni Misael


***

Este vídeo mostra um pouco do Mundo Gospel. Confira!

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!1


02
mai

Pré-parados

por: Compartilhamento


preparados

Em uma batalha, um comandante tem que se certificar que todos seus soldados tem o treinamento, suprimentos e ordens necessárias antes do combate. Eles devem estar preparados. Sendo Jesus nosso general, nos deu uma missão e todo o preparo necessário para seu cumprimento: “vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”[1]. Diante dessa ordem tão clara e específica, justificamos nossa inércia pela falta de capacitação, estamos pré-parados esperando um preparo que nunca chega.

Quando sou convidado para ministrar alguma oficina sobre evangelismo, sempre começo perguntando aos participantes: “qual o preparo necessário para evangelizar?”. As respostas sempre variam entre aprendizado de um método ou modelo de apresentação do evangelho, curso específico de evangelismo e até mesmo curso básico de teologia. No entanto nas Escrituras vemos Jesus ser proclamado por pessoas com pouco ou quase nenhum preparo.

Por exemplo, no evangelho segundo Marcos, capítulo 5 e versículos 1 a 20, vemos que Jesus salva um homem de uma multidão de demônios que o afligia. Esses demônios derrotados tentam trazer um grande prejuízo àquela região entrando numa manada de porcos que se atira no lago. Os moradores daquela região, embora tivessem testemunhado o sinal de que Jesus era o Cristo demonstrando sua autoridade e poder até mesmo sobre os espíritos malignos, insistem para que Ele vá embora dali. O valor dos animais e o medo de seus donos é maior que a alegria da salvação de Deus.

Enquanto isso, o homem que foi liberto daquela legião de demônios pede insistentemente para que Jesus permita seguí-lO, mas Ele… não deixa! Jesus impede que aquele homem junte-se ao seus discípulos, ordenando que ele “volte para casa e conte aos seus parentes o que o Senhor lhe fez e como Ele foi bom para você”[2]. Mas será eficiente esse ministério com tão pouco preparo?

O evangelista nos informa no versículo 20, que Ele não somente pregou a seus familiares, mas por toda a região conhecida como Decápolis e o resultado foi que “todos ficavam maravilhados”. Como foi poderosa a ação desse enviado, fiel ao chamado do Senhor para a missão dada: dar testemunho do que Deus fez em sua vida!

O jovem gadareno em Decápolis[3], André a seu irmão Simão[4], Filipe a Natanael[5], A mulher samaritana em sua cidade[6]… não faltam na Bíblia relatos de pessoas que testemunharam de forma simples e eficaz sobre a pessoa, a obra e os ensinamentos de Jesus.

Perdemos muitas oportunidades de proclamar o Evangelho porque consideramos o evangelismo um programa da igreja que necessita um sofisticado preparo teológico e não o resultado natural do novo nascimento. Testemunhar nas situações do dia a dia, contando o que o Senhor nos fez e como tem sido bom para nós é uma maneira poderosa de proclamar o Evangelho com naturalidade e grande eficiência.

Não devemos negligenciar o aperfeiçoamento pelo conhecimento da Palavra de Deus. Toda preparação e capacitação para a melhor ação no Reino vem do Senhor e faz parte do discipulado e crescimento cristão. Devemos nos apresentar a Ele “como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da Verdade”[7]. Não devemos tampouco atribuir a falta de preparo o que muitas vezes na verdade tem sido vergonha do Evangelho e falta de amor pelo próximo.

Como canta o Grupo Logos:
“Há muitos que perdidos pro fim caminham, sem saber
Vão, sem ouvir da paz! Sem conhecer a paz!
Será que não nos pesa deixar que morram sem saber
Que só Jesus é paz? Que só em Cristo há paz?
Vai contar ao povo o que Jesus por ti um dia fez!
Teu amor consegue aos outros alcançar?
Só então, os teus amigos transformados em irmãos,
Galardões eternos lá nos céus serão!”

Que o Senhor nos perdoe por não usarmos cada situação do nosso dia a dia para anunciarmos a Jesus. Sejamos ousados sabendo que não é nosso preparo, mas o Espírito Santo quem convence do pecado, da justiça e do juízo..
[1]Marcos 16.15
[2]Marcos 5.19
[3]Marcos 5.1-20
[4]João 1.35-42
[5]João 1.43-51
[6]João 4.1-42
[7] 2 Timóteo 2.15

***
Texto de Gleidson Lacerda, via Ump da Quarta.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!0


01
mai

Uma igreja sem significado com uma cultura sem sentido

por: Antognoni Misael


Você Adora (Som Livre)Qual é a principal marca desta ‘geração de adoradores’? – Eu já sei. É a Som Livre: “Você adora, a Som Livre toca”…

Cá pra nós, a ‘Som Livre’ é bem sincera em dizer que “não adora”, entenderam? Ela só toca!

Gente, a Som Livre não tem tanto a ver com o cerne da questão, mas me entendam. Desejo iniciar falando sobre a Igreja Evangélica Brasileira. Quero sugerir que ela não é homogênea. Que ela vive um momento de confusa decadência. Que ela não tem um representante. Que ela se parece cada vez mais com uma empresa com metas a lucrar. Que ela vive tempos de banalização e apostasia. E mais, que ela perdeu o verdadeiro significado de ser IGREJA.

A principal marca dessa “Igreja” talvez não esteja se tornado evidente em nosso meio. Exceto os minoritários ajuntamentos de igrejas ainda sérias, cujas prioridades ainda são a preservação da são doutrina, a qualidade da pregação, o zelo pelo conteúdo nas canções, e a relevância de uma igreja local envolvida com sua cidade, essa majoritária “Igreja”, que me arrisco a chamar de “igreja sem significado” anda respingando o suor de Judas Iscariotes pelos quatro cantos desse país, ao se vender por outras trintas moedas timbradas de prosperidade, hedonismo e vários requintes de heresias.

Só me arrisco em dizer que a Igreja Evangélica Brasileira não tem significado por que não consigo me responder – quem é a Igreja Evangélica Brasileira? Qual é a cara dela? (Não me indiquem que a cara dela é o Silas, o Feliciano, o “apóstolo A”, o “Querubim B”, ou “Curandeiro C”…. por favor.)pastor-silas-malafaia

Entretanto, se o significado da Igreja Evangélica Brasileira for o que mais se evidencia nos meios de comunicação, como a Teologia da Prosperidade, a mercantilização da fé, a banalização do dízimo, estrelismos, e coisa e tal, não hesito em supor que esta igreja está morta e já fede.

Isto porque em sua descrição seria fácil identificar como principais características: o amor ao dinheiro, desapego com a Verdade, idolatria, hedonismo, hierarquização no reino e por aí vai…

Que Tempos! Mas, nada de novo.

Já houve tempos em que muitos souberam da Verdade, abandonaram e deram as costas para ela. Ao lermos o que Paulo escreveu aos Romanos no capítulo 1, de maneira alguma dissociaremos tal Verdade a essa atual geração.

Amigos, perdoem-me, a sugestão (afinal quem sou eu para supor isso), mas acredito que essa geração tem dado as costas para Deus. Os discursos sobre Deus estão desbotados, ausentes de arrependimento, humilhação e temor.

“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Rm 1.21,22)

Na minha pequena cidade (Guarabira-PB), creio ver uma paisagem que reproduz o que se passa no nosso país. Novas igrejas sendo inauguradas, cultos sendo oferecidos como cardápios de prosperidade, escândalos após escândalos, politicagem no reino, irrelevância social, “igrejas-seitas” chegando nos novos prédios da cidade, e tantas coisas mais. – Não é esse o retrato na sua cidade também? (espero que não)

Para não ficarmos só especulando, existe apenas uma perspectiva que podemos ter para esse mundo dito pós-moderno: uma compreensão de que o nosso país está sob a ira de Deus! Dá pra crer?

Diante deste distanciamento da Verdade bíblica, relembro de Deus falando de forma rígida com o profeta Jeremias a respeito de sua IGREJA: “Se um homem repudiar sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes” (Jr 3.1). Deus fala por repetidas vezes com o seu povo: “Você é minha noiva”, mas nesta passagem Deus se sentia trocado por outros “maridos”! E hoje?

Vejam que para Deus, o desviar-se dEle é adultério espiritual, apostasia. Neste capítulo (3 Jr.) vemos que os judeus estavam se voltando para falsos deuses. Isso nos sugere que os falsos deuses da atualidade estão sendo promovidos por uma falsa teologia, pois sempre que a Igreja de Cristo se desvia da Verdade, ela está representando a meretriz e passa a estar sob a Ira de Deus.

Uma característica plena do mundo atual é o hedonismo (prazer acima de tudo) e nos tempos do profeta Jeremias o povo de Deus se mostrou tão hedônico quanto o dessa atual geração. Por isso, a prosperidade que a “igreja sem significado” de hoje tanto almeja, certamente a levará para a ruína.

“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu próximo. Deixaria Eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5:7-9)

LONDRES (59)

Templos vazio em Londres.

Notem o feito de uma sociedade próspera: “depois de eu os ter fartado, adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos”. Que triste não é, eles usaram a prosperidade deles para o pecado. O que este quadro nos sugere para compreensão do mundo atual? Pensemos nos países prósperos em riquezeas do norte europeu, nos Estados Unidos, como lidaram com a Verdade de Deus quando fartos?!

Não pretendo ser conclusivo ou fatalista. Mas, digo com certeza, ao contrário da tal “Unção Financeira dos Últimos Dias”, oferecida pelo Silas Malafaia, riquezas não é o plano de Deus para tornar seu povo Santo. Não que devamos ser miseráveis ou “franciscanos”, mas esse não é o legado para a IGREJA aqui na terra! A Graça de Deus basta!

Acredito não ser exagero sugerir que a tal Igreja Evangélica Brasileira necessite de uma reforma e um reavivamento. Estas duas palavras tem uma relação com o ‘restaurar’. Restauração à doutrina pura e restauração na vida do Cristão. Os grandes momentos da História da Igreja de Cristo vieram quando estas duas restaurações entraram simultaneamente em ação. É tempo de pensarmos nisto.

Agora voltando a ‘Som Livre’. Esse gancho me serve apenas para pensar rapidamento sobre a cultura cristã. Mas afinal, pergunto: nossa cultura religiosa é cristã? Sinceramente, não me arrisco no SIM. Nossa cultura ao invés de cristã, eu intitularia de cultura do engano e consumo, ou sendo menos palpiteiro, quiçá, cultura pós-cristã.

arte primitiva

Arte Cristã Primitiva nas catacumbas romanas. Local de culto dos primeiros cristãos.

Sinceramente, envergonha-me ver a nossa cultura antes cristã estar relacionada aos desajeitados e confusos astros de um segmento chamado Gospel. Pois a verdadeira cultura cristã vista na igreja primitiva e na Reforma Protestante discursou no areópago da Grécia Antiga encantando súditos; se revelou nas catacumbas romanas através de cultos sem astros e “curandeiros”; contagiou as chamadas artes seculares da Reforma Protestante contribuindo para a Renascença; colaborou para o processo de alfabetização na Inglaterra, Alemanha, e Países Baixos; foi fonte de inspiração para grandes nomes da História das Artes, e, além disso, foi veículo eficaz para a propagação da Verdade de Deus: Jesus.

Essa Cultura Cristã está mui doente, pouco ou quase nada transforma o mundo. Falta relevância e sobra comnércio. Infelizmente “Eles” não tem o menor desejo de salvá-la.

A “igreja sem significado” e a “cultura sem sentido” lamentavelmente maquiada com “pó cristão”, hoje nos deixa um triste legado: a irrelevância!

Oremos a Deus por reforma e reavivamento, pois enquanto povo que se intitula ‘Evangélicos no Brasil’, começo a cogitar que já estamos a ficar sob Ira de Deus.

***

Fonte: SHAEFFER, Francis. A Morte na Cidade.Editora Cultura Cristã: São Paulo, 2003.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!3


30
abr

Líderes que mimam, crentes mimados e “tapa na cara”

por: Compartilhamento


“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 8:35-38″

Somos cristãos. Somos crentes em Cristo e nossa fé, aplicada em nossos corações pelo Seu Espírito, nos dá a certeza disto. Cremos em um Deus Todo-Poderoso que fez o céus e a terra e que pode todas as coisas. Para Deus nada é impossível. Isto nos leva a uma questão: crer neste Deus onisciente, onipotente e onipresente é garantia que todas as mazelas da vida e os sofrimentos aqui serão sanados? Ou, do que adianta crer nEle, se Ele não resolve o meu problema?

A pergunta é: E quem disse que Deus tem [a obrigação de] que resolver os nossos problemas?! Ele se agrada em nos abençoar, claro; mas será que estas bênçãos são somente aquelas que damos um ar de grandiosidade? Mas, então, e aquelas pequenas coisas e bênçãos que nem vemos?

A bem da verdade, é claro, nem tudo nesta vida entendemos. As muitas lutas, sofrimentos, “neuras”, problemas, são numerosas. E não adianta buscar respostas para muitas delas, pois nunca chegaremos entender. Lógico que não podemos e nem devemos ser insensíveis à dor alheia. Um cristão, sofre, como qualquer outro, pois ele não é super-homem, não é um super-crente, somente porque é filho de Deus.

Um cristão real chora com os que choram, se alegra com os que se alegram e estende a mão à quem precisa, pois Cristo nos deixou exemplos para isto nas Sagradas Escrituras.

Diante de certas situações na vida, não são milagres e sinais prodigiosos que me fazem louvar a Deus e que me tiram um “Wow, isto é maravilhoso. Louvado seja Deus”. São milagres pequenos, mesmo que não vejamos e não percebamos. Deus está fazendo bem a nós à todo momento. Tudo contribui para o nosso bem, e nosso bem eterno. Você consegue perceber que Ele está fazendo bem à você neste exato momento?

Fui surpreendido pelo testemunho deste jovem (veja o artigo abaixo), que sim, este me fez vibrar e ver o quão miserável, inconsequente, resmungão, pobre, cego e nu eu sou. Recebi um “tapa na cara”. Pensei – confesso – em primeira-mão: O que diriam os “paipóstolos” “patriarcas” e tantos outros que se gabam nacionalmente de que a mão do Senhor está com eles (como se Deus estivesse somente lá, e, por ser assim, é o lugar mais verdadeiro e único que existe) sobre a vida deste homem? Que decretam e desmandam em nome de Deus, lançando mão da confissão positiva?

Isto sem mencionar nas miríades de gente por aí que acham que Deus lhe deve alguma coisa, gritando e berrando que “querem de volta o que é seu”; “que o milagre vai acontecer, tem que acontecer” e etc.

Acho que não é necessário mais falar sobre isto. Leia você mesmo o testemunho, e junto comigo exultemos nas bênçãos que o Senhor tem nos dados, não importando o que passamos aqui nesta vida.

Testemunho: Com paralisia cerebral, cristão se apóia na fé e enfrenta as dificuldades do dia-a-dia

roger-flournoy-200x204Roger Flournoy Junior é um cristão norte americano que convive diariamente com uma série de dificuldades. Por ser portador de paralisia cerebral. Flournoy mora em Austin, no Texas, e conta que sua fé em Cristo é o que o faz enfrentar as dificuldades do seu dia-a-dia, e encontrar sentido na vida.

Em um vídeo publicado no Youtube, o cristão conta como detalhes de seu dia, e como se apoia na fé para superá-los. Ele revela que muitas pessoas não entendem o que é paralisia cerebral, e por isso o tratam de maneira diferente.

- Um monte de gente inclusive tem medo de mim ou se sentem muito desconfortáveis ao meu lado – detalha, contando ainda que isso muito o machuca, e que ele tenta ser amigo de todo mundo.

- A pior coisa é a solidão. Eu me transformo no meu pior inimigo quando me deixo sentir solidão. Mas Jesus significa tudo para mim. Sem Jesus eu sei que já teria cometido suicídio, porque viver sem Jesus não vale a pena – revela Flournoy, segundo tradução do blog O Contorno da Sombra, revelando ser a fé o que o sustenta, principalmente nos momentos mais difíceis.

- Tempos difíceis aparecem todos os dias. Na maioria das vezes eu tento nocauteá-los porque o evangelho mudou a minha vida de uma maneira maravilhosa que eu nunca conseguirei entender em sua plenitude. A adoração é a minha vida. Deus me criou para adorar – completou Roger Flournoy, que finalizou dizendo: – Jesus pagou o máximo preço e se eu não adorá-lo totalmente é como se eu não agradecesse por Ele ter morrido por mim. E isto é tão poderoso. Um dia eu estarei na eternidade com Deus.

[Fonte: Gospel +]

Assista ao vídeo na íntegra (em inglês):

***

Texto de Anderson Alcides. Fonte: A Voz no Deserto.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!0


30
abr

Thalles, Rodolfo e Luo: “Religiosidade atrapalha o gospel”

por: Fonte Uol


Três dos maiores nomes da música gospel, Thalles, Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) e Pregador Luo contam como o excesso de religiosidade prejudica a música e aproveitam para afirmar que atualmente muitos têm se aproveitado da onda de sucesso do estilo para ganhar dinheiro e distorcer o evangelho.

Em entrevista ao UOL, os cantores também comentam o crescimento exponencial do estilo em todo território nacional e mostram que querem atingir um público que vai muito além das igrejas.

dica da Rina Noronha

[TV UOL via Pavablog]

***

Parafraseando o velho Cazuza, não sei se tais “ideias correspondem aos fatos”. Confesso que o Rodolfo Abrantes me pareceu mais coerente em relação a sua cosmovisão e ministério. No mais, oremos pela situação dos astros do Gospel no Brasil.

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!5


29
abr

A decadência do Forró

por: Compartilhamento


ariano‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando- se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na plateia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

***

Dizem que o Texto é de Ariano Suassuna.

[Vi no Face de Carlos Adriano]

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!3


27
abr

Homenagem ao Brasil – Por João Alexandre

por: Antognoni Misael


***

João pra mim é um poeta de Deus! Suas letras contém contexto, poesia, sentido e profundidade.

Grande João de Deus!

NÓIS NAS REDES! E AÍ, O QUE ACHOU? COMENTE!0


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 94